Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Tributo social

Da ideia de Pedro Passos Coelho, salta a reacção da esquerda Portuguesa de que desta forma estamos a criar um escalão de pessoas que vão ser exploradas porque, se há trabalho social para fazerem, então devem é ser integradaos nas estruturas (leia-se contrato trabalho sem termo) onde vão prestar o trabalho social.

Eu sou dos que tem a mesma opinião do meu amigo e Deputado Emídio Guereriro:

 

"Numa Democracia como a nossa, os apoios sociais que o Estado dá a quem necessita são uma função essencial. A justiça social é ajudar quem precisa. Podemos discutir modelos e modalidades de apoio social, mas nunca ouvi um dirigente político afirmar que o Estado não deve apoiar os mais desfavorecidos. E ainda bem, pois todos queremos uma sociedade mais equilibrada, mais justa e sem pobreza.
A solidariedade e a justiça social são fundamentais para ajudar as famílias e os cidadãos que, por qualquer razão, ficam desprotegidos. Aqueles que perderam o emprego, aqueles que não o conseguem, não podem ser excluídos. A riqueza gerada por todos também deve ser utilizada para dar resposta a estas situações, evitando ao máximo o aparecimento do fenómeno da exclusão social.
Hoje, fruto da crise económica, assistimos a muitos dramas familiares. A classe média portuguesa é das mais sobrecarregadas fiscalmente em toda a Europa (cerca de 38% do rendimento) e existem cada vez mais os “novos pobres”, que mais não são do que famílias com trabalho, mas cujo rendimentos não chegam para pagar as facturas do fim do mês. E fruto da crise, assistimos (e bem) à proliferação de apoios sociais a agregados familiares que perderam os seus rendimentos.
A solidariedade que o Estado dá (e bem) a quem precisa, pode, e deve, ter um retorno. Os apoios sociais não podem contribuir para a quebra da auto-estima de quem passa pelo drama do desemprego. Não pode, nem deve, contribuir para o baixar de braços, para o acomodar com a situação. Os apoios sociais devem ajudar a combater a emergência, mas não podem conduzir a uma situação de dependência das pessoas. As pessoas têm de ser úteis à sociedade. Por isso entendo bem e defendo a proposta de Passos Coelho da criação de um Tributo Social. Não se trata de retirar ou diminuir apoios a quem precisa. Trata-se, sim, de criar condições para que esses beneficiários da nossa solidariedade tenham a oportunidade de devolver essa solidariedade com trabalho social. É uma forma de manter as pessoas activas, com sentimento de utilidade para com a comunidade, reforçando a sua auto-estima. Não queremos que as pessoas se institucionalizem no desemprego. Queremos ajudar a resolver o problema, ajudar a reagir e aproveitar as imensas capacidades que essas pessoas têm para poderem ajudar a sociedade em muitas áreas. Dar e receber, é disso que se trata.
Este é um caminho diferente e inovador, sobretudo mais justo, do que aquele que temos percorrido até hoje."

Texto publicado na edição de 14 de Abril de 2010 no Diário de Coimbra
publicado por Pedro Oliveira às 08:00
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2 comentários:
De Paulo Sousa a 26 de Abril de 2010 às 22:45
A ideia aparenta ser boa, mas tem de ser desenvolvida de forma a impedir que no futuro, na mão de outro governo, seja uma forma de criar mais funcionários públicos.
De anonimo´s a 27 de Abril de 2010 às 16:08
...dezenas de palavras que nao atingem nada, nao movem nada.
Repare-se na síntese:(comentarios entre parêntesis)

A solidariedade que o Estado dá (e bem) a quem precisa, pode, e deve, ter um retorno (QUAL?) Os apoios sociais não podem contribuir para a quebra da auto-estima de quem passa pelo drama do desemprego (OBVIO, MAS O ESTADO NAO È CONSULTÓRIO de PSICOLOGIA APLICADA...). Não pode, nem deve, contribuir para o baixar de braços, para o acomodar com a situação (EMOTIONS...uau...i like this...). Os apoios sociais devem ajudar a combater a emergência (QUANDO A COISA SE LEVANTAVA...eis emergência...), mas não podem conduzir a uma situação de dependência das pessoas (Só EINSTEIN poderia dizer algo ASSIM...deve ser plágio). As pessoas têm de ser úteis à sociedade (CLARO...veja-se EVA no PARAÍSO...ou o HOMO DE NEENDERTHAAL na caça, ou MOISÉS NO EGIPTO, só neste século 7 milhoees vao às urnas preocupados ...). Por isso entendo bem e defendo a proposta de Passos Coelho da criação de um Tributo Social (UFA...ESTAVA A VER QUE NAO IA PERCEBER O TEXTO...taxa TOBIN patriota...) Não se trata de retirar ou diminuir apoios a quem precisa (ENTAO; O QUE SERÁ?!!). Trata-se, sim, de criar condições para que esses beneficiários da nossa solidariedade tenham a oportunidade de devolver essa solidariedade com trabalho social (a UTILIZAÇÂO DE DOIS CONCEITOS ABSTRACTOS NA MESMA PROPOSIÇÃO é ...abstracto! Trocou-me os olhos...acho bom, acho bem, acho giro, acho...).

Ufa...

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