Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

No país do "Magalhães"

fotos da net

 

No país do "Magalhães" já sabíamos que todas as crianças têm de ter o dito cujo, mas que podem passar frio, ir de pavilhão em pavilhão escolar  à chuva, no inverno, e no verão nem conseguem respirar tanto é o calor nas salas de aulas.Isso são pormenores num país tecnológico e moderno (mais recente palavra in do PM).

O que se calhar não sabíamos é que no país e no concelho onde existe a maoir concentração de paineis solares, há 500 pessoas, incluindo crianças em idade escolar..., que não têm luz eléctrica.Mais, no país onde o PM se coloca em bicos de pés no apoio a PME´s, há pequenos empresários que gastam fortunas em combustivel para poder ter luz na sua exploração agricola. E ainda..., este país, que teve um "excelente" ministro da agricultura, foi incapaz de enquadrar esta necessidade em qualquer programa comunitário que seja e ele existia, segundo a associação de agricultores desse concelho.

Para a Câmara, CDU, de Serpa, parece que o problema não é assim tão importante...bem pregas Frei Tomás...

Pois isto passa-se em Portugal, no concelho de Serpa e é VERGONHOSO!

Tinha visto o anúncio da reportagem, e 4ª feira vi na RTP 1.

Somos sem dúvida um país a duas velocidades, parado e paradinho.

publicado por Pedro Oliveira às 07:46
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8 comentários:
De Marco a 6 de Novembro de 2009 às 10:08

Bom dia Sr. Pedro,

Pois é, depois do 25 de Abril e depois da enxurrada de subsídios aquando da entrada na UE atribuídos a grandes proprietários agrícolas , empresários, que apenas serviram para que os próprios aumentassem os seus bens pessoais, estamos agora a chorar a agricultura e PME são os parentes pobres da economia nacional, e são, verdadeiramente são, e são porquê?

Na agricultura os subsídios de apoio à modernização agrícola , dados pelo então primeiro ministro Aníbal Cavaco Silva, e que foram gastos em casas no Algarve , jipes, BMW, MERCEDES e afins, andam agora à mingua para mais subsídios, com certeza não para produzir pois isso não interessa é sim para o referido desenrascanço.

Continuamos com um dos solos mais aráveis da União Europeia, com grande potencial para produção agrícola que nos permitisse não depender das importações, mas o que acontece é que as grandes cooperações agrícolas utilizam os pequenos agricultores em manifestações que depois lhes confere subsídios aos grandes proprietários.

Quanto às PME's , mais do mesmo, temos aqui bem perto um pequeno exemplo da realidade do país, Mira de Aire, antigamente uma das zonas mais importantes do têxtil em Portugal, e hoje? Um grande aglomerado de fábricas fechadas, e os seus proprietários? Onde estão? Na miséria? Pobres? a trabalhar por conta de outrem? Com certeza que receberam alguns milhões em subsídios para modernizarem a sua estrutura produtiva, precavendo a entrada dos chineses no mercado europeu, modernizaram? Não fecharam ... culpados? Governo que deu deu e não fiscalizou, empresários que utilizaram a tal palavra desenrascanço, ou seja, o que interessa é desenrascar uns subsídios para o bolso e o resto é história.

Mais utilizadores do desenrascanço português estão todos dias nos jornais e tvs deste pais, corruptos, chicos espertos, artistas.

Deixo aqui uma frase do Eurodeputado Nuno Melo no Corredor do Poder ontem na RTP1 sobre a face oculta e cito (mais ou menos assim): " O que continua a ser uma vergonha é que por este país fora em cargos governamentais, em cargos de topo de empresas públicas, em Bancos, em sectores vitais para a economia portuguesa, estão pessoas sem preparação, sem formação que andaram nas universidades e se formaram como todos nós sabemos e estão lá ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE POR IMPOSIÇÃO DE UM PARTIDO ..."

Cumprimentos,
De Pedro Oliveira a 6 de Novembro de 2009 às 10:11
mesmo a calhar, recebido por maill:
*"O Factor Vara"... Miguel Sousa Tavares**
* /08:00 Segunda-feira, 16 de Fev. de 2009/
Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa
pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso". A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos. Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores!
Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos. (cont.)
De Pedro Oliveira a 6 de Novembro de 2009 às 10:13
(...)P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede
250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar
noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom nome" do sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP. Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!! : Armando António Martins Vara Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de Março de 1954 Naturalidade: Vinhais - Bragança Nacionalidade: Portuguesa Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica Formação: 2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais/article.jhtml?articleID=217516 <http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais/article.jhtml?articleid=217516>
Extraordinário... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !
Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates... e viva o BCP e o seu "bom nome" !!!

De Maria Antonieta a 6 de Novembro de 2009 às 18:08
Situações destas ou parecidas tem-se visto acontecerem com gente de todos os partidos e digamos que acabam em nada.
Agora uma coisa é certa.
Há profissionais da politica, pessoas que desde o 25 de Abril nunca fizeram mais nada que ser politico.
Alguns já acabaram a licenciatura sendo Deputados e por lá continuaram.
E também digo que não se vai para Deputado por mérito, mas por escolha dentro do próprio partido.
È -se fiel ao líder , então há hipótese de ser escolhido.
Por vezes esssa escolha coincide com competência e encontra-se um bom Deputado.
Mas se raciocinarem comigo poderão questionar o que há muito eu questiono.
Porque razão os Deputados escolhidos para representarem os Distritos nunca são pessoas desse Distrito ( com raríssimas excepções) e são pessoas de Lisboa.
Querem exemplos:
CDS Assunção Cristas-Leiria
CDS Ribeiro e Castro--Porto
PSD Teresa Morais ---Leiria
Enfim tantos casos e é apanágio de todos os partidos.
Primeiro colocar os que pertencem ás distritais de Lisboa, Cascais etç.
Será que fora de Lisboa é tudo burro?
Ninguém nunca é colocado em lugar elegível pelos respectivos distritos.
Volto a dizer, comum a todas as forças partidárias.
Porque será?
Fica a pergunta no ar para alguém que tenha coragem de responder.

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