Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Pais,filhos e a escola

Hoje é o dia do Pai, “ontem” foi o dia da Mulher, “amanhã” será o dia da mãe e a “semana passada” foi o dia dos namorados, sem querer colocar em causa, se calhar até quero, estas efemérides, o que me preocupa mesmo são os filhos.
A Irene Pereira conta no seu “tanto de mim” uma “cena” que retrata bem ao que chegámos em termos de educação:"Não vim mais cedo, nem me tenho importado com nada, nem os testes tenho querido ver, porque já sabia que era assim e não me apeteceu chatear..." . Uma mãe perante o cenário de 6 negativas do próprio filho que nem as notas foi levantar à escola.
Esta semana "toda" a gente se insurgiu com o facto de uma comunidade cigana ter os seus filhos num contentor a ter aulas com currículo alternativo e tentando que assim eles, os ciganos, tenham o mínimo de aprendizagem e  poderem serem socialmente mais capazes.
Aqui del Rei que deviam estar com os outros, mesmo que prejudicassem a evolução dos outros e que não aprendessem nada, o que interessa é que se misturem. Esse é o supremo interesse nacional, agora aprenderem, o que é isso?
Eu pessoalmente, lamento só o facto das instalações, de resto estou de acordo. Será que não é mais proveitoso para todos, cada classe aprender à sua velocidade, com as suas características?
Depois, há os recreios e a hora do almoço para brincarem juntos. Os pais estão de acordo, os meninos e os professores também a pseudo elite pensante deste país está contra. Bem-dito sociólogo, não recordo o nome, que ouvi na terça-feira na Antena 1, a elogiar esta situação.
O meu filho anda no 5º ano, chegado ao segundo período anda desmotivado: “Os testes são fáceis e os meus amigos só se preocupam em ter satisfaz, dizem que chega e assim nem é preciso estudar”.
Em casa tentamos compensar esta desmotivação, falando com ele e fazendo com que quando tem trabalhos se dedique como tem acontecido com a área de projecto e educação cívica, mas não é fácil ver que o nivelamento da turma está a ser feito por baixo e que estes alunos correm riscos de chumbar em anos seguintes.
Como representante dos pais da turma, falei com os professores que me dizem que em 27 alunos da turma, há 5 bons e muito bons e, 22 que vão do fraquinho ao menos mau, que não podem separar esses 5 dos outros e como tal, e apesar de saberem que estão a prejudicar os 5, têm de fazer os testes para o nível da turma.
Esta semana na Reunião da Associação de Pais, uma mãe de outra turma queixou-se do mesmo e colocou uma pergunta: Que pessoas quer a escola formar?
E explicou: é que vejo que a escola em vez de incentivar os  alunos a estudar, trabalhar e dar-lhes valores de esforço, incute neles o facilitismo e que o que conta é passar. Não era possível fazer turmas com diferentes níveis?
Gerou-se uma conversa entre pais e foi notório, até porque na Associação estão os pais mais interessados, que algo tem de mudar na escola, não é possível termos uma escola pública que promove o deixa andar e que os melhores sintam que o seu esforço não é valorizado.
Pensei na ideia e lembrei-me da ATEC que falei há tempos.
A ATEC é uma escola profissional que fica no Parque industrial da Auto-Europa, ao longo do tempo foram verificando que havia um grande desnivelamento dos alunos em Português e Matemática e então solucionaram o problema da seguinte forma: todos os alunos fazem um teste diagnóstico de Português e Matemática e perante o resultado criam turmas por níveis.Naquela escola, à mesma hora todos têm essas disciplinas porque nas outras podem ser, e são, de turmas diferentes. Assim,por exemplo, todo 9º ano tem no dia X  e na hora y Português e noutro dia e noutra hora Matemática. Os resultados foram surpreendentes, os mais fraquinho evoluíram muito e rápido, os melhores estão melhores devido ao nível de exigência empregue pelos professores.
Porque não se faz o mesmo na escola pública?
Deve ser por causa da discriminação !!
Como Pai o que queria é que TODOS os Pais se interessassem pela escola, pelos filhos e que fossem mais exigentes e críticos com o que lhes dão.
Bom dia do Pai a todos.

publicado por Pedro Oliveira às 07:46
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21 comentários:
De ferreira-pinto a 19 de Março de 2009 às 09:17
Ou seja, quando se quer até se encontram soluções e vias para o sucesso. Certo?

Abraço e bom dia do pai para si também.
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 16:00
Certo, haja vontade de mudar.
abraço para si também.
De Irene Pereira a 19 de Março de 2009 às 13:53
O sistema prejudica os bons alunos, está pensado para levar ao colo os alunos mais fracos de modo as brilhar na s estatísticas.
Os alunos com necessidades educativas especiais, e muitos deles casos complicados também estão nas turmas regulares, exigindo-se ao professor que não tem nenhuma preparação para lidar com deficiências específicas, lhes dê atenção e ensine juntamente com os restantes alunos que aprendem de forma normal... Assim, nem para uns nem para os outros. E é assim que vamos a subir nas estatísticas.
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 15:59
É bom ver que há Professores que nos compreendem.
Descontando a questão do modelo e do "continente",eheheheh, cada vez tenho mais respeito pelo vosso trabalho e, vejo que são os menos culpados no meio desta treta toda em que se tornou o nossos sistema de ensino.
De Irene Pereira a 19 de Março de 2009 às 14:17
Ah... E feliz dia do pai para ti Pedro, e para todos os editores do blog....
De AP a 19 de Março de 2009 às 14:45
Excelente post que subscrevo na integra.
Não sou pai, pelo que não posso falar nessa condição, mas fui, e ainda sou, estudante.
Se não há duas pessoas iguais, logo nem todos têm as mesmas aptidões para estudar e para as mesmas disciplinas, porque se insiste, então, em Portugal que todas as crianças (ou estudantes) são iguais e que todas são capazes?! Nem todos têm as mesmas capacidades. Porque se insiste em turmas heterogéneas, como a do teu filho, onde uns poucos mas bons são nivelados pela mesma medida de muitos, mas maus? Isto é uma aberração. Estudar é como gerir ou liderar: não é para quem quer, é para quem pode. Mas nós por cá continuamos a pensar que é para todos. Com os resultados que estão à vista, creio que já vai sendo hora de perceber que o modelo não funciona.
Será que as melhores escolas do mundo, aquelas só frequentadas por quem realmente tem capacidades, não nos ensinaram nada?
Uma das melhores gestoras que conheço está sempre a dizer que o seu lema é encontrar o lugar certo para cada funcionário. A escola devia fazer o mesmo.
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 16:13
Caro AP,
Acho que todos já perceberam que não funciona, mas mudar dá trabalho.Os putos que se lixem,Mas a culpa é nossa, dos Pais.Infelizmente só uma minoria quer saber do que se passa na escola, falo por experiência própria.
abraço
Saudades da minha vida de estudante.....
saudações sociais- democratas.
De Si a 19 de Março de 2009 às 15:00
Muito sinceramente, como aqui já expus por várias vezes, a minha opinião é de que os métodos de ensino não precisariam de níveis ou de separações de turmas se se olhasse a sério para o investimento que se está a fazer no indivíduo. A meu ver, seria extremamente simples obter resultados se, apenas e só, houvesse da parte do Ministério da Educação - qualquer que ele seja - uma criteriosa regulação das competências a exigir dos alunos a quem se obriga que frequentem a escola por 9 anos e durante os quais o Estado investe. É perfeitamente de doidos, desculpem-me a expressão, que o Estado gaste dinheiro em formar alunos medíocres e maus, que serão a futura massa produtiva deste país! É perfeitamente alucinante, de acordo com este raciocínio, que ainda se queira aumentar a escolaridade obrigatória para 12 anos! Mas como são as estatísticas e não as realidades que mais interessam, e 'o futuro logo se vê, e quem cá estiver que resolva', continuamos com este descalabro na educação, forçando a uma fabulosa ginástica imaginativa para encontrar 'remendos', que só podem funcionar em situações muito específicas de entendimento entre pais e professores, tanta a confusão que há também entre os papeis de uns e outros.
Finalmente, uma pequena nota para estas disciplinas de 'Educação Cívica' ou 'Área Projecto'. Não querendo tirar o valor e a necessidade da existência de cada uma, não seria mais lógico, na realidade que atravessamos, repito, utilizar esta carga horária para reforço dos conhecimentos em Português, Matemática, Ciências ou História de que os alunos tanto carecem??????
Desculpe-me Pedro, por este 'veneno' no seu dia, mas este assunto tira-me do sério....
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 15:50
Cara Si, não tens que pedir desculpa, eu é que dei o mote.
É sempre um gosto ler os teus comentários no VF.
De Jorge Oliveira a 19 de Março de 2009 às 15:12
Ipsis Verbi "

P.S. Quanto ao dito "contentor", também acho que existe discriminação visto que uns miúdos têm aulas num edifício do tempo da "outra senhora" e outros num edifício com paredes e tectos com isolamento interior, janelas e portas de vidro duplo e ainda com ar condicionado. Destas descriminações também eu queria para os meus filhos.
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 15:51
My Brother,
Mas há gente que gosta de implicar porque sim e porque não.É da vida.
De jose a 19 de Março de 2009 às 15:36
Aulas, alunos, contentores...e comunicação social.A mistura ideal para cativar audiências e promover a iliteracia colectiva em matéria de serenidade e bom senso.Que se lixe a verdade dos factos!!! O que interessa é promover uma "escandaleira", tipo "pornografia jornalistica", tão ao gosto do imaginário colectivo português.
Quanto á subtil sugestão sobre o introduzir um critério de seleção para o acesso ao ensino eu defendo que a escolaridade obrigatória é mesmo para cumprir.Para aceder ao ensino superior terão de haver critériios mais exigentes.Mas TODOS devem ter as mesmas oportunidades, devendo o Estado assegurar, aos monetáriamentes menos afortunados, as mesmas condiçoes de acesso...
De Pedro Oliveira a 19 de Março de 2009 às 15:49
Caro José,
Estamos de acordo quanto à igualdae de oportunidades no acesso, o que eu pergunto é se é legitimo a escola, por via do facilistismo e nivelamento por baixo, impedir que os alunos com mais dificulades tenham uma atenção diferente daqueles que antes dos outros estarem já lá estão e ao mesmo tempo estarem desmotivados com a escola como local de aprendiuzagem.O quediria a um filho se ele chegasse a casa e dissesse : amanhã não me apetece ir para à escola, não vou aprender nada, ou então, o teste foi super fácil, nem sei com é que tenho colegas que vão ter negativa.Depois vê o teste e constacta que o seu filho tem razão.
Obrigado pela sua visita e comentário.
De Paulo Jerónimo a 19 de Março de 2009 às 19:55
Pedro,
Tem lá paciência, mas seria um retrocesso para a nossa sociedade ir pelo caminho que mencionas. Criar turmas dos excelentes, dos "assim-assim" e a dos inaptos/ arruaceiros - a dos burros, vá.
Se transpuser-mos este cenário para a sociedade, o que se lhe equivaleria? Assim de repente, estou-me a lembrar do apartheid, de conflitos étnicos, das revoltas de a 1 / 2 anos em Paris.

Os alunos são pessoas em formação. Vamos-lhe ensinar/incentivar a catalogar, rotular? Já basta o que basta. Eles próprios já se subvertem ao factor "grupo", mais faltava agora ser um ministério a indicar-lhes a "classe" adequada.

A minha linha de raciocínio nesta questão em concreto, coincide mais com a do comentário da SI.
De Pedro Oliveira a 20 de Março de 2009 às 08:53
Mau caro Paulo,
Incapazes estamos nós a formar neste modelo, isso tenho eu a certeza.O exemplo que dou em relação à ATEC é a prova que podem todos ser capazes,estarem motivados e terem objectivos de vida.Qual o futuro daquele aluno da Irene Pereira?
De Jorge Soares a 19 de Março de 2009 às 22:46
Olá Pedro

Um post digno de: O que eu poderia dizer se conseguisse escrever assim..... completamente de acordo

Parabéns pelo excelente pos.
Jorge
De Pedro Oliveira a 20 de Março de 2009 às 08:54
Jorge,
Abraço e obrigado.
Não sejas modesto, o teu blog está cheio de excelentes reflexões como esta.
De Pronúncia do Norte a 20 de Março de 2009 às 16:24
Pedro, excelente texto, excelente análise.

Já há muito que defendo níveis de ensino diferentes para alunos diferentes. Há países europeus onde isso se aplica e pelos vistos não têm uma Educação pior do que a nossa, antes pelo contrário.

Era uma forma de motivar todos os alunos ou quase todos. Os bons não se sentiriam "parados" e os menos bons não sentiriam que assim nunca iriam conseguir. Cada um ao seu ritmo.

Mas é um mal nacional... nivelar por baixo! E olha que não é só na Escola. Quantas vezes, no dia-a-dia, perante um trabalho mal feito, se digo alguma coisa a quem o fez a resposta é invariavelmente "Já vi pior!". Também a minha resposta acaba por sempre a mesma "Porque não me dizem antes que já viram melhor?! É que eu já vi bem melhor!"

Jocas
De Pedro Oliveira a 21 de Março de 2009 às 08:15
cara PN

Muitas vezes quem está contra com este nosso pensamento em relação à escola pública, igualdade de oportunidades e valores de exigência, são os mesmos que colocam os seus filhos em colégios particulares.
bom fds

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