O Relatório da Comissão de Inquérito ao BPN diz que o banco central exerceu a supervisão de forma "estreita e contínua", mas deveria ter ido mais longe.
O PS entendeu defender Vítor Constâncio com um relatório com que toda a oposição discorda. Olhando para os mais de 2200 milhões de euros que os contribuintes terão de suportar (suficientes para a aquisição do passe de 22 Cristianos Ronaldos), será caso para dizer que o PS também está a defender os interesses dos portugueses de forma igualmente "estreita e contínua" e que também deveria ir muito mais longe.
De Eduardo Louro a 7 de Julho de 2009 às 12:58
As comissões de inquérito, são, infelizmente, sempre assim. No caso, esta, que até funcionou e deu bons contributos de esclarecimento quer para a opinião pública quer, quero crer, para a Justiça, acaba por borrar a pintura. Não havia nexexidade "!
Mas convém lembrar que o objecto da comissão era, tão só, concluir sobre a decisão de nacionalizar o BPN . Deu nisto e, nisto, ninguém fica bem na fotografia. Enfatizar, nas posições de cada parte, a figura do governador do Banco de Portugal, independentemente de tudo, não é sério!
De facto, a imagem que passa para o público, e não deixa de ser correcta, é que qualquer parecença entra a realidade e as conclusões do inquérito resultam de uma coincidência. O relatório altamente politizado reforça a ideia de impunidade pelas decisões dos responsáveis políticos.
Parece um prelúdio do virá a ser o processo BPN.
De Rafael Marcelino a 7 de Julho de 2009 às 15:24
http://iscte.pt/~apad/ACED/textos/Nesletter003.pdf
Este inquérito diz tudo quanto se discute na AR ou nos Médias. VERGONHA.
PS e PSD tem muita responsabiliadaes nestes casos de pouca vergonha como se constacta no link que acima coloquei.
É que ganhar muito mais que o Presidente do Banco Federal Americano (EUA) é obra de Países terceiro mundistas.
O Vitinho e seus compadres foram colocados por mutuo acordo do Ps e Psd.O mesmo com o caso de Provedor de Justiça. Depois atiram pedras uns aos outros.
Mas...neste caso o PS tem enormes responsabilidades bem como a Múmia do PR Cavaco Silva, caladinho mas vai deixando as suas graffes de preocupações e de confiança absolutas em (Oliveiras e Costa), M. Cadilhe, bem como ao seu amigo D. Loureiro entre outros.
Um caso bem simples que deveria servir de exemplo. Bernard Madoff. 6-meses, 6-Páginas-Setença=150-Prisão.
De Rafael Marcelino a 7 de Julho de 2009 às 21:50
O Homem forte do BPN (Oliveira e Costa)agora resolveu meter a Boca no trombone como está perdido, anuncia-se a qualquer momento a sua libertação. Muita gente deve de ter as barbas a arder. Isto só visto...
De Maria a 8 de Julho de 2009 às 09:32
O relatório da vergonha, mais uma diga-se.
O relatório refere que todos os envolvidos no caso BPN são culpados, são ladrões, são mentiroso e por isso conseguiram enganar a supervisão do Banco de Portugal e o Sr. Vitor Constâncio.
Claro que é fácil enganar alguém que lhe dá jeito ser enganado, claro que conseguiram enganar porque é fácil enganar em Portugal onde as Leis e a justiça são à medida desta Gente.
Claro que era fácil de enganar, por duas razões, este senhor dá a impressão de ser mais um de muitos burros que estão em cargos de elevada importância para o país e porque o desfalque foi de tostões de uma insignificância tal que era impossível descobri ... RIDÍCULO RIDÍCULO ...
Se todos são culpados e roubaram ... onde está o dinheiro? Porque é que estes ladrões ainda não devolveram ao Estado/Investidores este dinheiro?
Porque só um está preso?
Um processo entre muitos que envergonha o País ...
Cumprimentos,
P.S. - Deixo aqui uma notícia de hoje, o assaltante que sobreviveu ao assalto no BES apanhou 11 anos, parece que após 4 poderá ser libertado ... além de estar 4 anos a viver à conta do orçamento de estado e do meu .... só apanha 4 anos quando colocou em risco a vida de civis ... Leis!!!!!!!!!!!!!!
De Confuso a 8 de Julho de 2009 às 17:36
Cara Maria, desculpe mas não percebi o último parágrafo, acha que 4 anos a viver à nossa custa é muito, mas também acha que 4 anos pelo crime é pouco!!!! Diga-me, se conseguir, a sua solução, trabalhar de borla? E os empregos que se perderiam, existe sempre a solução de matá-los a todos, e quem sobraria para enterrar o último?
De Maria a 9 de Julho de 2009 às 11:48
Caro Confuso,
Parece-me que a solução é óbvio... voltar para o Brasil e cumprir lá a pena .... simples ... eu não tenho de pagar do meu bolso um cêntimo para pagar a estadia desta gente que vem para cá roubar partir destruir o que nós tentamos construir, ainda por cima colocando em risco cidadão honestos.
Muitos defendem que o policia que atirou a matar, bem ou mal, deixo á consideração, que devia treinar mais a pontaria, outros condenam, para mim tanto me faz acho que deveria ir em prisão perpétua para o país dele.
Cumprimentos
De José Ferreira a 8 de Julho de 2009 às 19:37
A independência em politica não existe.
Este caso é mais um que evidência que a democracia está doente.
A relatora que será pessoa séria,num processo destes, lá chegará o momento, que tem de fazer uma opção:
-ou omite e encobre a verdade a concluir,ou
-terá de se haver com as pressões dos aparelhos partidários, na sua maioria,influenciadores e manipuladores, que estão no corredor e não na sala.
Caso opte pela segunda hipótese, ou tem as costas muito protegidas, ou não haverá próxima vez.
Este é mais um caso.
Custou milhões a todos nós,serviu alguns e perdeu Portugal.
Não sei se Constâncio deve ou não ser demitido.
Sendo verdade,como afirmou,que várias foram as inspecções do Banco de Potugal,duas hipóteses se nos colocam:
ou os inspectores foram incompetentes;
ou se o não foram, pergunta-se, porque motivo ninguém actuou?
Se foram incompetentes,que medidas determinou o chefe da instituição no sentido da sua responsabilização?
Se foram competentes e descobriram a marosca, quem encobriu?
Vitor Constâncio devia responder a isto.Ele responde pela instituição e quem nela trabalha.
Este relatório é mais um.
Sempre que se quer empatar situações,encobrir factos,desresponsabilizar a malta da casa, percorrendo todo o espectro politico, é reclamar do Parlamento uma comissão de inquérito.
Só relembro uma.
Depois de quase 29 anos, e após a morte de um primeiro-ministro e um ministro(Sá Carneiro e Amaro da Costa) e não sei quantas comissões de inquérito,conclui-se:
só atrapalharam a policia e no fim estamos na mesma, ou seja,todos temos a nossa opinião, mas verdade,nada.
De facto este modelo parlamentar,está de rastos, e os seus protagonistas não representam nada , nem ninguém, com algumas honrosas excepçoes, de gente que ainda lá trabalha.
Caro José Ferreira,
Se a Sanfona, que de politicamente isenta já vimos não ter nada, disse que o Governador do BdP deveria ter ido mais longe, então podemos ver como o caso é mesmo grave.
Há uns anos atrás trabalhei na banca e o BPN já era na altura um caso especial, pois conseguia oferecer taxas, quer activas quer passivas tão incríveis, que nenhuma outra instituição séria conseguia acompanhar. A solvabilidade do BPN, acompanhada trimestralmente pelo BdP, era tema de conversa a cada três meses.
Todos já ouvimos que inúmeros pedidos de informação do BdP foram repetidamente ignorados pelo BPN.
Por menos de metade Constâncio deveria demitir-se ou então ser demitido.
Claro que isso já teria acontecido num país em que um PM sob suspeita de corrupção aguardava pelo desenrolar do processo não estando em funções, ou num país em que o processo de Camarate, que refere, não terminasse como terminou. E esse país, é pena, mas não é o nosso.
Comentar post