Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Um suponhamos

Meio a brincar,ontem, no twitter, foi-se dizendo que Cavaco ia dissolver a presidência, eu na mesma onda  falei de uma remota possibilidade, se isto azedar ainda mais, de Cavaco se demitir.

O Luís Malhó fez futurologia e colocou um hipotético cenário, na sequência das eleições legislativas e de Cavaco, ou se demitir, ou aguentar até ao fim e perder as eleições para um segundo mandato: Governo PS+BE e CDU com Manuel Alegre na Presidência.

Apesar de parecer surreal há umas semana atrás, provavelmente para muitos pode ser um objectivo a alcançar.

Que consequências para o País terá esta possibilidade de sermos governados e arbitrados totalmente à esquerda?

publicado por Pedro Oliveira às 12:20
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De Paulo Sousa a 1 de Outubro de 2009 às 14:21
Já fomos governados à esquerda durante muitos anos e na maioria deles até houve a condições que se podem classificar como de estabilidade política, seja lá o que isso é.
O resultado é o que conhecemos e pode ser resumido com os dados constantes neste post:

http://vilaforte.blogs.sapo.pt/286383.html
De António carvalho a 2 de Outubro de 2009 às 00:26
Começo a ficar preocupado quanto a alguns comentários de índole direita/esquerda que vai produzindo. Quando afirma que é direita, está a falar de lados fisicos, ou de questões ideológicas!? É que se está a falar claramente de ideologias, parece-me que está a trocar tudo e já não sabe qual é a mão (fifca) esquerda ou direita.
Vamos por partes- O que é governar à esquerda, tendo como exemplo o Partido Socialista - Rever o Código do trabalho de forma mais gravosa para os trabalhadores, do que aquele que foi aprovado pelo anterior governo PSD/CDS.?
Provocar e admitir uma politica financeira e selectiva para os pequenos industriais e comerciantes e com juros de % usurárias e deixar que os banqueiros trafiquem e vandalizem todo o sector financeiro ?!
Deixar que as politicas de saúde se degradem e que a escola pública atinja níveis de mediocridade incrivelmente inconsequentes é governar a esquerda !?
Já agora, quantos anos teve o País governos do PS sózinho nos últimos 30 anos !? Que me lembre, conto cerca de 9 anos e acompanhado fez coligações com o PSD, outras com o CDS.
Quanto ao que sei, também o PSD, no mesmo período de tempo( últimos 30 anos) governou sózinho com maioria absoluta o mesmo tempo que o PS e ainda em coligação com o CDS, mais uns anos. Afinal como é ! Depois da aprovação da Constituição da República- 1976, diga-me se o PCP, BE ou outra formação politica esteve no governo do País, porque sre calhar eu tive alguma amnésia profunda. ! ?'
Se a esquerda de fato governasse este país, garanto-lhe que este regabofe de vilanias económicas de acabar com a indústria, agricultura , pescas e dignidade dos orgãos de soberania, não estaria o pais aqui, a discutir discursos de PR, (sem nexo nem conteúdo) fazendo de parvo os cidadãos, nem o Sr. Sócrates vinha dizer que as questões de estado, são devaneios de verão... Eles lá sabem porquê. ...
De Paulo Sousa a 3 de Outubro de 2009 às 02:11
Para transmitir a minha ideia tenho de fazer uma declaração prévia.
Sou contra todas as ditaduras. A histórias das ditaduras incomoda tanto a esquerda como a direita, pois os seus abusos e os excessos são condenáveis, assim como as limitações à liberdade de expressão não são aceitáveis.
Dito isto, refiro-lhe que no Chile de Pinochet, era dada a possibilidade de escolha aos trabalhadores, sobre o tipo de desconto para a reforma e para o sistema de saúde. Existia um sistema de saúde público mínimo que cobria as necessidades das franjas da sociedade que não criam riqueza e a todos os restantes era entregue mensalmente o valor respeitante aos descontos para a Segurança Social. A gestão deste valor era da livre escolha de cada um, sendo que a mudança para esta opção foi acompanhada por uma campanha maciça de informação que levou a esmagadora maioria a optar por sistemas privados de reforma e de saúde, sistema estes geridos por seguradoras e sociedades financeiras que com o volume das receitas conseguiram dinamizar o mercado de capitais e fazer da bolsa de Santiago do Chile uma referência na época.
Isto foi acompanhado por um modelo de Estado mínimo, em que uma das consequências foi o facto de ser suportável com uma reduzida carga fiscal. Com impostos baixos dinamizou-se a economia e atraiu-se investimento internacional, que por sa vez potênciou o crescimento económico.
O mercado de trabalho era flexível o que facilitada a contratação de mão-de-obra às empresas e reduziu o desemprego.
Acredito que é possível recuar no modelo estatizante do Partido Socialista e aproximar-mo-nos de de um modelo mais racional, mais liberal e mais facilitador da criação de riqueza.
É possível e desejável ter uma economia mais liberal, e isso não tem nada a ver com ditaduras. Basta ver o que se passa nos países da UE governados à direita.
O regime político execrável de Pinochet caiu por terra em eleições livres e o governo de esquerda que o seguiu manteve as bases do modelo económico.
É uma direita nesta linha que defendo, sem os subsídios que desvirtuam a racionalidade económica. Os subsídios são apreciados pela esquerda pois permite aos seus governantes tornar rentáveis por decreto lei alguns negócios inviáveis. Veja-se o caso das eólicas que é um negócio apetecível graças aos apoios que recebe, pois será sempre mais caros produzir um Kw eólico que um Kw fósseis ou nuclear. Veja-se o caso do Magalhães que tornou uma empresa familiar num colosso económico, sem que os concorrentes pudessem sequer apresentar uma proposta.
Alguém acredita que os agradecimentos da empresa J P Sá Couto ao PS se fique pelo financiamento de campanhas? A Câmara de Matosinhos endividou-se a longo prazo para comprar um terreno para oferecer a esta empresa. Isto só é normal num país em que os governantes queiram exercer o poder de forma individualizada e discriminatória e em cada negócio como este, e não são poucos, é a nossa liberdade que está a ser atacada.
Para já fico-me por aqui ma o assunto dá pano para mangas.
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