Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

António o amigo do Carlos tem uma dúvida

Ainda se lembram do Carlos? Pois bem, o Carlos tem um amigo chamado António que  está com uma dúvida existencial e gostava que alguém o esclarecesse.

Em conversa entre os dois o António confidenciou que estava "inclinado" a abster-se nos próximos actos eleitorais porque: a nível nacional está farto de Sócrates, não vê Ferreira Leite com capacidade para governar e não quer dar o seu voto aos outros; a nível local, diz ele, a miséria ainda é pior, o CDS e a CDU têm candidatos que pouco ou nada dizem às pessoas, Salgueiro é um Presidente egocentrista, demagogo e sem ideias para o concelho: " a cultura para a câmara é apoiar as colectividades" ou "um centro educativo é uma escola com... mas só na Cruz da Légua" , já o PSD e Júlio Vieira não têm demonstrado ser diferentes de João Salgueiro nos procedimentos, para chegarem ao poder, e do famoso programa saído dos foruns nada se sabe a não ser generalidades que nada dizem de concreto para que as pessoas percebam que o PSD é melhor que PS ou que Júlio Vieira é assim tão diferente  de Salgueiro.Para rematar a conversa o António pensa que votar em branco é ser anarca.

 

Carlos disse-lhe que abster-se é que é ser anarca e justificou: a abstenção é o acto de não votar, de não exercer um direito que muitos lutaram para que o possamos exercer.Votar em branco é um acto de cidadania e nada tem que ver com anarquia, isso representa a  abstenção,100% de abstenção leva ao vazio, o mesmo não se passa com o voto em branco, pois são votos expressos que no limite, daria ao PR liberdade de nomear alguém, não se passando o mesmo com a abstenção.
 

No meio desta conversa ficaram os dois baralhados e cada um com a sua opinião. Afinal o que representa, na prática, a abstenção e o voto em branco. Será que podemos esclarecer o António e o Carlos?

publicado por Pedro Oliveira às 12:01
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26 comentários:
De Ferreira-Pinto a 22 de Setembro de 2009 às 12:40
O voto em branco em sinal de protesto é inútil nas eleições presidenciais porque não entra nas contas do apuramento final dos resultados; nas outras eleições, entra para a percentagem final.

No caso das presidenciais, o voto em branco é irrelevante para o apuramento final dos resultados, já que a Lei Eleitoral do Presidente da República estipula que "será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco".

A diferença é que em todos os outros tipos de eleição o voto em branco, tal como o nulo, apesar de não contar para a distribuição de mandatos, constitui uma percentagem no total dos votos apurados.

Na eleição presidencial, os votos em branco e nulos são excluídos do apuramento final dos resultados, chegando-se aos 100 por cento apenas com os votos expressos em cada um dos candidatos.

Feito este intróito, pessoalmente recomendaria sempre o voto nulo. Não recomendo o voto em branco porque, contrariamente ao que se pensa, nas assembleias de voto, aquando do apuramento, não é inteiramente líquido que um delegado ou elemento da Mesa não tenha a tentação de colocar a cruz num boletim de voto em branco!
Digo isto com conhecimento de causa, porquanto num acto eleitoral em que fui membro de uma Mesa viria a detectar, e comigo o delegado da CDU, que um membro da Mesa indicado pelo PP estava a preencher um boletim de voto em branco.
A coisa, depois de uma discussão acalorada, em que o visado negava e o delegado do PSD a admitir que também tinha visto, terminou com um considerar o voto como nulo e participar a ocorrência. Tanto quanto sei, nada sucedeu. Antes, sei que o cavalheiro continua a pertencer a Assembleias de Voto.

A abstenção não me parece que seja a medida mais recomendável, mas aqui apenas porque sou dos que acreditam que se temos o direito de voto o devemos exercer. Poder-me-ão dizer que o não exercício é uma forma de exercer o mesmo direito. Não concordo. O nosso descontentamento pode e deve ser traduzido numa acção, e essa acção passará, isso sim, por entregar o boletim de voto em branco ou nulo. E nem é preciso escrever frases insultuosas ou o que seja; basta que se preencham dois quadrados. Aconselho dois porque a Lei permite, conforme presumo todos saibam, que se considere válido um boletim de voto onde metade da cruz, por exemplo, esteja fora do respectivo espaço!

De qualquer modo, pretendo exercer o direito de voto a nível nacional no próximo dia 27 (e com escolha já efectuada) e no próximo dia 11 também (aqui assinalo que votarei num partido para a Freguesia e Município, e para a Assembleia Municipal noutro).
De Bicho do Mato a 22 de Setembro de 2009 às 14:35
Por essa também ser a minha opinião, a abstenção é um não cumprir de um direito ou um dever depende da prespectiva, é que eu já aqui apelei ao voto em branco no dia 11 em Porto de Mós.Os argumentos são os do "António". Os "Antónios" desta terra que não se abstenham, votem em branco.

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