Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Desculpa André! - #5

 

Não quero acreditar que este episódio tenha alguma coisa a ver com isto ou isto ou isto ou isto, etc ... ou simplesmente, primeiro com http://vilaforte.blog.com/ e agora com http://vilaforte.blogs.sapo.pt/.
 
 - Mas é verdade que a directora não gostou de uma carta que lhe escrevi, quando o meu filho foi obrigado a lavar a cabeça em pleno inverno, por uma professora que nem sequer era a directora da escola nem a professora dele. Porque levou uma crista.
 - Também é verdade que referiu várias à minha esposa o desagrado por eu escrever num Blog
 - Também é verdade, que quando a minha esposa a abordou, ao de leve, do infeliz assunto das pistolas oferecidas pela autarquia às crianças no Natal, a reacção dela foi, de grande lamento pelas funcionárias da câmara, que têm a carreira estragada!
 - Também é verdade que a Câmara rescindiu o contrato com a empresa que fornecia os serviços das AEC, nas férias da Páscoa, depois de 5 trimestres de um serviço miserável.
 
 - Será verdade que foi dito no Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, no dia a seguir a este episódio, que o problema da Escola Primária do Juncal está resolvido, pois o miúdo mudou de escola?
 - Será verdade que a Presidente do Agrupamento, respondeu, que já tinha muitos papeis na secretária, quando lhe foram entregar os Curricula Vitae de alguns professores das AEC?
 - Será verdade que um filho, pediu à mãe para chumbar, porque assim não passava para a professora do ano seguinte, pensando que mudaria de professora?
 - Será verdade que há uma diferença abissal entre os dois Agrupamentos do Concelho de Porto de Mós?
 
 
Aqui, fico-me, para já, por aqui!
Resta-me agradecer os que leram, reflectiram e comentaram, estes factos.
Obrigado a todos.
estou: na Idade Média
publicado por Luis Malho às 12:00
endereço do post | comentar | favorito
43 comentários:
De Daniel João Santos a 1 de Maio de 2009 às 21:16
Permita-me dar-lhe os cumprimentos pela enorme denuncia que aqui faz e pela forma como colocou em questão todo o sistema.

Um sistema corrompido e corrupto. Algo que não serve a ninguém, exceptuando aqueles que se acham detentores do poder e ditadores de cadeira.

De Anabela Costa a 2 de Maio de 2009 às 17:09
Por motivos menos felizes tive oportunidade de aceder a este blog. Digo menos felizes, porque tive conhecimento do mesmo através do episódio aqui relatado. À medida que fui lendo os vários registos, não consegui ficar indiferente à minha própria tristeza e indignação, pelo nosso sistema educativo, pela nossa forma de comunicarmos, pelos valores sociais que aqui se espelham.
Parto do principio que todos queremos fazer o melhor, que é difícil ser educador (pai, mãe, professor), que todos erramos, e que os nossos erros poderão ter consequências mais ou menos intensas, mais ou menos negativas. Mas acima de tudo, parece-me fundamental que reflictamos acerca das estratégias (construtivas) que implementamos no que se refere à criança, à nossa relação com ela e à sua relação com os outros.
Por esta e outras situações de que tenho conhecimento em contextos educativos (e não só), fico na dúvida se realmente nos colocamos no lugar da criança, se realmente queremos compreende-la e aceitá-la, se realmente as educamos, transmitindo o melhor de nós, se damos os exemplos adequados para que aprendam a amar, a rectificar os seus "maus comportamentos" e a perdoar...

Uma palavra de coragem para os pais e educadores que efectivamente querem fazer o melhor todos os dias, que sabem questionar as suas práticas, ainda que isso muitas vezes os angustie.

Votos de sucesso e tranquilidade para o André e seus pais.

“Vocês dizem: é cansativo estar com crianças. E não há dúvida que têm razão. Depois acrescentam: porque temos de nos pôr ao nível delas, porque temos de nos baixar, inclinar, curvar, tornar pequenos.
Mas aí vocês estão enganados. O que mais cansa não é isso, o que mais cansa é sermos obrigados a elevarmo-nos até à altura dos seus sentimentos. A esticarmo-nos, a alongarmo-nos, a ficar nos bicos dos pés. Para não as magoar.”
Janusz Korczak
De Anómico a 2 de Maio de 2009 às 23:50
Gostei de ler as suas palavras, pena que o eco tenha partido de uma base falsa, ou melhor que o pai do André não esteja realmente preocupado com o comportamento do seu educando mas sim com o proveito político que daí lhe possa eventualmente advir, fazendo-se de vítima. Talvez por isso o seu educando tenha manifestado ao longo dos tais 22 meses comportamentos desajustados.
"Pena" que a professora da turma e a directora da escola, não nos venham contar a versão dos factos. Pelos vistos sempre têm um pouco mais de elevação, optando por se calarem em vez de virem lavar roupa suja em praça pública, como faz o senhor presidente da assembleia municipal.
Se os problemas são escolares porque nunca o Sr. os resolveu na escola?
Parecem-me as notícias ou as novelas da TVI!
De violeta a 3 de Maio de 2009 às 19:33
Pedro
Estou pasma. Custa acreditar...
Com mais calma comentarei.
bjs
De Anómico a 3 de Maio de 2009 às 23:43
Luís
Tenho assistido a esta novela e permita-me algumas considerações
Começou por dizer"fui objecto de um julgamento Político, na sala de aulas do meu filho mais novo, que tem 7 anos e anda(va) na Escola Primária do Juncal. Logo agora que eu estava de saída da política, querem atrasá-la."
Como encar.educ./pai em vez de ajudar a resolver problemas de comportamento na turma do seu filho, construiu um problema político à volta da escola,da directora e ver. da educação. Nada lhe dá esse direito nem mesmo em tempo de campanha eleitoral. Ao longo de toda a novela que relatou são evidentes as suas querelas políticas com o actual Executivo da Câmara, mas podia esgrimi-las noutro local com outros actores.
A presença do V. Educação parece-me normal quando se tratam problemas da escola de uma turma no caso. Aliás, não foi a 1ª vez que houve reunião sobre o mau comportamento da turma com a presença dos mesmos elementos; houve a acrescentar a Escola Segura, que falou de educação…e não amedrontou as crianças até porque nem estavam na reunião.
- Continuou dizendo "O assunto gravíssimo, que motivou esta reunião, foi o facto de 3 crianças, numa aula de Música das AEC, terem despido as camisolas e corrido à volta de uma menina."
Então porque razões terão sido todas as outras reuniões que desde o 1º ano se têm realizado?
Se expôs aqui uma criança porque não conta tudo desde os tais 22 meses que refere?
Porque não diz por ex o que alguns colegas ouviram o seu filho dizer à prof musica “o meu pai diz que tu não és professora”
Sei que cabe aos professores saber motivar para as aprendizagens, saber cativar para a escola; mas também é da responsabilidade dos pais a educação dos seus filhos. Quando chegam à escola já trazem 6 anos de vivências: boa ou má educação, 6 anos em ambiente de carinho mas de regras e respeito ou 6 anos em que tudo foi permitido, em que são os heróizinhos lá de casa.
No capitulo 3 refere " Tinha prometido não falar, mas sendo assim, queria dizer que as dúvidas diárias que eu e a minha esposa temos, há 22 meses, antes ainda do André entrar na escola, se devia de ir para a Escola do Juncal e depois de ter entrado, se devia de sair, foram hoje completamente dissipadas. O André vai sair da Escola do Juncal."
Pelos vistos o Sr. já pôs o André naquela escola "de pé atrás" o que dá a sensação que procurava um motivo para ... Ou será que tem alguma coisa contra a escola que até frequentou (as professoras do seu tempo já estão aposentadas e as outras desconhecia)?
Parece mesmo que tem a mania da perseguição, talvez por isso tenha optado por transferir o seu educando para uma escola fora do concelho.

Adiante diz "depois de uma conversa com o André, venho a perceber, que os meninos tiraram a camisola, durante o final da aula de música (AEC), mas já sem a professora estar presente. À terça sai sempre 10 minutos mais cedo, para ir para outro lado."
- No capitulo 4 " André, o que é que aprendes nas aulas de música?
- A escrever!
- A escrever?
- Sim, a professora dita a música e nós temos que escrever no caderno. Nem sequer conhecemos as notas da pauta!"
No 2º ano já sabe o que é uma pauta, boa!
Parece que também tem um grãozinho contra a prof. Música que, por acaso, tb é do Juncal. Vá-se lá saber porquê..
No capítulo 5 "cada vez estou mais convencido que o meu filho foi utilizado, em lutas, que não podem nem devem envolver crianças"
Gostaria que explicasse o que isto significa pois o comum dos mortais não entende. Que se saiba nenhuma professora/directora é familiar do Executivo Camarário e pelo que parece nenhuma aspira a lugar político

Disse também que a directora "referiu à minha esposa o desagrado por eu escrever num Blog" Acha que uma pessoa com formação superior na área da Educação diz isso a alguém?
Também não quero acreditar que o erro seja resultado da ignorância da sua esposa que também tem formação superior..Como tudo na vida há sempre 2 versões e por isso procurei ouvir alguém outro lado da mesa Mais haveria pra contar mas agora fico por aqui

Parabéns pela forma que usou para nos manter em suspense
Conselhos: se não tiver triunfo na vida política opte por produtor filmes de ficção
Parece mal o seu pai andar a dizer em local publico"desta vez é k o Rui Neves está fod..
Viva a politiquice

ROSA
De Anómico a 3 de Maio de 2009 às 23:46
No comentário dirigido ao Luís não consegui identificar-me e por isso tive de entrar como anónimo, mas o meu nome é Rosa Silva, mas só escrevi rosa porque não tinha espaço
De Pedro Santos a 4 de Maio de 2009 às 01:31
Experimente perguntar aos pais dos filhos que são colegas de turma do seu o que aprendem eles nas aulas de música, ou nas outras.

Experimente dar voz aos pais desses colegas e aos professores sobre qual o tipo de comportamento do seu filho na maioria das aulas.

Experimente ver o significado da palavra bullying, olhar para o seu filho e perguntar aos pais das outras crianças a opinião que têm sobre o que o seu filho lhes faz!

Experimente perceber quais são as causas do comportamento do seu filho.

Experimente ter vergonha na cara e deixe de manipular acontecimentos e situações apenas porque precisa de atenção política e mediática!

Experimente estar na pele das pessoas que aqui anda a difamar - apenas e só porque tem o privilégio de ter este blog para para o fazer - e imagine que lhe faziam, profissionalmente, o mesmo!

Experimente um exercício de humildade e perceba que campanhas políticas contra si é coisa a que ninguém se dá ao trabalho porque o senhor não existe politicamente.

Aos leitores que aqui vêm comentar o sucedido e que ficam muito chocados, experimentem tentar ouvir a outra versão da história.

PS: Deixe lá de fazer-se de pai extremoso e vir para a praça pública pedir desculpa ao seu filho. Se a consciência lhe pesa e tem razões para o fazer, faça-o em casa!
De anónimo a 4 de Maio de 2009 às 10:45
Já há muito tempo aqui escrevi sobre os reisinhos (os pequenos poderes instalados ) que todos os dias intervêm nas nossas vidas e que maioria das vezes não sabemos como se instalam, nem perante quem respondem. O que aqui está dito sé me trouxe isso à memória pois estive a conversar com uns amigos e falaram-me deste assunto. Se analisarmos alguns dos escritos ultimamente fico com um sorriso nos olhos porque afinal esses reisinhos ainda por aí andam e quando se olha sistematicamente para a Câmara e para as Juntas esquecem-se as pessoas destes e destas senhoras que se vão demitindo das suas funções, vão assobiando para o lado e lá para o dia 20 de cada mês começam assumi-las novamente. É triste mas o sistema de ensino do Concelho está de mau a pior e as direcções escolares e agrupamento vão-se mantendo "na sua" como se não houvesse problemas. Ficamos a saber que o filho da Célia é um "terrorista" de grande calibre um garoto com 7 anos na escola está sob a alçada da escola e na sala deve haver professores ou gente capaz de os acompanhar. A escola e a comunidade educativa têm a obrigação de não permitir que pessoas saiam às "3ª feiras 10 min mais cedo" se calhar ao fim do dia tem apontes 25 ou 26 horas de trabalho. Se não tem disponibilidade tem que ir bater a outra porta não podem ser as crianças a pagar. Eu não percebo nada de gestão escolar mas parece-me que há duas ou três coisas básicas:
1 - Desde logo quem tem cargos de direcção tem que se "chatear" e é para isso que é pago, não para ter reduções de horário.
2 - As crianças têm que ser devidamente acompanhadas os lugares de trabalho não podem ser para Pedro ou Paulo consoante seja amigo ou inimigo.
3 - As AEC são demasiado importantes (assim os Prof. o queiram aceitar) para se andar a jogar aos cowboys com elas.
4 - Não me parece que uma criança de 7 anos (não conheço o André) seja o diabo em figura de gente que não se controle de maneira nenhuma, a menos que não haja acompanhamento nas salas.
Por último, volto a afirmar que há reizicos a mais e temos que desmascarar estas situações no nosso burgo seria bom esquecer-nos da politica e pensar no agrupamento /direcções de escola e Centro de Saúde: Têm sido aqui trazidos demasiadas vezes para continuarmos a ignorá-los mas graças à necessidade das pessoas e à falta de actuação dos poderes com capacidade de intervenção quem parece estar a mais nunca são os reizinhos nos seus castelos mas sim quem gostava de ver alguma mudança nas coisas os miúdos mudam de escola, os doentes passam para a particular, etc...
É triste esta constatação mas ao contrário do que por aí se veicula não é na parte política que o 25 de Abril ainda não chegou é nos poderes ocultos e sem rosto.
Gostava de ver este assunto retratado sem "Andrés" pelo meio mas com Dr. A, B C e por aí fora
De LR a 4 de Maio de 2009 às 12:12
O problema é mesmo esse é que até há pouco tempo os reizicos faziam o que queriam sem se "chatear" e serem "chateados", e não havias blogs para os colocar em causa,seja nos centros saúde,escolas,câmaras,freguesias,cincup's,
misericórdias,partidos.....
De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 14:16
Regresso ao Passado 1

Quando era pequena, e apesar de não ter sido assim há tanto tempo, lembro-me que as minhas histórias preferidas eram as histórias reais! Frequentemente pedia aos meus pais que contassem as histórias de quando também eles eram pequenos.
Rapidamente me vim a aperceber que nem sempre as histórias reais têm assim tantas piada como aquelas que ouvia vezes sem conta, Nunca me cansava de imaginar como seria toda aquela realidade que me parecia tão distante, (isto no final dos anos 80/ inicio dos anos 90).
Entre muitos acontecimentos relatados, a realidade escolar dos meus pais (e talvez porque na altura era eu que andava a aprender a ler e escrever), sempre me despertou imensa curiosidade.

Contava o meu pai a propósito do ambiente escolar nos anos 45/50, as aventuras e desventuras dele e dos seus amiguinhos da escola. Entre muitas coisas lembro de como me impressionava a forma como me descrevia a facilidade de um professor bater e punir sem pensar duas vezes, a disciplina tão rigorosa, a quantidade de coisas que aprendia e a forma como tudo era tão meticulosamente controlado pela figura imponente do senhor professor que proclamava fervorosamente os valores de Deus-Pátria-Família.

Neste cenário, na escola Primária do Juncal, na secção masculina, havia no recreio uma mó onde durante o curto intervalo, meninos subiam à mó para espreitar as meninas que brincavam do outro lado. Na altura, eram coisas normais de miúdos pequenos que viveram a ditadura!
Hoje, 35 anos depois da ditadura terminar parece que estas simples brincadeiras não seriam assim tão normais.

Mas continuando, como já disse a minha infância não foi assim há tanto tempo e quem sou eu para contar historias da ditadura. Nasci depois do 25 de Abril e de facto, esse passado está muito na dimensão das histórias e talvez por isso, sempre tomei a liberdade como um valor mais do que adquirido em Portugal. Inquestionável!

O lamentável acontecimento descrito tão recentemente neste blog, fez me questionar pela primeira vez este direito e este valor que eu tinha como adquirido. Teremos afinal nós como cidadãos total direito à expressão livre? Ou será que em troca desta (suposta) livre expressão teremos de viver situações como esta que me deixam sem capacidade se quer para uma adjectivação adequada, de que foi alvo o Luís Malhó?

Tenho repetido vezes sem conta a palavra “surreal”, e continuo incrédula com a história do André, como é possível que algo assim tenha acontecido?

Como é que professoras que supostamente têm que ser no mínimo inspiradoras aos seus alunos permitem que tamanha falta de verdade e valores chegue ao tecto da própria escola?
Como é que professoras, que supostamente são dedicadas a uma causa tão nobre como ensinar e educar tomam esta atitude na situação descrita?
Como é que professoras, supostamente parte integrante da formação dos seus alunos, entram em estratagemas políticos esquecendo o seu verdadeiro papel e envolvem cruelmente crianças em vinganças políticas?
E como é que os pais que entregam à escola a maior parte do tempo dos seus filhos se podem sentir tranquilos ao terem estes entregues a docentes como estas que vão ao favor do que lhes convém?

De qualquer das formas pelos tantos comentários que esta situação tem tido neste blog, de tantas pessoas tão entendidas e por dentro do acontecimento, leva-me a crer que muitos destes comentadores donos da verdade tenham estado na dita reunião, sendo assim pais e educadores dos meninos e meninas da turma do André.

Acho incrível a forma como estes comentadores no geral estão tão a par de tudo. Desta situação em concreto, da situação em geral da escola do Juncal, passando pelos acontecimentos políticos mais badalados do últimos tempos no concelho de Porto de Mós, e por fim, e o que mais me surpreende, é como todos eles estão tão a par da vida privada do André e da sua família.
De Pedro Santos a 4 de Maio de 2009 às 16:22
Cara Ana Rita Sousa nestas suas interrogações as professoras são o alvo mas se calhar está a esquecer-se que não foram as professoras a trazer esta questão para a praça pública;
não são as professoras que estão em jogos políticos, até porque não estão na política;
e se acha incrível toda a gente estar a par de tudo da vida do André e da sua família se calhar devia perguntar ao pai, já que foi ele que fez questão de vir pôr num blogue os problemas que o filho tem, porque o fez.
Não foram os pais dos outros alunos ou as professoras a armar este circo à volta da criança. O problema não era novo e, até o pai querer atenção, estava a ser tratado nos locais próprios...
A verdade vem sempre ao de cima e, aos poucos, vira-se o feitiço contra o feiticeiro!


De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 23:58
Caro Pedro Santos,

Com estas questões que levanto, tenho a certeza que estas professoras não estão de todo interessadas a tornar situações como esta, públicas, afinal de contas para o mal e para o bem, são elas as responsáveis.
Aliás, acho que é importante frisar que todo este sucedido se deve à falta de presença, da suposta professora até ao final do horário da dita aula extra curricular. Tudo o que se passa naquela sala do início ao fim é da sua inteira responsabilidade e se não tem possibilidade ou responsabilidade, ou maturidade, ou.. suficientes para permanecer nessa mesma sala até ao final, então arranjem uma professora capaz de tal.
Quando diz que o Luís Malhó trouxe para público a sua vida privada, lamento a sua falta de interpretação de toda a situação. Lamento a facilidade de deturpação de factos, lamento imenso a falta do mínimo de bom senso e de falta de valores.
De Pedro Santos a 5 de Maio de 2009 às 01:25
Ana Rita Sousa,

Pôr a responsabilidade do que aconteceu na professora é entrar naquela ideia de que se mandam as crianças para as escola e os professores que cuidem deles. A presença de um professor na sala de aula ou de outro adulto não impede um criança mal comportada de se comportar mal. Como, aliás, se sabe ser o caso. Toda a gente sabe que a educação e o comportamento começam em casa, é de lá que deve vir o exemplo.
Tenho vários amigos a dar AEC's e queixam-se todos do mesmo, da falta de educação dos miúdos e do quão difícil é fazer algum coisa com eles, sobretudo quando os pais são chamados à atenção e menosprezam o que os professores dizem.

Agora é preciso ter lata para poder dizer uma coisa destas: «Lamento a facilidade de deturpação de factos, lamento imenso a falta do mínimo de bom senso e de falta de valores». Talvez fosse bom dizer isto ao senhor Luís Malhó, enquadra-se perfeitamente no que ele criou com esta tentativa de aparecer.

E não é preciso ir muito longe para o provar, fale com os pais das crianças, com auxiliares e professores e até com colegas a quem o filho do senhor Luis Malhó batia e veja quem está aqui a tentar virar o bico ao prego.
De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 14:17
Regresso ao Passado 2

Detesto que a única justificação que encontro a tantas certezas alheias relativas á vida privada do André, são uma serie de não valores e de hábitos mesquinhos tão comuns em meios pequenos como o Juncal. Faz me faça sentir uma imensa tristeza pelo local que habitamos, faz me sentir que felizmente habito este local apenas em part-time.


Acho também incrível que estes comentadores donos do saber, usem e abusem de um acontecimento vergonhoso que pelos vistos presenciaram e participaram deliberadamente, deixando que crianças companheiros dos seus filhos fossem julgados como verdadeiros criminosos, quando se tratam de crianças, apenas julgando de boca cheia o sucedido e alimentando sentimentos baixos.

Tudo isto me faz questionar a minha própria questão. Se calhar estes comentadores donos do saber, não estão assim tão interessados no ambiente escolar em que entregam os seus filhos, estão provavelmente mais preocupados com vidas alheias, bem mais interessantes que as suas próprias provavelmente, dado tanto alarido.

Tenho acompanhado de perto e em silencio tantas histórias deste município e dos seus governantes, tantas outras vezes me dei conta com essa mesma dificuldade de adjectivação, tantas outras vezes dei por mim a pensar que estes senhores conseguiam sempre surpreender-me (sempre pela negativa), e mesmo quando achava que finalmente teriam esgotado a capacidade de me deixarem de boca aberta, conseguem uma vez mais.

E desta vez sinto me obrigada a intervir, a usar este valor que quero continuar acreditar, ser um valor adquirido em Portugal, a liberdade de expressão.

Numa leitura recente, no cenário da Inglaterra feudal da idade média, encontrei no enredo, uns personagens que se colam perfeitamente aos personagens desta história real, senhores que abusam de poder em proveito de si próprio, senhores que sofrem com estes abusos de poder e caprichos sem razão, falsos valores, favores sujos que afectam varias vidas injustamente…
Como história de um livro, teve um final justo e feliz para todos.
Apesar de já há muito tempo me ter apercebido de que de facto as histórias reais são bem mais complexas do que as dos livros, quero acreditar que continua a haver justiça e que se escreve direito por linhas tortas.


De Anómico a 4 de Maio de 2009 às 21:42
Ana Rita
Você escreveu"Se calhar estes comentadores donos do saber, não estão assim tão interessados no ambiente escolar em que entregam os seus filhos, estão provavelmente mais preocupados com vidas alheias, bem mais interessantes que as suas próprias provavelmente, dado tanto alarido" e eu dou-lhe toda a razão. É que isso aplica-se na perfeição aos seus irmãos, Luis malhó e Paulo sousa e à prima Telma sousa. O que o seu irmão precisa é de atenção politica...é que doutra forma ninguem dá por ele.
Politiqueiros em familia.
Já agora, também pode fazer parte do filme de ficção (como alguem referiu) que o irmão Luis escreveu; pelos vistos todos na familia têm queda para cenas (tristes)
De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 23:33
Caro Anónimo... ou Caro António... ou Caro Cobarde,

Boa noite

Lamento a sua mal interpretação ao trecho do meu comentário que aqui transcreve, quando refiro que estas pessoas que tanto parecem saber, (acredito que o senhor ou senhora possivelmente também se inclui neste grupo de iluminados) tem precisamente que ver com o alarido que Luís Malhó não precisa, com o alarido que tantos outros como o senhor ou senhora estão a fazer à volta desta situação. Acho especialmente interessante o facto de todos vocês estarem a contribuir para o mediatismo que se fartam de referir!
Tenho apenas a acrescentar que é lamentável que pessoas como o senhor ou senhora façam tão mau uso da liberdade adquirida no 25 de Abril, liberdade esta proclamada neste blog, em que parte deste "politiqueiros" lhes chama são dos únicos que dão o nome e a cara.
Graças ao 25 de Abril senhores ou senhoras que podem comentar usando mil anonimatos
De Anómico a 4 de Maio de 2009 às 15:54
Só hoje tive conhecimento desta lamentável situação.
Meus caros senhores, é triste servirem-se das crianças para fazer politia.
Além disso, sei que o menino André já é reincidente em várias situações menos agradáveis.
Daqui um conselho aos seus pais:
Fazer consulta numa instituição fantástica, denominada de «Diferenças». É da responsabilidade do Dr. Miguel Palha e tanto pode fazer consulta em Lisboa com nas Caldas da Rainha.
Fala quem sabe.
De Paulo Sousa a 4 de Maio de 2009 às 17:01
Alguns professores envolvidos neste episódio também são reincidentes.
Faz sentido que uma professora fique satisfeita depois de conseguir que alguns pais retirem os seus filhos das AEC's?
Daqui um conselho:
Fazer consulta com o Dr. Medina Carreira.
Recomendo que escutem com atenção o que diz sobre a educação neste video.
http://vilaforte.blogs.sapo.pt/163346.html
De Anómico a 5 de Maio de 2009 às 00:33
Boa noite,


Por curiosidade, poderá indicar-me quais os motivos e as referências que tem para aconselhar essa Instituição? É profissional na área e tem conhecimento de como actuam? Ou é pai/mãe de uma criança que é lá acompanhada por motivos similares? Estando por dentro da situação, como acha que beneficiariam?
De Anómico a 5 de Maio de 2009 às 00:35
As questões sobre a instituição eram referentes à Diferenças... por curiosidade.
Obrigada
De Anómico a 4 de Maio de 2009 às 22:48
Também eu tenho acompanhado esta novela.
Também eu hesitei em comentar.
Também eu vejo muitas injustiças.
Também eu vivo com más profissionais.
Também eu sou incentivada a imitar a mediocridade.
Também eu estou tentada a mudar de profissão.
Também eu sofro com as crianças.
Também eu sou professora deste Concelho.

Comentar post

.vasculhar neste blog

 

.quem esteve à mesa

Ana Narciso

Eduardo Louro

Jorge Vala

Luis Malhó

Paulo Sousa

Pedro Oliveira

Telma Sousa

.connosco à mesa

Os nossos convidados

Dr. Miguel Horta e Costa

Eng. Cláudio de Jesus

Dr. Saúl António Gomes

Dra. Isabel Damasceno 

Prof. Júlio Pedrosa 

Cor. Valente dos Santos

 

Os nossos leitores

Ana Rita Sousa

Carlos Sintra

 

O nosso email

 

Siga-nos 

 

.podcast


Curvas do Livramento

oiça os nossos debates

Ed. Zero

Edição 1 - 04/Jun/009

Ed. 1.1 Europeias

Ed. 1.2 Autárquicas

Ed. 1.3 Casamentos Gay

Edição 2 - 30/Jun/009

com Clarisse Louro

Ed. 2.1 Pós Europeias

Ed. 2.2 Legislativas

Ed. 2.3 Autárquicas

Ed. 2.4 PMós 2º Clarisse Louro

.Palestras Vila Forte

Prof. Júlio Pedrosa - Audio 

 

Prof. Júlio Pedrosa - Video 

 

Prof. António Câmara - Palestra

Prof. António Câmara - Debate

Prof. António Câmara - Video

 

Agradecemos à Zona TV

 

.Vila Forte na Imprensa

Região de Leiria 20100604

Público 20090721

O Portomosense20081030

O Portomosense20081016

Região de Leiria20081017

Região de Leiria20081017

Região de Leiria2008052

Jornal de Leiria 20080529

O Portomosense 20071018

Região de Leiria 20071019 II

Região de Leiria 20071019 I

Expresso 20071027

O Portomosense 20071101

Jornal de Leiria 20071101

Região de Leiria 20071102

.Últimos Comentários

Special thanks to MrCosmos
The Feedburner expert

.arquivos

.arquivos blog.com

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

.Vizinhos Fortes

.Quiosque

diários

semanários
  regionais
 
   

.Filme recomendado

 

 

Trailer

 

 

 

.Leitura em curso


A Revolução dos Cravos de Sangue

de Gerard de Villiers

Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


Saida de Emergência

.Contador de visitas

.tags

. 25 abril(10)

. 80's(8)

. académica(8)

. adopção(5)

. adportomosense(11)

. aec's(21)

. alemanha(7)

. ambiente(9)

. amigos(5)

. amizade(7)

. angola(5)

. aniversário(9)

. antónio câmara(6)

. aquecimento global(7)

. armando vara(9)

. ass municipal(12)

. autarquicas 2009(46)

. avaliação de professores(9)

. be(7)

. benfica(13)

. blogosfera(16)

. blogs(38)

. blogues(19)

. bpn(6)

. casa velório porto de mós(10)

. casamentos gay(17)

. cavaco silva(8)

. censura(7)

. ciba(6)

. cincup(6)

. convidados(11)

. corrupção(7)

. crise(35)

. crise económica(8)

. cultura(7)

. curvas do livramento(10)

. democracia(7)

. desemprego(14)

. disto já não há(23)

. economia(25)

. educação(63)

. eleições(7)

. eleições 2009(55)

. eleições autárquicas(40)

. eleições europeias(12)

. eleições legislativas(46)

. escola(8)

. escola primária juncal(9)

. eua(8)

. europa(14)

. face oculta(18)

. freeport(14)

. futebol(39)

. futebolês(30)

. governo(6)

. governo ps(39)

. gripe a(8)

. humor(6)

. internacional(18)

. joao salgueiro(38)

. joão salgueiro(15)

. josé sócrates(7)

. júlio pedrosa(10)

. júlio vieira(6)

. juncal(31)

. justiça(11)

. liberdade(11)

. magalhães(6)

. manuela ferreira leite(13)

. médio oriente(10)

. medo(12)

. natal(13)

. obama(6)

. orçamento estado 2010(7)

. pec(8)

. pedro passos coelho(7)

. podcast(11)

. politica(12)

. politica caseira(6)

. porto de mós(119)

. porto de mós e os outros(41)

. portugal(27)

. presidenciais 2011(6)

. ps(48)

. psd(54)

. psd porto de mós(11)

. publico(9)

. religião(6)

. rtp(12)

. s.pedro(6)

. salgueiro(16)

. sócrates(81)

. socrates(62)

. teixeira santos(6)

. tgv(6)

. turismo(8)

. tvi(6)

. twitter(17)

. ue(17)

. vila forte(24)

. todas as tags

.subscrever feeds