Se não concordam com a localização da Casa Velório em Porto de Mós , assinem esta petição, neste endereço:
http://www.peticao.com.pt/casa-velorio-p

O Jornal Região de Leiria também não ficou indiferente a este assunto sendo matéria de destaque na edição desta semana. Transcreve, também,as declarações do vice- presidente Albino Januárioa, que aponta o dedo à iniciativa apelidando-a de "Potitico-partidária". Gostaria de saber quais as iniciativas que contam para este executivo.Os que já assinaram a petição ultrapassam largamente o número de pessoas que assistiram à tomada de posse dos novos òrgãos autárquicos, número esse que obrigou à mudança de local da cerimónia, por questões de segurança(?)sem qualquer aviso prévio. Aí o número contou, agora não valem de nada. Eu é que digo: assim não vale!!
Depois de beijar, matar. Enfim, tem alguma coisa a ver! Não há o chamado beijo da morte? Pelo menos todos conhecemos um, já lá vão mais de 2 mil anos…
Mas não dramatizemos. Se falar de matar, e da morte que lhe está associada, não é tabu então em futebolês é mesmo a coisa mais normal deste mundo.
O futebolês está cheio de matanças. No futebol mata-se muita coisa. Felizmente que, na maioria das vezes, não passa mesmo de figura de estilo. Também é certo que a morte, a verdadeira e trágica, passa muitas vezes pelo futebol: em pleno campo de jogo, nas bancadas ou até bem longe dos estádios, como acabou de acontecer com o infeliz Robert Enke. Mas essa, a trágica e que todos temos por certa, não é para aqui chamada.
Mata-se a jogada, mata-se a bola e até se mata o jogo.
Matar a jogada é a expressão usada para impedir o desenvolvimento de uma acção de construção de jogo. É uma das expressões do futebolês que me parece mais apropriada: porque liquida a jogada, retira-lhe a vida com recurso à ilegalidade, e muitas vezes à violência. Quando existem sempre alternativas legais para esse impedimento: através do desarme, por exemplo. Desarmar o adversário não é despojá-lo das armas, não é obrigá-lo a depor as armas, é tão só roubar-lhe a bola (mas roubar legalmente, que é coisa que não existe só no futebol). Mas não deixa de ter o mesmo sentido de humilhação…E, aí, claro que já não há matança. Matar é ilegal, mesmo no futebol!
A fronteira aqui, como em tudo na vida, é mesmo o cumprimento da lei. E, como todos sabemos, é onde as coisas se complicam …
Também há o entrar a matar. É entrar com tudo sobre o adversário: umas vezes vai adversário e bola; outras, só adversário. O exemplo, claro, é Bruno Alves, integrando uma dinastia que conta com Paulinho Santos, Jorge Costa e Pedro Emanuel, tudo gente bem conhecida…
Curiosamente em futebolês quem mata não é, por definição, o matador. O matador é outro, é o 9, o ponta de lança, o rato de área.
É a ave rara do futebol, por quem todos os clubes dão o rabinho e oito tostões!
Apesar da analogia apontar para o vocabulário tauromáquico, há várias espécies de matadores: o tipo sniper, que faz da área o seu esconderijo, onde permanece muito quietinho, com uma enorme paciência à espera da oportunidade de atirar a matar; e o tipo serial killer, que mata a eito e de qualquer maneira, sem paciência nenhuma, de quem se diz que só tem olhos para a baliza. Mesmo assim mata muito menos que o sniper. E há ainda o matador compulsivo, que vive para matar. É uma obsessão!
Lembram-se de um tal Jardel? Pois, é o exemplo. Matava tanto que quando pensou que já não havia mais nada para matar…foi o que se viu: matou-se a si próprio.
Como comecei por dizer também se mata o jogo. E, mais uma vez, não é normalmente coisa do matador. Normalmente mata-se o jogo ao marcar o segundo golo, ou a fazer subir o score para a diferença de dois golos e, aí, o assassino até poderá ser o matador. Mas quem o mata o jogo mais vezes é mesmo o árbitro; então em Portugal parece que têm mesmo vocação exterminadora. Os dirigentes desportivos também matam que se fartam, esses não só matam o jogo como matam a sua galinha dos ovos de ouro! É mais um dos muitos anacronismos do futebol: quem mais precisa do jogo é que o mata!
E mata-se a bola, que é mesmo o anacronismo-mor! Mas é! “Mata a bola no peito e pousa na relva”. “Mata no peito e dispara de primeira”. Mas, é mais uma curiosidade, não é aqui que a bola fica morta. Não, uma bola morta é outra coisa, é quando está inofensiva. O que é estranho porque a bola é a coisa mais pacífica desse mundo, nunca faz mal a ninguém.

Farta-se de ser maltratada e nunca reage. Diz-se que chora, mas só isso!
Só assim se compreende a sua enorme preocupação com essa zona do corpo: vejam os peitorais que exibem, mais lustrosos e bem tratados que carabinas de coleccionadores e caçadores.
Pois é meninas, quando deliram com aqueles peitorais do Cristiano Ronaldo, tenham muito cuidado: aquilo é uma arma letal, meticulosamente preparada para matar!
Aqui está uma boa forma de resumir o que se passa neste país.
O CIBA teve em média 137 pessoa/dia a visitar as suas instalações no seu primeiro ano. É um facto!
Destas 137 pessoas/dia quantas é que visitaram o restante concelho ou simplesmente se deslocaram à sede de Concelho para, por exemplo, visitarem o nosso castelo?
Existe estratégia integrada, com proveito para o CIBA e restante concelho de Porto de Mós para que o património histórico,cultural e religioso seja visitado por esta quase centena e meia de pessoas, diariamente, já para não falar da restauração e comércio?
Os horários (horas e dias abertura), do espaço jovem, museu e outros locais de potencial interesse de quem visita o Concelho de Porto de Mós, estão alinhados com os horários do CIBA?
Porto de Mós Merece !
Muitas conversas correram pelos bastidores apontando João Salgueiro como o próximo Governador Civil de Leiria, e logo depois como Secretário de Estado. Se houvesse uma Secretaria de Estado das Rotundas ele seria o escolhido. Ninguém duvida.
Havia gente entusiasmada perante essas hipóteses. Porto de de Mós finalmente ganharia algo com a ligação política ao Governo Central. Ainda todos nos lembramos que com o abandono do projecto do aeroporto na Ota todos os Municípios (laranjas) vizinhos receberam contrapartidas avultadas, tendo ficado Porto de Mós a ver navios... foi chato até porque João Salgueiro justificou a sua filiação no PS pela aposta do Governo PS nesse projecto!!
Salgueiro receando o ridiculo, terá declinado o convite para Governador Civil mas terá ainda apostado, em última esperança, que o próximo Governador Civil fosse um portomosense. É público que a concelhia do PS se empenhou fortemente nessa hipótese. Era um retorno merecido pela bandeirinha rosa que conseguiram manter no distrito laranja. Era a contrapartida, pouco substantiva é certo, mas algo que finalmente poderiam acenar a todo o concelho.
Mas durante o dia de hoje tudo se diluiu... e nada.
O anterior Governador Civil foi reconduzido no cargo. A relevância de Porto de Mós continua adiada.
Há umas semanas, Bagão Félix ,no Jornal da 2, em 1-2 minutos não mais, fez contas tipo merceeiro, justificando tim tim por tim tim porque é que tinha quase a certeza que o défice iria estar muito próximo dos 10 % do PIB.
Quais virgens ofendidas, a malta do (des)governo veio logo a terreiro dizer que o Senhor não sabia o que dizia, que o défice iria ser de 5,9% do PIB, que eramos dos países que iriamos mais crescer em 2009 e isto do desemprego era coisa que nunca chegaria aos 10%.
Pois "tá bem abelha", os números do INE colocam o desemprego em 9,8% ,muito longe dos 10%..., e agora vem o senhor Teixeira dos Santos dizer que afinal o défice pode ser de 8% ! É este o nosso "muro de Berlim" tão bem retratado em números por Pinho Cardão no 4R.
Umas das grandes preocupações dos pais, é saber quem são os amigos dos filhos.
"Ai rapaz tu vê lá com quem andas na escola, escolhe bem os teus amigos", ouvi isto vezes sem conta por parte da minha mãe.Hoje, lá em casa fazemos o mesmo com os nossos mais que tudo, olha que esse artista não é boa pinta, vê lá com quem te metes, vê se sabes escolher os amigos,....
Felizmente, tenho a certeza que sempre soube escolher os amigos, sim porque somos nós que escolhemos os nossos amigos, a família não.
Quando vejo na televisão o Sr. Armando Vara lembro-me sempre dos avisos da minha mãe, será que ninguém avisou Sócrates ao longo da vida?
É que por cá costuma-se dizer: "diz-me com quem andas dir-te-ei quem és".
Isto não é um homicidio de carácter, é só uma constatação...
Já lá estamos. E hoje ganhamos com todo o mérito...
Quem também lá está é a França, mas graças à mão de Henry, com mãozinha de Platini!
O Rotary Club de Porto de Mós vai promover, no próximo domingo, uma homenagem a uma personalidade marcante, a quem Porto de Mós muito deve: o Dr Manuel de Oliveira Perpétua.
Uma iniciativa de louvar. Porque o Dr Manuel Perpétua merece todas as homenagens (Porto de Mós nunca conseguirá homenageá-lo tanto quanto lhe deve), e porque ele próprio foi rotário, fundador do primeiro Club em Porto de Mós, nos anos 50 e, depois de extinto, membro activíssimo noutros clubes da região.
Estou, no entanto, mais interessado em falar do Homem e do pedagogo que Porto de Mós não poderá nunca esquecer nem cansar de homenagear. Seja em regime de pompa e circunstância, de cerimónia pública, seja num simples registo intimista, como este, que mais não pretende que transmitir aos portomosenses mais novos a admiração, e o respeito profundo, de toda uma geração que teve a rara felicidade de poder aprender, e de se poder formar, com um Homem da dimensão do Dr Manuel Perpétua.
Sou um dos muitos que tiveram esse privilégio! E, hoje, quase 40 anos depois, uns vividos com grandes mestres académicos e outros com grandes profissionais das mais diversas áreas, com grandes colegas e grandes amigos, posso garantir que foi o Homem que mais marcou a minha formação. Na construção do meu edifício de valores, no conhecimento que me abriu novos conhecimentos, na estruturação do meu pensamento, no primado do sentido cultural da vida, na clandestina construção da consciência política…
Quis o acaso que tivesse a felicidade de, no meu processo de construção, encontrar um mestre como o Dr Perpétua. De mais rara felicidade foi, contudo, a oportunidade desse encontro. Andava pelos meus 17 anos, naquele tempo a idade fértil da aprendizagem.
Acredito que o tenha encontrado no tempo certo para aprender com ele uma boa parte do que tinha para nos ensinar. A infância já tinha ficado para trás, com tudo o que de desconforto a escola representa(va) naquela fase. A exigência e a disciplina já não eram uma imposição ditatorial de um espaço assustador e de um tempo escuro. Então, aos 17 anos e nos sexto e sétimo anos do liceu da altura, eram apenas condições naturais de um espaço de conhecimento e de um tempo de aprender a ser homem.
As matérias, as disciplinas, eram interessantes: História, Psicologia e Filosofia. Que ele sabia tornar ainda mais interessantes! Mas, se não tinham interesse nenhum, como era o caso da famigerada Organização Política e Administrativa da Nação (OPAN, como lhe chamávamos como que antecipando o actual mundo das siglas) ele sabia exactamente como torná-las tão ou mais interessantes que as outras. E passávamos, então, quase todos os meses do ano lectivo aprendendo coisas novas e interessantes. Quase todos, porque, no último, ele dizia: “Bom, agora temos que nos preparar para o exame; toca a estudar o livrinho, porque o exame é feito disto e não do que temos andado a falar”. Pois, é que era proibido falar do que tínhamos andado a falar!
Para quem não viveu esses tempos, não é fácil imaginar a importância do Colégio em Porto de Mós. O Colégio, tal era a excelência, trouxe para Porto de Mós gente de todo o país, de Norte a Sul, das ilhas às então colónias. O que toda essa gente trouxe e levou permanecerá para sempre como património de Porto de Mós. Todavia, património maior ficou com os portomosenses, a quem o Colégio abriu as portas da educação, num tempo em que a educação era privilégio de alguns e não direito de todos. Em que o ensino público secundário estava disponível, para apenas alguns, nas capitais de distrito e pouco mais. E em que os acessos e a mobilidade nada tinham a ver com a actualidade.
O Dr Perpétua fez ensino público num Colégio Particular (como então se dizia, em vez do actual privado). Colégio que se tornaria efectivamente público, na primeira escola pública do ensino secundário em Porto de Mós, em 1973 quando, pela mão da reforma “Veiga Simão”, desencadeada a partir da primavera Marcelista, o Estado adquire aquela magnífica infra-estrutura, hoje um verdadeiro ex-libris da arquitectura em Porto de Mós, dando continuidade à nobre missão do Dr Manuel Perpétua.
Obrigado Dr Perpétua. E continue connosco por mais muitos anos, porque continuamos a precisar de si!
The Beatles ...
Atafulhada em testes e em reuniões , recebi por mail este vídeo fantástico
imagem da net
Se não estou enganado, em 2007 a Regionalização (após referendo mal "esgalhado" pelo PS) ficou para ser referendada em 2009, ora 2009 está quase a ir embora e devíamos, de forma séria, discutir novamente este "arranjo" administrativo deste Portugal á beira mar plantado.
Quando lemos Isto, ficamos com a sensação que o que move os nossos politicos não é o diminuir assimetrias, evidentes, nem colocar a questão onde ela deve ser colocada, mas sempre no patamar do "tacho" e do "carreirismo politico" que tão criticado é na nossa sociedade, mas quem pode teima em não fazer nada para o inverter.
O texto é de 2007, mas continua bem actual e deve ser a base da discussão deste tão importante tema para Portugal, não sei se é prioritário ou não para o PS e blogosfera, incluindo o Vila Forte, mas que tem que ver comigo e com os demais cidadãos, disso não tenho dúvida.
Eu sou a favor da Regionalização como o escrevi na altura e os caros leitores?
...Temos de ser nós a pagar o "repasto".
Esta minha "tese" pode ser demagógica, mas estes almoços ou jantares de homenagem pagos por empresas públicas, são bem demonstrativos da falta de pudor deste senhores que mandam nas EP, ainda por cima numa altura em que é sabido que nestas empresas o passivo não pára de crescer e que aos seus gestores nada lhes acontece.Como diria um amigo meu: o pior que lhes pode acontecer é irem para outra empresa pública....
Herique Neto resume bem esta "estória": "Perderam a Vergonha".
A Face Oculta, transformou-se em mais um processo político, com todos os riscos que isso tem. Entretanto, o Sr. Presidente da República vai receber o Sr. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, certamente para lhe perguntar se os agentes da justiça sabem mesmo exercer as suas funções com competência!
Era suposto que a cimeira, de chefes de Estado, em Copenhaga, servisse para se debater o Planeta e tomar iniciativas vinculativas em relação às mudanças climáticas, tornando o tratado de Quioto obseleto.
Pelos vistos os chefes de estado preferem ir fazer turismo para a capital Dinamarquesa, deixo aqui o meu humilde contributo: Copenhaga.

Temos como referência os valores do mundo ocidental. Nesse espírito, e conforme já o disse considero que a dignidade de cada pessoa não deverá ser posta em causa pela cor da pele, orientação sexual, política, religiosa, clubística, etc... mas vivemos num mundo global e imensamente diverso.
Aqui ao lado na nossa aldeia global, temos vizinhos, que podem não ser os nossos vizinhos preferidos, que têm alguns hábitos ditos culturais, com os quais não concordamos. Por sua vez eles, ou alguns deles, que gostam de cultivar diferenças e apontam-nos as nossas características de que não gostam, como sendo defeitos. Está mesmo a ver-se que me refiro aos nossos vizinhos árabes. Em alguns dos países que pertencem ao mundo árabe, existem práticas que consideramos socialmente reprováveis, nomeadamente no que respeita aos direitos das mulheres. A nossa reacção perante esta situação é de repulsa e de condenação.
Pois é exactamente a mesma reacção que os casamentos gay lhes provocam. Claro que nós, ocidentais, donos do mundo e senhores da ciência, não nos incomodamos com a repulsa e condenação de povos atrasados. É curioso que a reacção dos árabes perante a nossa condenação da falta de direitos das mulheres árabes é exactamente a mesma, ou seja, não se incomodam com a repulsa e condenação de povos infiéis.
Imaginemos uma linha que assinale o meio caminho entre estas diferenças culturais, ou civilizacionais. Se nos aproximarmos dessa linha, e o mesmo acontecer com os nossos vizinhos árabes, todos estaremos mais próximos, e possíveis conflitos serão menos prováveis.
Defender o alargamento do conceito do casamento, é fazer por nos afastarmos da dita linha e é ajudar a cavar o fosso que nos separa. Claro que isso é uma excelente notícia para os radicais islâmicos que conseguem assim um argumento de mobilização válido em todo do mundo árabe.
Estaremos todos conscientes disto?
"A destruição das escutas é proibida, precisamente porque todos os visados podem necessitar delas a seu tempo", disse Carlos Pinto de Abreu, quando confrontado com o facto de o presidente do Supremo Tribunal da Justiça ter, segundo o JN, ordenado a destruição das escutas ao primeiro-ministro.
Confesso: os paralelismos a que me vou referir ocorrem-me um pouco na onda do futebolês que aqui trago aos sábados. Mas também pelos acontecimentos que marcaram a semana que está a acabar.
De facto notam-se uma série de paralelismos entre o país e o Sporting.
País e Sporting andam altamente deprimidos. Ambos estão com níveis miseráveis de desempenho e, no entanto, até estão, na actual conjuntura, com bons resultados na II Divisão da Europa. O Sporting, num grupo muito fraquinho da liga Europa, está no primeiro lugar e com grande avanço. Portugal também. Com um crescimento de 0,9% no III trimestre, que se segue aos 0,3% do segundo, e com o crescimento negativo previsto para este ano para 2,9%, contra os 4% da média europeia, o país também apresenta um bom resultado nesta altura desse campeonato. O pior é depois, o que vem a seguir. Mas é bom recordar que estamos a falar da actual conjuntura…
Mas há mais. Se nos virarmos para a governação, do país e do Sporting, então encontramos muitos mais paralelismos. Com uma única diferença: enquanto toda a gente sabe quem manda no governo, ninguém sabe muito bem quem manda no Sporting.
Ambos gostam de se vitimizar. São vítimas de tudo! São vítimas dos jornais, da opinião pública, da oposição…
José Eduardo Bettencourt (JEB, para simplificar) só vê “terroristas” no Sporting. E “cretinos” pagos para fazer oposição. Pois não é precisamente disto que Sócrates se queixa? Mas com uma vantagem: é que Sócrates, ao contrário de JEB, identifica os terroristas – os jornais (alguns) e as televisões, também algumas. Mas o JEB também se queixa da perseguição dos media.
Um jornal deste fim-de-semana faz manchete com a notícia de que Sócrates mentiu ao Parlamento quando ali referiu desconhecer o propósito da PT comprar a TVI. Parece que, nas famosas escutas das suas conversas privadas com o amigo Vara, lá falavam do negócio. Mas Sócrates reage: isso não é notícia, é calúnia. Bem, depois vem a pequena nuance: afinal o governo é que não tinha conhecimento oficial… Ah…daí a calúnia!
Durante a semana os jornais davam conta da decisão do JEB contratar o treinador da Académica – André Villas Boas. Sem dinheiro para mandar cantar um cego (sem ofensa aos inivisuais, é apenas uma consagrada expressão popular), tal como o país, o Sporting falha a contratação e expõe-se ao ridículo, uma vez mais. É então que surge o inefável JEB a dizer que nunca lhe passou pela cabeça a contratação daquele treinador. Que tudo não passou de uma invenção dos jornais. Pois, só que se esqueceu que nem foram necessárias escutas para ficar claro que estava a mentir (é verdade que não era no Parlamento)! É que, poucas horas antes do presidente da Académica anunciar o falhanço das negociações, tinha emitido um comunicado para a CMVM informando-a que se encontrava a efectuar, e cito, «contactos (…) com o representante do treinador André Villas Boas».
A salvação deste país é que é maioritariamente benfiquista! Com o Benfica a ganhar até a economia cresce 0,9%!
Há algo de nobre na natureza da essência do 'ser soldado'.
Muita dessa nobreza deriva da antiguidade clássica, onde cidades vizinhas se destruíam ciclicamente. De que forma se pode motivar alguém para arriscar a vida para combater um igual? Não é fácil. Mas o líderes da antiguidade clássica conseguiram-no criando esse conceito de honra que misturaram com outro conceito, o da glória. Faltando algo de material para motivar o assumir do risco de morte, então juntou-se o saque bárbaro. Assim se reuniram todos os ingredientes para se motivar um militar.
Nos dias de hoje, depois do que Salazar exigiu aos soldados estacionados nos indianos estados portugueses, exigência essa que sabemos não se poder desligar do golpe militar do 25 de Abril, que motivo resta a um cidadão português pertencer às forças armadas?
Glória? As acções da Nato, têm muito de geopolítico, muito de defesa da democracia, mas não tem sido muito gloriosas.
Honra? É coisa que ninguém sabe onde pára há muito.
Resta o saque, que nos dias de hoje se resume, para um soldado sem grandes qualificações, a menos de um ordenado de deputado e se estiver num palco difícil. De bárbaro resta apenas a comparação com o Ordenado Mínimo Nacional.
Além disso, e o mais grave de tudo, será consubstanciar a essência de ser um instrumento da classe política portuguesa. Aceito que alguns dos membros das forças armadas portuguesas defendam o conceito de nação, que ultrapassa, dada a sua antiguidade, e como nenhuma outra, o efeito das conjunturas.
Mas triste mesmo triste, será ter de estar ao serviço de políticos como o actual Ministro Defesa Nacional, Augusto Santos Silva. Sabemos que tem um passado militar estranho para quem desempenha as actuas funções, e que além do hobby de malhar na direita, gosta de divulgar informações reservadas apenas a quem tem acesso a informações classificadas. Logo depois desmente-se dizendo que soube do dito segredo, a que teve acesso nos corredores do poder, e que não soube guardar, através da SIC Notícias.
Segundo o Sol, esta estação baseou a sua notícia nas declarações do dia anterior do Ministro da Defesa Nacional.
C'est vraiment degeulasse!!!
Nada melhor que iniciar com o beijo! Quem não gosta de beijos?
Mesmo quando da criança se diz que não gosta muito de beijos, que não é beijoqueira, não é verdade. Não gostam é de estar constantemente a ser maçados com um “vá, dá lá um beijinho à senhora”… ou com um “deixa-me lá dar-te um beijinho”, vindo de gente que nunca viu e sem o mínimo de interesse.
O futebolês está cheio de beijos. Não admira, pois o próprio futebol, o jogo jogado, envolve também muito de beijos…
A bola beija as redes – é golo, o clímax; é quando, depois de viajar até ao fundo das redes, delas faz lençóis onde se enrola e aconchega, numa êxtase que invade todo o estádio, que grita e aplaude em histeria colectiva enquanto ela, exausta, permanece inerte e deleitada entre as redes! É, tem muito de erótico. Não é por acaso que até houve um jogador – o Fernando Gomes, do Porto (não confundir com o outro), goleador dos anos 80 – para quem marcar um golo era como atingir o orgasmo.
Mas a bola também beija a trave e beija o poste. Não é o mesmo beijo, este é um beijo mais seco, menos molhado. Tanto que, muitas vezes, nem é beijo nenhum mas um malhanço dos grandes: é quando bate estrondosamente na trave ou no poste. Às vezes a bola roça o poste e roça a trave. Roçar, estão a ver? Trave e poste fazem, tal como as redes, parte da baliza mas, para a bola (e não só) não é beijar a mesma coisa, como se vê. Bom, e comparar aqueles roçanços com a marmelada do beijar das redes… Não tem nada a ver!
A bola não é só sujeito activo, também é passivo (não é sujeito passivo de impostos, porque isso de impostos na bola tem muito que se lhe diga!). Também é beijada, ajeitada e acariciada. Quantas vezes não vemos um jogador fazer tudo isso antes da marcação de um livre directo ou de um penalti?
Mas aqui o beijo troca o erótico pelo perverso. É assim como o beijo daqueles casais desavindos… a seguir vem uma carga de porrada e, depois, o beijo de novo. Pois é, a bola já sabe o que a espera quando leva aquele beijo… um valente pontapé. O pior vem depois: ainda pode ir bater com os cornos nos ferros, levar mais um murro do guarda-redes ou ir parar à bancada, o lugar mais deprimente para uma bola. Às vezes a coisa corre menos-mal: pode cair nos braços musculados do guarda-redes ou mesmo ver-se (escrevi ver-se, não foi outra coisa) a beijar as redes. Mas o valente pontapé já ninguém lhe tira!
Há ainda muitos outros beijos. O beijo para captar as câmaras da TV, do par de namorados que está na bancada (aqui a receita para o sucesso é cada um com o seu cachecol, de cada uma das equipas em confronto) e, agora na moda, os beijos entre jogadores.
Eles beijam-se nas substituições, eles marcam golo e beijam-se, o guarda-redes defende… beijos.
Beijos entre homens era coisa a que não estávamos habituados. É certo que nos lembramos dos beijos daqueles líderes comunistas muito cinzentões. Um desses beijos, entre o Honecker e o Brejnev, ficou para sempre gravado nas imagens do muro de Berlim. Os árabes também se beijavam, e logo com três beijos. Mas no futebol?
O primeiro beijo de que me lembro é do Laurent Blanc no Zidane. Mas esse foi um beijo na careca do Zidane que, por ser numa careca, era até ternurento. 
Agora estes beijos…
Segundo Miguel Portas "as pessoas de direita usam fato e gravata como os padres usam sotaina. É como uma farda."
Eu a pensar que aos preconceitos eram um exclusivo dos conservadores, dos retrógrados e dos homofóbicos.
O artigo é extenso e não consegui encontrar o link no "expresso". Deste modo, deixo parte do artigo de Clara Ferreira Alves que me parece ser uma "boa foto" do estado da democracia em Portugal:
(...)Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI
Uma simples pesquisa no Google, sobre a palavra: “gripe a” oferece-nos do lado direito da página (publicidade), três propostas sobre purificadores de ar, máscaras, geles, desinfectantes, etc…
Alguém sabe quanto é que custa a Vacina?
Quantas vezes, nós homens, somos acusados pelas mulheres por não sermos capazes de fazer mais que uma coisa ao mesmo tempo?
Sabemos todos, homens, que é mentira, pois quando estamos a ver a bola, por exemplo, também somos capazes de beber uma bejeca...
Mais a sério, já o Professor Paulo Lameiro, no seu imenso conhecimento cientifico das capacidades humanas em relação à música,e não só, diz, nas suas estimulantes aulas na SAMP, que um homem ao ouvir uma orquestra só consegue distinguir no máximo 3 instrumentos diferentes e que uma mulher chega aos 5 sem dificuldade. Ora isto, revela que as mulheres podem ser fisicamente mais "debeis", mas que têm outras capacidades: quem é que já não foi surpreendido por uma situação em que nós homens já esquecemos, para aí com 100 anos..., e que na altura devida levamos com ela para ficarmos em sentido?
Pois é, a nossa amiga Fátima do SIMEQ encontrou um interessante artigo que explica o porquê disto tudo, apartir de hoje bolinha baixa que o guarda-redes é anão....
fotos retiradas do SIMEQ
imagem daqui
Está a decorrer a vacinação para a Gripe A, primeiro para os titulares de órgãos de soberania, depois para os profissionais de saúde e neste momento para os grupos de maior risco.
E você vai procurar a vacina? Ou fugir dela?

A história é feita de ciclos curtos e longos, de avanços e de recuos.
Depois da antiguidade clássica, seguiu-se a Idade Média, depois o Renascimento, as Luzes e o fim do Antigo Regime. Actualmente em algumas zonas do globo os valores culturais vigentes são comparáveis, em alguns aspectos à Idade Média europeia.
Grandes avanços são por vezes seguidos do movimento contrário de uma forma mais ou menos radical, mais ou menos violenta.
Ninguém discute que o reconhecimento do casamento gay é um tema fracturante.
Se nos conseguirmos distanciar da actualidade e observarmos o período de tempo histórico que nos foi dado a viver, e nessa atitude filosófica, que Jostein Gaader relata no Mundo de Sofia, como se todos vivêssemos na pele de um coelho em que apenas alguns conseguem trepar pelos pêlos do coelho para observar à distância os demais, e avaliarmos friamente o que tem sido a tremenda evolução cientifica, social e económica das últimas décadas, o alargamento do conceito do casamento é um facto civilizacional de primeira grandeza.
Ainda fazendo um esforço para observar a actualidade à distância, e estando que consciente que não vivemos no fim dos tempos, considero que no movimento civilizacional que se seguirá ao actual, este será um tema que merecerá destaque. Olhando aos avanços e recuos que já referi, é fácil de imaginar que o movimento seguinte será no sentido contrário, ou seja, terá como referência os valores mais tradicionais e conservadores. Nessa medida, considero que quanto mais arrojado for o frenesim progressista na actualidade, mais radical e mais próximo temporalmente poderá ocorrer o movimento contrário. Não sei que todos temos consciência disto?
Há ainda um outro ponto de vista que considero pertinente e que partilharei na próxima 2ª feira.
Manuela Ferreira Leite exigiu hoje no Parlamento que se esclareça tudo sobre os vários casos que agitam a opinião pública. A presidente do PSD disse hoje no Parlamento que "as dúvidas políticas não se resolvem destruindo provas", referindo-se às escutas entre Sócrates e Vara que foram dadas como nulas pelo Supremo Tribunal. Para Ferreira Leite "as dúvidas não se resolvem destruindo provas". via sapo
É inadmissível.
Aumentos salarial de 1,5% em 2010 pode "não ser sustentável"
Não sou economista, mas sou responsável por uma PME que paulatinamente tem aumentado os salários aos seus colaboradores, tendo em conta o aumento de produtividade e os tempos "agressivos" em termos concorrênciais que vivemos.O aumento salarial na nossa empresa vai ser de 2%. Não morremos, estamos vivos, bem vivos e continuamos a lutar dia a dia, para que os nossos processos e métodos de trabalho sejam hoje melhores que ontem (minha definição para inovação).
Dizer que 1,5% pode levar à desgraça de um país é o mesmo que dizer que ninguém faz "ponta de corno" para que sejamos competitivos neste mundo global e aí, provavelmente, há quem defenda a diminuiçãode salários...
Eu(nós) não vou por aí!
E se o TGV estivesse fora de moda? Até em França?
Via Delito de Opinião
Numa altura em que o PSD teve mais uma derrota estrondosa, sim porque depois de 4,5 anos de Sócrates ter mais ou menos os mesmos votos de Santana Lopes..., e quando o partido devia discutir internamente o que quer ser na sociedade Portuguesa, o que assistimos?
Assitimos, a mais uma vez aos barões, baronetes e baronesas a querer condicionar o partido por uma solução tipo PCP, ou seja, uma vaga de fundo para um líder sem contestação e que só lá vai com 99,99% de votos.Desculpem, mas isso não é o PSD!
Se o Sr. Marcelo Rebelo de Sousa quer ir a jogo que vá, mas sem condições, que acredite que é capaz de mobilizar as bases e o partido em geral num projecto, condicionar a sua candidatura a um seguidismo cego, não obrigado!
Temo bem que o PSD numas próximas eleições, esteja ao nível do CDS-PP de 2009. O partido não pode ser uma coutada de meia dúzia de pessoas que ousem pensar que podem ,querem e mandam sem oposição.O partido é dos militantes e das pessoas que se revêem na forma de fazer politica de um partido com história e responsabilidade na vida dos Portugueses. Tornar o partido numa loja de espelhos para avaliar quem é "mais bonito que eu", vai levar o PSD, no limite, à sua insignificância no panorama partidário nacional.
Tal como há freguesias tipo para a noite eleitoral, que não se siga o exemplo de Porto de Mós, pois o resultado pode ser desastroso, a cima de tudo para o país.
A Universidade Bandeirante expulsou uma aluna por esta ter cometido o crime de ir vestida de cor de rosa. Realmente, não é cor que se use!

Não se percebe como é que a moça se veste desta maneira!
Só podia mesmo ser expulsa!!!

Debater os casamentos gay não é o mesmo que debater os direitos dos gay.
Respeito a liberdade individual e defendo quem for incomodado por questões dessa natureza. A dignidade de cada pessoa não deverá ser posta em causa pela cor da pele, orientação sexual, política, religiosa, clubística, etc...
Mas como já o disse no nosso podcast, e já aqui escrevi, o que se está a fazer é equiparar um casamento (não digo tradicional, pois é desnecessário) com uma união gay. Na prática consiste num alargamento semântico de um conceito, ou à abertura de uma excepção. Alguns dos argumentos dos defensores baseam-se em questões sucessórias, mas isso pode ser ultrapassado, sem que se equipare o meu casamento, ou o dos meus pais, ou o dos meus avós, a uma união gay. Aceito e defendo que se crie uma figura jurídica para as uniões gay com direitos e obrigações em tudo idênticas ao casamento. Digo isto no sentido de que é possível criar uma solução para as aspirações dos gays, lésbicas, etc. sem que se alargue o conceito do casamento.
Façamos um exercício de retórica.
Quem defende o casamento entre um irmão e uma irmã?
Quem se atreveria a fazê-lo? Ao fim ao cabo existe o problema da aceitação social e da procriação... mas por acaso estas são algumas das questões levantadas pelo opositores das uniões gay.
Claro que pode parecer uma questão desconcertante e muitos dos defensores do alargamento semântico, dirão que estou a desconversar. Nessa fase do debate tenho de acrescentar outra pergunta:
E defenderiam o casamento entre duas irmãs? Ou dois irmãos?
Quem se atreveria a negar esse direito? O amor não escolhe géneros...
Os exemplos poderiam continuar com casamentos entre três ou mais pessoas, uniões com animais de estimação, objectos do quotidiano, meios de transporte ou objectos espaciais.
Perdoem-me o excesso, mas o exagero além de uma figura retórica, serve também como teste de validação de regras.
Recorrendo ao exagero pretendo chamar a atenção de que os argumentos usados pelos defensores das uniões gay, encaixam igualmente para a defesa das improváveis uniões que acabei e enumerar. Lembram-se? Direito a ser feliz, o amor não escolhe o género, não são bichos que devam ser enjaulados e por vezes chega-se até ao incontornável 'porque sim'.
Da mesma forma que se diz que a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros, também os nossos direitos terminam onde começam os dos outros. O Estado, que recusa levar a questão a referendo, diz-nos que a instituição do casamento, em cujo espírito milenar celebrei um contrato, agora passa ser diferente. Sinto que perco o direito à diferença. Será o direito à diferença um privilégio reservado aos homosexuais?
Deixem que o meu casamento seja diferente de uma união gay. Quando me casei essa diferença estava assegurada e deixou de estar. Perante uma banalização de 'estatuto' não posso ficar satisfeito.
Há ainda outros pontos de vista que considero pertinentes e que partilharei em breve convosco.
Gosto de argumentos lógicos e lineares, e peço que tolerem o meu ponto de vista fora de moda.
Esta semana, no Jornal de Leiria escrevi este artigo:
"Depois deste corrupio eleitoral é tempo de assentar a poeira , limpar cenários, recolher, os louros ou os cacos conforme o caso. Quem ganhou deve governar , quem perdeu deve preparar-se, todos os dias, para o próximo acto eleitoral, daqui a 4 anos. Neste quadro idealmente democrático deveria ser consensual o seguinte: quem ganhou governa quem perdeu fica na oposição; ambos por direito próprio através do voto dos Portugueses. Governar em democracia exige uma oposição forte, leal e fundamentada. Lamentável e sistematicamente a oposição tem sido tratada invariavelmente ou como “baixa política”, “politiquice” ou “maldizer”. Repetiu-se outra vez no dia 28 de Outubro. Com um novo ciclo iniciado é, seguramente, oportuno salientar que a oposição tem estatuto, responsabilidades, contas a prestar e vigilância democrática a respeitar. Tudo em letra de lei - Lei 24/98 de 26 de Maio. “ Entende-se por oposição a actividade de acompanhamento, fiscalização e crítica das orientações políticas do Governo ou dos órgãos executivos das regiões autónomas e das autarquias locais de natureza representativa – (Artº 2). Como a cada direito corresponde um dever, não podemos ignorar que há deveres de lealdade de quem governa como por exemplo : informar atempadamente e consultar previamente as oposições sobre matérias variadas . Confundir a critica política com cantigas de escárnio e maldizer é levantar poeira e desconsiderar o adversário . Contudo, nesta matéria (como em muitas outras) gostaria mesmo de estar enganada e poder pronunciar-me, favoravelmente sobre o “grau de observância do respeito pelos direitos e garantias constantes” na lei atrás referida. Em Março!
Não está fácil!
Os exemplos vindos de S. Bento e os ecos a nível local não anunciam uma grande cooperação com as oposições. O diálogo depressa se transformou em pressão. E ainda agora começámos!
Convém, também, esclarecer e provar, se um programa foi votado em bloco, e, se há ou não razão para prosseguir políticas que não foram sufragadas por uma maioria inequívoca de eleitores. É interessante quando se colocam questões tão simples como estas: é ou não a favor dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo ou concorda com a localização da Casa Velório na vila de Porto de Mós. Maioritariamente a resposta é não. Quase que poderia afirmar fim que estas duas iniciativas , uma local e outra nacional , apesar dos seus proponentes/ candidatos eleitos as incluírem nos seus programas eleitorais , não são de facto as medidas que a maioria dos eleitores aprovariam se fossem consultados sobre cada uma delas a 27 de Setembro. Estas matérias e outras( TGV , eutanásia, testamento vital) vão trazer problemas.
Discutir-se-á , espera-se com seriedade, a legitimidade ou falta dela para impor decisões desta natureza. Os dados estão lançados, mas o jogo só agora começou.
Eu obviamente me oporei a ambas as questões. Uma porque já está resolvida e bem na moldura legal actual sem precisar de alteração ( o casamento), a outra porque está mal resolvida, pior explicada e incrivelmente mal localizada ( a casa Velório de Porto de Mós)
Sem medo e sem complexos, obviamente oponho-me!
Será esta tomada de posição “ politiquice?"
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Petição contra a localização prevista para a Casa Velório em Porto de Mós |
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Os Nus e os Mortos
de Norman Mailer
Um pelotão de jovens soldados norte-americanos percorre o seu caminho através do terreno traiçoeiro que atravessa a ilha de Anopopei, ocupada pelos japoneses. Apanhados na confusão do combate próximo e armado, e perseguidos por atiradores furtivos, são empurrados até aos limites da resistência humana. Mantidos juntos apenas pela vontade crua da sobrevivência, e mal conseguindo manter vivos os seus sonhos no meio da voragem, cada um dos homens encontra as suas esperanças mais recônditas e medos mais profundos expostos a nu pela pressão incansável do combate. Os Nus e os Mortos, o famoso romance de estreia de Norman Mailer, foi adaptado ao cinema em 1986 por Raoul Walsh, e comemora em 2008 o seu sexagésimo aniversário.
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