Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A Turquia ; uma questão de escala!

   O  "casamento" entre a EB2 Dr Manuel de Oliveira Perpétua e a Escola Secundária de Porto de Mós já aconteceu. Estamos a dar os primeiros passos de uma relação que se deseja duradoura e fecunda.   Contudo a preocupação é muita :a geografia do Concelho, o alheamento histórico entre os vários ciclos de ensino e a gestão única para um universo de quase 2000 pessoas( alunos , professores e funcionários) deixam-nos ansiosos. Nada que o profissionalismo de cada sector, não possa ultrapassar. Pessoas sérias com a mesma informação e uma boa  dose de determinação só podem  encontrar soluções de compromisso razoáveis e exequíveis. É esta a minha convicção profunda e é com este espírito que abraçarei mais este desafio.

    Mas no meio desta angústia e preocupação, recebo um jovem turco em minha casa, ao abrigo de um programa para jovens que o LIONS Club International organiza em todo o  mundo. Este jovem estuda em Ankara, numa comunidade escolar onde os alunos entram aos 3 anos e saem aos 18 . Entre funcionários, professores e alunos são 10.000. Não …não me enganei nos zeros, são mesmo dez mil. Uma única gestão , vários directores de estabelecimento. Lá dentro há um estádio de futebol, restaurantes, creches, supermercados tudo para servir os que ali trabalham e estudam. E nós preocupados porque somos dois mil????
    Battu , preparou esta apresentação para apreciarmos . Apreciemos !
 
 

estou: dddddaaaaa!!!!
publicado por Ana Narciso às 15:26
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3 comentários:
De Paulo Sousa a 14 de Julho de 2009 às 21:07
Visitei a Turquia de InterRail em 1995 (há 14 anos! Como o tempo passa!!) com a minha então namorada e actual esposa. Estivemos em Istambul, cidade onde entramos pela estação do mítico Expresso do Oriente, vindos de Salónica. O aparato militar na fronteira entre a Grécia e a Turquia é imenso e começa muitos kms antes e só termina muitos kms depois da ponte pintada metade azul e branca e metade vermelha. Os avisos que proíbem a recolha de imagens são muitos e omnipresentes.
A chegada a Istambul foi memorável. A última carruagem do comboio, onde seguíamos, era constituída maioritariamente por interailers. Após a normal confusão que se segue à chegada à estação, seguimos todos em fila indiana até à Pousada da Juventude. Ao cruzar umas ruelas estreitas, onde, aqui e ali, os toldos das vendas de especiarias se tocavam, começamos a ouvir os muesines a chamar para a oração nas colunas de som instaladas nas ruas. Noutras paragens do mundo árabe a reacção seria imediata, mas na laica sociedade turca tudo continua a vender e a comprar como se nada fosse. O efeito no entanto para os recém-chegados, nós, foi inesquecível.
A pousada fica perto do Haya Sophia e do Sultanamet, a mesquita azul, o que permitiu que fossemos jantar sempre ao mesmo restaurante que servia todos os tipos de kebabs. O grupo formou-se rapidamente, nós, dois portuenses e um americano.
Num serão quando regressávamos para a Pousada, cruzámo-nos com uns miúdos que jogavam à bola. Num remate imprevisto a bola foi parar aos pés do Tiago (um dos portuenses) que logo começou a dar uns toques antes de a devolver. A bola regressou logo para o que passou a ser o nosso lado e espontaneamente travou-se um amigável Portugal-Turquia. Não sei quem ganhou mas regressamos transpirados, desiludidos com os meus inexistentes dotes futebolísticos (provavelmente perdemos por minha causa) e com o Bob (o americano) espantado como o futebol, esse estranho jogo, era capaz de criar ligações entre pessoas que não falam a mesma língua.
Lembro-me também do canal de Tv que passava corridas de cavalos em contínuo e que fazia mexer dinheiro nas mesas da pousada, onde os turcos se deslocavam para jogar mais à vontade.
Registo também as cervejas de meio litro, tipo granada da tropa, que nunca se acabavam no bar e o 'dealer' que trocava divisas e que organizava viagens para quem queria conhecer o interior da Turquia. Um dia vou voltar à Pousada e comprar uma passagem de autocarro até à Capadócia.
De Jorge Pereira a 15 de Julho de 2009 às 00:02
Coerente com o que sempre tem afirmado, Ana, continua entusiasmada com os agrupamentos. No entanto, não basta compararmos 10.000 da Turquia com 2.000 em Portugal. É necessário saber com que linhas cada um "se cose". Não conheço a realidade turca mas conheço razoavelmente a portuguesa, onde tudo começa a ser feito em cima do joelho desde os órgãos de topo, onde, por exemplo, no caso dos agrupamentos, o Ministério da Educação está até à última da hora para publicar o despacho que cria o agrupamento (será que já o publicou?), homologa as novas equipas directivas 4 ou 5 dias depois de terem cessado as anteriores (poucos notaram mas, pelo menos no caso da Batalha, houve um vazio de alguns dias). Além do mais, gostava mais de me comparar com outros países. Ainda há dois anos, um alto responsável francês da área da História me relatava que em França a política é exactamente ao contrário: tenta-se apostar em comunidades de dimensão média a fim de mais facilmente serem eficazes nas medidas. Parece-me que, na política de criação de agrupamentos em Portugal se cai no erro de sempre: falta de equilíbrio. Passa-se de micro-unidades de gestão que, de facto não se justificavam, para estruturas pesadíssimas. E, quando algum problema surge, a autonomia é zero. E respostas das direcções regionais levam meses a chegar, são contraditórias ou inadequadas à realidade e burocráticas. Para ilustrar por que motivo continua mais contra do que a favor dos agrupamentos basta dizer que, aqui, em Alqueidão da Serra, temos à porta das salas um cartaz que diz mais ou menos o seguinte: "Se tiver alguma reclamação, dirija-se à sede do agrupamento, em Porto de Mós, onde dispõe de Livro de Reclamações". É apenas um pormenor entre muitos constrangimentos mais graves de que enfermam os nossos agrupamentos.
De Ana Narciso a 15 de Julho de 2009 às 13:23
Obrigada Jorge pelo seu comentário. O problema , pelo que expõe , não está na formação dos agrupamentos, o problema está na incompetência de quem governa e legisla sobre esta matéria. Mas esse é outro problema que por acaso acrescenta mais dificuldades a quem quer fazer mais rápido e melhor ao nível das escolas. Em relação ao cartaz colocado na escola, desculpem-me mas não tem o mínimo sentido; parece-me mais um cartaz dissuasor da reclamação. Todos sabem que a reclamação segue por via hierárquica e é apresentada no local onde ocorreu o facto. E é assim que se deve manter. O caminho faz-se caminhando. Se os outros conseguem ... nós também. Agora com alguns sacrifícios. Hoje seria o meu primeiro dia de férias, mas por questões inadiáveis de serviço tive de regressar , sem pestanejar e sem reclamar. Estou ao serviço por questões de serviço!

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

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