Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Europa: um ou dois anões?

A actual crise, e em particular a actual crise financeira, que mimetizamos num ataque cerrado ao euro – quem sabe se não estará aqui a justificação para Sócrates dizer o que diz: que tivemos de sair em defesa do euro –, traduzido na sua desvalorização e, mais importante, na perda de influência na economia mundial, chama a nossa atenção, talvez pela primeira vez, para a questão europeia.

Quando se fala, como tantas vezes acontece, da questão europeia ninguém se está a referir a outra coisa que não seja a questão política da Europa, a eterna questão europeia sempre presente no clássico anão político e gigante económico. Quer dizer, começamos a dedicar alguma da nossa atenção ao anão quando vemos o gigante em risco de mingar de tal forma que se possa tornar, também ele, noutro anão; ou, dito de outra forma, enquanto a integração europeia se ia fazendo em nome da prosperidade e da convergência não conseguimos dar-lhe o corpo político que só agora, através da recessão e da divergência, notamos faltar-lhe.

Sabemos que, historicamente, a moeda representa o último dos símbolos de coesão, seja nacional seja de qualquer outra ordem. A moeda surgia na cúpula do edifício da organização da sociedade. Por baixo encontrávamos todas as restantes estruturas dos laços com que se constroem as relações políticas, económicas e sociais.

Como sabemos, e apesar do inegável êxito da moeda única europeia, a que, de resto, não são alheios os ataques especulativos dos últimos tempos, nem sequer muitos dos conflitos internacionais produzidos neste século, não foi isso que aconteceu na UE! A moeda única surgiu antes de tudo o resto: antes da economia e antes da política. E é disso que hoje fundamentalmente nos devemos queixar!

Aquilo que Merkel e Sarkozy impuseram aos países do sul, no que já vi alguém chamar de Revolução de 10 de Maio, tem tudo a ver com isto. Não tanto pelas mudanças de natureza monetária, e nas da capacidade de intervenção do Banco Central Europeu (BCE), mas pelo roubo de uma quota-parte da soberania nacional: a soberania orçamental. Um passo dado sem ouvirmos falar do presidente da Comissão Europeia ou do novel presidente da União. Sem tratados nem referendos. E sem aviso prévio!

É neste preciso sentido, de desinstitucionalização do processo de decisão, que me parece ajustada a tal ideia da Revolução de 10 de Maio. A unificação europeia não se faz, como está demonstrado, através dos processos de decisão institucionalizados a partir do aparelho altamente burocratizado de Bruxelas. Muito menos a partir de processos de decisão democráticos emanados da expressão popular europeia. Faz-se através de lideranças fortes, de líderes verdadeiramente visionários que, como sabemos, há muito se encontram extintos nesta velha Europa.

Creio que grande parte daqueles que se têm manifestado contra o défice de democraticidade no processo de integração europeia, entre os quais me incluo, estarão hoje mais preocupados com o que se não fez, com o que evitou o aprofundamento da integração, do que com os referendos que se não fizeram ao longo de todos estes anos. E creio que hoje, em pleno centro da crise, os europeus, e os portugueses em particular, são muito mais federalistas do que há umas semanas atrás…

Afinal parece que Sócrates até tem razão: o mundo (e a Europa) mudou mesmo nestas duas semanas!

Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

Grécia: a caminho da bancarrota?

    

Os mercados financeiros continuam a penalizar a Grécia que atingia, ao fim da manhã de hoje, um risco de bancarrota de 33%, ultrapassando países como o Iraque, o Dubai, a Letónia e a Islândia e encostando-se aos países com maior risco de falência do mundo: Venezuela (com um risco de bancarrota de 46%), Argentina (45%), Paquistão (39%) e Ucrânia (mais de 35%).

 

Esta era uma situação inimaginável há bem pouco tempo para um país da zona euro e é um sinal verdadeiramente assustador para Portugal.

 

Numa entrevista de ontem ao Jornal de Negócios, o vice-primeiro-ministro grego Theodoros Panglos era o espelho do desânimo e do isolamento grego, acusando mesmo a Alemanha de racista e deixando-nos a nós portugueses um aviso: “… não sejam neutros, porque vão ser as próximas vítimas”.

 

Se juntarmos a isto o que se está a passar com a banca irlandesa, com activos tóxicos a rondar os 50% do PIB a obrigarem a uma intervenção estatal dessa ordem, que resulta na total nacionalização do sector, vemos com vai difícil a vida para os PIGS!

 

Gostaria apenas de deixar uma nota para os que, na onda do politicamente correcto, acham que os alemães nada têm a ver com isto. Que era o que faltava era que tivessem de ser eles, que trabalham e produzem, que levam as coisas a sério e que, ainda por cima, poupam que se fartam, a virem agora ajudar uns malandros do sul da Europa que nada fazem, e que não passam de uns tesos que não param de gastar o que não têm. Isto é demagogia: para que os alemães tenham excedentes os outros têm que ter défices; para que os alemães vendam os outros têm de lhes comprar; e, the last not the least, não terão sido eles os principais arquitectos desta Europa subsidiada para não produzir? Desta Europa inundada de fundos para garantir capacidade de consumo dos bens de alta qualidade made in Germany?

Se calhar ficava-lhes bem outra atitude!

Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

TEM A EUROPA MEDO DO ISLAMISMO?

Na semana passada, um tribunal francês recusou o visto de residência a um homem originário de um país árabe (ou muçulmano), casado com uma francesa, por o marido obrigar a esposa a usar burqha. Interrogado pelo tribunal, o marido confirmou que a obrigava a usar tal traje e acrescentou que as mulheres não eram iguais aos homens, eram seres inferiores e não tinham, por isso, os mesmos direitos. Face a estas declarações e atendendo à lei francesa que determina a igualdade de género (disposição legal comum a todas as civilizações ocidentais) o tribunal pronunciou-se pela negação da cidadania francesa ao convicto marido e mandou recambiá-lo para a sua terra natal (segundo me pareceu pela notícia). Esta decisão insere-se na discussão nacional francesa de autorizar ou não o uso de simbolos religiosos na vida pública daquela nação, tal como o véu muçulmano utilizado pelas senhoras. A França já, há muito, tinha proibido a exposição do crucifixo nas escolas francesas ou a utilização de simbolos religiosos cristãos nos estabelecimentos do Estado. Não nos podemos esquecer que a França foi a percursora da República na Europa com a Revolução Francesa. A França não é, apenas, a percursora do Estado laico na Europa mas é, estruturalmente, jacobina. Por curiosidade, lembro que Portugal foi o segundo país a implantar a República na Europa a qual nacionalizou a maior parte dos bens da Igreja Católica. Já antes, no tempo da Monarquia Constitucional, Joaquim António de Aguiar (1792-1834) declarou extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares, sendo os seus bens secularizados e integrados na Fazenda Nacional. Por isso, ficou conhecido com a alcunha do Mata-Frades. Já não falo do Marquês de Pombal e da sua perseguição aos Jesuítas porque, neste caso, se tratava, porventura, mais de uma questão política relacionada com o Poder (Cristo foi claro ao distinguir o que é de César e o que é do Reino de Deus, portanto...) Se este tem sido o prercurso da Europa em direcção a Estados laicos porque terá de abrir excepções em relação à religião muçulmana? Muito recentemente a Suíça proibiu a construção de minaretes nas mesquitas suíças (salvo erro, através de referendo que é como as coisas se resolvem naquele país que não tem praias como Portugal e, portanto, os suíços votam em referendos enquanto os portugueses optam por ir a a banhos). Foi um escândalo para as boas consciências europeias sempre prontas a defender as minorias, ou seja, aqueles que não compreendem e que, no fundo, consideram uns "desgraçadinhos", porventura, com limites em termos de inteligência. Se os suíços, na sua forma de viver, não permitem descarregar autoclismos a partir da 22H00 para não incomodar o vizinho, porque teriam de correr o risco de, um dia destes, serem obrigados a ouvir uma série de vezes por dia chamadas para a oração corânica? Se, em Portugal, não é permitido pendurar crucifixos nas salas de aula será, ao contrário, legítimo admitir simbolos islamistas nas salas de aula, corporizados no uso do véu islâmico?

Uma das questões que me preocupa com o uso de burqhas e trajes semelhantes é a problemática da segurança. Cheguei a consultar um advogado para saber se o uso de vestimentas que cobrem a cara das pessoas é permitida nos locais públicos. Para meu espanto, é permitido. Eu próprio posso passear-me de passa-montanhas em pleno centro comercial. Duvido é que a polícia não corra a identificar-me; faz o mesmo com as mulheres muçulmanas que por lá já começam a aparecer de cara tapada? No sábado passado, dois homens disfarçados, vestindo burqhas, entraram numa agência bancária de uma povoação francesa (Athis Mons) passando calmamente pelos seguranças. Uma vez dentro do banco, puxaram das armas que escondiam debaixo das burqhas e ameaçaram matar toda a gente. Fugiram com o dinheiro da caixa, naturalmente.

Na mesma temática e dúvidas nas sociedades europeias, insere-se a questão de aceitar ou não a adesão da Turquia à União Europeia, trazendo mais 76 milhões de muçulmanos para a União para além dos milhões que já cá estão (não contando, ainda, com o Abel Xavier, recém convertido ao islamismo, que parece que ainda não apareceu na Mesquita de Lisboa, embora apareça muito na televisão a explicar como se converteu).

Face a isto em que é que ficamos? Sarkhozy é um reaccionário, populista e jacobino empedernido que tem medo do islamismo em França? Os Suíços, idem? Enfim, os europeus em geral estão com medo do islamismo ou a questão traduz-se em defendermos os nossos valores civilizacionais que garantem a igualdade de género, a liberdade religiosa e a igualdade de todos os cidadãos perante a lei? Eduardo Lourenço, o último grande ensaísta e filósofo português vivo disse que "a Europa será no futuro islâmica". Por mim, não vejo que daí viesse grande mal para a Europa desde que eu e todos os cristãos e membros de outras religiões pudessemos continuar a praticar a nossa fé com paz e sossego, bem como, não obrigassem os agnósticos e ateus a converterem-se ao islamismo e a rezar várias vezes por dia. Disso já nós tivemos por cá, quando D. Manuel I expulsou os judeus que se recusaram a converter-se à fé católica. Se Eduardo Lourenço tiver razão, a culpa também será das igrejas cristãs e dos seus fieis que se têm acomodado e esqueceram a sua missão primordial de evangelizar. O que me preocupa se a profecia de Eduardo Lourenço se cumprir, é saber se será aqui introduzida a prática, utilizada em muitos países muçulmanos, de perseguição aos cristãos, entremeada por algumas chacinas. Em muitos países muçulmanos nem sequer é permitida a existência de igrejas cristãs e, em países mais radicais, como a Arábia Saudita, a conversão ao cristianismo é punível com a pena de morte (já viste como tens sorte, Abel Xavier Faisal por viveres na Europa?). Se for assim, concordo que a Europa não pode consentir  e assistir impassivel à nova invasão do islamismo que irá destruir a sua civilização conquistada a partir da época do Iluminismo com muitas perseguições, guerras e dores de vária ordem (ademais, ficariamos sem poder publicar posts como este em blogues, inteligentes ou idiotas, não importa).

Termino este post (naturalmente polémico e susceptível de ser mal interpretado mas que tem a vantagem de não falar do Sócrates, do Carlos Queiroz, do Mário Crespo e da Manuela Moura Guedes) com uma sincera declaração de apreço, respeito e consideração pela comunidade muçulmana portuguesa que, seguindo a tradição dos tempos em que os árabes permaneceram naquilo que é hoje o nosso País durante 500 anos, se revelam de uma enorme tolerância, inteligência e bondade, mostrando que o islamismo é, na sua génese e essência, uma religião pacífica, rigorosa na fé mas acolhedora de todos os que procuram algo mais que o prazer, o consumismo e o egoísmo. Conviver é, afinal, possível.

Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Referendo (casamento entre homossexuais)

Ainda há poucos dias, a partir de um post do Pedro Oliveira, que se interrogava sobre o que deveria ser referendado, este assunto foi aqui tema de ampla discussão.

Volto a ele!

Entendo que a opinião pública, os media e mesmo a classe política, usa e abusa do tema do referendo que, de resto, foi durante muitos anos proibido pela Constituição da República de 1976. Sou dos que pensam que há que pôr alguma ordem na utilização, efectiva ou de dialéctica, do referendo. Que questões de consciência não se referendam e que direitos inalienáveis de minorias não podem ser sujeitas à ditadura das maiorias!

Ao invés, entendo que grandes e decisivas questões nacionais, sejam ou não transversais aos programas dos partidos políticos (que ninguém lê!) sufragados nas mais diversas eleições, devem ser objecto de legitimação através desse instrumento, inquestionavelmente democrático. E porquê? Porque nada garante que uma questão de evidente relevância nacional, pelo simples facto de constar nos programas dos principais partidos ou de, mesmo não constando, ser pelos mesmos apregoada, ser ela própria a razão da sua expressão eleitoral. Porque cada eleição tem um fim próprio!

Nesse sentido sempre me manifestei, por exemplo, pelo referendo das questões europeias. Sendo um europeísta convicto, entendo que o nosso sentido europeu deveria legitimado explícita e conscientemente através de referendo. E entendo mais, entendo que quanto mais claramente fosse expressa a opção europeia pelos respectivos povos, e não só pelo nosso, mais segura, consistente e afirmativa seria a construção do edifício europeu, da nossa verdadeira casa comum.

Não posso deixar de estranhar que as elites políticas tenham negligenciado por completo, ou mesmo combatido, essa vertente de utilização do referendo e se revelem tão espontâneas e convictas em referendar, por exemplo, o casamento entre homossexuais. Talvez deixe de estranhar quando vejo que, nas actuais condições do país, seja este, para essa mesma elite, o problema fundamental do país. Tão fundamental que exige um referendo!

Sou dos que pensam que não é o casamento, reivindicado pela comunidade homossexual, que fará qualquer diferença. A igualdade de tratamento perante a lei pode e deve ser obtida por outras formas. Sou igualmente dos que pensam que esta exigência pode não passar de um oportunismo circunstancial. Mas também sou dos que pensam que, a ir avante, o casamento entre homossexuais não põe em causa coisa nenhuma e que pode perfeitamente sair do quadro parlamentar, sem terem que nos maçar com mais invenções e objectos de distracção, quando temos tanta coisa grave e verdadeiramente importante com que nos preocupar.

Aceito que, depois de tantos e tantos anos de descriminação, repressão e de humilhação os homossexuais aproveitem todas as janelas de oportunidade para reclamar condições de igualdade, mesmo as que nos possam parecer mais despropositadas. E percebo mal que, instituições como a Igreja Católica, se metam nisto da forma como o está a fazer. Sabendo que, levando à imposição de referendo despropositado, utiliza a sua imensa maioria para interferir numa matéria que, a meu ver, lhe não diz respeito. Tão simplesmente porque não se trata de casamento católico!

Acharia bem a Igreja que houvesse um referendo sobre o casamento dos padres, ou o exercício do sacerdócio por mulheres?

 

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

O futuro da Europa

O Tratado Lisboa foi aprovado e inicia-se uma nova etapa na maior aventura do entendimento da humanidade. O seu teor foi muito politizado por questões de política caseira, mas não foi, de todo, debatido a fundo.

Este texto pode ajudar-nos a antever o futuro da Europa.

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Quero ser rico ou desfrutar das coisas boas da vida?

Quantas vezes, há boa maneira tuga, não somos levados a invejar o dinheiro daquele ou daquela e começamos logo a fazer "filmes" de como aquele dinheiro foi conseguido?

Depois à nossa maneira lá vamos dizendo,"tem tanto dinheiro ,mas não se goza dele!".

Ora aqui entramos na questão do dinheiro comprar ou não a felicidade ou de quem tem dinheiro não saber "gozar" o que tem.

 

Será que é possivel ter dinheiro e não ser "tio patinhas"?

 

Parece que os europeus são mais inteligentes que os "americas".

 

 

 

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Referendo ao Tratado de Lisboa

 

Decide-se hoje o futuro imediato da Europa. Os resultados serão conhecidos amanhã. Talvez a crise tenha feito os Irlandeses mudar de ideias sobre as vantagens de pertencer à UE.

Desde o início da campanha no primeiro referendo que achei que o Turismo de Lisboa deveria ter aproveitado o slogan do contra para lançar uma campanha de promoção turística. Bastava distribuir uns pasteis de nata ao longo das margens do Liffey em Dublin e Lisboa seria notícia nos media irlandeses.

 

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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Entrevista de Ilda Figueiredo ao Sol - curiosidades

Algumas incongruências na entrevista de Ilda Figueiredo ao semanário Sol.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Que partido melhor representa o seu perfil?

Recomendo o site EU Profiler que poderá ajudar a escolher o partido em que votar.

 

Este é o meu perfil.

 

O partido que na Europa mais se aproxima do meu perfil é o polaco Platforma Obywatelska. Receio que não terá um grande resultado eleitoral.

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Domingo, 5 de Abril de 2009

Estados Unidos da Europa ou União Europeia?

Que Europa queremos?

 

Eleições2009.info

Sábado, 4 de Abril de 2009

Europeias

Sobre a utilidade do Parlamento Europeu e das Eleições Europeias aqui.

estou: Indiferente
publicado por Luis Malho às 15:45
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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Ler os outros

Uma visão interessante de Vasco Campilho sobre os actuais desafios da UE.

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publicado por Paulo Sousa às 21:35
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Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Eurodeputados portugueses passam a ganhar o dobro

Devido à harmonização salarial entre os eurodeputados dos 27 países, os próximos eleitos,Portugueses, saídos das eleições em Junho vão passar a ganhar o dobro do que ganhavam até agora.Se por um lado penso que todos os eurodepudados devem ganhar o mesmo, por outro acho que há uma disparidade enorme de vencimentos entre um eurodeputado e um depudado na nossa AR.Sou também dos que acha que os nossos deputados são mal remunerados.Sei que numa altura destas, crise, posso ser mal interpretado,mas sempre assim pensei; para termos os melhores na AR têm que ser bem pagos.

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Domingo, 1 de Março de 2009

Europeias, uma meta volante até às legislativas

É frequente dizer que as eleições europeias funcionam como um barómetro aos governos de cada país. Quando um governo tem no momento das eleições europeias o apoio do seu eleitorado, o seu partido tem um bom resultado. O mesmo acontece no caso contrário.

Nesta lógica, o parlamento europeu não é composto por deputados mandatados para porem em práctica uma determinada visão sobre o futuro da Europa, mas sim por representantes do partido do governo ou da oposição de cada país, conforme o período que o país atravesse no momento das eleições europeias. Cada eleitor pouco está interessado se o seu voto terá influência num futuro mais ou menos federalista, se há ou não tratado constitucional, se há ou não eurobonds, pois com o seu voto quer é aplaudir ou criticar o seu governo nacional.

Considerado que a democracia é uma das pedras basilares do projecto europeu, não se pode ignorar que esta lógica acabe por constituir um carácter perverso do sistema.

Mas são também os governos que, conscientes disto, tomam decisões sobre as eleições europeias olhando apenas para a sua realidade de poder em termos nacionais.

A escolha de Vital Moreira para cabeça de lista às europeias é um exemplo disso mesmo. Ninguém ouviu Sócrates falar sobre o entende ser mais ou menos importante no difícil momento que o projecto europeu vive, pois apenas pretende com esta escolha piscar o olho ao eleitorado da esquerda portuguesa.

Assim confirma que por parte dos governos as eleições europeias são também vistas como uma meta volante, uma eleição subalterna, até às legislativas onde, aí sim, tudo está em jogo.

 

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de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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