Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Debater a autonomia das escolas

 

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo vai promover uma série de debates para preparar um Encontro, a promover em Maio, sobre o tema Autonomia das Escolas. Convidou-me a Direcção da AEEP para o primeiro evento, realizado em Serralves, no passado dia 17 de Fevereiro. O texto que segue serviu-me para introduzir o debate, naquela sessão.

 

O que pode um não especialista de Educação contribuir para o debate que pretendem? Foi a pergunta que me assaltou quando pensei melhor na responsabilidade de aqui estar hoje, que assumi com gosto, devo dizer.

 

Vi, ao ler um texto escrito pelo Senhor Presidente da AEEP, em 13 de Outubro de 2008, sobre o assunto “Autonomia pedagógica do Ensino Privado”, que podem existir entendimentos variados da palavra autonomia, alguns dos quais geram perplexidade e são fonte de preocupação.

 

Sabemos todos que dispomos de um enquadramento novo para a autonomia, a gestão e a administração dos estabelecimentos públicos e que estamos em fase muito activa da sua aplicação.

 

Pareceu-me, ainda, que o contexto que se vive justifica alguma reflexão e debate sobre a ideia de autonomia e os seus usos.

 

Decidi, assim, propor alguma reflexão em torno de três perguntas, alimentadas pelo pensamento de um especialista, o Professor João Formosinho, e por informações recolhidas num relatório de um estudo sobre a autonomia das escolas feito recentemente em 30 países europeus.

 

A escolha e a estrutura da minha introdução ao debate alimentam-se, naturalmente, da minha experiência de professor universitário, cidadão com um certo envolvimento e responsabilidade em missões na esfera da Educação, nos últimos anos.

 

Vamos então às primeiras perguntas: O que é “autonomia da escola”? O que é que a justifica? Para que deve servir?

 

São perguntas banais, primárias, reconheço. Mas um professor de química gosta de compreender a estrutura da matéria, para perceber as suas transformações e as propriedades dos produtos dessas transformações.

 

Comecemos, então pela primeira pergunta: o que significa autonomia da escola?

 

O Professor João Formosinho, em livro de 2005, diz o seguinte:

 

A advocacia da autonomia da escola emerge no último quartel do século XX como consequência natural do questionamento da centralização e das lógicas burocráticas na administração do sistema educativo.

 

Podemos, com esta ajuda, entender que a autonomia da escola pode ser entendida como descentralização e libertação das “lógicas burocráticas”. Estamos a falar de autonomia administrativa, ou de gestão.

 

É este o sentido assumido também numa interessante publicação do Gabinete de Estudos da Educação, de 2007, em que se apresenta o resultado de um estudo comparativo da Autonomia das Escolas na Europa. Políticas e Medidas, realizado pela Rede Eurydice a pedido da Unidade Portuguesa e envolvendo 30 países.

 

Aí se diz que o conceito de “autonomia das escolas”se refere aos vários e diferentes aspectos da gestão escolar (essencialmente, financiamento e recursos humanos).

 

Diz-se, ainda, naquele documento que são consideradas totalmente autónomas, ou detentoras de um alto grau de autonomia, se forem inteiramente responsáveis pelas suas decisões dentro dos limites previstos na lei ou do quadro normativo geral relativo à educação.

 

A autonomia da escola é, enfim, atribuir a responsabilidade por fazer cumprir os fins da escola, a defesa do interesse público, àqueles que estão próximos e directamente envolvidos.

 

Estas referências seriam suficientes, a meu ver, para iniciarmos o debate, desde que aplicássemos estes princípios, também, à gestão do currículo, ou à orientação da acção educativa da escola, como se diz no artigo 44º do Decreto-Lei nº 553/80, de 21 de Novembro, o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo.

 

Por isso, ficarei por aqui, na abordagem ao significado da expressão autonomia escolar.

 

Foquemos agora a nossa atenção sobre a segunda questão que propus: Autonomia porquê? E mantenhamo-nos no caminho que escolhi olhando o que nos diz João Formosinho.

 

Esta asserção da autonomia da escola é suportada pela emergência do local (designadamente da cidade) como locus de coordenação das políticas sociais e educativas e é legitimada pelo fracasso das inovações baseadas em grandes Reformas Educativas, implementadas pela administração da educação numa perspectiva top-down.

 

Este professor da Universidade do Minho acrescenta outros argumentos mais adiante, para nos ajudar a entender esta tendência de autonomia crescente das escolas, observada em toda a Europa, desde os anos 80:

 

- A progressiva inaptidão do sistema centralizado para gerir a complexidade e heterogeneidade da escola de massas;

 

- A necessidade de “repartir” as responsabilidades pela crise da educação;

 

- A emergência do municipalismo em Portugal.

 

Se olharmos agora, do novo, o documento do GEPE relativo à situação em 30 países da Rede Eurydice, podemos recolher os seguintes argumentos:

 

- Apenas dois países sobressaem pelas suas tradições altamente desenvolvidas em matéria de autonomia das escolas – a Bélgica e os Países Baixos. Em ambos os casos, esta tradição decorreu das “guerras escolares” entre o ensino público e o ensino privado.

 

Mais adiante o documento refere, ainda, que nestes países a autonomia das escolas se desenvolveu enquanto reflexo da liberdade de ensino e foi legitimada por considerações de ordem religiosa e filosófica. No século XIX e ao longo da maior parte do século XX, foi sobretudo nessa base que se discutiu.

 

E acrescenta:

 

Nos anos 80, o processo tomou outro rumo. As reformas em matéria de autonomia das escolas estavam relacionadas com a causa política da participação democrática.

 

Lendo o que consta do preâmbulo ao Decreto-Lei nº 115-A/98, de 4 de Maio, que aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, vemos que a participação democrática está presente, também, no princípio geral que sustenta esta política em Portugal:

 

A autonomia das escolas e a descentralização constituem aspectos fundamentais de uma organização da Educação, com o objectivo de concretizar na vida da escola a democratização, a igualdade de oportunidades e a qualidade do serviço público de educação.

 

A alteração introduzida recentemente no quadro legal, através do DL 771/2007, que passou a regular a autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, traz interessantes modificações que gostaria de trazer à nossa reflexão. O preâmbulo, de novo, apresenta importantes objectivos desta legislação:

 

- Em primeiro lugar trata-se de reforçar a participação das famílias e das comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino.

 

E o Artigo 11º (Conselho Geral) é ainda mais esclarecedor do sentido da transformação:

 

“O funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino, nos diferentes níveis, orienta-se por uma perspectiva de integração comunitária”.

 

O que significa esta expressão?

Que implicações tem na governança da escola?

Que relação tem com a autonomia?

 

Gostaria que significasse a adopção da ideia de “school learning community”, que Jolie Epstein e colaboradores têm vindo a cultivar e expandir nos EUA, a partir da Universidade de John Hopkins.

 

Aquelas investigadoras defendem esta ideia em alternativa à noção de escola como “professional learning community”.

 

Uma transformação profunda a aplicação do DL 771 implica é esta mudança de “professional learning community” para “school learning community”.

 

Aquelas autoras recomendam um programa organizado de parcerias entre escola, famílias e comunidades, que contemple actividades ligadas aos fins de escola, argumentando que …tais programas melhoram as escolas, fortalecem as famílias, dão vigor ao apoio da comunidade, melhoram os resultados e aumentam o sucesso dos alunos.

 

Ora um tal programa irá tanto mais longe na busca da meta de servir o bem dos alunos, a escola e os seus fins, quanto mais autónoma for a escola. E esta é uma excelente deixa para entramos na reflexão em torno da última questão que levantei:

 

Autonomia da escola para quê?

 

Encontrámos já algumas pistas para buscarmos respostas:

 

- Para assegurar melhores condições à realização da liberdade de ensino;

 

- Para assegurar melhores condições para a participação democrática;

 

- Para proporcionar melhor administração e gestão;

 

- Para melhorar o serviço público que a escola presta.

 

Gostaria, em todo o caso, de pôr à consideração dos presentes, para o debate que justificou este encontro, dois objectivos primordiais para a autonomia da escola:

 

- A melhor realização dos seus fins;

 

- A realização de tais fins através de uma ideia de escola como comunidade educativa e de aprendizagem.

 

Em qualquer circunstância, mais autonomia requer transparência, garantia de qualidade e prestação de contas, por parte de todas as partes envolvidas, Estas são as minhas muito modestas pistas para o debate que desejam, que é bem oportuno ser estimulado em todo o País.

 

Porto, 17 de Fevereiro de 2009

 

Júlio Pedrosa

publicado por Autores do blog às 07:20
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7 comentários:
De Pedro Oliveira a 2 de Março de 2009 às 12:08
Em primeiro lugar, queria agradecer ao Professor Júlio Pedrosa, o facto de mais uma vez ter aceite o nosso convite e continuar a fazer pensar/discutir sobre que escola queremos.
Tenho poucas dúvidas que a escola é o que nós cidadãos quisermos, ou seja, se os cidadãos que ao mesmo tempo são Pais,Presidentes de Câmara, Veradores, Professores, quiserem que a escola seja um dépósito de meninos e meninas, em que se debita matéria,em que as actividades de enriquecimento curricular mais não são que um passar de tempo inútil, e em que a escola seja vista como a "entidade que educa",desresponsabilizando os pais, é evidente que temos esta escola que merecemos TODOS.Daí que as suas 3 questões são relevantes.
Como representante de turma e membro da Associação de Pais da escola do meu filho, sinto que há uma grande preocupação por parte dos Professores que a escola esteja mais próxima da comunidade, lamentavelmente vejo poucos Pais precocupados com a escola que os filhos frequentam e, mais ainda, com os filhos, para terem uma ideia, numa turma de 27 miúdos só 5 Pais é que no 1ª periodo foram saber dos seus miúdos na hora semanal disponibilzada pela Directora de Turma.
Esta discussão,que escola queremos, deve continuar , como tal acabo como comecei, Obrigado Professor por nos colocar a pensar e discutir a nossa escola.
De Paulo Sousa a 2 de Março de 2009 às 14:06
Quero também agradecer ao Prof. Júlio Pedrosa a sua colaboração, uma vez mais, com o Blog Vila Forte.
De facto o envolvimento da comunidade com a escola é uma vertente que deve ser explorada a bem da sociedade.
São os pais que devem ser sensibilizados para isso, mas são também as Autarquias que devem assumir que as suas responsabilidades vão além de gerir as receitas e as despesas associadas à educação. Também o corpo docente das escolas deve estar, e julgo que está, sensível a este envolvimento com os encarregados de educação.
Agradeço mais uma vez ao Prof. Júlio Pedrosa a sua disponibilidade em partilhar connosco este texto que assim nos abre mais uma luz sobre o que pode ser a nossa escola.
De Portomaravilha a 2 de Março de 2009 às 22:12
Faço parte do corpo docente do Ministério Francês da Educação Nacional Francesa.

Antes de mais , parabéns a este blog que me soube conquistar pelos temas expostos e,sobretudo, pela qualidade dos seus artigos.

Como devem saber as universidades Francesas estão em greve. Recusam a autonomia das universidades preconizada pelo governo Sarkozy . Madarins ( eis uma palavra Francesa bem de origem Portuguesa ) de esquerda e de direita estão ou são contra a reforma das universidades, contra a autonomia das universidades.

Creio que se cometeram muitos crimes pedagógicos em nome da Autonomia.

As perguntas que coloco são as seguintes : Até que ponto a autonomia das escolas permite uma real liberdade pedagógica ? Até que ponto as escolas obedecerão ao mesmo programa nacional ? Até que ponto a autonomia não aumentará as disparadidades entre escolas ? Até que ponto a autonomia não criará escolas estigma que afugentarão os melhores alunos ? Quem financiará as ecolas autónomas ? O estado, as localidades ?

A autonomia das escolas permitirá ainda que a escola seja um espaço para a promoção de crianças que vem de meios desfavorecidos, ou procurará ainda mais reproduzir as classes sociais ?

Poder-me-ão responder que o estigma já existe em entre escolas de zonas ricas, bairros pobres, escolas rurais, etc. Concordo ! Só que por agora, a escola é ainda ( o único ? ) um elavador na hierarquia social. Ainda o será com a autonomia das escolas.

O governo Miterrand, em 1982, após manifs e contra manifs, abandonou a ideia de sistema publico, autorizando o financiamento de escolas privadas com fundos publicos e privados. Ou seja a autonomia !

Absurdo da estória, a célebre escola "Sciences Politiques", trinta anos depois, começa a abrir as suas portas a alunos que vêm dos subúrbios. Estes só passam um exame oral. São formados em seguida na prestigiada escola. É que uma classe que não se renova morre ! É que mais de 70 porcento dos eleitos eram filhos de professores sem conhecerem a realidade. Não sendo "Sciences Politiques" uma escola destinada a formar quem não conheça o terreno, melhor se compreende a sua atitude. Atitude repudiada pelos bem pensantes, quer de esquerda ou de direita.

Teria muito que escrever, mas a autonomia des escolas Francesas aumentou as disparidades. Se as escolas primárias são financiadas pelas localidades e os liceus pelas regiões imaginem o que é frequentar um liceu de l'Ile de France ( a ou segunda mais rica região da Europa ) , ou da Picardie ( taxa de mortalidade infantil bem superior à da região de Lisboa ) e um liceu da Gaudeloupe .

Tem dado aí notícias sobre a Guadeloupe ? Estão em greve geral há seis semanas ( leram bem ).

Há semanas fiz um texto para o blog do Mr Cosmos. Creio que o título é "deja vu". Neste aparecem os links do relatório da ocde, escrito em 1996, ( está em Francês e Inglês) que apontam as directivas a seguir quanto ao ensino na Europa.

É a autonomia uma margem de liberdade ?

E Viva o porto !








De Paulo Sousa a 3 de Março de 2009 às 21:15
Caro Portomaravilha,

Obrigado mais uma vez pela sua participação.
Não estando ligado à industria da educação arrisco opinar.
Pelo que vejo a autonomia da escolas portuguesas é muito reduzida. Refiro-me às escolas na prática mas na prática são os professores que têm pouca margem de manobra para sair do programa, e para o fazerem têm de apresentar tanta justificação de não passam da primeira tentativa. A máquina é muito pesada e não permite desvios. Pelo que vejo e ouço acredito que seria benéfico para a educação em Portugal se existisse uma maior flaxibilidade nos programas.
A realidade em França é certamente diferente, pelo que só com factos concretos poderiamos aferir onde haverá mais ou menos necessidade de autonomia nas escolas.
Fala do caso de Guadalupe. Há uns anos vi uma reportagem sobre um dos territórios tropicais administrados pela Républica Francesa (Guiana?) em que o ensino era também referido. Os manuais escolares do ensino básico associam o Natal à neve, ao frio e ao gelo. E o mesmo acontece com os trabalhos da escola, com as cantigas e as ilustrações. As crianças de Guadalupe, da Guiana, da Martinica, de Mayote, da Reunião, da Nova Caledónia ou da Polinésia acharão que algo não bate certo. As crianças de S.Pedro e Miquelon não tanto. Este é apenas um exemplo de que a rigidez dos programas deve ser relativa, mas podríamos apontar também o exemplar caso finlandes, de que já aqui falamos (http://vilaforte.blog.com/2857071/), onde os professores têm uma grande flexibilidade nos programas e ainda assim conseguem resultados excelentes.
Mais uma vez agradeço a sua participação.
De Portomaravilha a 4 de Março de 2009 às 23:44
Caro Paulo Sousa,

Faço parte dos "parvalhões" que na década 80 acreditou no programa do ps quanto à autonomia das escolas.

Terá razão, em parte , em dizer que não se governa um país de 9 milhões ( Portugal) ou de 5 milhões ( como a Filândia ) como um país de 65 milhões ( a França ).

Tem totalmente razão em apontar o caso da Guadalupe (obrigado pela correcção). Mas é um exemplo anacrónico. Tanto mais anacrónico que a Guadalupe e outros territórios "d'outre mer " nunca foram concebidos como parte integrante da metropole.
Aí se pode explicar em parte mas não só as revoltas . Não deixa de ser curioso que os preços fossem muito mais altos no "outre mer ", quanto ao mesmo produto, que na metropole. E, ainda mais engraçado, tem havido debates quanto à modificação do termo , como se a mudança duma adjectivação pudesse mudar a memória e o presente : Alguns propõem "ultramarin". Ultramarino : Lembra-lhe alguma coisa ? Mas há quem não esteja de acordo porque "ultramarin" é um neologismo para a língua Francesa.

Não entendo muito bem : Porque é que um professor deve sair do programa ? Acabou-se a República , a unidade nacional ?

O programa deve ser o mesmo para todos os alunos.

Poderiam depois existir modalidades pedagogicas diferentes de aplicação do programa.

Mas o condicional que acabo de empregar acarreta uma história pessoal. Como escrevi acima, o psf propõe em 1982/3 a autonomia das escolas. No início acreditei.

Foram criadas as zonas de educação prioritárias (zep). Havia que ter em conta as dificuldades socio-culturais dos alunos, etc. Estas escolas zep foram dotadas de equipamentos excelentes ( vídeo, etc ).

Só que, sob o pretexto que havia que ter em conta as dificuldades socio culturais dos alunos, as aprendizagens fundamentais ( francês e matemática e física ) foram-se diluindo numa espécie de actividade lúdica.

As zep deixaram de ser um elevador na hierarquia social. Tornaram-se guetos.

É que enquanto as escolas "não zep" , sem grandes meios materiais iniciavam à abstração, as escolas zep iniciavam ao lúdico ( vídeo, internet, wikipedia... Em suma o "falso" saber).

A revolta dos subúrbios de 2005 em França, quanto a mim, está directamente ligada à tomada de consciência dos jovens dos suburbios que tomam consciência que não têm saber. Eles são filhos das "zep". Como negociar um contrato de trabalho quando não se sabe escrever nem conjugar ?

A maior parte das famílias conscientes das apostas futuras para os seus filhos passou a inscrevê-los noutras escolas ou no "privé sous contrat" ( se tiver tempo amanhã e se me autorizar, explicarei) .

Não deixa de ser curioso que Jospin,ministro da da educação , apoiante das "zep" e, mais tarde ,primeiro ministro, não tivesse conseguido ir à segunda volta das eleições presidenciais. Le petit Village Gaulois !

Quanto ao paraíso que me cita : A Filândia. Tenho uma colega ( Francês-Cinema) que conseguiu obter um lugar no prestigiado liceu Francês de Helsiquia. Só lá ficou um ano ! Ficou horrorizada. Regressou à terra !

Não prometo, mas vou tentar arranjar o seu depoiamento sobre a sua experiencia pedagogica.

Continuo a pensar que a palavra autonomia é oca em conteudo.

Continuo a pensar que a escola deve ser a da república : una e indivisível !

E Viva o Porto



De Paulo Sousa a 5 de Março de 2009 às 00:53
Caro Portomaravilha,
Como disse, falo (ou especulo) sobre a educação baseado apenas no que podemos designar por senso comum. O relato detalhado sobre a sua experiência pedagógica enriquece o Vila Forte.
Se autorizo? Este blog é que quem nele quiser participar e só lhe posso é agradecer a sua partilha nesta mesa de esplanada ao lado do Rio Lena.
Fico por isso a aguardar o seu próximo texto.
Aceite um abraço
De Ana Narciso a 3 de Março de 2009 às 12:09
Apesar de estar numa fase de trabalho intenso não posso deixar de saudar publicamente mais um momento de reflexão sobre a educação e o nosso futuro enquanto comunidade educativa que aprende todos os dias. Voltarei a este assunto com mais tempo, porque tal como a primeira intervenção do Professor Júlio Pedrosa neste blog e na Ecoteca de Porto de Mós o seu pensamento e presença perduram muito para além do momento em que a sua intervenção foi feita. Mais uma vez obrigada.

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