Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Ainda o voto dos emigrantes

Na anterior edição dO Portomosense o deputado Luis Carloto Marques falou sobre a descabida vontade do governo PS em reduzir os direitos dos emigrantes portugueses. Considera que os quatro deputados eleitos pelos emigrantes portugueses são demasiados por, como disse a Deputada Maria Carrilho, os emigrantes terem baixa escolaridade ou serem iletrados e por isso considera que o seu voto é facilmente manipulável.

Com todas estas explicações, esqueceram-se de referir que o voto dos emigrantes sofre de uma enfermidade recorrente que consiste nas suas escolhas. Tradicionalmente os circulos internacionais elegem três deputados para o PSD e apenas um para o PS, o que se pode considerar um problema quando as sondagens duvidam de maioria absoluta.

Antes prevenir que remediar. Com o caso limiano ainda na nossa memória é preferível retirar direitos aos portugueses que arriscar o poder. Viva o 25 de Abril.

publicado por Paulo Sousa às 07:50
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10 comentários:
De Sérgio Ferreira a 21 de Outubro de 2008 às 14:13
Antes de mais, permitam-me que saúde este espaço de debate que acompanho quase desde o início e onde escrevem algumas pessoas que conheço bem e outras menos bem.

Até hoje, escusei-me a comentar qualquer "post", por diversas razões, que agora não vêm ao caso.

No entanto, este sobre a alteração do modo de votação para os portugueses residentes fora de Portuga,l merece-me algumas apreciações.

Convém, para começar, perceber as razões de um número tão reduzido de eleitores nos círculos da emigração. Primeiro, o recenseamento eleitoral é obrigatório para os portugueses residentes em território nacional e voluntário, entre outros, para os que estão fora do país.

Além desse factor, existe um distanciamento muito grande dos "emigrantes" (entre aspas pelo sentido pejorativo que na maior parte dos casos se lhe atribui) em relaçao à política portuguesa. Não que não conheçam os protagonistas e até os pormenores do debate político "intra-muros", mas porque sentem que são considerados cidadãos de terceira, merecedores de atenção por parte dos dirigentes mais variados, apenas em períodos de angariaçao de fundos para os partidos e afins.

As razões de descontentamento (para além da referida) são múltiplas e de fácil percepção para quem se interesse minimamente pelas "coisas" das comunidades portuguesas. Para citar apenas mais uma, o facto de serem ignorados e tratados como uma cambada de ignorantes, apesar da força motriz que constitui para a economia portuguesa as suas remessas e o dinheiro gasto em Portugal, durante as férias.

Uma razão suplementar para o número reduzido de leitores inscritos, prende-se com a distância. Enquanto em Portugal - recenseamento obrigatório - a inscrição nos cadernos eleitorais se faz em cada Junta de Freguesia, nas comunidades, o recenseamento (voluntário) é feito nos consulados ou embaixadas, que em alguns casos distam centenas e milhares de quilómetros do local de residência.

Quanto à abstençao elevadíssima, os factores que justificam o número reduzido de inscrições aplica-se à abstenção. A estes acrescentam-se a sub-representação dos mesmos.

E chegamos à questão do número de deputados. Independentemente do número de inscritos ou votantes, os deputados da Nação representam todos os cidadãos da mesma e, em particular, os cidadãos do seu círculo eleitoral, mesmo se este tipo de representação não está consagrada constitucional ou legalmente.

É assim suposto que 4 deputados representem 5 milhões de portugueses. Aqui, o rácio e as contas feitas antes caem por terra.

Para terminar (peço desculpa pela extensão do texto), enquanto Portugal e os portugueses do território nacional ignorarem por completo o que é a realidade das comunidades portuguesas, confusões, preconceitos, imagens distorcidas e sentenças erradas continuarão a ser frequentes. Não somos uma cambada de parolos endinheirados, como por aí se pensa.

Saudações,

Sérgio Ferreira - Luxemburgo

P.S.: também eu pensava que os "emigrantes" eram uma cambada de parolos, antes de me tornar um.
De Pedro Oliveira a 21 de Outubro de 2008 às 14:56
Meu Caro Sérgio,
Não sei se o conheço,mas hoje com o seu contributo, escrito, continua a cumprir-se um dos objectivos do Vila Forte.
Para além do Sr.Rafael, já faz parte da casa, o Sérgio que me lembre, é o segundo emigrante,para além do Nuno enquanto esteve na Polónia, que comenta no Vila Forte.
Quando escrevi a primeira vez no Vila Forte já lá vão 2 anos, disse que este espaço também era para aqueles que vivem fora de Porto de Mós como eu, mas que sentem a sua terra , o seu país e querem participar com os seus pensamentos e opiniões.Eu próprio nasci em França, pertenço à geração dos filhos dos "parolos" que saíram deste país em busca de uma vida digna para si e para os seus filhos.Tenho o maior respeito e carinho pelos emigrantes, ainda hoje tenho amigos de filhos de emigrantes que resolveram ficar.Muitos deles,homens e mulheres de sucesso.Como vê, foi com grande entusiasmo que li o seu comentário.
Obrigado e vá aparecendo mais vezes.

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