Sábado, 25 de Abril de 2009

25 de Abril

 

No Dia da Liberdade queria deixar-vos aqui algumas notas notas quase avulsas.

 

"Capitães não encontram Abril no país de hoje"  Público, 25/04/2009

 

"Oito militares foram promovidos em despacho conjunto do Ministério da Defesa Nacional e do Ministério das Finanças, entre os quais Otelo" Público, 24/04/2009

 

"A ligação ao 25 de Abril (de Otelo) não apaga a sua ligação às FP-25, que foram uma organização terrorista responsável pela morte de 17 inocentes. Um Estado de Direito não desculpabiliza o terrorismo" Paulo Portas, 24/04/2009

 

"a esquerdalha que pretende branquear a história, promovendo criminosos a herois, é a mesma que acha a promoção do coronel Jaime Neves, a Major General, uma afronta ao projecto libertador de Abril."   O_blase

 

Passados 35 anos era suposto as feridas estarem saradas e o patamar democrático ultrapassado.

Mudou-se de paradigma, mas os constrangimentos continuam. Será que resultam de sequeleas sociais do passado?

Talvez demorem mais tempo a serem ultrapassados...

Se o desconhecimento que os jovens de hoje têm sobre o 25 de Abril, enquanto projecto libertador e democratizador, é um indicador do seu sucesso, a reduzida participação cívica e democrática, assim como, a desconfiança da sociedade relativamente à classe políica mostra que muitas oportunidades foram perdidas.

 

Os discursos do 25 de Abril de 2009 não mostram a confiança no futuro que outros 25 de Abril passados mostraram. O mais fácil será dizer que a culpa é da crise financeira internacional, mas todos concordamos que Portugal necessita de ser mais credível, nomeada e principalmente aos olhos dos portugueses. O funcionamento da Justíça é inaceitável. A facilidade com que se reforça o papel do Estado, o gestor mais irresponsável da sociedade, é doentia. O mesmo Estado age como se acreditasse que no futuro tudo se irá resolver. E isto acontece quando sabemos que a resolução dos reais problemas apenas se está a adiar. Fugindo em frente mantêm-se as mentiras. Como sempre na história alguém terá de pagar a factura e, naturalmente serão as gerações futuras.

 

estou: apreensivo
publicado por Paulo Sousa às 15:59
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5 comentários:
De Portomaravilha a 25 de Abril de 2009 às 21:26
Lembro-me que fiquei a entender a dimensão internacional do 25 Abril a partir da canção de Georges Moustaki :

" A ceux qui ne croient plus à leur idéal dis leur qu'un oiellet rouge à fleuri au Portugal " . / Aqueles que já não acreditam no seu ideal diz-lhes que um cravo vermelho brojou em Portugal"

Era um pastiche da composição de Chico Buarque " Fado Tropical".

No fundo, ambos pediam para que se exportasse o 25 de Abril para acabar com as ditaduras na Grécia e no Brasil ( isto na altura ).

Existe um autor, Yves Leonard oriundo de "Sciences Politiques ", que incomoda a historiografia Portuguesa, tanto mais que esta é recente.

Mais Estado ou menos Estado ?

Pessoalmente, sou, creio que já ficou evidente nos meus textos anteriores,a favor da intervenção do Estado nos sectores de vida : Educação, Saúde, Acompanhamento da terceira idade.

E Viva o Porto !
De Paulo Sousa a 25 de Abril de 2009 às 22:27
Caro Portomaravilha,
Celebremos o espírito de Abril dabatendo diferentes formas de pensar abertamente sem receios, flutuando sobre os conceitos.
Fico incomodado quando vejo o Estado a consumir uma imensidão de recursos sem responsabilidade e sem retorno, exigindo para isso um esforço enorme aos cidadãos e às empresas.
Olhando aqui para a nossa terra, mas também para o país, pergunto-me sobre quantas empresas em declínio irreversível sobreviveriam se pudessem receber os valores gastos em obras de fachada pelas Câmara Municipais? Chega-se ao ponto de o Estado, nas suas muitas caras, exigir mais e mais recursos à economia, para depois apoiar as empresas! Haverá maior mentira que isto? Se o Estado quer apoiar a economia basta não atrapalhar, basta reduzir as suas exigências para que dê um grande estímulo à criação de riqueza.
Concordo com a necessidade da acção social do Estado, mas essa acção poderá ser mais abrangente quanto maior for a capacidade de cada país criar riqueza. É nesta medida que não me identifico com a dimensão que o Estado tem na sociedade, ainda mais sabendo que a actual tendência é contrária ao desejável.
De violeta a 26 de Abril de 2009 às 13:56
Olá pedroestou de saída e sem tempo mas não quis deixar d edeseja rum bom domingo
bjs
De Rafael Marcelino a 26 de Abril de 2009 às 17:51
Para mim como (efectivo) do 25-Abril, cito como Fernando Mendes...Já foste...
De Paulo Sousa a 27 de Abril de 2009 às 20:38
Gostei de ler o texto de Miguel Esteves Cardoso do dia 25. Só agora o consegui em formato digital.
Agora fica disponível para os leitores.

«Ganha-se muito em ver o 25 de Abril como um bebé que entretanto cresceu. Quando nasceu, foi uma festa. Foram despachados para a Madeira os tios chatos que achavam a gravidez uma pouca-vergonha. É que o pai de Abril era magala e não estava casado com a mãe. Mas acabou por correr tudo bem.
Abril teve uma infância turbulenta. O mal - ou a sorte - dele foi ter uma família numerosa. O pai era incógnito mas não faltavam senhores que o queriam adoptar - ou só dar o nome. Isto deu nalguma algazarra porque a mãe, a Liberdade, sendo uma jóia de pessoa, era uma Maria-vai-com-as-outras; ia sempre atrás do último pretendente que lhe batia à porta. Chegou a haver pancadaria da grossa quando o Abrilinho tinha 1 ano e picos, no Verão de 1975, pouco antes de aprender a andar sozinho.
Abril tem 13 anos quando entra na puberdade. Faz-se adolescente em 1986, ano em que faz a primeira viagem à Europa, pela mão do bonacheirão do Tio Mário. E aqui interrompo a história para tomar consciência de quanto ela está contaminada pelo contador. Para muitos, por exemplo, o Abrilito adoeceu em 1975 e foi internado em 1986. O que interessa não é a diferença profunda entre todas as histórias. É a variedade e a coexistência delas.
Seja como for, 35 é uma idade chata. A crise de meia-idade aproxima-se a galope. Abril já não pode fazer a vida que fazia, comendo e bebendo e acamando tanto quanto lhe apetece. Mas ainda é uma bela idade. E jovem de mais para perder tempo com memórias e saudades.»

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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