Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Futebolês #28 Bascular (o jogo)

Regresso hoje àquelas expressões a que aqui tenho feito referência muitas vezes, que à primeira vista parecem não fazer qualquer sentido para, pouco depois, percebermos que, afinal, seria difícil encontrar outra que melhor transmitisse a ideia que lhe está subjacente.

Bascular o jogo não é mais que uma versão mais actual, mais modernaça, da velha e gasta mudança de flanco, um movimento que tenta explorar o factor surpresa que, no futebol como em tudo na vida, constitui uma das maiores vantagens competitivas. A ideia é simples: quando o jogo está todo ele puxado para um dos lados, para um dos flancos do campo, com os adversários com as atenções aí concentradas, surge a esperteza de dois jogadores: um que resolve tirar a bola dali e colocá-la precisamente do outro lado e outro que percebe que é para lá que tem que se deslocar, para a receber e regalar-se com todo aquele flanco livre de incomodativos adversários. É surpreender o adversário, todo ele balanceado para o lado contrário, através de um golpe de génio, um misto de esperteza e de capacidade técnica. De pouco lhe vale a esperteza se não tiver capacidade técnica para colocar a bola no sítio certo, num movimento que, de facto, lembra o de uma báscula, uma gigantesca e velocíssima báscula.

Bascular o jogo é introduzir-lhe um factor de surpresa mas também um factor de mudança. Um movimento de rotura, que acaba com aquela embrulhada de um molho de jogadores concentrados num curto espaço de terreno que se atropelam em busca de uma bola. Que rompe com uma fase do jogo improdutiva e desagradável, de um mau espectáculo.

É de um movimento de rotura e de um agente de mudança que hoje, aproveitando esta ideia de viragem que o bascular suscita, gostaria de falar. Refiro-me a Jorge Jesus e ao seu papel no Benfica. De rotura com um passado de visão derrotista, de rotura com a fatalidade do insucesso e de viragem de uma página e de um ciclo. Que basculou a equipa para o lado do sucesso, o lado da qualidade de jogo e da qualidade do espectáculo que tem para servir.

A partir daí tudo se transformou: jogando bem é mais fácil ganhar e, ganhando, acorda e mobiliza uma massa adepta única em Portugal, capaz não só de manter cheio o seu estádio como de encher os dos adversários por esse país fora. A UEFA acaba de divulgar que Benfica é o décimo clube europeu em assistências, numa lista encabeçada pelo Barcelona (o segundo é o Borussia de Dortmund) e onde o Real Madrid é terceiro o que, para uma liga de um país como Portugal, é notável.

Foi uma mudança, esta do Benfica e de um ano para o outro, a todos títulos assinalável e que, sem qualquer sombra de dúvida, tem que ser levada a crédito de Jorge Jesus. E de Luís Filipe Vieira que, contra muito boa gente, incluindo Rui Costa, mas certamente avisado das intenções de Pinto da Costa, entendeu ter chegado a hora de o contratar.

Confesso que era um dos que achavam que não era treinador para o Benfica. Por uma questão de imagem: um corte de cabelo a atirar para o foleiro, um discurso a atirar para o deprimente, gafes sucessivas, umas atrás das outras e, por fim, o raio da pastilha elástica, já de si pouco abonatória mas ainda mascada de boca aberta. Era evidente que o homem sabia da poda, tinha-se visto por onde passara, mas, para mim, isso não era condição suficiente!

Estava enganado! Não no que respeita à imagem, essa está lá e já ninguém a consegue mudar. Estava enganado era quando pensava que a sua capacidade profissional não era condição suficiente para ser treinador do Benfica. Afinal foi suficiente para ser muito mais que treinador do Benfica, foi suficiente para se tornar no agente de mudança que marcará a história, rica e grandiosa, do maior clube de futebol do país. E é suficiente para, apesar do handicap da imagem, provavelmente se ter transformado, a seguir a José Mourinho, no treinador português mais apetecido para os mercados internacionais, como a recente renegociação do seu contrato, com a introdução de uma cláusula de rescisão – 7,5 milhões de euros – inimaginável para o mercado de treinadores em Portugal, deixa perceber.

Ora aqui está também uma lição de vida: quantas vezes, por razões de preconceito, se negam oportunidades a gente verdadeiramente excepcional naquilo que faz? E quantas vezes, quando uma oportunidade finalmente chega, estamos ainda preparados para a agarrar, e bascular a nossa vida, como fez Jorge Jesus?

 

Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Futebolês #26 Ceifa

  

A ceifa é, como todos sabemos, um processo de colheita. Caracteriza-se por deitar abaixo, derrubar: seja erva viçosa, milho verde ou trigo doirado, cevada, aveia ou simples feno.

É esta característica – derrubar, deitar por terra – que faz da ceifa uma colheita especial, mas que também transporta a dimensão do futebolês. No futebol não se ceifa a relva, ao contrário do que se poderia pensar. A relva é em geral cuidadosamente tratada e cortada, nunca ceifada. Às vezes é tratada de forma a chatear o adversário: regada (ou encharcada?) antes do jogo, deixada mais crescida para atrapalhar o adversário, ou até sujeita a rega no final do jogo apenas para dar um banho aos adversários que fiquem a festejar… Pequenos truques que, se comparados com o que vimos no passado domingo, não passam de simples e inocentes brincadeiras de crianças.

Já lá chegaremos. Por agora retomemos a ceifa e a sua aplicação a esta forma de expressão, ao futebolês. Está pois bem de ver que o que se ceifa no futebol é o adversário: derruba-se, deita-se por terra!

Ceifar o adversário não é um mero derrube. Não tem a preocupação de matar a jogada (é mais mesmo de matar o adversário!), nem da falta cirúrgica. É um derrube violento, acompanhado de um movimento que nos transporta para o imaginário da ceifa, daquela não menos violenta ceifa de foice em punho, que deixava os campos inundados de suor (e quantas vezes de lágrimas…) arrancado às entranhas de ranchos de mulheres que, de sol a sol, em pleno pique do Verão escaldante, vergavam searas que se transformavam em pão de um sustento sempre regateado. Só que, naquele campo verde, ao contrário da seara doirada transformada em árido e seco restolho, o movimento é executado pelas pernas.

Claro que ceifar o adversário, que também há quem identifique com arrancar pela raiz, que é outra forma de colheita, é uma entrada faltosa, também e ainda designada por entrada a varrer, e portanto punível disciplinarmente. É uma entrada violenta que coloca seriamente em risco a integridade física do adversário, a vítima que não é, nem poderá ser, um inimigo.

Já atrás deixei escapar que o tema que hoje pretendo abordar é outro. Tinha que pegar num vocábulo do futebolês, como é obrigatório, mas do que realmente quero falar é da intolerável violência que marcou todo o ambiente que rodeou o jogo do Dragão, entre o Porto e o Benfica, do passado domingo. Daí que tenha procurado uma expressão que se associa, e que já deixei associada, a dois conceitos que vêm a propósito: violência e colheita. Bem miscigenados na velha expressão popular: “Quem semeia ventos colhe tempestades”… E vêm-se semeando ventos há 30 anos!

Nada justifica, nem nada pode tornar aceitável, o ambiente de terror que foi criado à volta de um jogo de futebol. Um terror que vem em nítido crescendo, numa escalada que ninguém sabe onde irá parar.

O que se passou no Porto vem na sequência do que se tem vindo a passar ao longo dos últimos 25 ou 30 anos, em Lisboa, no Porto, nas auto-estradas, nas áreas de serviço, no Algarve…

O que se passou no Porto, e o que se vem passando em especial sempre que Benfica e Porto se encontram (desencontram), é o resultado de uma escalada a que a sociedade portuguesa tem de pôr fim. Não é mais um problema do futebol, é um problema de todos nós, é uma questão de civilização! É uma questão de cidadania, do Estado de Direito, de ordem pública! Porque todo o cidadão tem direito a sentir-se protegido e seguro em qualquer espaço do território nacional.

O estado a que se chegou é o resultado de muita incúria e de não menos irresponsabilidade. As próprias instituições do Estado deixaram-se contaminar pela manipulação da clubite e ficaram reféns de um poder que já ninguém sabe onde começa nem onde e quando acaba. Lembramo-nos todos de Vale e Azevedo que, envolvido num sem número de acusações, só depois de perder o manto protector da presidência do Benfica viria a ser incomodado pela Justiça, com os resultados que se conhecem. Não haverá mais? Não sei! Mas sei que parece que não há uma PSP nacional, mas uma de Lisboa e outra do Porto. E sei que, passados todos estes dias, das entidades oficiais ainda não ouvimos sequer uma palavra. Que nos tranquilize e que sirva de sério aviso a toda aquela gente que alimenta esta fogueira para que nunca se apague. Que transforma um dos mais belos espectáculos numa guerra sem sentido e que transforma os campos de futebol em campos de batalha.

Contou-nos há dias Eriksson, antigo treinador do Benfica, respeitado e reconhecido gentleman do futebol, que já naquele jogo das Antas de 90, em que os balneários estavam empestados de cheiros insuportáveis, nos tempos do famoso guarda Abel, Pinto da Costa lhe justificava tudo aquilo dizendo-lhe que “guerra é guerra”.

Já lá vão 20 anos em que recorrentemente se reclamava “Lisboa a arder”. Lisboa não ardeu mas a guerra ficou! E foi alimentando grupos de marginais que crescem à sua volta e que tomam conta do ambiente de terror que está a ceifar o futebol. Impunemente, como se pode ver pelo lamentável Comunicado do FC Porto, pelo cúmplice silêncio das autoridades públicas e pelas penas aplicadas pelas autoridades desportivas: duas multas ao FCP – uma de 1.200 e outra de 1.500 euros – provavelmente uma média pouco superior a um euro por cada bola de golfe, isqueiro ou telemóvel arremessados aos jogadores e ao treinador do Benfica. Ah! E uma multa ao Luisão, de 1.125 euros, por ter simulado devolver à procedência um desses isqueiros!

Assim se ceifa o futebol quando apenas era preciso mondá-lo!

 

Domingo, 2 de Maio de 2010

Glorioso

Daqui a pouco começa o jogo do título Porto – Benfica, o Vilaforte é um blog local que fala de política e de outros assuntos, mas com excepção da crónica semanal Futebolês do Eduardo, raramente fala de Futebol.

A última vitória do Benfica no campeonato é mais antiga do que o Vilaforte, mas somos todos, ou quase todos benfiquistas e esperamos daqui a umas 3 horas estarmos a festejar o 32º título ao Glorioso.

É só um prognóstico em jeito de desejo.

Relembro, aos distraídos portistas, que a única forma de ficarem em 2º lugar é o Benfica ser campeão hoje no estádio do Dragão.

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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Futebolês #23 Derbi

 

Começo por confessar que enfrentei algumas dúvidas quando escolhi derbi para o futebolês de hoje. Não estava bem certo que integrasse o próprio dicionário de futebolês! Depois acrescia que, em plena crise de escassez de expressões, como já me queixei, surgir-me nesta semana de derbi, com tanta coisa para dizer,  dava-me uma estranha sensação de facilidade de que tenho por hábito desconfiar.

 

Comecei por ficar mais aliviado quando, escrevendo logo o título, como sempre faço – o título é sempre a primeira coisa que escrevo, depois virá o resto – o dicionário do Word deu logo erro. Era um bom presságio mas não quis deixar de consultar o velhinho dicionário da Porto Editora: nada, não encontrei! Se não está no dicionário é porque só pode mesmo ser futebolês, concluí satisfeito!

 

Apesar de não constar do dicionário, derbi tem, como tudo, uma interpretação rigorosa que a afasta de algumas simplificações e generalizações. Embora possa permitir algum tipo de generalização, que lhe dê alguma capacidade de abertura a novas realidades, o derbi refere-se ao encontro de duas equipas da mesma cidade.

 

E é chegado aqui, a esta definição, que sou de novo assaltado pela dúvida inquietante: se é o encontro de duas equipas, de qualquer modalidade e não apenas de futebol, é abusivo concluir que se trata de uma expressão de futebolês. Tarde de mais para voltar atrás! Terei de me refugiar nas generalizações e na capacidade de adaptação para manter o derbi na fileira do futebolês. Não há volta a dar-lhe!

 

É por isso que há o chamado derbi minhoto, entre o Vitória de Guimarães e o Sporting de Braga, quando o Minho não é cidade e Braga e Guimarães são cidades tão distintas que nem se podem ver… Ou, já com menos propriedade e muito menos rivalidade, o dito derbi do centro, entre a Académica e a União de Leiria. Pode dizer-se que, levado á letra, derbi só há mesmo um: o de Lisboa e mais nenhum… Sim, esse Benfica – Sporting, ou vice-versa!

 

No Porto acabaram-se. Boavista e Salgueiros deixaram o FCP a falar sozinho. O Leixões, que não é do Porto mas enfim, dava-se também um jeitinho, vai pelo mesmo caminho (o caminho não será o mesmo mas o destino não é muito diferente). Em Lisboa também o Belenenses, depois de tantas e sucessivas vezes, já com as malas feitas, escapar à despedida pela via administrativa (será que ainda não é desta?) deixa o derbi apenas para os velhos rivais. No resto do país, um resto que é apenas o litoral, se já há dificuldade em manter um como é que pode haver derbi?

 

Estamos conversados: derbi é Benfica – Sporting, que, mais do que o derbi de Lisboa, é o derbi nacional, como que se Portugal seja Lisboa e o resto… paisagem! Por muito que a rivalidade entre portistas e benfiquistas transforme os seus jogos – clássicos, nunca derbis – em espectáculos verdadeiramente escaldantes, a tradição ainda é o que era…

 

E foi a mais um desses derbis, a mais um grande espectáculo de futebol, que acabamos de assistir na passada terça-feira. Num jogo, em especial na primeira parte, em que não foi possível descortinar uma diferença de 26 pontos (!!!) entre as duas equipas na tabela classificativa, como se aquele fosse um jogo onde tudo começa de novo, sem passado nem futuro. Claro que a diferença acabou por se notar, clara e transparente como a água que caía abundantemente, mas apenas depois de uns terem corrido tudo em metade do jogo, como se não houvesse amanhã, ou simplesmente segunda parte. Então sim, veio ao de cima a superioridade técnica e táctica de um Benfica que fez mais uma vez questão de demonstrar que é a melhor equipa nacional e, por isso, o merecido e justo campeão no final desta liga 2009/2010. Apesar do João Moutinho ter achado que não deu sarrafada nenhuma ( nem o M. Veloso, nem o Grimi, nem o Carriço...) e que o jogo se resumiu a um lance aos 2 minutos da segunda parte, num campo sempre inclinado a empurrá-los para trás. Ou do Costinha achar que pode impedir conferências de imprensa e que deve dedicar-se a exercícios de gritaria de afirmação pessoal e a "querer ou exigir" não se sabe bem o quê, sem qualquer noção de ridículo. Bem sabemos que o Sporting é diferente, mas assim?

 

Já agora deixo aqui um palpite: parece-me que, com este Costinha, que ou tem algum trauma de infância de afirmação de autoridade, ou anda a tentar convencer o J.E. Bettencourt que a "gestão à Porto" é aquilo, o Sporting não vai encontrar treinador… e ainda vai ter de pedir desculpa ao Carvalhal! É que eu não estou a ver um treinador a sério aceitar trabalhar com um tipo daqueles. Basta imaginar o rapazinho a fazer destas ao Manuel José ou ao Jorge Jesus…

 

Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Futebolês #19 Dia do Pai

                                                      

 

 

 

Quis o destino e o calendário que a vigésima edição do futebolês, que leva o número 19 porque a primeira foi a edição zero, calhasse ao dia 19. Que, sendo de Março, é o Dia do Pai.

Por isso hoje festejamos (tchim…tchim) a edição 20, um número redondo que, apesar de pequenino, não deixa de ser redondo, dos primeiros redondos a merecerem festejo. E o Dia do Pai, tão bem ontem aqui assinalado pela Telma num texto que bem merecia ter saído hoje, na vez deste. Mais uma das traições do calendário!

O futebol e a sua linguagem própria, que aqui trato há vinte semanas – a falta de tema vai puxar para cima esta comemoração, até porque a única coisa que tenho como certa é, para descanso de todos vós, que isto não vai chegar a mais nenhum número redondo, tipo 100 ou mesmo 50 – não têm muitas expressões ligadas ao pai. E não se percebe muito bem porquê! Na maioria das casas é o pai que vai à bola. É o pai que vê a bola na televisão e que se transforma no ditador que empurra a telenovela para a televisão da cozinha. É o pai que sonha que o seu pequeno se há-de vir a transformar num Cristiano Ronaldo, que corre com ele todas as escolas e escolinhas de futebol à espera que, enquanto lhe cobram a mensalidade, alguém lhe diga que o rapaz até tem algum jeito para aquilo. O pai que já não é o mesmo pai de há quarenta ou cinquenta anos, quando a bola se jogava na rua, entre vidros partidos e calças rotas, que se preocupava pouco ou nada com a habilidade do puto e muito ou tudo com as calças que se tinham rasgado, com os sapatos que não eram para estragar aos pontapés a uma bola, ou com o dinheiro do vidro que tinha de pagar ao vizinho. Outros tempos e, por que não, outros pais!

Apesar de todo este protagonismo do pai, a paternidade não é de facto exaltada no futebol. É-o muito mais a maternidade! Pelo menos as mães dos árbitros e dos jogadores adversários estão sempre a ser invocadas ao longo do jogo.

É certo que ouvimos muitos jogadores de futebol dizerem que o “Presidente foi para mim um pai”. Fora isso são raras as referências à figura do pai.

Se tivesse de escolher um pai no futebol não escolheria o Veloso. Escolheria o João (Vieira) Pinto: na esfera dos presidentes teve um pai em Valentim Loureiro, como se não cansou de repetir, e um padrasto em Vale e Azevedo e é, ele próprio, um verdadeiro patriarca. Pai muito novo e pai depois, mais velho, pai e avô aos trinta e poucos. Pelo meio pai de Jardel, um pai ausente como se sabe e com os resultados que se conhecem…

Os pais benfiquistas já tiveram ontem a sua prenda. E que prenda aquela rapaziada das camisolas encarnadas (ontem pretas) nos deu a todos nós: uma grande exibição e uma grande vitória ali nas barbas dos franceses, de mau perder como sempre… E apesar de um senhor esloveno que por lá andou de apito na mão que parecia filho de pai francês!

Já os pais sportinguistas terão que esperar pela prenda no dia de hoje porque de ontem não veio nenhuma. Andou por lá um rapaz, mais conhecido pelo sogro do que pelo pai, que achou que deveria vingar o tratamento que estavam a dar a um antigo filho…

Um feliz dia para todos, pais e filhos, de todas as cores!  

 

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

PARABÉNS AO GLORIOSO

 

O Benfica faz anos hoje! Uma bonita idade:106 anos.

Di Maria, no recital de ontem, cantou "os parabéns a você".

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Ler os outros

O que é realmente importante no futebol!

publicado por Pedro Oliveira às 21:20
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Olá, Bom dia! Sou um novo editor do Vila Forte.

A amizade faz milagres! Sendo eu relapso em termos de consultar blogs, eis-me a ser editor de um dos milhões de blogs que existem. Não tenho acedido a blogs por várias razões. A principal é porque que não tenho tempo. Felizmente, não tenho patrão; mas o reverso da medalha é que tenho de ganhar a vida (mais ou menos honestamente, como dizia um dos meus mentores da juventude) todos os dias. Caso contrário, constarei da lista das Finanças como alvo de penhora. Por isso, não posso acompanhar os milhares de blogs que são criados diariamente em todo o mundo. Em segundo lugar, porque a maioria esmagadora dos blogs que existem não têm qualquer interesse, a não ser para os próprios autores, familiares e amigos que ficam contentíssimos com o feito do amigão. Em terceiro lugar e mais grave, porque muitos blogs são mal intencionados, anónimos e destruidores do bom nome e honra dos atingidos pelos seus escritos.

Contudo, como diz o povo (parafraseado por um iminente político português) "só os burros não mudam" (o que constitui uma ofensa secular para os burros propriamente ditos, animais dotados de superiores qualidades, tais como, resistência ao trabalho duro, orientação para os objectivos a cumprir, frugalidade na comedoria e disponibildade para o sacrifício; embora, quando o dono abusa da autoridade, também são capazes de dar um coice justo e pedagógico no mau dono. Abençoados!).

Sendo assim, mudei, e apresento-me aos leitores do Vila Forte. Sou economista, o que significa nos tempos que correm que sou um especialista em ciências obscuras, sou natural de Castanheira de Pera, um Concelho que, embora pertencendo ao Distrito de Leiria, este nunca lhe ligou nenhuma (somos pobres!) e resido formalmente na Cruz da Légua, lugar onde nenhum Presidente de Câmara de Porto de Mós fez alguma coisa merecedora de referência desde que me casei no vosso Concelho (já lá vão 38 anos, fora os "ameaços").

Portanto, não devo nada a ninguém ( a não ser ao Banco, entidade apropriada para o efeito). Por isso, tentarei contribuir com textos positivos para a reflexão dos leitores (caso queiram reflectir, dado que isso obriga a esforço e ninguém é obrigado a isso e fazem muitíssimo bem porque ninguém lhes paga para pensar sobre os meus escritos). Informo que sou "anti" a todos os "antis" contra pessoas e ideias, excepto o terrorismo, os maus tratos familiares, a perseguição religiosa, o delito de opinião e outras coisa "banais" que vão crescendo subrepticiamente na nova ordem global do nosso planeta.

Informo também que hoje (domingo, quando escrevo) foi um dia de sentimentos contraditórios na minha vida: por um lado, a tristeza por os "Palancas Negras" terem sido eliminados do CAN 2010; por outro lado, alegria por o SLB ter ganho ao Rio Ave. Ou seja, dualidades decorrentes do percurso da minha vida que, aliás, não interessa a ninguém a não ser a mim mesmo. Mas como me poderão ler todas as semanas (terças, às 14H00, se conseguir), acho que devo fazer estas declarações de interesses.

Felicidades para todos e até terça se a Internet permitir, aqui onde me encontro.

Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

"estórias de Férias"

Este ano fomos a Praga.Se tudo correr bem e tiver tempo, farei um post sobre a "Capital do bailado" e das razões porque nos recordámos das sábias palavras do Professor António Câmara, em Porto de Mós, em relação às cidades criativas, mas por agora queria só contar uma pequena "estória" para que vejamos o quanto o "Tuga" é daltónico no que diz respeito à clubite aguda:

Estava o vosso amigo de cachecol e gorro da Académica em plena cidade de Praga, quando uma senhora com pouco mais de 30 anos se vira para os familiares e lança esta pérola: "Olhem vai ali um senhor com um cachecol do .... Benfica." Como é evidente saiu-me um, "é da Académica ó parola!"

Não sei se  ouviu pois cada um seguiu seu caminho sem mais comentários.Mas o raio da mulher não sabe distinguir o preto do vermelho, para não falar do símbolo? Desbafo familiar.

 

  

 

Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Um célebre Benfica vs Académica

Terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Para quem gosta de bola hoje é um dia triste- Robert Enke R.I.P

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O erudito da Bola

O Sr. Manuel Machado, o erudito da bola que gosta de nos presentear  com os seus discursos redondos, de vez em quando diz umas frases que lhe ficam mal:

Quando treinador do Braga, saído da Académica, foi muito pouco elegante para com a AAC-oaf e Domingos Paciência: «Os jogadores são os mesmos e não me parece que com o mesmo material se possa fazer obra diferente. A equipa utiliza os mesmos jogadores que eu utilizava e em termos tácticos não é possível com bacalhau cozinhar lagosta
Nesse jogo fomos empatar 3-3 em Braga...

Por curiosidade Domingos está em Braga em 1º Lugar do Campeonato (depois de ter conseguido um fantástico 7º lugar à frente da Briosa) e ontem o Sr. "Bacalhau" levou 6 na Luz.

Como é evidente o Sr. "Bacalhau", para nós sócios da "preta", sempre que leve um banho de bola ficamos satisfeitos, ontem não fugiu à regra, mas não deixou de ser novamente "rasteiro" para com um colega de profissão: "um vitém é um vintém, um cretino é um cretino".

 

 

imagens retiradas da net

 

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

O Vila Forte só tem 2 anos...

.... e como tal, nunca os meus amigos/sócios de blog tiveram o prazer de ver o SLB em primeiro,durante este tempo, e assim "postarem" esse facto. Fica assim a minha"piquena " lembrança para eles e restantes adeptos do Clube da Luz.

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A Revolução dos Cravos de Sangue

de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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