Quarta-feira, 4 de Março de 2009

A verdadeira dimensão da Crise

Hoje ouvi Silva Lopes, dizer na Antena 1, que Portugal tem um grave problema de crédito no estrangeiro, que a nossa crise é anterior à crise que assola todo o mundo e que os Portugueses ainda vão sofrer mais na pele do que estão a sofrer agora.

Isto dito desta forma é assustador,mas quando conhecemos os números que estão na base destas afirmações, então é que nos apercebemos que estamos mesmo mal.

Através deste post do AP e com os números que lá constam, a pergunta que fica no ar é esta, como é que vamos sair deste buraco negro?

 

"415 mil e 500 milhões de dólares. É o valor da dívida externa do país em 2008.
Em contrapartida o
PIB é de apenas 232 mil milhões de dólares. Ainda há dúvidas sobre a falência de Portugal?"

 

publicado por Pedro Oliveira às 12:51
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9 comentários:
De Paulo Sousa a 4 de Março de 2009 às 14:28
Não podemos olhar apenas aos dados desencorajadores que apresentas. As economias são abertas e dependem do exterior. O mito da autosuficiencia salazarista (neste caso em termos de crédito) não passa de isso mesmo, de um mito.
O país pode lidar com estes valores, desde que consiga criar riqueza numa proporção superior ao que tem feito. E aí é que estará a chave da questão.
Sendo as empresas o coração da economia, serão necessárias mais empresas e mais empresários. Conseguindo isso, conseguem-se mais empregos, mais salários, mais rendimento das famílias, mais impostos retidos e uma economia mais sólida. O ciclo inicia-se nas empresas. O estado pode dar sinais sobre as áreas que entende prioritárias, mas não se deve substituir às empresas. Mas também não as deve hostilizar.
Noutros países os empresários são admirados como criadores de emprego e de riqueza, mas em Portugal não é bem assim. Isto acontece em parte por culpa dos próprios, mas há alguma má vontade relativamente ao empreendedorismo.
Lembras-te das intervenções da ASAE, há pouco mais de um ano? Fecharam centenas de cafés e restaurantes, também eles geradores de emprego. Muitos não teriam condições efectivas, mas no geral a actuação da ASAE foi muito mais punitiva que pedagógica, e muitos milhares de postos de trabalho continuariam a existir hoje se a ASAE tivesse actuado de outra forma. As exigências colocadas às empresas são de tal ordem que só as empresas com alguma dimensão as conseguem cumprir. As pequenas unidades familiares, criadoras de auto-emprego, são cada vez menos viáveis. Existem dezenas de milhares de empregos em causa a esta nível e o Estado vêm agora chorar sobre o leite derramado.
Saí um pouco da tua questão, mas quero lembrar que outros países com economias mais sólidas que a nossa, têm iguais ou superiores níveis de endividamento e estão em melhor situação.
De Pedro Oliveira a 4 de Março de 2009 às 16:05
" ...mas quero lembrar que outros países com economias mais sólidas que a nossa, têm iguais ou superiores níveis de endividamento e estão em melhor situação".
Pois, é que nossa está mais, digamos,liquida...
De Carlos Barbosa de Oliveira a 4 de Março de 2009 às 20:00
Comparada com a dívida externa de outros países, a dívida é preocupante, mas não alarmante. Eu sei qeu não posso comparar com os EUA, cuja dívida externa é o triplo do valor do PIB , desde há décadas, sem que isso tenha impedido o seu crescimento. Mas quero dizer que, estando Portugal na UE tem uma almofada de protecção que não pode ser descurada.. Falar de falência, parece-me por isso, manigfestamente exagerado, Pedro
De Paulo Sousa a 4 de Março de 2009 às 20:17
O caso da dívida externa americana reveste-se de outra particularidade, que é quem é que adquire massivamente os seus títulos de dívida? Que país tem capacidade de investir tanto megamilhão num país terceiro? A China, claro.
«O Primeiro Ministro chinês Wen Jiabao em Londres, ironizou dizendo que a Administração Obama adoraria saber se a China se mantém na disposição de comprar os títulos que inevitavelmente inundarão o mercado com o pacote de estímulos» Carlos Santos, [http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/o-eixo-estrategico-do-extremo-oriente-e.html].
O que poderemos dizer desta relação tão próxima de duas potências concorrentes? À primeira vista os mais pessimistas podem respirar fundo, pois esta é a garantia de que nenhum destes dois países tem qualquer interessem em entrar em guerra com o outro. Como sempre a economia ao serviço da paz.
De Portomaravilha a 4 de Março de 2009 às 21:33
As fontes variam indicando Portugal , quer na 7ª quer na 13ª posição mundial , quanto às reservas de ouro.

Falência ?

E se se dividissem um pouquito os esforços proporcionalmente entre todos os Portugueses ? No fundo, pelo que leio, a imprensa Portuguesa funciona tal como a Francesa.

Palavrões (Pib, dívida externa) , buraco negro...

Aqui a imprensa ( mesmo a regional na sua maior parte ) nunca fala de iniciativas regionais que combatem no dia a dia os palavrões citados e os buracos negros.

Parece que qualquer notícia é feita para aterrorizar ou, pior ainda, culpabilizar. Parece que a imprensa só procura o sensacionalismo.

E Viva o Porto !

De Portomaravilha a 4 de Março de 2009 às 21:56
O que escreve, quanto a mim, Paulo Sousa é muito importante. Não é de hoje que sabemos que o Estado Chinês possui inúmeros "bons de trésor" americanos.

Numa certa medida , acho que esta estória lembra os "bons de trésor" Russos comprados antes da revolução de 1917.

A China encontra-se hoje, apesar duma grande repressão e dum grande silêncio dos mídia ocidentais, com inúmeras greves e revoltas.

Até que ponto o pc Chiñês será capaz de integrar uma transição para uma real economia de mercado ? Talvez me engane, mas creio que a economia de mercado só é compatível com a democracia. Estará disposto o pc Chinês a aceitar as regras do jogo ?

A economia ao serviço da paz ?

O passado mostrou que a economia de mercado sem reguladores conduziu às guerras mundiais.

É uma problemática complicada.

E Viva o Porto !

De Paulo Sousa a 4 de Março de 2009 às 23:26
O que levou às guerras mundiais terá sido a lógica de relacionamento entre os países. Henry Kinssinger no Diplomacia, definiu o período anterior a 1945 como o Equilíbrio de Forças. As guerras económicas que podemos apontar não são mais que uma das faces desse equilíbrio de forças.
Os tempos são outros e a Europa, onde começaram as duas guerras mundiais, apesar de estar em crise vive num clima de cooperação económica e já conta com o maior período de tempo da sua história sem guerras. Acredito que de facto as relações económicas são um pilar da paz.
De Ricardo a 5 de Março de 2009 às 01:37
A falência de Portugal. A acontecer e secalhar já não falta muito só se deve as más gestão dos nossos politicos e de alguns empresários mais chupistas. Claro sem esquecer os trabalhadores mais "acomodados".

Na agricola houve rios de dinheiro que entraram. Sendo os ribatejanos grande força do PP dos maiores culpados.... Eu pessoalamente conheço um caso que toda a vida. Trabalhou 4 anos na lavoura, mas esperto só plantavam os feijões mágicos hoje com 40 anos consegue perfeitamente se dar ao luxo de viver dos rendimentos? Ele (dinheiro) entrou foi investido em diversas áreas mas na agricultura só se gastava o minimo indispensável....... Hoje não temos agricultura competitiva.

Obrigou-se a cadastro várias suiniculturas e vacarias investimentos grandes na higiene e segurança no trabalho e hoje as cotas são facilmente atinjiveis e o leite é derramado pelo solo e os esgotos para o rio.

Empresários.... Ex. Novos continuam a ser os mesmos as falências dão-se alarmantemente mas eles continuam a ter quiintas, carro e casas.... Quem se gorou?

O mexilhão pois claro.

Bem não quero ir para os politicos... Esses se se prendessem de norte a sul se esperasse pela nova vaza e se os voltássemos a prender.....

Aí talvez! Consigamos gestões mais cuidadas.

Mesquitas Machados ; Isaltinos ; Felgueiras : E mais uns tantos daí para a frente.... Por cá também, não pensem que somos puros.

Reformas ; freeport : Grandes obras : Tanto linha para tocar........... (SEm erro) ........ Flauta
De AP a 6 de Março de 2009 às 07:26
É verdade que há países com economias mais desenvolvidas e que têm um rácio superior entre o PIB e a dívida externa.
O problema prende-se com o rácio entre Produto Nacional Bruto ou Rendimento Nacional Bruto e o PIB, que em Portugal é muito elevado, o que quer dizer que a fuga de capitais no nosso país é altíssima, devido à dependência do investimento estrangeiro.
Para agravar temos o facto do pouco investimento estrangeiro português, sendo que as nossas empresas são pouco internacionais levando ao desequilíbrio da balança.

Para esclarecer aconselho esta leitura:
http://resistir.info/e_rosa/riqueza_nacional.html

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