Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Energia nuclear, não obrigado?

Um dos grandes argumentos do "sucesso" deste governo passa pela aposta nas energias renovaveis, penso que é unânime que esta aposta está  a ser ganha e que é pacifico que Portugal tem muito a ganhar nas energias "verdes", começando logo pela menor dependência das energias fosseis.A questão que se levanta,  segundo o especialista, Agostinho Pereira de Miranta, é o facto de nós estarmos dependentes em 85% das energias fosseis e com este investimento todo (o já investido e o aprovado para os próximos 10 anos), a nossa dependência será sempre superior aos 50%.

Estando neste momento a serem construídos 48 reactores nucleares e previstos mais 100 em vários países, não seria pelo menos sensato Portugal começar a discutir de forma honesta e sem preconceitos esta questão?

Eu penso que sim.

publicado por Pedro Oliveira às 07:33
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12 comentários:
De Paulo Sousa a 10 de Setembro de 2009 às 08:38
Este é um assunto que nenhum político tem coragem em pegar.
A Finlândia serve de exemplo para tanta coisa boa, como os genéricos, o ensino, a tecnologia, a desburocratização, mas ninguém fala dos vários reactores nucleares recém-instalados e a instalar.
Há dois ou três anos o empresário Patrick Monteiro de Barros, tentou criar um loby para lançar o debate e para criar condições para construir uma central, mas foi logo esmagado pelos opinadores de serviço.
Espanha já tem várias centrais nucleares, o que implica que o nosso país já corra o risco nuclear. Corremos os mesmos riscos que os nossos vizinhos, mas 'em contrapartida' temos a energia mais cara que eles. Algo não bate certo.
De Jorge Oliveira a 10 de Setembro de 2009 às 09:23
Quando se diz que a energia proveniente das fontes renováveis é a mais barata, visto que as suas fontes são grátis (sol, vento, água ), é uma mentira que nos tentam passar, o custo médio de cada kwh produzido por cada uma dessas fontes é mais caro por incrível que pareça do que a energia produzida por carvão gás natural ou fuelóleo, sendo que a energia mais cara produzida em Portugal é a fotovoltaica e a mais barata a proveniente da queima do carvão.
A fonte de energia mais barata do mundo é a nuclear.
Todas estas fontes têm prós e contras quer a nível económico quer ambiental, todos eles têm que entrar na balança e fazerem-se as opções sustentadas, no entanto se países modelo fazem opções claras pelo nuclear, custa um bocado a acreditar que eles estão todos errados.
De Pedro Tomás a 10 de Setembro de 2009 às 09:35
O Paulo Sousa disse tudo. É um engano pensarmos que corremos um risco acrescido ao termos uma central nuclear no nosso território, quando a vizinha Espanha já as tem.

Com o acidente de Chernobyl a nuvem radioactiva produzida contaminou a Ucrânia, Bielorrússia, Federação Russa, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia.

O único argumento que poderia considerar válido para ser contra a energia nuclear no nosso país seria uma questão de princípio, não usar a energia nuclear por só querer ter energias limpas. Mas olho para a minha factura da electricidade deste mês e vejo que 9,1% da energia que consumi teve origem nuclear e que 29.6% teve origens renováveis.

O que dizer então? Quase 10% da energia que consumimos é de origem nuclear e já corremos os riscos nucleares mesmo sem termos uma central no nosso território.

Acho que andamos a tapar o Sol com uma peneira.
De José Ferreira a 10 de Setembro de 2009 às 09:58
Os comentários aqui produzidos são interessantes.
Uma pequena nota ao post.
O que hoje temos em matéria de renováveis não se deve ao actual governo, como se pretende fazer crer.
Grande parte do hoje instalado vem do governo de Guterres.
Aliás este foi um sector que teve duas fases no actual governo e fonte de conflitos entre o secrtário de estado Castro Guerra e o ministro Pinho.
Um trabalhou, o outro queria os louros. Quando o Sec. saiu do governo, todo o processo ficou em banho maria, porque o ministro não foi capaz.
Aliás lembro um assunto de que se falou muito.
A questão das centrais de bio-massa.
Eram para ser 10, e iam ajudar a resolver o problema dos resíduos sobrantes da floresta portuguesa.
Muita conversa.
Quantas estão em construção?
Duas.
Quanto ao nuclear, fiz-me homem ouvindo sempre esse slogan.
Cheguei a acreditar nele e a fazer barulho, quando se falou(nos finais dos anos 70) em construir uma central em Ferrel,perto de Peniche.
Com o conhecimento tecnológico e dos materiais que hoje se possui, acredito que Portugal terá que vir a fazer tal opção.
Existe muita ignorãncia sobre o assunto e demagogia também.
Uma única coisa me preocupa, e onde o conhecimento ainda não nos dá respostas tranquilizadoras.
Os residuos produzidos e seu tratamento.
Mas acredito na Ciência.
E afirmo tudo isto de consciencia tranquila.
Fui o primeiro autarca da região a falar nas eólicas, e a dar passos para a instalçação de um parque eólico,em Serro Ventoso.
Estavamos em 1996.
Cumps
José Ferreira
De Ferreira-Pinto a 10 de Setembro de 2009 às 12:37
Porque quando já quase tudo foi dito, se torna inútil estar a divagar assinalo apenas que é, de facto, uma discussão que provavelmente teremos de fazer.
Mas temo o pior, pois neste assunto como em muitos outros normalmente é maior a gritaria que a razoabilidade.
De Jorge Soares a 10 de Setembro de 2009 às 14:23
Acho que já disseram tudo.. esta é uma discussão que irá acontecer mais tarde ou mais cedo, infelizmente os nossos políticos (quase todos) vivem dos resultados imediatos e não há ninguém com valor para dizer o que realmente pensa, porque isso teria custos políticos no imediato... é pena, porque entretanto nós estamos a pagar a energia cara e a poluir o ambiente.

Jorge Soares
De LR a 10 de Setembro de 2009 às 17:49
Será que é uma central nuclear que está ser construída no morro?
O nosso Presidente é um visionário!...
De Francisco a 10 de Setembro de 2009 às 18:55
Viva, é a 1a vez q aqui passo e esta questão do nuclear interessou-me; também gostei da frontalidade e da exigência que se lê nalguns posts.

O custo do nuclear depende fortemente da gestão de risco e do nível de risco que se aceita; é muito dependente da regulamentação (politicamente) definida e está muito sujeito a argumentos fáceis - o conservadorismo sempre foi fácil de argumentar.
Está sempre muito dependente da política e é sempre um sector politicamente influente. Essas relações são deturpadoras e levantam fortes suspeitas de favorecimentos mútuos.
Nos países onde é usada energia nuclear a regulamentação e as contrapartidas ao Not in my backyard ditam um preço que é superior ao do petróleo e carvão.
Portanto a questão (quanto a mim) não é se se pode debater, claro que pode. A questão é que para debater é necessário ter uma proposta concreta e sem prazos à frente. E uma proposta concreta é cara, ninguém quer assumir esse custo. Do lado dos que vêm o nuclear com desconfiança, não há interesse em passar cheques em branco para aliviar os preços de projectar/especificar o nuclear.
De Pedro Oliveira a 11 de Setembro de 2009 às 08:47
Caro Francisco,
Muito agradecido pela visita e pelo contributo.
volte sempre.
abraço
De Miguel a 10 de Setembro de 2009 às 20:31
Se considerarmos que esta caixa de comentários pode ser representatitva, já vi conclusões "cientificas", digo melhor politicas com amostragens inferiores podíamos afirmar que era bom que os politicos tivessem a coragem de avançar com esta discussão, porque como bem lembrou um outro comentador investidores até há.
De PortoMaravilha a 10 de Setembro de 2009 às 23:10
Chernobyl contaminou tudo !

Todavia, graças à excepção Francesa, a França não foi contaminada. E a nuvem parou nas fronteiras. Foi assim que bombeiros Belgas e Alemães regavam todos os dias os camiões e carros vindos de leste, e também, as estradas e que um metro mais longe (fronteira ) nada se fazia.

Isto é verídico.

O número de crancos em crianças ( na região de Marselha ) aumentou drasticamente 3 ou 4 anos após Chernobil.

Não vejo qualquer vantagem no nuclear tanto mais que não sabemos o que fazer dos resíduos.

A França é uma potência nuclear. E tem várias centrais que produzem energia. Embora nestes últimos anos tenha vindo a diversificar as fontes de energia ( eolianas e solar ).

Mas não é por isso que a minha nota de electricidade baixa. Antes pelo contrário. Acaba de aumentar de 2,7. A Edf está praticamente privatizada.

Quanto a mim : Ou pensamos que o abastecimento energetico releva do serviço publico ou, então, releva do privado. E no âmbito último caso sabemos bem que todos os estudos e estatísticas não estão ao serviço do cidadãos, mas de lobis.

E Viva o Porto !



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