Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Combate ao desperdício

Há quem olhe para a crise como a nossa fatalidade, "fado", e há quem olhe para ela, crise, como forma de combater os desperdícios e mudar uma forma de estar, mudar a cultura despesista que tem pautado a "postura" de certos países, entre eles Portugal. O recém governo Britânico, pelas notícias vindas a público explicou, bem explicado, onde vai "cortar" na despesa e no despesismo.Por cá, foi-nos explicado de forma pormenorizada os aumentos de impostos, tirando a confusão das datas, mas ficámos a saber nada sobre onde vão ser feitos os cortes no lado da despesa. Mas pelas notícias que recebemos da "casa da democracia", AR, ficamos elucidados sobra a nossa cultura despesista, aumento 25% despesa entre as quais despesas de decoração...

 

 

Deixo mais um texto do Emídio Guerreiro, publicado no Diário de Coimbra, para percebermos melhor esta diferença entre cultura despesista e cultura da poupança:

 

 

"A crise veio para ficar. Apesar das continuadas promessas, a crise instalou-se. Uns dirão que é global, outros que é nacional. A verdade é que a crise global pôs à evidência as nossas debilidades que estão na base de uma profunda crise nacional. Gastamos demais, mais do que produzimos, e criamos uma cultura despesista no estado e nos portugueses. O endividamento é a prova evidente que Portugal gasta mais do que o que produz. Um dos dramas associados a anos de despesismos é o “gosto” que nos fica pela aparente fartura. É por isso que ninguém, nenhum decisor ou cidadão comum, questiona as opções da actual Arquitectura pública. Gostamos de saber que os projectos das obras públicas portuguesas são premiados pelo seu arrojo, beleza, etc. As novas escolas, os novos tribunais, os novos centro de saúde, os novos lares e tantos outros edifícios são de construção mais cara e de manutenção incomportável para os cofres das instituições que os vão gerir? Não interessa! São lindos e premiados. As nossas estações de Metro são 2 ou 3 vezes mais caras que as outras? Não importa, são lindas de morrer! A Gare do Oriente não nos abriga da chuva e do vento? Não quero saber, é talvez a estação ferroviária mais linda da Europa! Há uma dúzia de anos atrás, tive oportunidade de acompanhar a execução de uma estação de tratamento de águas. Um consórcio em que a empresa Portuguesa liderava a construção do edifício, uma Inglesa era a responsável pelos filtros de tratamento das águas e uma Alemã era a responsável pelas máquinas de bombagem. A Estação era lindíssima. Jardins envolventes (fechados ao público), paredes revestidas a ardósia brasileira, etc. Nos jantares quinzenais com os responsáveis das 3 empresas, com o passar dos meses e o reforço dos laços de amizade entre todos, foi possível aprender que em Inglaterra e na Alemanha estes equipamentos são feitos em betão pintado para durarem uma vida com baixos custos de manutenção e que toda a atenção era voltada para os sistemas de tratamento de água. Diziam-me os responsáveis ingleses e alemães que éramos loucos! Aquilo devia ser apenas uma fábrica de fazer água e não um concurso de arquitectura. Que os custos de construção e manutenção eram muito acima do razoável. Era, e é, lindíssima, mas hoje sei que eles tinham razão. A entidade proprietária gasta rios de dinheiro com o jardim envolvente e com a manutenção do edifício e, como é obvio, o custo de produção da água potável “feita” é mais caro do que o previsto… Este exemplo serve apenas para ilustrar os erros que temos cometido. Ao longo de anos desperdiçámos dinheiro em coisas que não precisávamos. Não tivemos o engenho de perceber que os apoios comunitários também deviam ser aplicados tendo em conta a “factura futura” dos investimentos feitos. Talvez com a crise instalada (e para durar) seja possível criar uma nova mentalidade e uma cultura menos despesistas e mais racional. Existe tanto por onde é possível poupar, reduzir e eliminar despesas supérfluas. E hoje, mais que nunca, é fundamental todos contribuirmos para a redução da despesa, que não podemos deixar nenhum sector de actividade fora deste combate!"

 

Texto publicado na edição de 12 de Maio de 2010 do Diário de Coimbra. Emídio Guerreiro

publicado por Pedro Oliveira às 13:45
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4 comentários:
De Maria Antonieta a 26 de Maio de 2010 às 17:07
Pedro você sabe como na generalidade das situações eu concordo consigo.
Acho este artigo da primordial importância mas penso que a crise no nosso País nunca mais terá fim.
Por muitas medidas que se tomem, por muitos ivas que se aumentem, meu querido amigo , só com um País novo.
Poderia falar-lhe dos secretários dos secretários, dos acessores dos acessores, tudo lugares comuns, dos gestores que ganham fortunas em empresas públicas e que nada valem e dos homens com provas dadas no mundo de empresas com feroz concorrência internacional e a quem ninguém liga nenhuma, apenas e tão só porque não são bajuladores. Poderia falar-lhe de muitos casos que tenho conhecimento, mas como acha você possível acreditar, como acho eu possível acreditar num País em que pessoas ganham mil contos por mês e estão tardes ou manhãs em casa tratando da sua vidinha particula apenas e tão só porque o chefe ou director de serviços, chame-lhe como lhe aprouver, decidiu que há isenção de horário.
Isto é um País em crise?
De Pedro Rosa de Oliveira a 31 de Maio de 2010 às 11:34
Vale a pena ler:

A reboque da crise – Parte IIPartilhar
Ontem às 23:50

A crise continua a dominar o nosso quotidiano. A semana que agora findou voltou a assinalar o nervosismo dos mercados e evidenciou os primeiros sinais da agitação social que se espera venha a acontecer como reacção às medidas anunciadas pelo governo para combater a crise e controlar as finanças públicas.

No meu último artigo, ilustrei com exemplos o desnorte do governo perante a situação a que deixou chegar o país. Insisto no assunto para enfatizar que, em minha opinião, o governo continua a reagir a reboque dos acontecimentos e que isso trará, a prazo, novas e desastrosas consequências aos portugueses.

Comecemos pelas grandes obras públicas que alguns reclamam com insistência e que o governo parece teimar em manter no seu plano de investimentos. Sem discutir o mérito dessas grandes obras (vamos portanto assumir que os têm), a verdade é que num momento particularmente difícil para a economia portuguesa, o esforço financeiro que o Estado se prepara para fazer vai comprometer ainda mais o já de si dificílimo acesso das empresas e famílias ao financiamento. Recordo que ainda esta semana o mercado interbancário bloqueou, deixando a banca nacional (e, portanto, a economia portuguesa) sem acesso ao crédito. Esta situação pode trazer, de facto, consequências desastrosas quer para as empresas portuguesas (muito dependentes do acesso ao crédito), quer para as famílias (altamente endividadas). Por muito que nos digam que estas obras públicas representam apenas uma pequena parte do nosso PIB, a verdade é que, no actual contexto de escassa liquidez, esses recursos são particularmente decisivos para uma economia anémica e muito dependente do financiamento bancário.

Se dúvidas houvesse, bastaria relembrar as consequências no abrandamento do crescimento europeu provocado pela drenagem de recursos financeiros aquando da reunificação alemã. A diferença é que naquele tempo vivíamos um período de forte crescimento económico, ao passo que agora estamos numa fase de estagnação – tornando ainda mais gravosa e potencialmente mais perigosa esta drenagem de recursos financeiros essenciais à economia, por parte do Estado.

Acresce que no caso do TGV, o governo adjudicou a obra do troço Caia – Poceirão, adiando a 3ª travessia do Tejo (onde “assentará” o TGV na sua entrada em Lisboa), ao mesmo tempo que a vizinha Espanha, perante a crise que também se abate sobre a sua economia, anunciava o adiamento das obras no lado espanhol (ligação Caia – Madrid), expondo assim ao ridículo a decisão do governo português que, na sua teimosa obstinação vai construir uma linha de “alta velocidade” para ligar duas pequenas povoações com cerca de 4.000 habitantes cada uma delas (deixando este troço de TGV “pendurado” enquanto as restantes ligações ficam à espera de “melhores dias” ).

Para além da questão do investimento público, parece o governo muito vacilante no corte da despesa pública. Depois de criticar a oposição quando, no Parlamento, apresentou propostas para o corte da despesa pública, o governo vê-se agora confrontado com a necessidade de mais cortes nessa despesa (e, porventura, mais “cegos” e radicais…) . Esta é uma questão essencial que, perante a incapacidade do governo, deve exigir firmeza por parte da oposição em particular e da opinião pública em geral.

Primeiro porque a consolidação exigida, de forma cada vez mais veemente, pelos parceiros europeus e pelos investidores internacionais, não pode ser feita exclusivamente do lado da receita. Os salários na Grécia, na Espanha e na Irlanda cresceram de forma continuada e muito consistente ao longo dos últimos anos. A título de exemplo apenas, refira-se que os salários reais na Irlanda cresceram ao longo da última década 5% por ano, em média. A Grécia tem um salário mínimo nacional que é quase o dobro do português, para níveis de produtividade semelhantes. Ao contrário do que tem acontecido nestes países, em Portugal os salários reais vêm decrescendo nos últimos anos. Não é pois a mesma coisa cortar no salário (ou aumentar os impostos) a um português ou a um irlandês, grego ou espanhol. É manifestamente muito mais penoso para um trabalhador português o aumento de impostos decidido pelo governo,(...)
De Pedro Rosa de Oliveira a 31 de Maio de 2010 às 11:35
(...) do que os cortes salariais (e aumentos do impostos sobre o trabalho) propostos nestes países.

Em segundo lugar, porque só o corte na despesa pública é verdadeiramente consistente e impede o desmando das contas públicas. Sem cortar na despesa pública, todos os sacrifícios exigidos aos portugueses serão insuficientes, porque o problema subsiste. Inevitavelmente, novos sacrifícios lhes serão exigidos a breve trecho para continuar a alimentar o Estado, incapaz de conter o seu voraz e doentio apetite.

Por fim, convém não esquecer que o PEC (entretanto já revisto e “agravado”) apresentado pelo governo português, não prevê crescimento económico. Isto é, não podendo contar com o aumento da riqueza produzida para atenuar os sacrifícios exigidos aos portugueses, os esforços da consolidação serão forçosamente feitos à custa de cortes e do agravamento de impostos, como estamos a ver.

Quer-me parecer, portanto, que os sacrifícios não se vão ficar por aqui…


Artigo publicado no Diário de Coimbra de 31 de Maio de 2010

De Jorge Leitão a 31 de Maio de 2010 às 12:07
Não vou comentar o post mas aproveito este espaço para publicar uma carta do Presidente da Camara de Santarém qual eu admiro.


MOITA FLORES PRESIDENTE DA CAMARA DE SANTARÉM

A ser verdade, honra lhe seja feita

________________________________
Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o
Banco Alimentar contra a Fome.

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui
confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete.
Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a
hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes
luxuosos e dezenas de bolos-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram
coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a
única prenda que não consigo recusar.

Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de
solidariedade social, com excepção das flores.

No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se
distribuíam por três grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso
que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos
provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a
fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município,
que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é
aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado
simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças
de Natal.

Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de
boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala
inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar
um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede
milhares.

Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito,
alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos
todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros
de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a
Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora
têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos
cerca de 8 toneladas de alimentos.

Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao
Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário
público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros,
ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é
assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que
nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei
enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que
possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei
uma flor que me seja oferecida.

Francisco Moita Flores, Professor Universitário

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