Segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Tão simples e tão belo

Alunos da prof. do 1 ano Debbie M. estavam a examinar 1 foto de família.
1 das crianças da foto tinha cabelos de cor bem diferente dos outros. Alguém sugeriu que essa criança tivesse sido adoptada.
Logo uma menina disse:
- Sei tudo sobre adopção, porque eu fui adoptada.
O outro aluno perguntou-lhe:
...- O que significa "ser adoptado"? - Significa - disse a menina - que tu cresceste no coração da tua mãe, e não na barriga!

 

 

@Joana Reis (Facebook)

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Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Adopção por pessoas do mesmo sexo - pais ou Pais?? A diferença está na "maíscula"!

A resistência e oposição ao casamento de pessoas do mesmo sexo passa, em grande parte pelo medo que, esta lei, possa abrir portas à adopção pelos mesmos. Não são raras as vezes que me coloco a questão “O que penso sobre o tema?”. Sem grandes dúvidas, mas também sem certezas e verdades absolutas (não tenho essa pretensão), porque este tema, tal como muitos outros que implicam a vida do outro, deve carecer de profunda reflexão, para mim mais do que aferir a questão da sexualidade o importante é avaliar competências parentais, com todo o rigor com que se faz a avaliação (ou deveria fazer) de um casal heterossexual potencial adoptante.  

 
Afinal o que faz de nós Mãe ou Pai (com a tal maiúscula que faz toda a diferença) não é a capacidade de procriar, de gerar, mas acima de tudo a capacidade de Cuidar, Amar, Proteger… No fundo ser Pai ou Mãe é conseguir promover o desenvolvimento físico, emocional, social e intelectual de uma criança desde a infância até à idade adulta e isto, sem dúvida, está intimamente ligado ao Cuidar, muito para além do aspecto biológico da relação. A capacidade de procriar, de gerar biologicamente um filho não transforma as pessoas em bons pais ou boas mães, transforma-nos isso sim em progenitores.
 
A nossa cultura é fundada na função cuidadora, afectiva, mais do que progenitora, ou não fosse S. José um pai adoptante e não biológico de Jesus Cristo. E não é aqui que se fundamenta toda a nossa cultura?
 
Muitos dir-me-ão ou pensarão que a diferença está no facto de um casal do mesmo sexo não o conseguir fazer de forma saudável, pondo em causa o desenvolvimento saudável da criança. Mas, quantos e quantos (lamentavelmente) casais heterossexuais, totalmente defensores dos valores da família não conseguiram fazer crescer crianças saudáveis e felizes? Quantas e quantas crianças são diariamente entregues a casais adoptantes heterossexuais que não vão ser assim tão bons Pais? O que falha? Em muitos casos, falha o rigor na avaliação das competências parentais, mais do que o despiste de perturbações da personalidade ou condições financeiras, ou se são uma família tradicional ou ou…
 
Uma criança, acima de tudo quer sentir que verdadeiramente é amada, cuidada, aceite, que pode contar, hoje e “amanhã” com as suas referências parentais, para que possa crescer com segurança e feliz e isso nenhum estudo traz evidência de que um casal do mesmo sexo não o consegue! Nenhum estudo vem provar mais significativo sofrimento psicológico em famílias não tradicionais, desde que os pressupostos acima referidos estejam presentes. Estudos demonstram que crianças educadas por casais homossexuais não diferem de outras educadas em famílias tradicionais no que diz respeito a competências emocionais, sociais, ao seu saudável desenvolvimento.
 
Muitas das crianças criadas só pela mãe ou pelo pai apresentam, por isso, mais disfunções no desenvolvimento e vêm a ser homossexuais? Por exemplo, as crianças que crescem em instituições sociais, que são cuidadas e criadas apenas por pessoas do mesmo sexo (não há lá homens e mulheres para “reproduzirem o tradicional relação familiar de Pai e Mãe) são por isso homossexuais?
 
As perturbações no desenvolvimento ou o sofrimento emocional de crianças institucionalizadas, não advém do facto de terem sido criadas só por mulheres ou por homens mas sim de muitos outros factores que poderemos abordar noutra altura.
 
No fundo não há evidência científica de que uma criança tenha de ser criada por um pai homem e uma mãe mulher apresente mais disfunções, maior sofrimento emocional. Existe sim evidência da importância da diferença nas duas pessoas, ou seja, que cuidem e amem de formas diferentes e que se possam complementar. Um pai homem e uma mãe mulher que sejam iguais na sua forma de educar, cuidar e amar também não é positivo. A complementaridade e diferença é fundamental para os pilares do crescimento.
 
 
Quanto ao argumento de que as crianças criadas por casais do mesmo sexo, que vivem uma relação de amor irá ser violentamente discriminada pelos outros… então e conseguimos evitar que as crianças de famílias tradicionais sejam alvo de discriminação, pelo facto de serem altas, baixas, pobres, ricas, gordas, magras, com óculos, sem óculos, sossegadas, endiabradas, filhas de pais divorciados, filhas de pais “demodé”, enfim… tão infinitas são as causas de discriminação seja por adultos ou por pares.
 
Um casal deixa de divorciar-se porque os filhos na escola vão ser “apontados”? Se o fazem não deveriam. O que traz verdadeiro sofrimento é viver e crescer em “falsas” famílias, com falsos afectos, com falsos pilares, porque na verdade, muitas vezes a preocupação não é com o bem-estar e felicidade das crianças, mas sim com a falta de coragem de assumir uma verdade que vai fazer cair por terra toda uma imagem e uma crença perante si próprio, os outros e a sociedade. O bem-estar das crianças muitas vezes fica mesmo lá para o fim de tudo isto.
 
Uma vez mais, uma criança para crescer Feliz necessita de ser Amada verdadeiramente, Cuidada, Protegida, de sentir segurança, de limites e regras, de ser mimada, Amada, Amada, Amada…
 
É urgente deitar abaixo os “muros de betão” que impedem de pensar sem as barreiras da convencionalidade, dos pré-conceitos, dos pré-juízos de valor. E quero deixar bem claro que a minha primeira preocupação é com as crianças, por isso não me venham com a conversa de não me preocupar com as mesmas e sobrepor as minhas ideias de “esquerda de moda” ao superior interesse das crianças.
estou:
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Pais em part time

Muito temos falado em educar, sobre as responsabilidades dos pais na educação dos filhos e nos direitos das crianças em ter pais presentes e não ausentes.

Sabemos que hoje em dia, muitos dos pais vêem a escola como o local ideal para depositar, sem aspas, os seus filhos e, quanto mais tempo, melhor.

Muitos são aqueles, que por motivos profissionais colocam os filhos nos infantários, ATL's ou escolas, logo pela manhã e apenas os vão buscar já de noite, mas outros fazem-no porque os seus filhos mais não são do que incómodo e fonte de trabalhos extra. Se dúvidas tivesse sobre esta abordagem mais radical, dissipar-se-iam em segundos, depois de ter ouvido um alto responsável de um estabelecimento de ensino contar histórias incríveis ...

Este meu amigo, referiu episódios trágico-cómicos, de bradar aos céus! Seguramente, qualquer mãe ou pai, iria pôr mãos à cabeça, em tom de total incredulidade, colocando em questão a verdadeira capacidade parental. Será que iremos chegar ao ponto de assegurar previamente, à condição de pais, que ultrapassamos com sucesso um teste de avaliação? Ou será que aos filhos cabe o direito de serem, eles próprios, testados quanto aos seus pais. Se temos o direito de assumir a condição de mãe e pai, porque não têm eles o mesmo direito  de assegurar pais que cumpram os requisitos mínimos?

A título de exemplo do desleixo e ausência dos princípios básicos de paternidade, refiro apenas duas situações, que podem classificar como melhor entenderem. Pessoalmente, não posso deixar de criticar severamente e apontar o dedo, quando nos dias de hoje tomo conhecimento de casos verídicos de pais que não cuidam minimamente da higiene pessoal das suas crianças. Há crianças que chegam à escola sem tomar banho há vários dias, com irritações na pele e a cheirar mal. Quando confrontados com a situação, os pais chegam a ser agressivos e ameçam com queixas por difamação. Não são casos de crianças de qualquer etnia minoritária, sem casa ou sem condições economico-sociais. São crianças iguais a tantas outras, filhos de pais empregados, com habitação própria e carro.

Um outro exemplo diz respeito aos pais que gozam as suas férias no mesmo período que a escola proporciona aos seus filhos. Que dizer daqueles que conseguem ter a frieza de levar os meninos à escolinha, como tantou outros dias, ao longo do ano, e rumar à praia, por vezes até a mesma que as suas crianças frequentam, sem que estes os perturbem e possam, então, desfrutar dos prazeres do sol sem as pestinhas a incomodar? Também, não há lugar a preocupações com refeições, pois estão asseguradas. Sim, é verdade que há progenitores corajosos, capazes de deixar os filhos ao encargo da escola, em tempo de férias, e os recolhem ao final da tarde, como se de um dia de trabalho se tratasse.

Já diz o provérbio popular que "Deus dá as nozes a quem não tem dentes" e é bem verdade. Com tantos casais inférteis, que se sujeitam a dispendiosos tratamentos, sem garantias plenas de sucesso, cheios de amor para dar, chega a ser um pecado ver a ingratidão daqueles que não sabem aproveitar do dom que lhes foi oferecido.

As crianças têm o DIREITO de ser felizes e merecem pais decentes.

 

nota: porque se enquadra nesta temática da educação, vejam este vídeo sobre a pedagogia do exemplo.

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Crianças Institucionalizadas

imagem da net

No domingo, na SIC, passou uma reportagem sobre crianças institucionalizadas que estão anos nas instituições sem serem adotadas.Fez-me confusão ver aquelas raparigas, naquela situação, e saber por voz própria as suas experiências de vida.

Sobre a questão da adopção e como esta instituição funciona, gostaria de vos convidar a ler ESTE texto do nosso amigo Jorge Soares, mas o que me chocou foi saber que há pais que abandonam os filhos, que os maltratam e quando eles podem ter nova família os enchem de esperança de os receber, e depois de saberem que impediram  os seus filhos de terem  uma família que lhes desse o que nunca tiveram, amor,os voltem a abandonar, ou seja, nunca mais os visitem.

Foi um choque para mim saber que há pessoas que fazem tanto mal aos seus próprios filhos, infelizmente o Estado a estas crianças nada ajuda, antes pelo contrário.

Que adultos vão ser ?

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Só queria carinhos

Por ignorância,por acreditar que quando algum casal decide adoptar uma criança, é porque sente a maternidade e paternidade de uma forma tão intensa que quer dar amor a uma criança, e como os futuros pais adoptivos passam por várias fazes até a criança ir para as suas casas, sempre pensei que a ligação afectiva jamais poderia ser quebrada.Engano meu, afinal são devolvidas(palavra chocante, mas real).Há dias, ficámos a saber que um casal ,devolveu uma criança, porque ela era meiga de mais e estava sempre a querer carinhos.Fiquei de rastos.Como é possivel?Então não é suposto as crianças serem meigas,carinhosas e necessitarem de mimos,ainda para mais estas que foram deixadas pelos seus pais de sangue?Que sociedade é esta que troca uma criança por um cão, porque ao cão só damos festas quando queremos?

Recomendo a leitura do texto do Jorge Soares, que é uma Pai fantástico e fundador da Missão Criança que aqui já divulgámos.

 

Adiciono mais este link, pois trata-se de um assunto de extrema importância e tem que ver com esses seres maravilhosos que são as crianças.

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A Revolução dos Cravos de Sangue

de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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