Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Às armas...às armas!

Os sinos tocaram a rebate! O ministro das Finanças lançou mão do discurso patrioteiro, quase que pegando no hino nacional para mobilizar a nação: “às armas, às armas, contra as agências, marchar, marchar! Um ataque vil à pátria que não poderia ficar sem resposta… A hora é de união, contra os novos inimigos dos tempos que correm: os mercados especuladores, que agora mergulham em voo picado sobre a vítima indefesa, prévia e cirurgicamente afastada da manada…

 

O primeiro-ministro reúne com o líder da oposição. Antecipa medidas do PEC. Sim porque as medidas já existiam, apenas é necessário antecipá-las. Bom, também umas outras medidas, que na semana passada não passavam de “uma mão cheia de nada”, irão merecer a atenção do governo. Há que dar sinais rápidos aos mercados…

 

E nós, como sempre, ficamos baralhados:

Então mas se isto não passa de um ataque vil e traiçoeiro de predadores, para que é precisamos de medidas para dar sinais aos mercados?

Então se nos foram separando da manada o que haverá a fazer não será correr rapidamente para a reintegrar e sentir o bafo reconfortante e protector dos pares?

Temos de adoptar novas medidas e antecipar outras? Então mas o PEC não acabou de ser aprovado?

 

A famosa Standard & Poor`s (S&P) – há pouco tempo havíamos conhecido a Fitch, que não tinha ficado menos famosa; já só nos fica a faltar conhecer a não menos famosa Moody`s –, ao serviço dos predadores, baixa o rating da dívida pública portuguesa, e logo em dois níveis, com o argumento da fragilidade das contas públicas e do fraco crescimento económico. Ou seja uma decisão justificada pelo segundo dos sete pecados de que há tempos aqui deixara nota: a economia.

 

Em bom rigor essa seria uma forte razão. Sem crescimento económico não é possível resolver o nosso problema das contas públicas. Sem crescimento, pretender atacar a fragilidade das contas públicas significa entrar numa espiral de retracção da economia, com consequências óbvias: mais défice, mais endividamento, mais agravamento das contas públicas…

 

Pois, também há os especuladores. Mas também muito se especula com os especuladores, esses predadores que teriam nessas agências os seus braços armados…

 

Cá para mim isto tem muito mais a ver com outras coisas. Por exemplo, com estes avanços e recuos da Alemanha no apoio à Grécia. Com as indecisões alemãs, que faz que ajuda mas não ajuda, que diz que ajuda mas quando se lembra que estão ai as eleições na Westfália/ Renânia, já não ajuda. Quando o avalista não está lá para dar o aval, ou hesita em dá-lo…

 

Quando é que alguma vez podíamos imaginar que pudéssemos sofrer tanto com umas eleições num canto qualquer da Alemanha que nem sabíamos que existia?

 

Mas pronto! Despachem-se lá com essa do IVA a 22 ou 23%. Já estamos fartos de esperar!

publicado por Eduardo Louro às 14:00
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5 comentários:
De anonimo´s a 29 de Abril de 2010 às 15:59
A referência à Alemanha é certa.
Os especuladores nao sao bichos maus, lidam com a realidade que está à sua frente.

O Ministro das Finanças era o mesmo que falou daquele economista do MIT...lembram-se?

Eduardo,
Não é só o IVA...

Há que alterar o paradigma ... para a redução de salários! Como se sabe, o salário nao pode descer se alguém faz a mesma coisa, ora isto vai ter q ser alterado...
Mais, o imobiliário vai perder valor porque há restrição do crédito. Mais, o incumprimento civil dos creditos habitacionais vai aumentar, os bancos nao poderão esperar pelo tempo que demora a acção executiva (até à venda em hasta publica...).
Mais, mais...

De Anómico a 29 de Abril de 2010 às 16:36
Redução de salários, e de sub.de desemprego pede a CIP.
Mas quando o governo tentou reduzir os ordenados da administração da EDP, somente 5%, "para o Sr. Mexia que ganha 8.000 euros dias" foram os privados que recusaram, que em Portugal tem de se pagar a quem trabalha.
Belo exemplo deram os privados ao governo.
Ou só se pode tirar aos pobres, e não aos ricos?
Em Portugal as desigualdades sociais aumentam, porque são sempre os pobres, "classe já média não existe", a pagar a crise.
De Beltrano a 30 de Abril de 2010 às 19:01
"Se eu mandasse" sacava meia dúzia de finalistas de gestão com melhores notas e botava-os a gerir em equipa a EDP, a 1500 euros mês cada. Só para ver o que dava. Bem, a 1500 mês, os putos provavelmente não aceitavam, destinados que estão ás glórias doiradas do mundo da alta finança mundial.
Já agora uma simulação - 6 putos a 1500 dava 9000 mês, 126.000 ano com 13º e subsídio de férias. Se o super homem ganha 8000 dia dá 2.920.000 anuais pelo que contratar os putos geraria uma economia de 2.794.000.
De Rafael Marcelino a 29 de Abril de 2010 às 19:07
O cerco cada vez é maior.Ninguém quer perder direitos adquiridos enquanto muita gente vive acima do nivel de G-8. Tudo muito discutivel é certo, mas enquanto o estado tiver de sustentar cerca de 6-Milhões de almas que vivem do OE sobre cerca de 10-Milhões de Habitantes..nunca mais vai.
O Subsidio de desemprego nunca deveria ser mais do que 58 ou 60% do salário base e com escalão máximo.A duração deveria ser máximo de um ano.Salvo motivos excepcionais.
O RSI nunca deveria ser dado a quem possuir quaisquer bens.
A coisa apertava mais..para alguns.
Mas uma profunda revisão nos grandes salários tinha de ser Honrada de alto abaixo com pagamentos de impostos.Mas como isto nunca o vão fazer o FMI vai tratar da coisa um dia destes. Se é que não se trata já de recados deles.

De Fulano a 30 de Abril de 2010 às 19:03
Diz você do alto da sua imunidade à desgraça?

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