Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Desculpa André! - #3

 

Dos pais das 3 crianças faltosas, uma voluntariou-se, outra estava no hospital, só faltava mesmo eu.
 
 - Tinha prometido não falar, mas sendo assim, queria dizer que as dúvidas diárias que eu e a minha esposa temos, há 22 meses, antes ainda do André entrar na escola, se devia de ir para a Escola do Juncal e depois de ter entrado, se devia de sair, foram hoje completamente dissipadas. O André vai sair da Escola do Juncal.
 - O senhor vai ter muita dificuldade em tirar o seu filho desta escola, estamos no último trimestre. Diz a representante do agrupamento, mais uma vez atenta às leis.
 - Olhe, hoje, para a semana, para o mês que vem, ou no final do ano lectivo o André vai sair daqui!
 
Depois disto o vereador sai sem se despedir de ninguém.
 
 - Mas queria pedir desculpa a todos os pais, pela minha responsabilidade directa e indirecta, pelo comportamento do André. Tenho a minha opinião sobre o problema desta escola, mas prometi que não a dizia aqui.
 
Este julgamento durou 3 horas e fomos para casa, com a sensação, de uma grande manipulação orquestrada por diversos intervenientes que não têm gostado da minha actuação pública sobre a Educação no Juncal, sobre as AEC’s e também sobre Porto de Mós. Mania da perseguição, a minha.
 
Em casa depois de uma conversa com o André, venho a perceber, que os meninos tiraram a camisola, durante o final da aula de música (AEC), mas já sem a professora estar presente. À terça sai sempre 10 minutos mais cedo, para ir para outro lado. A auxiliar fica lá a tomar conta das crianças. Tudo normal!

 

(continua)

estou: na Idade Média
publicado por Luis Malho às 13:00
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11 comentários:
De Anónimo a 30 de Abril de 2009 às 13:48
Fiz o meu último comentário em resposta a uma interpelação directa e nem li o que aqui confirma em relação ao facto da professora não estar onde devia estar naquela hora,cuidar dos nossos filhos.Afinal nem eu nem o Luís somos mentirosos,pois ambos sabemos a verdade.Será que a ADP a sua entidade patronal naquela hora sabe que as crianças estão sem tutor naqueles 10 minutos e lhe paga a hora completa?O que tem a dizer a directora e restantes pais sobre isto?
De Pedro Oliveira a 30 de Abril de 2009 às 14:09
Boa tarde, hoje estou em formação e não estou tão on-line como costume,mas realço os dois comentários de uma mãe,Rosa, sobre o que se passa no nosso Portugal Pidesco,sem medo da palavra.
Sinceramente,gostava de ler análises de fundo dos intervenientes nesta espécie de reunião de turma e dos que tão sabiamente instigaram sobre a veracidade dos textos do Luís.É que confudir a estrada da beira com a beira da estrada é um erro que pode ser fatal para o futuro dos nossos filhos.
Peço desculpa ao meu amigo Luís Costa por esta inconfidência, mas era importante percebermos as diferenças de exigências nas AEC´s nos diferentes agrupamentos, provavelmente começaremos a encontrar respostas para as ausências de responsaveis quando deveriam estar a tomar conta dos miúdos.Avisar os bombeiros de um incêncio que nós próprios provocámos, cheira a incompetência,irresponsabilidade e perca da noção do que se anda a fazer, e estou em concreto a falar da professora responsável naquele momento dos meninos e da directora.Sem medo e com o meu nome bem escrito no inicio, portanto o minimo que exigo é que me respondam,eventualmente, da mesma forma.
Até logo.
De Luis Costa a 30 de Abril de 2009 às 15:51
Meu caro amigo Pedro

Referi ontem num comentário sobre o mesmo tema, que as Aec´s estão a ser usadas para provavelmente desresponsabilizar quem deveria fiscalizar, neste caso em concreto o Agrupamento de Porto de Mós, mas tambem é bom realçar, que nem todos os coordenadores actuam da mesma forma, como é o caso da Drª Ana Narciso, e não tenho problema nenhum em afirmar isso mesmo, quanto aos restantes, peço desculpa, mas não vou tecer qualquer comentário.
Posso tambem afirmar que o Agrupamento de Mira de Aire/Alvados está a ter um comportamento que me apraz registar, pois quer(e bem), estar por dentro de tudo o que envolvem as Aec´s..
Em relação a este caso em concreto, de facto deveria ser a Directora da escola a comunicar essa ausência, coisa que até ao momento não fez, podendo eu afirmar que foi através de uma chamada efectuada ontem pelo Dr. Luis Malhó, que fiquei conhecedor da situação, que se encontra neste momento a ser devidamente analisada internamente, como aliás deve ser.
As Aec´s são de extrema importância para o futuro das nossas crianças, mas para que tal aconteça, é necessário que alguns professores titulares de turma as entendam dessa forma, e não como mais lhes convem.
Mais uma vez digo, que não arranjem bodes expiatórios, neste caso as Aec´s, para taparem outros problemas que nem à ADP, nem aos professores das Aec´s dizem respeito
De LR a 30 de Abril de 2009 às 16:28
Depois do comentário do Pedro e do Luís Costa, o assunto está arrumado.Aproveitem, os intervevientes na reunião, para utilizar as máscaras da gripe dos porcos para esconderem a vossa cara de incompetência.O tiro saíu pela culatra não foi ò Sr.Neves e Directora?Pim Pam PUM!Vergonha meus senhores, mais uma vez obrigado Vila Forte!
De Ana Narciso a 30 de Abril de 2009 às 19:15
Luís Costa , aprecio não só a sua frontalidade como também a sua vontade de fazer e de mudar. Aindá é um jovem e por isso Porto de Mós vai poder contar consigo em muitos outros desafios. Seguramente o Agrupamento terá que lhe seguir o exemplo e reflectir sobre todo este processo;o que falhou e o que pode ser melhorado. Que tudo isto não tenha sido em vão para o André, em primeiro lugar , para as famílias envolvidas , professores e funcionários . Às vezes aprender e crescer dói ... depois ficamos mais fortes e mais preparados para a vida! O André teve a sua primeira lição de vida , muitas outras se sguirão: umas boas outras más, tudo faz parte desta passagem. Mas também há um facto que é preciso aceitar como irreversível: as AEC's vieram para ficar. Não imagino sequer as crianças do meu Concelho ficarem sem estas aprendizagens e sem estas abordagens. Compete a todos os adultos envolvidos criarem as melhores condições para que aconteçam sem tanta agitação. " A mesa " continua deserta, Luís e isso é absolutamente lamentável. O Vilaforte trouxe um especialista na matéria ( Professor Doutor Júlio Pedrosa) que apontou o caminho" sentem-se à mesa e discutam o que querem para este concelho" poucos o ouviram e menos ainda estão dispostos a seguir-lhe o conselho. Eu já me vai doendo a garganta e o dedo por pugnar por um ensino diferente . Acho que vou deixar a Escola sem conseguir realizar metade do que ambicionei para a Educação em Portugal e em particular, neste concelho. Como dizia o outro: é a vida!!
De professoraec a 7 de Maio de 2009 às 09:47
Esta tem piada...Não é a ADP responsável pelas AEC's ... Se é, a ADP é que tem que controlar os seus professores, saber onde dão aulas, substitui-los ...etc...
Agora dimitir-se das suas responsabilidades apontando o dedo ao Agrupamento é fácil..
Criticar os outros foi fácil, fazer melhor...duvido... E viva a politiquice
De Rosa Vieira a 30 de Abril de 2009 às 16:14
Esta situação é de tal maneira ridícula, que me levou a comenta-la com um irmão que por acaso é professor, algures pelo Alentejo.

E ele referiu um episodio passado na escola onde lecciona e com um aluno dele que passo a referir: Havia um menino de 8 anos que se sentia o D.Juan lá da escola e resolveu começar (desculpem o termo mas não sei referir a situação de uma outra forma),a apalpar as nalgas ás meninas da sua turma, claro está, que nos intervalos. Hoje uma, amanhã outra, e lá foram aparecendo as queixas das meninas ao professor. Ele pensou o que deveria fazer com o aluno, e lá se decidiu. Ao iniciar a aula, chamou o menino junto a si, olhou para ele, pediu-lhe que desse uma volta em torno de si mesmo olhando-o, pedindo-lhe depois, que se virasse de costas para o resto da turma, o menino assim fez. Olhou os restantes alunos e disse: digam lá se o ... não tem aqui umas boas nalgas para apalpar, e enquanto dizia isso, repetiu o gesto tantas vezes feito pelo aluno às meninas, e depois acrescentou, agora vais dizer aos teus pais que te fiz isso e o porquê de to ter feito.

Resumindo, o episodio não se repetiu, nem o aluno disse nada aos pais, foi o meu irmão que acabou por lhes dizer, pedindo que nada comentassem com ele, pois o exemplo tinha-lhe servido de lição. Terminou com um forte agradecimento da parte dos pais, pela forma como resolveu a situação.

Cabe agora aos entendidos, julgar o método usado.
De Rua Direita a 30 de Abril de 2009 às 21:07
O pó já "assentou" ainda bem, não comentei ontem,pois vi logo que a velocidade com que os defensores da atitude irreflectida da directora, mostrava que algo de grave se passava e assim foi.Uma professora que ás terças feiras se dá ao luxo de sair mais cedo e deixa os miúdos com uma funcionária com o "agrement" da directora e que depois se acha no direito de convocar um "conselho de estado" perante uma brincadeira de miúdos, ou quer "música" ou, quer fazer "dançar" alguém.Azar, pois esqueceram-se que não é por acaso que a Célia é Presidente da associação de pais e o Luís é Presidente da AM, podem errar nas suas funções, mas para ocupar estes cargos é porque, em primeiro lugar acharam que o deviam fazer,ao contrário daqueles que nada fazem e só criticam e segundo porque se preocupam com os outros e não só com os seus, o caminho que Porto de Mós escolheu foi hostilizar estes dois seus cidadãos, outros os irão receber de braços abertos, resultado o Concelho fica mais pobre, tudo bate certo.Um concelho sem massa cinzenta,amorfa e atrasada,faz lembrar o tempo da outra senhora.Objectivo atingido.Missão cumprida.
De Carlos Santos a 30 de Abril de 2009 às 22:08
Caro Luís,

Não precisava de todo de me agradecer no blogue. Esta história é demasiado surreal para que se possa viver em paz com ela.
Em todo o caso, como terá eventualmente dado conta, usei também o eleições 2009, para a difundir, e dada a minha recente colaboração na Câmara dos Comuns, também aí fiz um post a apontar para os outros. Sei já de pessoas que ficaram igualmente indignadas e a palavra passou para outros blogues.
Tudo o que fizermos é pouco perante as circunstâncias a que o André esteve sujeito. Por isso, enquanto adulto e cidadão deste país reitero também as minhas desculpas ao André.
Um abraço,
Carlos
De Rafael Marcelino a 1 de Maio de 2009 às 01:07
Por situação normal devido à minha ausência do JUNCAL, sinto-me um pouco deslocado para comentar ou avaliar este cena. Mas isto é mesmo VERDADE?!
É do século XXI ?!, foi para isto que se fez e comemorou há dias os 35-anos do 25 de Abril?!
Bem...isto comigo tinha de dar sabonete decerteza absoluta.Admiro-me da passividade dos melindrados.
Remato..PORRA que é demais. Por isso o meu País nunca vai sair da sepa torta com esta Familia.
Olhem...Bom 1° de Maio para Todos que para mim é na 1° Segunda-Feira de Setembro.
De Maria Antonieta a 1 de Maio de 2009 às 18:40
Eu tenho estado a acompanhar esta situação e sinceramente s+o tenho um comentário a fazer:
È uma história demasiado rocambolesca onde está envolvida uma criança o André e sinceramente era a única coisa que não podia acontecer. Devemos preservar sempre as nossas crianças..
Independentemente de tudo, dos falhanços dos adultos que me parecem aqui muitos, independente das revanches com blogues á mistura ( não compreendo como o Vila Forte pode incomodar tanto)
estas crianças, nomeadamente o André foram as grandes vítimas e isso sim é o mais lamentável.

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