Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Parece que vai ser o fim do mundo

Desta vez Manuela Ferreira Leite não se pode queixar, todos viram e ouviram a entrevista com o Mário Crespo e ainda não pararam de falar nela, mais em concreto de um hipopético cenário de bloco central.

Sinceramente este alvoroço todo só se compreende porque estamos em periodo eleitoral,porque de resto; qual é o problema?

Sim,alguém me explique qual é o problema se a única forma de termos um governo de maioria for uma coligação PSD/ PS ?Estamos a falar do País ou de capelinhas?

Ou será que era melhor uma coligação tipo PS ou PSD/PCP ; PS ou PSD/BE , pois nem o PS nem o PSD podem fazer coligação com o CDS já que os 2% das sondagens não dá para fazer sonhar Paulo Portas.

Na prática não existe já uma divisão de cargos na Administralção Pública entre os dois partidos?Os outros estão com inveja é?

E que tal se parassem um pouco, lessem e vissem o que se passa com a Alemanha,coligação SDP e CDU?Já sei os gajos são Alemães e nós Portugueses.

Venham daí esses vossos argumentos a favor ou contra.

publicado por Pedro Oliveira às 07:33
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14 comentários:
De André Miguel a 7 de Maio de 2009 às 09:10
Caro Pedro, não foi a alternância dos dois partidos que nos conduziu a este estado? 35 anos dariam para muita coisa, mas a verdade é que continuamos com o "motor em ponto morto" e constantemente a perder terreno na UE.
Sou Social-Democrata convicto e acredito na social democracia como a melhor e mais equilibrada ideologia, mas nunca conseguimos lá chegar, não sei se pela nossa mentalidade e modo de fazer as coisas à portuguesa, o certo é que somos uma nação de eternas potencialidades inexploradas.
Não sou contra o bloco central porque sim, simplesmente porque o PS em todos os anos de poder que já teve, já nos demonstrou que governa sem objectivos, sem estratégia e à deriva das circunstâncias. A isso chama-se incompetência. Governar é para quem pode, não para quem quer, mas infelizmente em todos os partidos abundam mais os segundos.
De Pedro Oliveira a 7 de Maio de 2009 às 09:15
É bom saber que estás de volta e que os motivos da tua ausência foi o teu camiho para a felicidade.
Quanto ao que escreves,tens razão,mas se o cenário for o que se avizinha,sinceramente não vejo outra solução.
Um grande abraço,laranja, caro amigo.
De Ana Narciso a 7 de Maio de 2009 às 09:24
Raramente concordo com Alberto João Jardim, mas gostei da sugestão dele" se houver acordo para mudar a Constituição e contruir uma nova República então eu sou a favor do Bloco Central". Também eu.
De hb a 7 de Maio de 2009 às 09:51
É graças às três décadas de governos formados pelos partidos do "centrão" (sozinhos, uns com os outros ou com o CDS como bengala) que estamos como estamos. Enquanto não mudarem as políticas, é como dizia o Sérgio Godinho sobre o socialismo do Soares... "é querer fazer arroz de cabidela sem frango nem arroz nem a panela"
De José Ferreira a 7 de Maio de 2009 às 11:18
Não acredito em soluções de compromisso entre pessoas,partidos ou instituições, que orientam o seu comportamento,atitudes,principios e valores, cujo prazo de validade pouco ultrapassa o imediato.
Isto porque quando se governa anunciando uma iniciativa,e se a mesma tiver uma repercussão negativa na comunicação social, ou nas corporações,ou nos interesses instalados, mudando-se de opinião de imediato, não há decisão que resista.

Infelizmente este governar,de navegação á vista, sem saber o que se quer para o futuro, tem conduzido este miserável país para um buraco negro.
No actual espectro partidário, e com a actual Constituição, com o actual sistema de representatividade eleitoral,com o sistema indirecto da eleição dos deputados sem vinculo local/regional, não sairemos disto.
A Democracia não se esgota neste modelo de Organização de sistema politico nem tão-pouco de organização do Estado.
Esta solução já existiu, entre 1983/1985. Mário Soares-Mota Pinto.
Ainda bem que O FMI na altura nos obrigou a ter juizo, porque a crise era muito grave.
Concluo, não é de cosmética ou de re-arranjos pontuais que o país precisa.
Precisamos de nova Constitução, e novo modelo de organização politica, naturalmente em respeito pela Democracia e da escolha popular,através do voto.
Seria anti-democrático a obrigatoriedade do voto?
Parceiros há na UE, em que tal existe.
Sabem que na Holanda o Presidente da Câmara não é eleito, é nomeado pela rainha, e os partidos que vão a votos elegem os vereadores.
O presidente está fora dos interesses dos partidos e é o equilibrio da governação?
Ou que existem países com muito menos deputados, funcionando num sistema de duas câmaras, proporcionando uma melhoria de qualidade dos parlamentares?
E o actual sistema em que os Presidentes da Républica, para além da palavra, quase não têm poder, a não ser o da bomba atómica eleitoral, que é a dissolução do Parlamento?
Enfim não faltam modelos.
De LR a 7 de Maio de 2009 às 12:00
Mas é este o modelo e a constituição que temos agora.E como só estão de acordo para receberem dinheiro em cash,não me parece que vão mudar o sistema eleitoral,a não ser que a malta decida um dia um boicote nacional às urnas de voto.
Depois de ouvir Cavaco ontem,dificilmente teremos outro governo que não seja o bloco central e não deixa de ser irónico que quem matou o centrão em 1985 vai ser o mesmo a viabilizar de novo o centrão em 2009, realmente a vida dá cada volta.
De Emanuel Santana a 7 de Maio de 2009 às 14:50
Apesar de olhar para a politica à relativamente pouco tempo devido à minha juventude, sempre tive a opinião de que uma coligação é melhor solução do que uma maioria absoluta de um só partido. Como diz o ditado, duas cabeças pensam melhor do que uma e penso que isso se pode aplicar aos partidos. Para termos um país em evolução é preciso existir o máximo de alternativas possíveis para as diferentes situações e com mais do que um partido no poder a discussão de soluções poderá ser maior, visto que as correntes de pensamento serão mais diversificadas.
Mas para mim, com ou sem coligações, com ou sem maiorias absolutas, enquanto os nossos políticos continuarem a perder mais tempo a atacarem se uns aos outros do que a tentar resolver em conjunto os problemas do nosso país, não iremos a lado nenhum. Sou jovem e por isso sonhador, mas acho que seria possível que todos os partidos discutissem em conjunto as medidas a tomar e encontrassem a melhor solução sem que houvesse tanta "palhaçada", houvesse seriedade, competência e preocupação pelo nosso país e isso seria bem mais real.

Emanuel Santana
De Rafael Marcelino a 8 de Maio de 2009 às 05:26
Acreditar em quem?!..nestes tipos.?!.

http://www.youtube.com/watch?v=J_YUFIBSptg,

bem como Socrates, Felgueiras, Isaltinos, Loureiros, Varas,Constâncios,Jorge Coelhones,Portas,Oliv. e Costa. Jardins, e tantos mais, bem como toda a restante Familia da AR. quem mais não são do que Fracos Advogados servidores como lacaios dos Chefões de grupos de Advogados cadastrados pelo sistema Mafioso em que se tornou este País?!
Enfim...isto sem Justiça (Tipo Lei Chinesa) nunca mais vamos a lado nenhum.
Eu quando era pequenino pensava que o Menino Jesus a que dava o presente, agora é o Pai Natal. Coisas de Modernices... depois ainda acreditam em mentiras.Continuem.
Valha-nos os Subsídios da UE. senão fosse isso devia ser bonito e como se sustentava o coperativismo.
Eu vou fazendo de conta que acredito para serem felizes.
De carlosbarbosaoliveira a 7 de Maio de 2009 às 15:37
este post dava pano para mangas. Já vivi "por dentro" um Bloco Central e por isso, até tenho alinhavado ( por enquanto só na cabeça) um post sobre o assunto no DO.
Em teoria, penso que a tua análise está correcta, mas na prática...
De David Durão a 7 de Maio de 2009 às 17:29
Absolutamente contra um "Centrão"...

O que o país mais precisa é de responsabilização e credibilização dos seus actores polítcos, assim, parece-me fundamental que se mantenha a partidarização e governos sem maioria que "juntar tudo no mesmo saco". As pessoas têm que perceber quem são os autores das políticas que mexem com o seu dia-a-dia, de modo a fazerem o seu juízo de valor em cada ciclo eleitoral. José Sócrates não merece (nem é humilde o suficiente) para merecer uma coligação com o PSD (ou com qualquer outro partido). José Sócrates não quer oxigénio de ninguém e vai acabar asfixiado na redoma que construiu...
Concordo em absoluto com a obrigatoriedade do voto (e não me parece nada anti-democrático), porque se vivemos em Democracia e assistimos a um crescente afastamento das pessoas em relação à política, está na hora de todos nos envolvermos e co-responsabilizar-nos pelo nosso futuro.
De Paulo Sousa a 7 de Maio de 2009 às 19:32
O Prof. Marcelo, abordou esta possibilidade e falou sobre o cenário de existir um acordo de acordo de governabilidade, que poderia pressupor a aprovação dos orçamentos. No entanto, e dada o fraco nível da nossa política, ou dos nossos políticos, sabemos que isso iria limitar o 2º partido em fazer oposição.
Claro que quem ficaria a ganhar, há sempre quem ganhe com as desgraças dos outros, seria o PC e o BE. Infelizmente à direita, e olhando para as sondagens, o CDS-PP também ficaria esmagado pelo centrão.
Podemos ver também esta situação como uma oportunidade de evolução do tal reduzido nível da nossa política. Será possível realizar acordos parlamentares duradouros e eficazes no nosso país? O PSD e o CDS-PP mostraram que sim, mas entre o PSD e o PS, com tantos anti-corpos, tantas picardias, tantas inimizades de estimação... Terão capacidade para distinguir o essencial do acessório?
Cá estaremos para ver.
De Paulo Sousa a 7 de Maio de 2009 às 19:38
Claro que a bem do acordo de governação, o PS teria de oferecer um saco de boxe ao Ministro Santos Silva.
De Portomaravilha a 7 de Maio de 2009 às 22:43
Este comentário é uma tentativa de comentar dois artigos num só comentário.

Parabéns ao psd pelos seus 30 anos. Os partidos desde que respeitam a democracia pluralista são sempre um mais para a democracia. Partido que na altura pediu a sua integração na Internacional socialista.

Visto de fora acho que não há qualquer diferença entre ps e psd. Como também no fundo acho que não há grande diferença entre Sarkozy e o ps.

Acho que já escrevi aqui que faltam dignósticos. Não existem diagnósticos para se sair da crise. Crise que é económica antes de tudo .

A crise económica veio mostrar que o mercado só por si não regula nada.

À crise económica acrescentou-se a crise financeira.

Antes da crise financeira, os países desenvolvidos tinham 15% de trabalhadores precários, mais de 8% de desempregados , mais de 5% de pobres.

Este sistema foi obra de prémios nobel e mlhares de profs de economia .

Todos diziam quanto menos estado e melhor o sistema funciona.

Foi um erro planetário enorme !

Como não havia qualquer regulador o drama do mundo das finanças é o drama da perda de ética do mundo das finanças.

Há muitos exemplos. Grandes grupos com lucros de bilhões e que despedem pessoal.

Talvez seja por isso que por estas terras há cada vez mais dirigentes ( grandes empresas ) que são sequestrados.

O problema são as regras do jogo actuais que criam tantos desiquilíbrios.

Mas talvez o G20 tenha feito um pequeno passo , escrevendo que, pelo menos no campo financeiro, as regras estavam falseadas.

Os efeitos da crise financeira sobre a economia só agora estão a começar.

O capitalismo tem cerca de 200 anos. A última crise que conheceu deu 40 milhões de desempregados e Hitler e a segunda guerra mundial.

Parece-me,infelizmente, lógico que os jovens não se envistam na política.

É que a política desapareceu. O texto, a argumentação foi engolido pela imagem.

A imagem recusa o pensamento a longo prazo, a memória. A imagem recusa a construção do indivíduo no tempo.

E talvez seja isso que os jovens peçam. A memória para se poderem construir.

E talvez os jovens tenham compreendido que a política é muito mais que um debate contraditório discutido em função do carisma de tal ou tal apresentador tv.

E Viva o Porto !











De ricardo a 8 de Maio de 2009 às 01:21
Não.... Esta cooperação para mim não é a mais indicada.

Cada uma das ideologias politicas tem um espaço de actuação. A partir do momento que existe uma coligação central ninguém sabe qual é o espaço de cada um.

Podia acontecer se o PM passa-se a ser PR o PR passa-se a ser o REI. E se existisse uma estratégia já definida que sem confusões indica-se quais eram os ministérios que ficavam na alçada de cada partido.


Mas para mim o caminho é a competividade e se da oposição saísse boas sugestões o partido que se encontra no poder as elogia-se e as aceita-se.
Em vez... de usar o sistema que usam que é não aceitar desdenhar e depois lançar-los na assembleia para as considerarem como próprias.

Seria muito mais justo, pratico, eficiente, com menos gastos.

Mesmo que depois se tenha de fazer determinadas alterações ou memso remodelações por completo.

Acho que nós (Porugueses) saia-mos a ganhar.

A obrigatoriedade de voto não tem fundamento. Lembramo-nos agora que foi o Cavaco que acabou com o "Centrão" e que pode vir a ser ele a retoma-lo também não me parece que seja importante.

Tempos diferentes, medidas diferentes.

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