Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

PORTO DE MÓS E A FORÇA ORIGINAL DO SEU PATRIMÓNIO

 

Porto de Mós é um concelho rico pelas suas gentes, pelo seu território e pela sua história. A identidade portomosense afere-se na história e na geografia humanas do seu espaço, na ingente e secular transformação das suas paisagens serranas, na persistência das resistências das suas gentes às agruras e contrariedades da economia.

 

Ao longo do século XX, especialmente até à década de 1970, Porto de Mós conheceu índices significativos de emigração que, se por um lado, empobreceram a terra porque a esvaziaram da sua população, por outro permitiram a muitos dos que partiram melhorar as suas condições de vida, alargar as respectivas mundividências, refundar memórias e laços de solidariedade. No princípio dessa Centúria, o Brasil e a América do Norte foram os destinos preferenciais. Mais tarde, afirmou-se o Canadá, mas também alguns países europeus, sem esquecer o encontro de muitos, por força do serviço militar, com as antigas colónias portuguesas.

 

Muitos partiram, outros muitos, contudo, chegaram e por estas terras se fixaram. No último quartel do século passado, as paisagens aldeãs ganharam inéditas fisionomias. As antigas ermidas e capelas transformaram-se em igrejas de betão, secaram antigas fontes e bebedouros públicos, velhas casas de alpendre ou de sobrado, com seus pátios e adegas, hoje raridades de densa beleza arquitectónica popular, deram lugar a conglomerados de casario uniforme que marcam a vida contemporânea em que primam as ausências de vizinhanças solidárias.

 

Nos últimos anos, Porto de Mós progrediu substancialmente. O seu passado histórico e o seu património cultural foram dignificados por diversas actividades de estudo e de promoção, constituindo, ainda, um pólo de encontro para todos os portomosenses que sentem existir na história e no património do seu concelho um legado enriquecedor e motivador.

 

Bem poderemos dizer que, tendo em conta o ex libris maior que é o seu belíssimo Castelo, que os antigos portomosenses trabalharam para as gerações nossas contemporâneas. Recentemente, por ocasião das VI Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, cujo primeiro dia decorreu em terras de Porto de Mós, houve oportunidade de levar os congressistas a uma visita a este monumento.

 

Uma visita muito breve e já no lusco-fusco do crepúsculo que descia sobre a vila. A maior parte dos participantes, portugueses e espanhóis, ainda que tenham participado também medievalistas oriundos do Brasil, da França e da Itália, nunca tinha estado em Porto de Mós e desconhecia mesmo os itinerários que dos campos de S. Jorge descem para a vila histórica.

 

Desse contacto, ainda que muito efémero, Porto de Mós ganhou admiradores. O que seria de Porto de Mós sem o seu castelo? Sem a sua história? Sem a riqueza das suas gentes? No meio de dificuldades e de muitas privações, há que reconhecê-lo, as gerações portomosenses de antanho legaram, às de hoje, um património histórico, monumental e cultural invulgar, motivo de orgulho mas também legado que consolida Porto de Mós como destino de um qualificado turismo cultural e natural.

 

Numa região turística, como a de Leira-Fátima, em que o gótico resplandece nas brancas abóbadas de Alcobaça e nos mais altos coruchéus da Batalha, mas também nas colinas de Pombal, de Leiria, de Ourém, sem olvidar essa espantosa “catedral verde e sussurrante” que se estende pelas dunas da Marinha Grande e desagua nas praias de S. Pedro de Muel e da Nazaré, envolvendo a mística abadia das austeras donas de Cós, a vila de Porto de Mós, pela sua história, polariza uma verdadeira capitalidade patrimonial. Saíram do seu ventre as pedras que edificaram esses monumentos ímpares da cultura portuguesa mas também europeia — nestes nossos areais de oiro, em que se prostra venerador o profundo Atlântico, começa verdadeiramente a Europa… —, como ainda outras riquezas, sobretudo, a força das gentes portomosenses, recta como os muros altos das suas igrejas austeras, de uma altiva alma senhorial que se encarna cedo, nos mais tenros sonhos de todas as infâncias nascidas no afago de um gótico castelo único, orgulho dos que o vizinham e belveder inesquecível dos que o visitam.

 

Saul António Gomes

Universidade de Coimbra

publicado por Autores do blog às 07:40
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13 comentários:
De Ana Narciso a 22 de Dezembro de 2008 às 12:30
É uma honra para o blog Vlaforte poder contar com este notável contributo de um Portomosense que se destaca pela qualidade dos seus trabalhos no mundo académico e tem Porto de Mós no coração. Não intereessa onde e quando a beleza do discurso destila conhecimento e um profundo respeito pelo nosso passado. É pena que o Executivo não leia este blog ; talvez não ousasse desconstruir ao sabor dos seus gostos pessoais o que se fez antes deles. Com mais conhecimento e inteligência talvez pudessem finalizar de outra forma as obras na Praça da República , ou respeitar mais os nossos mortos. Em nome dos editores do Vilaforte , só posso agradecer comovida por aceitar escrever aqui; é uma honra e um desafio . O desafio que nos deixa é a manutenção de um espaço de livre pensamento com credibilidade e fundamentação.
É um bom desafio!!
Feliz Natal
De Maria Antonieta a 22 de Dezembro de 2008 às 14:36
È na verdade um longo prazer e uma honra poder ler este texto.
Minhas Senhoras e meus senhores o que aqui está dito é respeitante a Porto de Mós e eu pergunto como é possível que se diga que Porto de Mós é assim, as pessoas não se ralam, não colaboram, não há nada a fazer, não se cria uma universidade sénior porque nõa haveria aderência, não se promove o concelho em feiras turisticas internacionais porque fica muito caro e não há verbas, não se pôe uma rede de transportes urbanos porque não podemos esquecer, isto é Porto de Mós, centros incubadores de empresas nem pensar, enfim concluindo estamos em época natalícia mas sinto-me triste quando a iluminação de Natal parece ser a única prioridade deste concelho.
Pergunto porque se não abre uma verdadeira dicussão pública como a melhor forma de implantar estas idéias e outras.
Porque se não discute, se não equaciona as possibilidades envolvendo todas as forças vivas deste concelho e todos os cidadãos?
Mas não, para espanto meu e de muita gente gastam-se energias em discussões estéreis que a nada conduzem nem dignificam ninguém.
E assim decorrem os dias neste concelho de que um homem cujo valor é reconhecido internacionalmente escreve este artigo evidenciando todas as potencialidades de Porto de Mós, não esquecendo a sua situação estratégica.
Sinto-me triste mas motivada para continuar a fazer a minha parte.
De Pedrosa a 22 de Dezembro de 2008 às 15:07
Uma prenda destas não estava eu á espera! Muito obrigado ao Professor Doutor Saúl e mais agradecido etou/estamos aos editores do Vila Forte, são sem dúvida a âncora do que melhor se faz neste Concelho e conseguem cativar os melhores dos melhores a nível nacional, para escreverem no blogue e virem à nossa terra, pena que os politicos mediocres desta terra só vejam mal onde ,vai para 3 anos, se quer discutir o futuro da nossa VILA FORTE!
Nada melhor para este Natal que este texto prenda para nós que fazemos questão de cá vir e comentar, também como forma do reconhecimento deste vosso trabalho DIÁRIO para nos colocar a pensar.Um muito OBRIGADO e que quem esteja a preparar-se para ir a votos, saiba, um dia, reconhecer que há um espaço que coloca Porto de Mós TODOS os dias no MAPA Mundial que é a web, isso não se consegue medir,mas é pena...
Li e fiquei emocionado, esta é a minha terra, continuem a lutar por ela, quais Dom Quixotes...

Só para terminar, cara Antonieta e colega comentadora do Vila Forte, todas essas ideias são fantásticas, mas para quem pode ganhar as eleições têm um problema..foram sugeridas por editor do Vila Forte....
De José Ferreira a 22 de Dezembro de 2008 às 16:07
Meu caro Prof. Saúl
O seu texto revela o sentir de alguém que apesar de afastado,sente a sua terra, e dela tem orgulho.
O preservar da nossa memória colectiva é um imperativo ético,que sendo efectuada de forma critica,nos impõe a uma disciplina de alerta permanente.
Os defensores da revolução cultural chinesa,tiveram a veleidade de tentar reescrever a História de uma China milenar.Apesar da violencia como o tentaram,felizmente não o conseguiram.
Consigo ,tiveram os executivos por mim presididos, a felicidade não só de publicar os seus trabalhos,mas também de organizar actividades que a todos nos encheram de orgulho.
Hoje, pessoas existem que, parecendo não terem sido capazes de ultrapassar o complexo de Édipo,tentam desesperadamente ocultar o passado recente, quando dele também foram protagonistas.
Mas enfim,a lucidez de quem pretende sempre se afirmar pela positiva,só lhe pode a si ,agradecer por este texto, que nos deixa(não só aos naturais, mas também aqueles que adoptaram e foram adoptados por Porto de Mós), cheios de orgulho pelo nosso contributo colectivo, na construção de uma sociedade e de um Concelho, onde se valorize a honestidade, a credibilidade, no desejo de um futuro melhor para os vindouros.
Tive a honra e felicidade de contribuir para a recuperação do nosso elemento comum-o nosso Castelo-marco da nossa identidade e história.
Também aqui a sua opinião foi importante.
Muito me encheu de orgulho,ter assistido na Academia Portuguesa de História, em 2006, ter V.Exª sido distinguido com um prémio pela publicação do livro" Porto de Mós,colectânea historica e medieval, Sec XII a XVII",que honrosamente se publicou.
Já no tempo em que foi presidente da Câmara, o Eng.Artur Trindade, foi publicado o livro de sua autoria,"Porto de Mós Medieval"
Como residente em Porto de Mós,para além de lhe agradecer, não posso deixar de sentir alguma mágoa,por não ter visto nenhum responsável autarquico, nem na entrega do seu prémio em Lisboa(onde foi visivel a presença de responsáveis autarquicos, de concelhos de outros premiados),nem tão pouco, na cerimónia oficial de abertura das Jornadas referidas,que realizando-se no nosso território(em S.Jorge), contaram com a presença de autarcas dos concelhos vizinhos, mas não, Porto de Mós.
Os actos a quem os pratica.E as palavras também....
Sem mais, aproveitoo ensejo de lhe desejar um Santo Natal, bem como a todos os seus.
Cumprimentos
De Paulo Sousa a 22 de Dezembro de 2008 às 19:24
É de facto um privilégio ter connosco à mesa uma pessoa como o Dr. Saul António Gomes.
Conhecer a história permite que não se repitam os erros do passado. É uma pena que a história seja tão pouco estudada.
No livro que o Dr. Saul António Gomes editou por ocasião das comemorações dos 700 anos do foral de Porto de Mós, existe um excerto do sec. XVI, salvo erro, em destaque nas primeiras páginas que retive. Diz qualquer coisa como isto:
"Escrevo-vos de Porto de Mós, onde há mais de pedras que de livros".
Esta frase é sintomática do que foi Porto de Mós em tempos idos, mas também do que ainda é hoje. Digo isto com pena, mas de facto muito teríamos a ganhar se a população do nosso concelho fosse mais instruída. Se o fosse seria também mais exigente para consigo própria, mas também com quem nos governa. Será sina? O diagnóstico, ou pelo menos parte dele está feito, ficam apenas a faltar as medidas.
Agradeço a disponibilidade do Dr. Saul António Gomes em elaborar este texto para o Vila Forte, ficando a partir deste momento na nossa galeria dos notáveis.
De LA a 23 de Dezembro de 2008 às 15:11
Sendo politicamente incorrecto, pergunto para que serve este diagnóstico do Professor Saul?
Sei que é bonito dizermos umas palavras de circunstância nesta altura,mas numa terra em que a democracia tirou férias há quase 4 anos, estas palvras como muitas outras que aqui vejo escritas não resolvem os nossos problemas.Todos sabemos que Porto de Mós é um concelho priviligiado por ter tido ilustres habitantes, muitos deles nascidos e educados em humildes familias, sabemos que a Nossa Terra está, hoje, num eixo de desenvolvimento que fervilha,(Oestes, Norte, Leste e Sul), autarcas com visão, que fazem questão de não excluir ninguém porque sabem que a cooperação é uma mais valia em relação à competição estéril.Mas o que vemos em Porto de Mós? Continuamos a ver gente mesquinha a fazer crer que as "permanentes", os arranjos florais, o questinonar a familia, o não ter argumentos politicos, mas sim usar o poder como forma de tornar o outro frágil, ser o nó górdio de uma terra fértil, uma terra que no tempo de D.Fuas produzia 10 vezes mais que as outras, não isso não interessa nada, interessa sermos pobres,muito pobres em tremos civicos, de exigência e sobre tudo que precisemos dos novos senhores feudais e que encomendemos muitos rosários ,terços e avé marias para que se sintam verdadeiros Alcaides da Vila Forte, e tanto os que estão como os que querem estar vêm do mesmo moinho de vento sem valores e sem quererem saber das gentes que trabalham e lutam para dar o melhor aos seus filhos, também sou mais um que não acredito nem em salgueiros ,nem em Julios, são mais do mesmo votarei em Branco! Jamais votaria em gente que aposta na desinformação, má educação e em caciques, espero que em 2009 a abstenção e os votos em branco sejam o partido mais votado em Porto de Mós.Se me permitem, desejo do fundo do coração que Jorge vala, luis malhó, pedro oliveira, luís costa e fernando amado e mais uma senhora consigam esquecer os partidos e dêm uma abada a estes politicos da treta e da teta que continuam a mandar na nossa terra.
Bom Natal ao Vila Forte, o melhor que aconteceu a Porto de Mós desde 2006!

LA
De Anómico a 23 de Dezembro de 2008 às 20:46
Sr. LA

... AMEN
De Viajante a 24 de Dezembro de 2008 às 18:19
Era bom a Dª Antonieta ir atrás dessas 5 personagens, que pode ser que o CDS-PP faça história no nosso Concelho
Era bem feito, mas acima de tudo teriamos gente que gosta do nosso Concelho
De Rafael Marcelino a 23 de Dezembro de 2008 às 15:53
Para TODOS os meus sinceros desejos de que tenham um SANTO NATAL e Um FELIZ ANO NOVO de 2009.

29° graus negativos..rsrsrsrsrsrsssssssssr
É NATAL
De Rafael Marcelino a 23 de Dezembro de 2008 às 16:24
Deixo-vos aqui este link, sempre velho e sempre actual
http://www.youtube.com/watch?v=Xbdyg51MVbg

BOAS FESTAS
De AM a 23 de Dezembro de 2008 às 16:46
Por experiência própria sei que 3 anos de blogosfera, DIÁRIA, não é fácil e que desgasta muita gente, vocês têm demonstrado que com credibilidade e preseverança se consegue inovar, estes convidados demonstram bem que vale a pena PENSAR DIFERENTE numa terra parada no tempo,não pelo valor das suas pessoas que dia a dia lutam, mas pela sua classe politica que teima em ser pior, muito pior do que aqueles que representam.Claramente o povo de Porto de Mós é muito melhor do que quem vai a votos e assim não vamos lá! Precisamos que alguém diga basta a este viver á custa do medo e da incompetência.Por amor de Deus, Júlio Vieira contra Salgueiro é a mesma coisa,mesmo balde, só que com uma fragância ligeiramente mudada.
O mais fácil seria fazer como pacheco pereira, mudar o local de voto, mas tenho a certeza que não votarei nem no PS nem no PSD.
BOM NATAL a todos nós que reconhecemos no Vila Forte a tal luz que se desligou....

Bem hajam, Bom Natal e um excelente 2009, ainda acredito que podem ser uma alternativa fora desta mediocricidade politica que move Porto de Mós.
AM
De Maria Antonieta a 23 de Dezembro de 2008 às 19:44
Quero aqui deixar os meus sinceros votos de um Bom e Santo Natal para todos.
Que a luz que despertou há 2000 anos continue a iluminar a nossa mente, para que encontremos juntos as melhores soluções para os tempos difíceis que se adivinham.
Que este concelho que tantas potencialidades tem, onde habita gente laboriosa, encontre um rumo em direcção ao desenvolvimento, á conjugação de esforços múlrtiplos para saber descobrir os pontos em que somos convergentes, ultrapassarmos os divergentes e fazer desta terra de que todos tanto gostamos uma terra onde seja aprazível viver.
Termino com uma frase para reflectirmos todos juntos:

"Mais difícil do que ter uma grande idéia é reconhecer uma. Especialmente se for de outra pessoa!”
Washington Olivetto

BOM NATAL
De Rafael Marcelino a 23 de Dezembro de 2008 às 21:15
MUITOS Parabens pele excelente deixa.
Pena é que não seja reflectida por muito boa gente...depois dizem que Porto de Mós parou no temnpo...pois..pois...

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