Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Um suponhamos

Meio a brincar,ontem, no twitter, foi-se dizendo que Cavaco ia dissolver a presidência, eu na mesma onda  falei de uma remota possibilidade, se isto azedar ainda mais, de Cavaco se demitir.

O Luís Malhó fez futurologia e colocou um hipotético cenário, na sequência das eleições legislativas e de Cavaco, ou se demitir, ou aguentar até ao fim e perder as eleições para um segundo mandato: Governo PS+BE e CDU com Manuel Alegre na Presidência.

Apesar de parecer surreal há umas semana atrás, provavelmente para muitos pode ser um objectivo a alcançar.

Que consequências para o País terá esta possibilidade de sermos governados e arbitrados totalmente à esquerda?

publicado por Pedro Oliveira às 12:20
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17 comentários:
De André Miguel a 1 de Outubro de 2009 às 12:39
Deus tenha piedade de Portugal!!!
De Jorge Soares a 1 de Outubro de 2009 às 13:08
Pedro.. então e se o sr Silva ouvir o Pacheco Pereira e decidir indigitar o PSD + CDS para governar? que consequências teria isto para o pais?

Tu desculpa lá, mas a mim faz-me confusão como é que 35 anos depois, ainda há quem tenha medo do papão da esquerda, já fomos governados com presidente e governo de esquerda, não me parece que se tenham comido criancinhas ao pequeno almoço nessa altura.

Já agora, deixo aqui uma questão.... será que o PSD ainda vai apoiar o Sr Silva nas próximas presidenciais?

Abraço
Jorge
De Pedro Oliveira a 1 de Outubro de 2009 às 14:43
Meu caro Jorge,
És um gajo porreiro, adoro a tua forma de pensar em muitas áreas e até concordo contigo na maior parte delas e principalmente sei que és um excelente pai, por isso não vou entrar em argumentação numa área em que estamos em lados completamente opostos, seria investir energias que seriam desperdiçadas.
Quanto à pergunta que colocas, penso que Cavaco Silva não está em condições de se candidatar a um novo mandato como PR, mas como as candidaturas são pessoais,ele lá saberá.
abraço
De Jorge Soares a 1 de Outubro de 2009 às 15:32
Pedro... agrada-me sobretudo saber que me vês como eu te vejo a ti... às vezes tenho é sérias duvidas que exista assim tanta distancia como dizes ...

O blog é teu e longe de mim forçar a discussão... mas é da troca de ideias que nasce a luz...

Abraço Pedro.
Jorge
De Pedro Oliveira a 1 de Outubro de 2009 às 16:39
Não forças nada a discussão e é um gosto ter pluralidade de opinião, eu é que por principio quando sei que as convicções dos meus amigos é forte e diferente da minha respeito essas convicções e converso sobre outros temas.
Como aqui já disse, um dos meus maiores amigos é comunista dos sete costados, trabalhei com ele numa associação de estudantes, mas sobre as nossas divergências em relação a ideologias politicas e a abordagem de certos assuntos ficam na gaveta do respeito entre ambos.
Quanto a Cavaco, duvido que o PSD se chegue à frente com o nome dele, Marcelo está com muita vontade.
Abraço
De Jorge Soares a 1 de Outubro de 2009 às 15:38
Pedro, eu não perguntei se ele se ia candidatar, a minha questão é se depois desta trapalhada toda o PSD ainda o apoiará.

Jorge
De LR a 1 de Outubro de 2009 às 14:07
Não tem que ver com o post, mas porque a Igreja católica nos merece todo o respeito e não deve ser misturada com politica mais ou menos séria, adorei ler o Jornal de Leiria hoje:
Numa página temos o Dr. Luís Malhó a explicar o porquê de votar em branco e remetendo para este blogue mais explicações e está no Jornal um maravilhoso contraditório da presidente da comissão politica do PSD e ex-candidata a deputada da nação a dizer que não comenta blogues.O Jornal de Leiria é um blogue?
Na outra página temos a demonstração que números não representam nada.Júlio Vieira diz que tem 250 medidas para Porto de Mós para os próximos 10 anos ora, 250:10=25, 25: por 13 freguesias dá 2 acções por freguesia por ano, como maior parte delas são para a sede do concelho quer dizer que em 10 anos pouco ou nada vai acontecer,para melhor, nas restantes freguesias.Pois é.
A matemática é tramada e deve ser só aplicada por quem sabe e onde deve ser.Os números grandes não são sinónimo de grandes números.Não vá por aí que se estampa contra a parede, onde é que eu já ouvi isso, isso e que Júlio era igual a Salgueiro....
De Maria Antonieta a 1 de Outubro de 2009 às 16:35
Esta coisa de não comentar blogs pensava eu ser algo de retrógado que em certa altura andou muito em moda para os lados do Municipio.
Pensava mal, muito mal mesmo.
A ex candidata a deputada da Nação também é avessa a blogs.
Ele há cada coisa.Logo uma pessoa tão preocupada em julgar os outros, sobretudo na Assembleia Municipal, como se só ela fosse dona da verdade e da infabilidade, logo ela tão contra ás novas tecnologias.
Que coisa......
De Paulo Sousa a 1 de Outubro de 2009 às 17:08
Dª Antonieta,
Concordo consigo. Não comentar blogs é algo retrogrado, mas registei todos os elogios que teceu ao retrogrado Executivo Municipal, não só mas também na última Assembleia Municipal. Foram poucos os deputados do PS que conseguiram ser tão elogiosos.
De Couteiro Mor a 1 de Outubro de 2009 às 19:28
Pudera agora que a mama do CDS se acabou, á que começar a olhar para os lados e como no PSD existe gente com carácter e honra a D.Antonieta tem o pisca para o Salgueiro, é vê-la, só beijinhos e abraços e chi-corações . E preciso não ter o mínimo de vergonha minha" senhora". Retrate-se com os velhinhos, aquem comeu milhares de euros para tratar de documentos que pouco custavam e a Sr.ª D. Antonieta armada em Dr.ª como se deixava tratar em Alcaria por exemplo" levava milhares de €, Minha "senhora" volte a fazer pão que o que sabe fazer.
De Maria a 1 de Outubro de 2009 às 14:19

Um Presidente de esquerda, Manuel Alegre que também tem costelas de bloquista , um homem que grita a plenos pulmões que é de Abril de 74....

Um governo composto por PS BE e CDU ... estava instalado o caos, de um lado as políticas com tiques ditatoriais do Sr. "Engenheiro" em conjunto com as políticas ultra liberais e de extrema esquerda/direita vá-se lá perceber, assentes na subsídio dependência , no aparelho de estado e no absurdo, estava tudo dito......
De Paulo Sousa a 1 de Outubro de 2009 às 14:21
Já fomos governados à esquerda durante muitos anos e na maioria deles até houve a condições que se podem classificar como de estabilidade política, seja lá o que isso é.
O resultado é o que conhecemos e pode ser resumido com os dados constantes neste post:

http://vilaforte.blogs.sapo.pt/286383.html
De António carvalho a 2 de Outubro de 2009 às 00:26
Começo a ficar preocupado quanto a alguns comentários de índole direita/esquerda que vai produzindo. Quando afirma que é direita, está a falar de lados fisicos, ou de questões ideológicas!? É que se está a falar claramente de ideologias, parece-me que está a trocar tudo e já não sabe qual é a mão (fifca) esquerda ou direita.
Vamos por partes- O que é governar à esquerda, tendo como exemplo o Partido Socialista - Rever o Código do trabalho de forma mais gravosa para os trabalhadores, do que aquele que foi aprovado pelo anterior governo PSD/CDS.?
Provocar e admitir uma politica financeira e selectiva para os pequenos industriais e comerciantes e com juros de % usurárias e deixar que os banqueiros trafiquem e vandalizem todo o sector financeiro ?!
Deixar que as politicas de saúde se degradem e que a escola pública atinja níveis de mediocridade incrivelmente inconsequentes é governar a esquerda !?
Já agora, quantos anos teve o País governos do PS sózinho nos últimos 30 anos !? Que me lembre, conto cerca de 9 anos e acompanhado fez coligações com o PSD, outras com o CDS.
Quanto ao que sei, também o PSD, no mesmo período de tempo( últimos 30 anos) governou sózinho com maioria absoluta o mesmo tempo que o PS e ainda em coligação com o CDS, mais uns anos. Afinal como é ! Depois da aprovação da Constituição da República- 1976, diga-me se o PCP, BE ou outra formação politica esteve no governo do País, porque sre calhar eu tive alguma amnésia profunda. ! ?'
Se a esquerda de fato governasse este país, garanto-lhe que este regabofe de vilanias económicas de acabar com a indústria, agricultura , pescas e dignidade dos orgãos de soberania, não estaria o pais aqui, a discutir discursos de PR, (sem nexo nem conteúdo) fazendo de parvo os cidadãos, nem o Sr. Sócrates vinha dizer que as questões de estado, são devaneios de verão... Eles lá sabem porquê. ...
De Paulo Sousa a 3 de Outubro de 2009 às 02:11
Para transmitir a minha ideia tenho de fazer uma declaração prévia.
Sou contra todas as ditaduras. A histórias das ditaduras incomoda tanto a esquerda como a direita, pois os seus abusos e os excessos são condenáveis, assim como as limitações à liberdade de expressão não são aceitáveis.
Dito isto, refiro-lhe que no Chile de Pinochet, era dada a possibilidade de escolha aos trabalhadores, sobre o tipo de desconto para a reforma e para o sistema de saúde. Existia um sistema de saúde público mínimo que cobria as necessidades das franjas da sociedade que não criam riqueza e a todos os restantes era entregue mensalmente o valor respeitante aos descontos para a Segurança Social. A gestão deste valor era da livre escolha de cada um, sendo que a mudança para esta opção foi acompanhada por uma campanha maciça de informação que levou a esmagadora maioria a optar por sistemas privados de reforma e de saúde, sistema estes geridos por seguradoras e sociedades financeiras que com o volume das receitas conseguiram dinamizar o mercado de capitais e fazer da bolsa de Santiago do Chile uma referência na época.
Isto foi acompanhado por um modelo de Estado mínimo, em que uma das consequências foi o facto de ser suportável com uma reduzida carga fiscal. Com impostos baixos dinamizou-se a economia e atraiu-se investimento internacional, que por sa vez potênciou o crescimento económico.
O mercado de trabalho era flexível o que facilitada a contratação de mão-de-obra às empresas e reduziu o desemprego.
Acredito que é possível recuar no modelo estatizante do Partido Socialista e aproximar-mo-nos de de um modelo mais racional, mais liberal e mais facilitador da criação de riqueza.
É possível e desejável ter uma economia mais liberal, e isso não tem nada a ver com ditaduras. Basta ver o que se passa nos países da UE governados à direita.
O regime político execrável de Pinochet caiu por terra em eleições livres e o governo de esquerda que o seguiu manteve as bases do modelo económico.
É uma direita nesta linha que defendo, sem os subsídios que desvirtuam a racionalidade económica. Os subsídios são apreciados pela esquerda pois permite aos seus governantes tornar rentáveis por decreto lei alguns negócios inviáveis. Veja-se o caso das eólicas que é um negócio apetecível graças aos apoios que recebe, pois será sempre mais caros produzir um Kw eólico que um Kw fósseis ou nuclear. Veja-se o caso do Magalhães que tornou uma empresa familiar num colosso económico, sem que os concorrentes pudessem sequer apresentar uma proposta.
Alguém acredita que os agradecimentos da empresa J P Sá Couto ao PS se fique pelo financiamento de campanhas? A Câmara de Matosinhos endividou-se a longo prazo para comprar um terreno para oferecer a esta empresa. Isto só é normal num país em que os governantes queiram exercer o poder de forma individualizada e discriminatória e em cada negócio como este, e não são poucos, é a nossa liberdade que está a ser atacada.
Para já fico-me por aqui ma o assunto dá pano para mangas.
De patti a 1 de Outubro de 2009 às 20:01
Oh homem, tu vai-me de fim-de-semana, vai-me de fim-de-semana!
De Miguel a 1 de Outubro de 2009 às 21:16
Isso é tão à esquerda que o mais provável é batermos nos raills....
De lagarto a 1 de Outubro de 2009 às 22:27
cuidadoooooooooo!!!!
Eles vêm aí ! e vão papar as criancinhas e acho que desta vez nem os velhinhos escapam...eheheh

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