Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Ainda o voto dos emigrantes

Na anterior edição dO Portomosense o deputado Luis Carloto Marques falou sobre a descabida vontade do governo PS em reduzir os direitos dos emigrantes portugueses. Considera que os quatro deputados eleitos pelos emigrantes portugueses são demasiados por, como disse a Deputada Maria Carrilho, os emigrantes terem baixa escolaridade ou serem iletrados e por isso considera que o seu voto é facilmente manipulável.

Com todas estas explicações, esqueceram-se de referir que o voto dos emigrantes sofre de uma enfermidade recorrente que consiste nas suas escolhas. Tradicionalmente os circulos internacionais elegem três deputados para o PSD e apenas um para o PS, o que se pode considerar um problema quando as sondagens duvidam de maioria absoluta.

Antes prevenir que remediar. Com o caso limiano ainda na nossa memória é preferível retirar direitos aos portugueses que arriscar o poder. Viva o 25 de Abril.

publicado por Paulo Sousa às 07:50
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10 comentários:
De Pedro Oliveira a 21 de Outubro de 2008 às 08:47
Também concordo que 4 deputados é um exagero.
Agora retirar a possibilidade de os emigrantes participarem, só porque votam poucos é mesmo de quem tem medo de alguma coisa.Não vi Sócrates a festejar menos a vitória do PS nos Açores(apesar de ter menos votos e deputados do que nas últimas eleições), só porque mais de 53% dos Açoreanos não terem votado.
Devem é pensar no porquê da abstenção dos emigrantes e já agora dos Portugueses em geral.
De Paulo Sousa a 21 de Outubro de 2008 às 09:30
E porque é que achas um exagero?
O rácio nº de eleitores/deputado em qualquer região autónoma é bem menor que nos circulos da emigração.
Dizer que os emigrantes têm baixa escolaridade ou serem iletrados e por isso considera que o seu voto ser facilmente manipulável, é o mesmo que assumir que têm pedras no sapato, pois por essa ordem de ideias e a olhar para as estatísticas do analfabetismo funcional, quanto portugueses perderiam o cartão de eleitor?
De Pedro Oliveira a 21 de Outubro de 2008 às 10:33
Paulo, não tem que ver com rácio, tem que ver em minha opinião, terem em sua representação 4 deputados, como acho um exagero 230 deputados na AR.Tem que ver com o número de deputados em absoluto e não em termos relativos.
De Anómico a 21 de Outubro de 2008 às 10:23
Bom dia Paulo, das duas uma ou as tuas fontes não têm a informação correcta ou a tua matemática precisa de reciclagem senão vejamos, eleitores Europa - 73879 deputados 2, fora da Europa - eleitores 72475 deputados 2, Madeira - eleitores 228733 deputados 6 Açores - eleitores 190224 deputados 5 e porque é que por exemplo Évora com 146462 votantes, aproximadamente os mesmos da emigração, só elege 3 deputados, quando tem uma taxa de abstenção de 34% enquanto a Europa fiou pelos 68% e o resto do mundo com os magnificos 81%, é por serem comunistas que não interessam, e olha que não sou mais esquerdista que tu.
Os emigantes não são menos que nós e têm o direito de votar, no entanto não são mais que nós, que não querendo votar e sendo menos têm mais voz que os eleitores do continente e ilhas.
Dados CNE legislativas 2005

7 Setes
De Pedro Oliveira a 21 de Outubro de 2008 às 10:35
Obrigado caro 7 setes pelo esclarecimento e dados que eu desconhecia, assim já tenho duas razões para ser contra os 4 deputados:o tal rácio e o número de deputados na AR
De Paulo Sousa a 21 de Outubro de 2008 às 20:13
Caro 7setes,
Tens razão relativamente ao rácio no que diz respeito à Assembleia da República, mas olhemos para o Parlamento Regional do Açores. Considerando o caso da Ilha do Corvo com 353 inscritos e 285 votantes (80% de participação - é obra) que elege dois deputados regionais. Os partidos mais votados foram o PS com 90 votos e o PPM com 75, seguidos do CDS com 70. Com 75 singelos votos elegeram um deputado. Podíamos perguntar quanto é que este deputado custa à nação mas isso seria questionar a legitimidade da participação dos eleitores do Corvo que todos concordamos ser igual às dos residentes no continente.
Então se 75 habitantes do Corvo conseguem eleger um deputado, porque é que serão demasiados os 4 deputados para os 146354 inscritos nos círculos internacionais?
De João Afonso a 21 de Outubro de 2008 às 13:43
Aproveitando a passagem pelo vosso blog,muito interessante, confesso que não voto há muito tempo.Sei que contribuo para o partido mais representado no país,os desiludidos,mas parece que ninguém se preocupa,parece que podem ser eleitos por meia dúzia de votos,pois estão legitimados.
Esta questão dos emigrantes é a mesma que nos Açores ou no Continente.
Em vez de se preocuparem se são 4 ou 0 e se dá maioria a este ou aquele,porque não discutem sobre o que fez o PSD ou o PS nestes 4 anos para os emigrantes irem votar?...
Peço desculpa por estas palavras,mas chateia estarem sempre a colocarem as questões nestes termos,tem maioria,não tem maioria.As pessoas,sim as pessoas,ninguém se preocupa com elas?
Somos todos números mecânográficos e só servimos para chincanas eleitorais?Depois não se admirem que os demagogos ganhem as eleições,vocês,em Porto de Mós,falando em casos concretos, já deviam ter aprendido a lição.
De Sérgio Ferreira a 21 de Outubro de 2008 às 14:13
Antes de mais, permitam-me que saúde este espaço de debate que acompanho quase desde o início e onde escrevem algumas pessoas que conheço bem e outras menos bem.

Até hoje, escusei-me a comentar qualquer "post", por diversas razões, que agora não vêm ao caso.

No entanto, este sobre a alteração do modo de votação para os portugueses residentes fora de Portuga,l merece-me algumas apreciações.

Convém, para começar, perceber as razões de um número tão reduzido de eleitores nos círculos da emigração. Primeiro, o recenseamento eleitoral é obrigatório para os portugueses residentes em território nacional e voluntário, entre outros, para os que estão fora do país.

Além desse factor, existe um distanciamento muito grande dos "emigrantes" (entre aspas pelo sentido pejorativo que na maior parte dos casos se lhe atribui) em relaçao à política portuguesa. Não que não conheçam os protagonistas e até os pormenores do debate político "intra-muros", mas porque sentem que são considerados cidadãos de terceira, merecedores de atenção por parte dos dirigentes mais variados, apenas em períodos de angariaçao de fundos para os partidos e afins.

As razões de descontentamento (para além da referida) são múltiplas e de fácil percepção para quem se interesse minimamente pelas "coisas" das comunidades portuguesas. Para citar apenas mais uma, o facto de serem ignorados e tratados como uma cambada de ignorantes, apesar da força motriz que constitui para a economia portuguesa as suas remessas e o dinheiro gasto em Portugal, durante as férias.

Uma razão suplementar para o número reduzido de leitores inscritos, prende-se com a distância. Enquanto em Portugal - recenseamento obrigatório - a inscrição nos cadernos eleitorais se faz em cada Junta de Freguesia, nas comunidades, o recenseamento (voluntário) é feito nos consulados ou embaixadas, que em alguns casos distam centenas e milhares de quilómetros do local de residência.

Quanto à abstençao elevadíssima, os factores que justificam o número reduzido de inscrições aplica-se à abstenção. A estes acrescentam-se a sub-representação dos mesmos.

E chegamos à questão do número de deputados. Independentemente do número de inscritos ou votantes, os deputados da Nação representam todos os cidadãos da mesma e, em particular, os cidadãos do seu círculo eleitoral, mesmo se este tipo de representação não está consagrada constitucional ou legalmente.

É assim suposto que 4 deputados representem 5 milhões de portugueses. Aqui, o rácio e as contas feitas antes caem por terra.

Para terminar (peço desculpa pela extensão do texto), enquanto Portugal e os portugueses do território nacional ignorarem por completo o que é a realidade das comunidades portuguesas, confusões, preconceitos, imagens distorcidas e sentenças erradas continuarão a ser frequentes. Não somos uma cambada de parolos endinheirados, como por aí se pensa.

Saudações,

Sérgio Ferreira - Luxemburgo

P.S.: também eu pensava que os "emigrantes" eram uma cambada de parolos, antes de me tornar um.
De Pedro Oliveira a 21 de Outubro de 2008 às 14:56
Meu Caro Sérgio,
Não sei se o conheço,mas hoje com o seu contributo, escrito, continua a cumprir-se um dos objectivos do Vila Forte.
Para além do Sr.Rafael, já faz parte da casa, o Sérgio que me lembre, é o segundo emigrante,para além do Nuno enquanto esteve na Polónia, que comenta no Vila Forte.
Quando escrevi a primeira vez no Vila Forte já lá vão 2 anos, disse que este espaço também era para aqueles que vivem fora de Porto de Mós como eu, mas que sentem a sua terra , o seu país e querem participar com os seus pensamentos e opiniões.Eu próprio nasci em França, pertenço à geração dos filhos dos "parolos" que saíram deste país em busca de uma vida digna para si e para os seus filhos.Tenho o maior respeito e carinho pelos emigrantes, ainda hoje tenho amigos de filhos de emigrantes que resolveram ficar.Muitos deles,homens e mulheres de sucesso.Como vê, foi com grande entusiasmo que li o seu comentário.
Obrigado e vá aparecendo mais vezes.
De Rafael Marcelino a 21 de Outubro de 2008 às 14:49
Ainda hoje me estava a lembrar destas coisas de votos-emigrantes e qual é o meu espanto agora venho deparar com um post sobre o assunto em causa.
Pois meus caros confrades, eu sempre fui contra o direito a voto dos emigrantes e digo sempre porquê.Ao ser emigrante com Dupla-Nacionalidade Canadiano tenho o meu direito a voto nesta Nação que me acolheu e me deu esse previlégio legal de optar pela sua Nacionalidade. Sendo assim, exerci o meu direito de voto no passado dia 14 para escolha da Nação aonde vivo. Pois bem, não acho justo amanhã ou depois ter o mesmo direito a votar nos destinos dos Portugueses residentes (Governo ou Presidenciais). Acho que devem de votar nos seus destinos os residentes e ponto Final.Nada tenho contra ninguém, mas sito outro exemplo, É justo um filho de um emigrante nascido neste ou outro qualquer País que por os seus Pais o terem inscrito no consulado de residência como Português, que eventualmente nunca vai a Portugal ou quer lá saber do País de origem dos seus Parentes, apenas sabe e vive no País que o viu nascer, aonde Vota e poder votar, decidir os destinos de Portugal e das suas gentes que vivem e trabalham com o seu voto, pelo facto de ter esse direito assistido pela vontade de o Pai que um dia o naturalizou Português?!
Esta é a minha grande questão que me assiste como o meu Não. Conheço muitos casos assim. E que tal um dia numas Presidenciais, exemplo de voto como sufrágio Universal em que num empate-desempate de 3-milhões para um e 3-milhões mais Um decidir o Presidente da Républica e esses voto ser de um emigrante -filho, como atrás referi como exemplo?
Muitos mais exemplos se podem dar.
Para mim é; Vota quem vive em Portugal e Ponto Final.
Quanto ao exemplo dado pela deputada Maria carrilho, é uma Vergonha, Ela deve de ter ligado ao cérebro o intestino grosso, com licença da mesa.
Ela que se cuide e vá ao Médico.

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