Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Face oculta ou visível?

A designação dada pela Polícia Judiciária (PJ) às diferentes investigações que conduz revela aspectos verdadeiramente curiosos, entre os quais uma certa imaginação digna de Hollywood e uma certa ironia, quando reparamos no posterior desenvolvimento judicial.

A operação furacão, que até poderá ter sido bem baptizada quando nasceu, em plena maternidade na PJ, rapidamente se transformou, em sede judicial, numa ligeira e persistente brisa. Furacão é que nunca mais foi. Produziu alguns efeitos fiscais, bem agradecidos pelos cofres do Estado, porque alguns dos envolvidos, logo que desmascarados, se apressaram, provavelmente bem avisados, a entregar qualquer coisa ao fisco. E tudo voltou à ligeira aragem. O resto, a corrupção e a fraude, parece que ficou definitivamente depositado nas profundezas do oceano!

Estou convencido que foi por perspicaz ironia que a investigação judiciária baptizou agora este novo escândalo de corrupção tentacular de Face Oculta. É que, pelo que sabemos, as faces são, por agora, bem visíveis. Mas não tardará que se tornem ocultas… O que há aqui é uma triste ironia oculta!

Tenho, no entanto, sérias dúvidas que o país possa continuar a suportar tão flagrante impunidade no alastramento da corrupção. Se, como resulta do que da investigação foi tornado público, a corrupção espalha os seus tentáculos pelas maiores empresas nacionais, públicas, semi-públicas ou privadas e mesmo pelo governo, ao ponto de se exigirem substituições de Secretários de Estado para que substituam administrações de empresas que impeçam certos negócios, e não se passa nada. Se, nas mesmas circunstâncias, um vice-presidente do maior banco privado nacional está envolvido e recebe, no seu próprio gabinete de trabalho nesse banco, o envelope com dinheiro vivo que paga o serviço, e nada se passa. Então este país está perdido e nós, cidadãos honrados - que felizmente ainda somos a larga maioria -, só podemos ter vergonha de o integrar.

Esta face oculta da corrupção tem, em minha opinião, uma face bem visível. Bem identificada. E é para essa face que todos nós, portugueses honrados e com vergonha, temos de apontar.

Não é apenas neste caso agora bem vivo. Também o é em quase todos os outros casos de corrupção, tenham ou não chegado ao conhecimento público, incluindo aquele que já está esquecido – o caso Freeport!

Penso que poucos acharão que, neste caso Freeport, o primeiro-ministro tenha recebido o que quer que seja. Mas serão ainda menos os que não achem que houve luvas e corrupção.

Da mesma forma que poucos acharão que Armando Vara tenha recebido, para si e proveito próprio, os tais 10 mil euros do envelope. Não é fácil imaginar que alguém com um vencimento mensal de várias dezenas de milhar de euros se deixe corromper por 10 mil! Mas, na forma como é publico decorrer da investigação, menos serão ainda os que acharão que o vil metal não tenha circulado.

E chego agora à tal face visível: os partidos políticos e a forma suja como se financiam. É contra essa face visível que todos nós, repito, portugueses honrados, temos que nos insurgir. E por que não começarmos por exigir a proibição de todas as acções que se tornam no principal destino desse dinheiro sujo, que apenas nos envergonha a nós e nunca a eles?

Reduzir a sua política de comunicação aos tempos de antena legais e ao espaço que os media generosamente lhes oferecem. Proibir-lhes todas as formas de publicidade: outdoors, merchandising ...tudo!

A publicidade ao tabaco também foi proibida. E não tenho dúvidas que o tabaco é menos prejudicial…

O resto, os Mercedes e os Rolex, são apenas consequências e serão, depois, facilmente controlados!

 

publicado por Eduardo Louro às 07:25
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13 comentários:
De Paulo Sousa a 3 de Novembro de 2009 às 08:47
Não podia estar mais de acordo,e apenas acrescentaria que enquanto a Justiça não o fizer jus ao nome, casos como os que refere não passaram de fait-divers banais.
Li há dias que o nosso sistema de Justiça foi o único das funções do Estado que não foi reformado após o 25 de Abril. Com as mudanças sociais que se verificaram desde então, está completamente obsoleto e desactualizado. Os infractores são beneficiados e toda a sociedade é penalizada. Até quando?
De Marco a 3 de Novembro de 2009 às 10:22

Bom dia,

O estado da Justiça Nacional. e que me desculpe o Paulo, não foi o único sistema que não foi renovado depois do 25 de Abril, pois o sistema político mantém-se inalterado ou quase depois do 25 de Abril, ou seja, são praticamente os mesmos desde o 25 de Abril.

Ou seja e utilizando uma linguagem da máfia italiana, o Polvo tem inúmeros tentáculos, esses tentáculos têm ventosa claramente identificáveis e que facilmente poderiam ser punidas, agora desde o 25 de Abril que essas ventosas estão no poder, criando uma teia impossível de eliminar, pelo que o Estado das coisas ficará igual enquanto esta gente se mantiver no poder.

Além disso, Advogados, Juízes e Magistrados são classes com muito poder junto do poder central e o estado das coisas, na minha opinião também lhes interessa.

Cumprimentos,
De Paulo Sousa a 3 de Novembro de 2009 às 13:27
Marco,
Talvez não tenha sido claro, mas como sabemos o 25 de Abril foi uma revolução que instaurou um novo regime político. O que se passa com a Justiça é que todo o sistema transitou para o pós 25 de Abril. Claro que tem havido legislação nova, novos códigos, mas quanto aos processos, competências e organização está tudo como no anos 70. Não sou jurista e estou a basear-me no que li.
De Marco a 3 de Novembro de 2009 às 14:34

Paulo,

Eu percebi, instaurou um novo sistema político mas o sistema judicial ficou o mesmo.

Todo este tempo depois se mantém, quer o sistema politico quer o sistema judicial .... o polvo teve o seu inicio nessa altura e continua a engordar ...

Enquanto esses artistas, para não lhes chamar pior se manterem no poder tal como numa monarquia onde uns se vão sucedendo aos outros nada feito ...
De Ricardo a 3 de Novembro de 2009 às 15:01
Nunca estive em tal acordo consigo,,,,,,

Não usaria a palavra polvo, mas não digo que ela não se aplica. É triste saber que há 35 anos que somos comandados pelos mesmos...... Eu já hoje me esqueço de coisas ou não me apetece fazer outras Será que esses senhores entre os 64 e os 80 estão capazes de fazer alguma coisa por nós?

A culpa também é nossa pois deixamos que um bando de " velhos " mandem em nós. Será que não há ninguem mais capaz, de mente mais aberta, com outra maneira de ver a vida do que os 500 do costume?

Serão estes senhores ( Velhos ) os únicos com visão?

Eu devo-lhes respeitos mas esses 500 em especial devem-me uma vida, quase!
De Pedro Oliveira a 3 de Novembro de 2009 às 14:11
E os submarinos e a teixeira duarte e os BPN´s eos BPP´s e as casas pias,e os sobreiros,e os edificios dos ctt em coimbra, e os ... e as....
Eduardo, esqueça! Sabe o que eu disse ao meu filho no sábado? olha aqui a irmã do Paulo e do Luís, tenta fazer o mesmo, baza daqui para fora!
Tudo isto mete nojo!
De Marco a 3 de Novembro de 2009 às 14:37

Sim mete nojo a quem diariamente luta com dignidade para manter um emprego e para dar uma vida digna a mulher e filha, sim mete nojo a quem quer ser sério, a quem diariamente paga pelos crimes que estes senhores cometem para conseguirem satisfazer a sua ganância

Agora se perguntar a todos os envolvidos nos casos que enumera de certeza que lhe vão responder, eu sou inocente ou quem se safa são os espertos, e o resto são histórias.
De Eduardo Louro a 3 de Novembro de 2009 às 17:26
Transcrevo Mário Crespo, publicado no JN sob o título "OS INTOCÁVEIS":
"O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca."
De António carvalho a 3 de Novembro de 2009 às 19:11
Não para lhe responder, mas sim para o felicitar pela forma clara, objetiva e séria, como nos põe em livro aberto, as grandes golpadas de alguns falsos empresários, que se colocam sempre do lado da ignomínia.
Quando às vezes tenho comentado de forma rude e critica as actividades empresariais, não me refiro nunca a esses milhares de empresários sérios, honrados, trabalhadores e de espirito de iniciativa na criação de riqueza e bem estar dos seus empregados.
Estes, sempre os apreciei, como cidadãos de corpo inteiro e lutadores por um País de qualidade. Por motivos profissionais, percebi ao longo de muitos anos, que um polvo composto de algumas pessoas, serviu para todos os expedientes trapaceiros e de vigarices económicas, para fazer de conta que estávamos num País de, e com futuro.
Quantos milhares de pequenos e médios empresários foram roubados e obrigados à falência, pelo simples motivo de terem negócios com esta organização mafiosa de empresários/politicos, disfarçados de cordeiros, mas na verdade lobos insaciáveis.
A Justiça terá também as suas culpas, mas seguramente as menores.
Quem politizou e amarrou os valores da justiça
à injustiça, foram os politicos que em nome de nós eleitores, venderam a sua dignidade e honra aos poderosos que os nomeiam, mas que depois dizem que é responsável o sistema politico e os eleitores, que não são criticos e atuantes, na defesa da verdade.
Desculpas esfarrapadas já se vê, pois que fora dos períodos eleitorais, todos os cidadãos que se atrevem a discordar e a denunciar estes processos mafiosos, são na maioria dos casos, perseguidos quer monetáriamente, politicamente ou socialmente.
Cada vez que um caso destes aparece na imprensa, vejam lá se depois não aparecem logo testemunhas famosas e importantes a dar a cara e jurar que os arguidos são inocentes. Tomem nota, pois não tardará muito a aparecer o Sr. Mário Soares, Leonor Beleza, Jorge Sampaio, Ângelo Correia, etc., a defender os desgraçados e coitadinhos da "Face Oculta" e como vitimas da alguma cabala politica. AHAHAH !!!, como eles são tão solidários.
De Rafael Marcelino a 3 de Novembro de 2009 às 18:20
Realmente os grandes Srs. de Hollywood nunca estariam interessados em aproveitar estes episódios Lusofonos para fazerem uma novela ou um filme. É que nunca mais tinha FIM.
De Anómico a 3 de Novembro de 2009 às 20:14
Realmente, voçês não entendem nada do que será uma revolução em termos de historia dos annales e muito menos do que será uma descontinuidade em termos estruturais e ou conjunturais. Por acaso sabem defenir MENTALIDADES?!

Um Covanito Atento
De PHORTA a 4 de Novembro de 2009 às 11:20
Falamos em toda a mafia existente... mafia italiana, mafia russa, etc... Mas a verdadeira mafia está em Portugal, este pequeno pais que alberga os verdadeiros mestres da corrupçao. Estao por todo o lado, governantes, empresarios, forças policiais...
Enquanto nós trabalhamos honestamente para ganhar uma pequena miseria que sobra mes falta dinheiro para andarmos a sustentar estes pulhas...
cumorimentos de um leitor indignado ha ja longos anos com esta corrupçao que toda a gente sabe que existe mas ninguem faz nada
De Pedro Oliveira a 5 de Novembro de 2009 às 15:23

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