Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Parabéns à Banda Recreativa Portomosense (BRP) !

A BRP faz, hoje, 202 anos! Uma instituição que devia  merecer  todo o carinho da população em geral e do poder politico que "manda" no concelho em particular.

Os dirigentes apelam, na última edição do "OPortomosense", para a necessidade de a Banda ter uma sede condigna e condizente com o seu historial e potencial dinamizador cultural no concelho.

 

Já aqui falámos sobre a Banda e suas potencialidades , em 2008, Paulo Lameiro, foi o convidado da BRP, para nos falar do fenómeno das Bandas Filarmónicas e na altura descreveu o que considerou ser o mais importante fazer:


"Para falar no futuro, é fundamental conhecer o passado, e, quanto a mim, é aqui que reside o cerne e o principal daquela maravilhosa palestra. Ficámos todos a saber que a Banda não tem o seu “espólio” organizado, que não sabe o que faziam os seus fundadores, quando a Banda ainda se chamava Filarmónica e que não há um estudo sociológico através dos tempos, dos documentos da Banda que permitissem, agora, perceber qual foi a trajectória da instituição ao longo destes longos anos, de modo a entender qual foi a sua interacção com a sociedade e vice-versa, para poder projectar um rumo para o futuro. Aqui, Paulo Lameiro, foi peremptório e muito claro! Que era infinitamente mais adequado e fundamentado o gasto de alguns euros numa investigação profissional, sobre o passado da Banda, do que em qualquer novo instrumento. Deixou, ainda, como sugestão, a possibilidade de recorrer à contratação de um estudante finalista em Antropologia ou Sociologia para fazer este trabalho, pois têm as competências e saberes para realizar o trabalho. Os elementos dos corpos sociais presentes foram unânimes na necessidade da realização deste estudo" .

 

Se em 2007 foi AQUI escrito sobre uma possível Universidade Sénior, em Porto de Mós, e ela vai concretizar-se, o nosso desejo é que como também em 2007 AQUI começámos a escrever sobre o nosso carinho para com a Instituição Banda Recreativa Portomosense, que este ano de 2010 seja o ano de ver cumpridos os sonhos dos seus dirigentes.

 

Podem contar connosco! Parabéns!

 


 


publicado por Pedro Oliveira às 08:00
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24 comentários:
De Emanuel Santana a 3 de Maio de 2010 às 17:22
Sou músico da BRP e quero deixar o meu obrigado ao Vila Forte por ter assinalado esta data.

É com orgulho que represento esta instituição e assim continuarei até que o não possa mais.
Não vou falar das necessidade que temos porque são bem conhecidas de todos, só um cego não vê que o espaço em que ensaiamos é tudo menos digno para uma instituição com 202 anos de história e que muito dá e faz pelo concelho.

A todos vós, público em geral, apenas digo que nos apoiem e que nos vão ver sempre que possam. Ver uma sala cheia e ouvir as palmas do público no fim de um espectáculo é o melhor que qualquer músico, ou artista em geral, pode receber como paga pelo seu esforço e dedicação.

P.S.: Sábado vamos dar um concerto no Juncal. Apareçam!
De Pedro a 3 de Maio de 2010 às 23:06
Parabéns pelo comentário.

Parabéns Banda!
De Anómico a 4 de Maio de 2010 às 10:17
Bem sei que a BRP é uma instituição centenária que merece ser apoiada, não o nego. Merece o apoio de todos e tambem do Município. No entanto, deve ser a única instituição do concelho que cobra por todos os concertos que dá, pelo que tem melhores condições que qualquer outra associação cultural portomosense para obviar as suas dificuldades. Tanto quanto sei, por um pequeno concerto de festa popular ( não mais de 45 minutos) a BRP cobra € 950,00 acrescido do respectivo almoço a todos os seus membros. Inclusive o acompanhamento da procissão do Sr. dos Passos não é de graça.
Assim, reconhece-se o mérito da BRP mas também diga-se em abono da verdade fazem-se pagar pelo contributo que dão ao concelho em termos culturais.

Joaquim Caetano
De Anómico a 4 de Maio de 2010 às 17:05
Caro Joaquim Caetano
tenho a dizer-lhe que está errado. A banda tem diversos preços de acordo com o serviço que é requisitado. Sei, porque tenho lá familiares, que há preços para acompanhamento de procissões, animação da missa (sim, é verdade, se for necessário a banda também acompanha o grupo coral da igreja em termos vocais e musicais...), e com ou sem concerto no final. Há festas religiosas onde as comissões pedem apenas um concerto no final outras só querem que a banda faça a recolha de ofertas e procissão e outras que querem é um concerto ao final da tarde, por exemplo e é claro que consoante isso o preço varia.
Eu dantes também achava que era caro e que só tinham preços a rondar os mil euros mas agora sei que é a excepção. Veja quanto paga por dois ou três músicos a fazer barulho com as suas guitarras eléctricas ou quanto tem de pagar por um duo de música pimba e faça às contas quanto isso custaria repetido 25 vezes que é o número médio de elementos da banda (quase todos estudam e muitos estão na Universidade, daí que o número de executantes por serviço vá variando conforme a disponibilidade).
O almoço é mais uma tradição que uma obrigatoriedade. Se as pessoas tiverem de ir almoçar a casa é lógico que o preço terá de ser mais elevado, por isso como costumam começar de manhã com a recolha de ofertas e sair ao final da tarde depois do concerto, costumam almoçar nas festas mas não é obrigatório nem há exigência que seja um almoço muito elaborado ou que tenham pessoas a servi-los. O senhor pode não acreditar mas hoje em dia na banda de Porto de Mós a regra é descomplicar e isso começa com a actual flexibilidade para se ir de encontro ao que as comissões de festas desejam.
A grande exigência tem a ver com os percursos escolhidos para acompanhamento das procissões ou para os concertos. Dantes os musicos aceitavam tudo mas agora até em termos sociais e musicais é impensável pôr adolescentes a marchar sob um sol abrasador durante quilómetros, ou esperar que um grupo aceite tocar à “torreira” do sol, ou empoleirados numa carrinha sem o mínimo de condições de segurança e conforto. Também eles são filhos de Deus e precisam que os ajudem a dar o melhor de si em termos musicais.
Quanto aos concertos gratuitos, mais um engano seu. Durante o ano a banda faz diversas actuações gratuitas, nomeadamente no Natal, na Páscoa e em concertos a convite de outras instituições. Não lhe posso garantir mas serão bem meia dúzia por ano. Por vezes, o máximo que se pede a quem pede a colaboração da câmara é que no final ofereçam uma sandes e um sumo a cada músico.
Nas próximas semanas tem pelo menos dois concertos gratuitos. O primeiro vai ser na Casa do Povo do Alqueidão da Serra a convite desta e o outro será nas Grutas de Mira de Aire por iniciativa da Banda Recreativa Portomosense.
Em relação à procissão do Senhor dos Passos pelo que sei e tendo em conta a extensão do percurso e a responsabilidade inerente a um acto tão solene, a banda quase sempre reforça o seu grupo com músicos de outras bandas, o que é uma prática comum no meio musical, só que isso é algo que sai muito caro. É claro que não estou a dizer que o valor que a câmara paga seja para esses reforços mas não podemos esquecer que a banda faz a procissão no sábado e depois no domingo todo o dia.
Não se pode comparar a Procissão do Senhor dos Passos com qualquer outra festividade ou cerimónia.

António Santos
De Anómico a 4 de Maio de 2010 às 17:12
Ups,
a pressa faz destas coisas. Ao contrário do que escrevi é que no máximo o que se pede às entidades oficiais ou sem fins lucrativos que solicitam a colaboração da Banda para concertos gratuitos é que no final do espectáculo ofereça uma sandes e um sumo a cada músico.

Antonio
De Direcção da B.R.P. a 5 de Maio de 2010 às 20:42
Resposta ao Sr. Joaquim Caetano.
A direcção da B.R.P . tem todo o prazer de o informar, visto parecer não estar informado. Seria bom que se identificasse com o seu número de associado da colectividade, porque Joaquins Caetanos haverá mais. A direcção da Banda como já foi dito terá todo o prazer de informar as pessoas, nomeadamente os seus associados cumprindo o estabelecido nos seus estatutos. No entanto e caso o senhor não seja associado responsabilizamo-nos por abrir uma excepção que será a seguinte: Encontramo-nos à sua disposição no dia e hora a combinar para lhe mostrarmos todo o nosso historial, instalações, forma de trabalho, o nosso espólio, assim como o relatório e contas de 2009 e plano de actividades para 2010 aprovado em assembleia geral no dia 31 de Março de 2010 (e também os anteriores). Poderá ainda verificar os contratos de serviço assinados e os correspondentes recibos. Certamente que depois de verificar todos os documentos, será levado em coerência a vir a este blog fazer a sua própria correcção e dizer que afinal o que disse em nada corresponde à verdade, ou seja, nem os preços, nem o tempo de duração dos concertos. Fica ainda a saber, quantos concertos fazemos por ano de forma gratuita, os já agendados, seus locais etc.. Acreditamos que seja um bom Portomosense, por isso aceite este convite. Esta juventude, que teimosamente não quer ver a Banda morrer e por isso lhe vai dando corpo e alma, ficar-lhe-á muito grata. Assim sendo o número de contacto é 966336642 ou carlos.moleano@iol.pt . Feito o convite, esperamos vê-lo em breve.

A Direcção aproveita para agradecer a colaboração de todos e reconhecidamente aos que nos enviaram mensagens de parabéns.

OBRIGADO
A Direcção.
De Emanuel Santana a 4 de Maio de 2010 às 19:07
Assino por baixo o que o António disse.
Basta acrescentar que jovens entre os 15 e os 30 anos abdicam dos seus domingos de Verão em que toda a gente vai para a praia ou passear para ir fazer música. Que chegam a andar a tocar das 8, sim todos os Domingos de Verão levantar ás 8, ás 6 da tarde. Não merecemos uma compensação no fim do ano??
E já agora alguém faz ideia que 950€ não chegam para comprar um instrumento de qualidade, mesmo daqueles que são mais baratos?
Além disso é perguntar a qualquer pessoa quanto quer por hora para ir trabalhar ao Domingo ao sol e a andar o dia todo multiplicar isso por 25 e ver quanto dá! 950€ vão parecer uma gorjeta para 25 pessoas a trabalhar 10 horas a um Domingo!
De Pedro a 4 de Maio de 2010 às 20:10
Força Emanuel, estamos contigo!

Todos os músicos estão de parabéns.

Acredito que a direcção nos irá agradecer.
De Anómico a 5 de Maio de 2010 às 17:12
Eu penso que o Sr. António Santos não leu com toda a certeza todo o meu anterior comentário. Eu frisei que a BRP é digna e merecedora de apoio do Municipio. Também não mereceu da minha parte qualquer critica o facto de a BRP se fazer pagar pelas suas actuações. Agora não se pode é escamutear que todas ( ou quase todas) as outras instituições do concelho não cobram um cêntimo pelas suas actuações, não obstante terem tambem fardamentos para comprarem, deslocações para efectuarem, sedes para manter, etc. E os seus membros, tambem alguns deles muito jovens, dispoem dos seus Domingos de Verão, das suas noites para actuarem e ensairem, renunciando assim aos seus outros interesses e não me consta que recebam alguma coisa por isso. Por outro lado, o Sr. Emanuel Santana acaba por por o dedo na ferida ao afirmar que ninguem trabalho num Domingo pelo preço que se paga a BRP. Ora, parece-me que quem anda numa instituição de cariz cultural não anda para ser pago, porque se assim fosse não existiriam membros em nenhuma associação do concelho. Tanto quanto julgo saber quem anda na BRP, anda lá, ou devia andar, porque quer e gosta de aprender um instrumento, sendo essa averdadeira paga do seu esforço e empenho. Essa aprendizagem e gratuita, pelo que o que se pede ao instrumetista é que retribua com algumas actuações em prol da BRP. Tudo isto para referir que não obstante a BRP mereça apoio é talvez a instituição de todas as instituições culturais do concelho aquela que dispoem de mais receitas próprias para fazer face as suas dificuldades

Joaquim Caetano.
De Emanuel Santana a 5 de Maio de 2010 às 17:41
Ponto um:
Todos andamos por gosto e não somos pagos. Apenas recebemos uma pequena compensação no fim do ano pelo esforço que fazemos. Trata-se de um prémio e não de uma remuneração. E diga-se que é um prémio mais que merecido, os jogadores de futebol também andam lá por gosto e recebem e alguns milhares de euros e a maioria dos clubes tem apoios camarários, mesmo tendo receitas com publicidades, bilheteira, etc.

Ponto dois:
É normal que as outras instituições não recebam. Não fazem o mesmo tipo de serviço. A BRP quando vai apenas fazer um concerto também não recebe. Apenas recebe pelos serviços religiosos que efectua, festa de dia inteiro ou similar. Os serviços em que recebe é a única que recebe no concelho porque é a única que os faz. Provavelmente há instituições no concelho das quais ouvimos falar ou podemos ver uma vez por ano e têm o mesmo tipo de apoio. A BRP sempre tenta esforçar-se por oferecer cultura às pessoas, lembro os concertos de Natal, dia Mundial da música, etc.

Para finalizar, apenas dizer que muitas vezes o apoio não tem necessariamente de ser financeiro, muitas vezes basta perceber que as pessoas estão connosco e que dão valor ao trabalho desenvolvido e que se não fazem mais para ajudar é porque não é possível.
De A. E. a 6 de Maio de 2010 às 00:21
Viva quem fala sem saber.
Começa a ser repetitivo neste Blog.

Parabéns à Banda Recreativa Portomosense.

Que um dia consiga sentir todo o valor que merece.
De Ana Narciso a 3 de Maio de 2010 às 23:14
Parabéns, bem merecidos!!
De Margarida a 3 de Maio de 2010 às 23:28
Á bocado ouvi foguetes que vinham dos lados de Porto de Mós. Pensei que eram os benfiquistas a comemorar a vitória no campeonato e fui à vila para ver a festa. Afinal disseram-me no café que os foguetes não eram por causa do jogo nem da vitória do campeonato, eram para a banda de Porto de Mós que hoje me disseram que faz 202 anos e tou a ver aqui que é verdade.
Então parabéns à banda, que faça muitos e que não corra atrás de foguetes como muitos amigos do glorioso fizeram estes dias!
De José Ferreira a 4 de Maio de 2010 às 09:37
Quando nasceu,1808, em Portugal reinava D.João VI, um rei medroso, casado com uma louca.
Napoleão mandava as suas tropas, comandadas por Junot,invadir Portugal.
O rei fugiu para o Brasil, levou toda a côrte consigo, e quando os franceses chegam a Lisboa, veem os navios a passar o Búgio, começando aqui a frase-e ficaram a ver navios"-
Foi neste ambiente que nasceu a BANDA.
De lá para cá, o que o país mudou- fim da monarquia,inicio da república,estado novo, 25 de Abril,hoje.
Esta instituição portomosense não pode morrer.
É nosso dever dentro das nossas possibilidades apoiar esta instituição.
A escola de música é o viveiro.
Não queremos que a Banda fique a ver navios, no que respeita aos apoios de que tanto precisa.
Bem hajam os seus dirigentes e executantes.
Parabéns por muitos e longos anos.
De patti a 4 de Maio de 2010 às 09:51
Eh lá! 2002?

Muitos parabéns da PresidentA!
De Anómico a 4 de Maio de 2010 às 18:23
DE: Gabriela Vieira

Parabéns, à Banda.
Também frequentei a banda de Porto de Mós, e tenho muitas saudades da sensação fazer sair musica de um instrumento. Pois , sei que é uma sensação gratificante.A Banda tem formado bons musicos, como por exemplo: o Flávio Cardoso, que iniciou a sua formação na banda.
Resta apenas que a população em geral dê valor à banda.
Se os Portomosense fossem uindos, a banda, o castelo, as grutas, o parque natural, etc... Tudo isso poderia ter mais impacto a níve nacional. CORAGEM...
UM BEM HAJA A TODOS.
De Tiago Alvane a 5 de Maio de 2010 às 18:31
Qualquer banda ou grupo musical deve ser pago pelos seus serviços seja ao domingo ou a qualquer dia da semana.Se uma banda de musica pimba ou outro género com 8 elementos(incluindo sons,montagens...) recebe balurdios por tocar 2 ou 3 horas porque é que um grupo musical constituido por imensa gente nao haveria de ser remunerado?Se querem boa música paguem...Se nao querem toquem voces e andem voces ao sol durante uma tarde inteira se for preciso. Além do mais uma pessoa que entra num grupo musical nao vai para aprender música, vai para "dar" musica. Para isso existem escolas de musica e conservatórios. Ser músico é como ter uma outra profissao qualquer portanto deve ser remunerada. Cumprimentos

Dá-lhe Santana!!!Ainda estou a espera de ouvir esse tal trompetista a fazer magia!!
De Pedro Oliveira a 6 de Maio de 2010 às 08:41
Como editor do Vila Forte e autor do post, queria agradecer à direcção da BRP pelos esclarecimentos que aqui vieram prestar a quem colocou dúvidas (ainda que de uma forma pouco "católica, as dúvidas não deviam ser certezas absolutas). Mostra que a blogosfera pode e deve ser esclarecedora, assim entendam quem é questionado e se liberte de preconceitos em relação a estes espaços.
Parabéns à BRP e um obrigado pelo serviço que presta à comunidade Portomosense e pela humildade em vir ao Vila Forte "falar" sobre a instituição. Assim, SIM!!
De João Santos a 6 de Maio de 2010 às 18:08
Ora boas tardes...
Antes de mais gostava de desejar os parabéns à BRP 202 anos não é todos os dias.
Sou músico na banda ha 7 anos... comecei com 4 a aprender música, aos 8 anos entrei para a banda, após uns meses(poucos) de aprendizagem pois já sabia as bases passei ao instrumento, e até agora são 8 anos que tenho de música neste excelente grupo de jovens... Sim eu encaro isto como um grupo de jovens, porque esta é uma associação onde há músicos mt jovens (11 anos) e outros menos jovens (30 anos) ora para a idade que a banda tem isto é mt bom...

Eu como músico da banda de Porto de Mós sinto-me mal quando chegam ao pé de mim e me perguntam se Porto de Mós tem banda... isto é degradante, e atenção que isto já me aconteceu por inúmeras vezes, é incompreensível na minha opinião...

Eu só tenho 2 desejos a realizar na banda, um deles é poder dar a este grupo o melhor de mim durante o mais tempo possível, o outro é que a banda seja reconhecida e que com isso possa melhorar a sua qualidade.

Óbvio que a banda tem mt a melhorar, mas precisamos de ajuda... alguma vez se propuseram a ir ver um ensaio que seja da banda apoiar-nos, ou apenas dizer boa noite à porta da instituição? Actos simples que para mim têm mt significado, pois fazem-me sentir que estou a ajudar nalguma coisa e que a banda está a ser reconhecida e amada pela população.

Falam aí de dinheiro e fins de semana perdidos... eu não tenho mt a dizer sobre isso. Os fins de semana não são de todo perdidos, enfim gosto de os passar num serviço da banda, divirto-me e faço o que gosto. Não entrei para a banda a pensar no dinheiro que isso possivelmente me ia render, entrei pelos amigos e pelo gosto à música. Conheci mt gente na banda, grandes amigos com quem sei que posso contar, e digo de novo... não estou na banda por dinheiro algum, não escondo que o prémio que recebemos no final do ano é bom, pois estaria a mentir, mas não é o que me importa, se não recebesse nada continuaria da mesma forma e sempre a tentar melhorar e dar mais e melhor de mim à casa.

Não tenho mt mais a dizer... Pensem um pouco antes de dizerem as coisas, acho que os jovens que andam na Banda Recreativa Portomosense merecem um pouco mais de carinho por aquilo que fazem e representam na população de Porto de Mós.

Deixo-vos com um bem aja a toda a Banda e que com a minha ajuda chegue onde merece e evolua.

Assinado: O Porta Chaves :)
De Pedro Oliveira a 6 de Maio de 2010 às 23:10
Caro João,

Eu sou dos tais gajos que quando tinham idade para aprender música achava aquilo tudo uma grande seca,não me via fardado e a tocar a compasso numa procissão qualquer sempre no mesmo ritmo, o "ódio" à música agravou-se no ciclo preparatório com aulas de meter medo ao susto e que até aos 30 anos me fizeram nem querer saber de instrumentos para nada. Em Coimbra, percebi o quanto era importante saber música, pois culturalmente havia uma triagem, clara, dos parolos que não sabiam de música, como eu, e aqueles que através de uma viola, cavaquinho, acordião ou simples flauta encantavam miúdas (e graúdas....)e do nada faziam grandes serões e serenatas. Aí vi que estava enganado em relação á importância das bandas filarmónicas em meios como Porto de Mós. A vida cultural numa acidade como Coimbra, na altura, também se media pela nossa capacidade de estar numa sala, num auditório e perceber a "aurea" de um concerto mais erudito.Passado esse tempo e percebendo que tinha um enorme défice de apreensão musical e de entendimento desta linguagem, quando tive oportunidade de aprender não me fiz rogado, daí que para mim a SAMP ,nos Pousos, seja a referência para tudo de bom que as bandas têm, é que através da banda filarmónica , a SAMP percebeu que antes de formar crianças e jovens tem de formar pais como eu que foram "aculturados" pelo nosso sistema de ensino. Meu caro, está ver o que é um gajo com mais de 30 anos a aprender a tocar saxofone ao mesmo tempo que a sua criança de 8 anos a tocar violino?
Por isso é que desde que o Vila Forte, blog, existe, sempre disse que a Banda Recreativa Portomosense deve ser uma das instituições que nada deve faltar, desde sede, a instrumentos, passando pela escola de música. Hoje não tenho dúvida nenhuma que a música é factor fundamental e decisivo para diferenciar uma população normal de uma uma população de excelência.Daí que para mim seja fundamental uma escola de artes em Porto de Mós que junte banda, grupo coral,escola de dança e teatro. Não custa nada está tudo inventado, olhem para a SAMP .Copiar o bom que há não é sinónimo de inferioridade, antes pelo contrário, é um acto de inteligência.
abraço, estou disponivel para aprender e ajudar!
De antonio carvalho a 7 de Maio de 2010 às 00:34
Gostei deste seu comentário. Hoje, sinto uma enorme dificuldade em entender algumas coisas, porque quando podia ter ousado a aprender música, ía ficando a dormir e a decorar ou trautear cantigas.
A qualidade de vida que podemos ter, tem uma génese musical, mesmo que apenas sonora, mas quem tem a felicidade de saber fazer sorrir um instrumento musical, merece todo o meu apoio.
Aos jovens que aprendem ou ensinam música, deve-se prestar todo o carinho e ajuda. Instituições como a BRP, são um património cultural e social que devemos preservar a todo o custo. Daí que nesta passagem de mais um Aniversário, faça um apelo veemente à população do nosso concelho para que "viva a música da sua banda" e deixe que os seus tímpanos se encontrem abertos às melodias e sons que recordam memórias e afectos. São trechos da história que não podemos perder. Sem música, nunca haverá festa de verdade.
De Emanuel Santana a 7 de Maio de 2010 às 01:46
É por estas e por outras que eu me começo a sentir velho! Ainda ontem o "Porta-Chaves" entrou para a banda com metro e meio e a chatear toda a gente e agora vem aqui e faz um comentário destes :P

Excelente comentário e cheio de razão. Abraço rapaz. Até sábado.
De Mb a 7 de Maio de 2010 às 06:23
Emanuel, meu caro,
Durante este percurso de vários anos temos tido alguns momentos de divergência não em relação à importância da banda e, principalmente, a quem a mantém viva - os músicos - mas mais a aspectos organizacionais, o que também é normal dado tu e eu termos responsabilidades e posições distintas na instituição, o que faz com que, por vezes, tenhamos visões algo diferentes da mesma realidade, no entanto, hoje, assino por baixo cada palavrinha tua. Vê lá como o puto já fala... e escreve (outra grande surpresa). Este porta-chaves tá-se a sair, de facto, uma grande surpresa.
A título pessoal e institucional só tenho a agradecer a forma como tu, ele, e outros bons amigos têm explicado aqui a quem quer ter algum espirito de abertura, o que é a BRP, como funciona, e o que tem para cativar "gajos" como tu, estudantes universitários, que poderiam estar a fazer outras coisas de que retirassem um reconhecimento social que infelizmente ainda não vão tendo quando envergam aquela velhinha "farda", ou a recompensa material que tanto jeito dá a quem está a estudar ou no início de uma carreira.
Como diz o presidente, temos aqui um belo grupo de jovens e por isso a Banda Recreativa Portomosense, contra ventos e marés lá continuará a sua nobre missão. A comemoração dos 202 anos, no Juncal, já este sábado, é o próximo passo. Acompanhem-nos nos vários momentos mas, principalmente, na romagem ao cemitério às 19 horas, assim como no espectáculo que vai reunir a banda, Zeca Vigário, Madalena Santos e a banda de garagem The Republicans, ás 21.30 no salão paroquial do Juncal.
Um abraço do director mais chato e rezingão com quem alguma vez te terás encontrado na BRP.

De Emanuel Santana a 7 de Maio de 2010 às 15:01
Acabei de ler o comentário a rir!! Hehe!!

Correndo o risco de me estar a tornar chato porque ainda não parei de deixar aqui comentários, vou ter de o voltar a fazer porque existe aqui um assunto importante a reter, o reconhecimento social. Quantas e quantas vezes não ouvi eu já, tocas na Banda? A sério? E levantas-te cedo??? Hehehe! Tu és é maluco!! (Só aqui para nós às vezes também acho que sou. Eu e os meus colegas!) Mas acredito que, aliás tenho a certeza, há quem nos valorize e muito. Aliás toda esta discussão que foi aqui criada com um simples post de um blog já nos faz perceber que estamos vivos e que "mexemos" com a sociedade.

Para finalizar apenas dizer que todas as divergências ou convergências de opinião são boas para a BRP e para nós próprios e normalmente há sempre solução para agradar a todos. Faz com que a BRP evolua e nós próprios também. E com mais ou menos discussão tenho a certeza que todos temos feito o que pensamos ser o melhor para que a BRP continue viva e de saúde.

Cumprimentos.

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