Domingo, 23 de Agosto de 2009

Tecnologia para a produtividade agrícola

 

"Quando se fala de meio ambiente é frequente a tomada de posições radicais por parte de alguns sectores que encaram qualquer avanço tecnológico no sector agrícola como incompatível com uma agricultura que respeita o meio ambiente. 

É verdade que toda a actividade humana tem um impacto no meio ambiente, mas felizmente a tecnologia moderna  e os meios e técnicas de produção inovadores permitem reduzir esse impacto de forma significativa, ao mesmo tempo que asseguram a necessária produção de alimentos.

Hoje em dia já ninguém contesta, excepto alguns utópicos, que os produtos fitofarmacos (pesticidas) são absolutamente indispensáveis para manter os níveis de produtividade e rentabilidade na agricultura. A população mundial continua a aumentar a um ritmo imparável de cerca de 250 mil pessoas por dia e 90 milhões por ano. Segundo dados das Nações Unidas, daqui a 20 anos, será necessário produzir mais 50% de alimentos do que hoje em di, para alimentar a população mundial crescente. Não nos podemos dar a luxo de diminuir a produção agrícola. Muito pelo contrário, devemos aumentar a eficiência dos meios de controlo, para evitar a perda anual de 20 a 40 % dos alimentos, que ocorre por falhas na protecção das culturas.

Do ponto de vista do ambiente, a humanidade não deve de forma alguma, permitir a utilização de mais um metro quadrado sequer de selva, bosque ou espaço natural para suprir a crescente necessidade de produtividade agrícola. Resta por isso, aumentar a eficiência da actual superfície agrícola, que é cada vez menor, devido à expansão das zonas urbanas e de lazer. Em resumo, temos que produzir mais com menos! Algo apenas possível com a ajuda da tecnologia moderna.

Usando todo o arsenal de modernas tecnologias disponíveis, incluindo o uso das culturas transgénicas, podemos aumentar a produção de alimentos seguros e saudáveis, a um custo mais baixo que nunca. Por exemplo, desde o início da década de 60, a produtividade média mundial do trigo (ton/ha) triplicou e a do milho duplicou. Isto só foi possível graças à tecnologia - melhores híbridos; culturas transgénicos; produtos fitofarmacêuticos para controlo de infestantes, insectos e doenças; melhorias na mecanização e na qualidade dos fertilizantes -, que ajudou a garantr o fornecimento de alimentos com a qualidade a que estamos habituados.

Aumentar a produção de alimentos em 50% até 2030 é possível, mas só com a ajuda da tecnologia, e de forma sustentável: sem ocupar novos espaços naturais, melhorando a eficiência da rega e da fertilização, promovendo as técnicas de agricultura de conservação que reduzam o gasto de energia e as emissões de CO2, desenvolvendo técnicas para melhorar a biodiversidade, etc, e também, colaborando activamente na formação dos agricultores em todo o mundo."

 

Sérgio Dedominici

Director Geral da Syngenta Ibéria

 

 

estou: concordo
publicado por Paulo Sousa às 07:20
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5 comentários:
De Rafael a 23 de Agosto de 2009 às 17:25
O que dirá o Ferraria?
De António carvalho a 23 de Agosto de 2009 às 19:10
Presumo que o Rafael quer referir-se ao António Ferraria da Federação dos Agricultores de Leiria. Acho a pergunta muito restritiva, pois o artigo sobre a tecnologia no aumento de produção agrícola, não é tão só um problema de reestruturação de métodos , mas também de um problema de distribuição mundial de bens alimentares.
Não conheço o autor do artigo, nem a empresa que representa, mas misturar a produção de transgénicos como inevitável, com a tecnologia e desenvolvimento de equipamentos e fertilizantes para a produção de alimentos, para evitar a fome no planeta é pouco sério na abordagem do problema.
Então a politica agrícola comum(PAC) não é um pilar da resolução do problema de produção alimentar ?
E que faz a mesma com os produtores de leite portugueses, quando por excelência de produção e quantidade, excede as quotas pré -definidas por élites de Bruxelas- Manda-as destruir ou não as pagas ! Afinal onde está a preocupação de produzir mais e melhor ?
Não sei nada sobre produtos genéticamente adulterados, como possível fonte alimentar do mundo., Sei, porém, que os senhores que dominam os grandes stokes de trigo a nível mundial, estão desertos para que tal ideia passe a constar da possível agenda dos politicos dos países compradores de matérias primas alimentares, como sendo a alternativa à fome.
Gostava de saber ou conhecer quais as razões da não doação de sementes e tecnologia pelos países industrialazados aos países de África por exemplo, que continuam em permanente estado de fome ?
Porque não querem que eles trabalhem, ou estão à espera transformar o continente africano em espaço de experiencias genéticas sobre o uso e consumo de transgénicos?
Doar armas (Ajuda dos bons samaritanos ocidentais) aos tiranos e vender outras(muitas) aos governantes sem pátria já será menos rentável para o futuro de que a produção de transgénicos !?
De Paulo Sousa a 23 de Agosto de 2009 às 21:11
Amigo Carvalho,
O assunto é muito abrangente e por isso mesmo as conclusões simplificadas poderão ser falaciosas.
A questão da fome em África é causada pelos tiranos a que se refere. Os tiranos clientes do mercado das armas são os mesmos que desviam para contas particulares milhões da venda dos recursos naturais dos seus países e são os mesmos que deixam morrer de fome os seus compatriotas por má administração. Considero que o maior problema de África será o facto dos países que a constituem serem na sua maioria governados por péssimos líderes. Misturar a questão que abordo neste post com a fome em África não ajuda a debater a questão.
De António carvalho a 23 de Agosto de 2009 às 22:03
Caro Paulo, não temos a mesma abordagem da questão, pois o seu comentário de que misturar fome em àfrica com a utilização intensiva de tecnologia e produtos químicos na produção de cereais no mundo não ajuda a discussão do tema, parece-me desajustado. Como disse, o problema não é simples e a sua abordagem parcial pode induzir as pessoas a equacionar o problema estritamente do ponto de vista produtivo. Ora, qualquer circuito produtivo e nomeadamente produção alimentar é muito mais do que isso na actual relação comercial entre estados, como você bem sabe. A abordagem que foi feita ao tema pelo tal diretor-geral de uma empresa que presumo espanhola, não terá só a ver com produção estrita de alimentos. Eu que as vezes até desenterro a teoria da conspiração, não me custa nada a crer que as terras do nosso Alentejo que estão a ser compradas pelos espanhóis fundamentalmente no perímetro de rega da Albufeira do Alqueiva, não venham a ser um ensaio para a tal cultura de transgénicos. Tanta água a perder de vista e os tontos dos portugueses a fazer de conta que são inventivos. Isto daria pano para fardar muitos exércitos, mas como não gosto de militares nenhuns( desde a guerra colonial de Angola) não quero comer mais pátrias, que os apátridas me disseram ser meu dever defender. Essas pátrias de ópio, terras para popelines de água e petróleo e armas nucleares fantasmas, para alimentar soldados mercenários e negócios semelhantes. Boa noite
De Portomaravilha a 24 de Agosto de 2009 às 14:52
A maioria da comunidade científica internacional pede um moratorio de pelo menos 50 anos para que se conheçam melhor os efeitos dos ogm ( organismos modificados geneticamente ou transgenicos ).

Não sei se a sociedade referida é uma filial do grupo Monsanto. Mas utiliza exactamente os mesmos argumentos para vender. Os seus produtos são a solução milagrosa contra a má nutrição, a fome no mundo, etc.

Todavia, a sociedade Monsanto , quando apareceram as primeiras análises científicas quanto aos danos colaterais gravíssimos causados pelos ogm, quer nos humanos quer na natureza, não só escondeu os resultados das suas experiências como também não teve qualquer escrúpulos em intimidar e ameaçar quem punha em causa, cientificamente, a validade da sua argumentação. É assim, que ,por se ter exprimido na BBC, a biologista Arpad Puzlai é despedida.

Mas o inquérito que melhor mostra o que são os ogm, e os grupos financeiros que estão por trás deste lobi, é, segundo o que conheço, o documentário do canal franco-alemão Arte. "Le monde selon Monsanto" ( O mundo segundo Monsanto ). Esta cadeia telivisiva está muito longe de ser um midia extremista.

Quem não está a par das campanhas dos pediatras Franceses para que os bebes não comessem cenouras porque estas estavam cheias de nitratos ?

Quando todos os anos se despejam, de seis em seis meses, toneladas e toneladas de batatas, couves, maçãs, beterravas etc nas auto-estradas francesas,alemãs, etc. isso significa que a questão da agricultura intensiva já não tem razão de ser.

Ouçamos a comunidade científica e exijamos um tempo de estudo necessário para conhecer os efeitos dos ogm.

E Viva o Porto !













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