Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Desculpa André! - #5

 

Não quero acreditar que este episódio tenha alguma coisa a ver com isto ou isto ou isto ou isto, etc ... ou simplesmente, primeiro com http://vilaforte.blog.com/ e agora com http://vilaforte.blogs.sapo.pt/.
 
 - Mas é verdade que a directora não gostou de uma carta que lhe escrevi, quando o meu filho foi obrigado a lavar a cabeça em pleno inverno, por uma professora que nem sequer era a directora da escola nem a professora dele. Porque levou uma crista.
 - Também é verdade que referiu várias à minha esposa o desagrado por eu escrever num Blog
 - Também é verdade, que quando a minha esposa a abordou, ao de leve, do infeliz assunto das pistolas oferecidas pela autarquia às crianças no Natal, a reacção dela foi, de grande lamento pelas funcionárias da câmara, que têm a carreira estragada!
 - Também é verdade que a Câmara rescindiu o contrato com a empresa que fornecia os serviços das AEC, nas férias da Páscoa, depois de 5 trimestres de um serviço miserável.
 
 - Será verdade que foi dito no Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, no dia a seguir a este episódio, que o problema da Escola Primária do Juncal está resolvido, pois o miúdo mudou de escola?
 - Será verdade que a Presidente do Agrupamento, respondeu, que já tinha muitos papeis na secretária, quando lhe foram entregar os Curricula Vitae de alguns professores das AEC?
 - Será verdade que um filho, pediu à mãe para chumbar, porque assim não passava para a professora do ano seguinte, pensando que mudaria de professora?
 - Será verdade que há uma diferença abissal entre os dois Agrupamentos do Concelho de Porto de Mós?
 
 
Aqui, fico-me, para já, por aqui!
Resta-me agradecer os que leram, reflectiram e comentaram, estes factos.
Obrigado a todos.
estou: na Idade Média
publicado por Luis Malho às 12:00
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De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 14:16
Regresso ao Passado 1

Quando era pequena, e apesar de não ter sido assim há tanto tempo, lembro-me que as minhas histórias preferidas eram as histórias reais! Frequentemente pedia aos meus pais que contassem as histórias de quando também eles eram pequenos.
Rapidamente me vim a aperceber que nem sempre as histórias reais têm assim tantas piada como aquelas que ouvia vezes sem conta, Nunca me cansava de imaginar como seria toda aquela realidade que me parecia tão distante, (isto no final dos anos 80/ inicio dos anos 90).
Entre muitos acontecimentos relatados, a realidade escolar dos meus pais (e talvez porque na altura era eu que andava a aprender a ler e escrever), sempre me despertou imensa curiosidade.

Contava o meu pai a propósito do ambiente escolar nos anos 45/50, as aventuras e desventuras dele e dos seus amiguinhos da escola. Entre muitas coisas lembro de como me impressionava a forma como me descrevia a facilidade de um professor bater e punir sem pensar duas vezes, a disciplina tão rigorosa, a quantidade de coisas que aprendia e a forma como tudo era tão meticulosamente controlado pela figura imponente do senhor professor que proclamava fervorosamente os valores de Deus-Pátria-Família.

Neste cenário, na escola Primária do Juncal, na secção masculina, havia no recreio uma mó onde durante o curto intervalo, meninos subiam à mó para espreitar as meninas que brincavam do outro lado. Na altura, eram coisas normais de miúdos pequenos que viveram a ditadura!
Hoje, 35 anos depois da ditadura terminar parece que estas simples brincadeiras não seriam assim tão normais.

Mas continuando, como já disse a minha infância não foi assim há tanto tempo e quem sou eu para contar historias da ditadura. Nasci depois do 25 de Abril e de facto, esse passado está muito na dimensão das histórias e talvez por isso, sempre tomei a liberdade como um valor mais do que adquirido em Portugal. Inquestionável!

O lamentável acontecimento descrito tão recentemente neste blog, fez me questionar pela primeira vez este direito e este valor que eu tinha como adquirido. Teremos afinal nós como cidadãos total direito à expressão livre? Ou será que em troca desta (suposta) livre expressão teremos de viver situações como esta que me deixam sem capacidade se quer para uma adjectivação adequada, de que foi alvo o Luís Malhó?

Tenho repetido vezes sem conta a palavra “surreal”, e continuo incrédula com a história do André, como é possível que algo assim tenha acontecido?

Como é que professoras que supostamente têm que ser no mínimo inspiradoras aos seus alunos permitem que tamanha falta de verdade e valores chegue ao tecto da própria escola?
Como é que professoras, que supostamente são dedicadas a uma causa tão nobre como ensinar e educar tomam esta atitude na situação descrita?
Como é que professoras, supostamente parte integrante da formação dos seus alunos, entram em estratagemas políticos esquecendo o seu verdadeiro papel e envolvem cruelmente crianças em vinganças políticas?
E como é que os pais que entregam à escola a maior parte do tempo dos seus filhos se podem sentir tranquilos ao terem estes entregues a docentes como estas que vão ao favor do que lhes convém?

De qualquer das formas pelos tantos comentários que esta situação tem tido neste blog, de tantas pessoas tão entendidas e por dentro do acontecimento, leva-me a crer que muitos destes comentadores donos da verdade tenham estado na dita reunião, sendo assim pais e educadores dos meninos e meninas da turma do André.

Acho incrível a forma como estes comentadores no geral estão tão a par de tudo. Desta situação em concreto, da situação em geral da escola do Juncal, passando pelos acontecimentos políticos mais badalados do últimos tempos no concelho de Porto de Mós, e por fim, e o que mais me surpreende, é como todos eles estão tão a par da vida privada do André e da sua família.
De Pedro Santos a 4 de Maio de 2009 às 16:22
Cara Ana Rita Sousa nestas suas interrogações as professoras são o alvo mas se calhar está a esquecer-se que não foram as professoras a trazer esta questão para a praça pública;
não são as professoras que estão em jogos políticos, até porque não estão na política;
e se acha incrível toda a gente estar a par de tudo da vida do André e da sua família se calhar devia perguntar ao pai, já que foi ele que fez questão de vir pôr num blogue os problemas que o filho tem, porque o fez.
Não foram os pais dos outros alunos ou as professoras a armar este circo à volta da criança. O problema não era novo e, até o pai querer atenção, estava a ser tratado nos locais próprios...
A verdade vem sempre ao de cima e, aos poucos, vira-se o feitiço contra o feiticeiro!


De Ana Rita Sousa a 4 de Maio de 2009 às 23:58
Caro Pedro Santos,

Com estas questões que levanto, tenho a certeza que estas professoras não estão de todo interessadas a tornar situações como esta, públicas, afinal de contas para o mal e para o bem, são elas as responsáveis.
Aliás, acho que é importante frisar que todo este sucedido se deve à falta de presença, da suposta professora até ao final do horário da dita aula extra curricular. Tudo o que se passa naquela sala do início ao fim é da sua inteira responsabilidade e se não tem possibilidade ou responsabilidade, ou maturidade, ou.. suficientes para permanecer nessa mesma sala até ao final, então arranjem uma professora capaz de tal.
Quando diz que o Luís Malhó trouxe para público a sua vida privada, lamento a sua falta de interpretação de toda a situação. Lamento a facilidade de deturpação de factos, lamento imenso a falta do mínimo de bom senso e de falta de valores.
De Pedro Santos a 5 de Maio de 2009 às 01:25
Ana Rita Sousa,

Pôr a responsabilidade do que aconteceu na professora é entrar naquela ideia de que se mandam as crianças para as escola e os professores que cuidem deles. A presença de um professor na sala de aula ou de outro adulto não impede um criança mal comportada de se comportar mal. Como, aliás, se sabe ser o caso. Toda a gente sabe que a educação e o comportamento começam em casa, é de lá que deve vir o exemplo.
Tenho vários amigos a dar AEC's e queixam-se todos do mesmo, da falta de educação dos miúdos e do quão difícil é fazer algum coisa com eles, sobretudo quando os pais são chamados à atenção e menosprezam o que os professores dizem.

Agora é preciso ter lata para poder dizer uma coisa destas: «Lamento a facilidade de deturpação de factos, lamento imenso a falta do mínimo de bom senso e de falta de valores». Talvez fosse bom dizer isto ao senhor Luís Malhó, enquadra-se perfeitamente no que ele criou com esta tentativa de aparecer.

E não é preciso ir muito longe para o provar, fale com os pais das crianças, com auxiliares e professores e até com colegas a quem o filho do senhor Luis Malhó batia e veja quem está aqui a tentar virar o bico ao prego.
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