Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Casamentos gay - exercício de retórica II

A história é feita de ciclos curtos e longos, de avanços e de recuos.

Depois da antiguidade clássica, seguiu-se a Idade Média, depois o Renascimento, as Luzes e o fim do Antigo Regime. Actualmente em algumas zonas do globo os valores culturais vigentes são comparáveis, em alguns aspectos à Idade Média europeia.

Grandes avanços são por vezes seguidos do movimento contrário de uma forma mais ou menos radical, mais ou menos violenta.

Ninguém discute que o reconhecimento do casamento gay é um tema fracturante.

Se nos conseguirmos distanciar da actualidade e observarmos o período de tempo histórico que nos foi dado a viver, e nessa atitude filosófica, que Jostein Gaader relata no Mundo de Sofia, como se todos vivêssemos na pele de um coelho em que apenas alguns conseguem trepar pelos pêlos do coelho para observar à distância os demais, e avaliarmos friamente o que tem sido a tremenda evolução cientifica, social e económica das últimas décadas, o alargamento do conceito do casamento é um facto civilizacional de primeira grandeza.

Ainda fazendo um esforço para observar a actualidade à distância, e estando que consciente que não vivemos no fim dos tempos, considero que no movimento civilizacional que se seguirá ao actual, este será um tema que merecerá destaque. Olhando aos avanços e recuos que já referi, é fácil de imaginar que o movimento seguinte será no sentido contrário, ou seja, terá como referência os valores mais tradicionais e conservadores. Nessa medida, considero que quanto mais arrojado for o frenesim progressista na actualidade, mais radical e mais próximo temporalmente poderá ocorrer o movimento contrário. Não sei que todos temos consciência disto?

 

Há ainda um outro ponto de vista que considero pertinente e que partilharei na próxima 2ª feira.

publicado por Paulo Sousa às 07:54
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29 comentários:
De Pedro Oliveira a 12 de Novembro de 2009 às 08:36
Aguiar Branco(PSD) entra em jogo:
http://ow.ly/BteS
De Pedro Oliveira a 12 de Novembro de 2009 às 12:16
De Paulo Sousa a 12 de Novembro de 2009 às 14:17
Gostei do texto. Nos comentários soube de uma petição com que identifico e que irei fazer por divulgar.
De Rafael Marcelino a 12 de Novembro de 2009 às 18:00
Um problema Nacional muito grave e que pode trazer muita felicidade aos Portugueses em geral com os casamentos Gays estando mesmo a começar por ser uma outra Pandemia.
Afinal para se ser Feliz é mesmo preciso assinar papeis. Ora porra...e eu a pensar que não.
Não dou mais para este peditório.
De Pedro Santos a 12 de Novembro de 2009 às 18:44
Ainda bem que não dá mais para este peditório senhor Rafael Marcelino. A avaliar pelas esmolas que tem aqui deixado a colecta seria muito miserável.

Quanto à comparação das épocas, Paulo Sousa, tente aplicar o seu argumento ao Apartheid e veja se faz sentido... Se há alguém que defenda as coisas inacraditáveis que aconteciam há décadas atrás. Se alguém acha possível - agora ou daqui a séculos - dar menos direitos às pessoas de cor.

PS: Para quem há uns meses - e este assunto tem tido um enorme destaque no Vila Forte - achava que não era prioritário discutir a questão dos casamentos gays...
Para quem achava que com a crise económica estes temas eram brincadeiras, vejo que lhe tem dado muita atenção. Ainda bem. Só mostra que afinal o tema não é assim tão pouco importante.
De João Romeu a 12 de Novembro de 2009 às 19:10
Esta coisa de confundir apartheid direitos de pessoas de cor , com a ideia de dois gajos se casarem é de facto confundir gordura com inchaço. é que o cu e deles. O problema está quanto mais se falar mais importante e o assunto por isso vamos falar de outras coisas mais importantes. Olhe eu sou Lésbico
De Pedro Santos a 17 de Novembro de 2009 às 01:35
João Romeu discutir direitos de pessoas de cor e direitos de pessoas do mesmo sexo e exactamente igual - é discutir direitos. E quando num sociedade se considera que discutir direitos de minorias não é prioritário, então algo está mal.
E se este assunto para si é tão pouco importante, nem percebo porque o veio aqui comentar. Está a ajudar a dar-lhe relevância... E olhe, assim lá vão os outros assuntos mais importantes ter menos atenção...
De João Romeu a 18 de Novembro de 2009 às 13:04
Sr. Pedro o Sr. está tão embrenhado em comentar e argumentar o casamento de dois seres do mesmo sexo que não entendeu o meu comentário. eu disse " quanto mais se fala mais importância damos ao assunto" mas em democracia tem todo o direito de defender a sua dama até pode casar com outro gajo que eu não me importo nem comento. Tenha um bom dia de trabalho
De João Romeu a 18 de Novembro de 2009 às 13:22
Sr. Pedro só mais um esclarecimento, para lhe dizer que nada tenho contra as minorias ,sou padrinho de Baptismo de um bebé de etnia cigana, como vê sou diferente do Sr. se calhar o Sr. tinha vergonha de um cigano lhe chamar padrinho, ou compadre olhe eu não mas não se admire porque infelizmente não é o único. Eu sou exactamente a mesma pessoa, mas sinto-me bem ver a cara de parvos com que as pessoas ficam quando ouvem chamarem-me compadre ou padrinho.
De Pedro Santos a 18 de Novembro de 2009 às 23:32
Senhor Romeu eu percebi muito bem o que disse. E o que disse foi - vou citá-lo - «O problema está quanto mais se falar mais importante e o assunto por isso vamos falar de outras coisas mais importantes.» Foi isto que escreveu. Foi sobre isto que comentei. Se não tem nada contra, melhor.

PS: Em relação a ciganos, a minha infância foi passada a brincar com ciganos... Não tenho vergonha deles, não se preocupe com isso. E se o senhor é padrinho de um, nem me parece bem, nem mal. É padrinho de um ser humano e isso é consigo e com ele. Seja o seu afilhado o que for.
De Rafael Marcelino a 12 de Novembro de 2009 às 19:14
Pedro Santos
Fico-lhe muito grato pelo reconhecimento pelas esmolas miseráveis que aqui tenho deixado.
Quem sabe se o Sr. não é algum iluminado e anda por aqui perdido?!..quem sabe..?!
Ou Talvez uma outra sugestão (miserável como diz) fazer um congresso Gay em Porto de Mós para debates a ver se aparecia também na linha da frente e mais alguns que tanto se preocupam com o debate deveras interessante.
Ai como eu gostava de os ver...pela curiosidade, nada mais.É que com os Nick a gente fala..fala. e nunca dá a cara...
No entanto acredito que alguns mesmo não o sendo devem de ter algumas pedras a roer-lhe nos pés. Quem sabe...
Isto não é dar-lhe atenção em debate, comem o que lhe dão. Faz parte das estratégias politicas e de interesses em muitos casos.
Mas ficamos por aqui...
De Maria Antonieta a 12 de Novembro de 2009 às 19:54
Concordo plenamente com o comentário do João Romeu e a propósito de peditórios, Senhor Rafael Marcelino , isto é da crise, eu para este peditório nem esmola miserável dou...è Zero.... juntem-se ... casem ...descasem .... tanto em homossexuais ( não me move nada contra eles) como em heterossexuais há tanta farsa nessa instituição chamada casamento....enfim. olhe valeu uma coisa o João Romeu criou um neologismo " Lésbico" vendo pelo lado positivo nunca se perde tudo. Santa noite meu amigo
De Pedro Santos a 13 de Novembro de 2009 às 13:16
Rafael Marcelino não custa muito perceber que sou iluminado que o senhor. Por uma simples razão: o senhor é homofóbico e eu não. Só considero os seus comentários miseráveis porque têm uma carga de homofobia explícita e a homofobia, para mim, é desprezível. E seria da mesmo forma se aqui viesse falar mal de pretos, ciganos, brasileiros ou ciganos.
Não gosto de gente que discrimina o outro e que se acha um ser humano com mais direitos que os demais apenas porque não são igual a ele.
Não me parecia nada mal que houvesse um debate sobre temas gay em Porto de Mós. E pode crer que estaria lá. Já houve um debate desse género em Alcobaça, aqui há uns meses, e se lá tivesse ido tinha-me visto lá.
Eu não tenho problemas em dar a cara. Nunca tive. Por aquilo em que acredito.
De Rafael Marcelino a 13 de Novembro de 2009 às 14:01
Pedro Santos
Pode opinar como e no que quiser, mas lembre-se das suas palavras que escreveu e depois apreenda a respeitar os valores que cada um defende no seu direito de opinão.
É que isso de miseráveis tem muito que se lhe diga e muita forma de interpretação.Entendido?!
É preciso tento na linguagem escrita...
Os conceitos de Homofobia tem para si uma leitura que pode ser diferente da minha.Assim o demonstra na sua versão exposta.
Nunca faça julgamentos a ninguém.Nós não somos nada neste Mundo para julgar quem quer que seja. E olhe que eu sempre soube viver com todos e nunca me dei mal por isso.
No entanto as causas que defende a si lhe dizem respeito, mas entenda o contraditório como uma forma capaz de luta pela instituição da familia e dos seus valores.
Para terminar, aprenda a ler os comentários de cada um sem os desvalorizar da forma que o faz...Fica feio.
De Pedro Santos a 16 de Novembro de 2009 às 13:39
Caro Rafael Marcelino.
Não se ofenda com os meus comentários. Não o ofendi, nem procurei fazê-lo. Não lhe chamei miserável. Considerei, sim, que os seus comentários o eram, o que é completamente diferente.

Por mais que me diga que os seus e os meus conceitos e maneiras de ver o mundo são diferentes, não há conceitos diferentes para a homofobia. Ela não difere com a minha ou a sua interpretação. Ou existe ou não. No seu caso, e pelos comentários que fez, considero que existe. Mas eu não sou dono da verdade e, por isso, se acha que as suas opiniões não têm um preconceito homofóbico associado, é consigo.

Agora não me venha dizer que «Nós não somos nada neste Mundo para julgar quem quer que seja». Considerar, como o senhor já fez várias vezes, que o casamento homossexual é um fait divers, que o reconhecimento da igualdade de direitos entre as pessoas não é prioritário, não é mais que julgar. Não é mais que menorizar a questão e desvalorizar direitos de minorias. Desvalorizar pessoas. Isso é, em si, um julgamento. Bem mais grave, na minha opinião, porque está a considerar que há seres humanos de primeira e de segunda.
De Paulo Sousa a 16 de Novembro de 2009 às 14:21
Caro Pedro Santos,
Não leve a mal a minha intromissão.
Exigir tolerância é um contracenso pois quem apela à tolerância deverá ser, ele próprio, tolerante.
Explique-me como é há comentários homofóbicos sem que existam pessoas homofóbicas? Classificar os comentários de alguém como miseráveis, só porque não são do nosso agrado ou por falta de melhor argumento, é uma forma intransigente e negativa de menosprezar alguém que pensa de forma diferente.
Os direitos das minorias são importantes, mas não mais importantes que os direitos das maiorias.
Dito isto tenho de concordar com as suas palavras: "Desvalorizar pessoas. Isso é, em si, um julgamento. Bem mais grave, na minha opinião, porque está a considerar que há seres humanos de primeira e de segunda."
Acredita mesmo nelas?
De Pedro Santos a 17 de Novembro de 2009 às 00:59
Sim, Paulo, acredito mesmo nas minhas palavras. Se assim não fosse não defendia há tempo esta questão neste blogue. E o Paulo sabe, tão bem como eu, que qualificar um comentário não significa classificar uma pessoa. Eu classifiquei os comentários de miseráveis que, segundo o dicionário significa: «Que é muito pobre, que não tem valor». E, para mim, não têm. Isso não significa que considere o Rafael Marcelino miserável, longe disso, não conheço o senhor de parte alguma, nem é minha intenção ofendê-lo. Isso nem sequer me passou pela cabeça.

O Paulo também sabe bem que eu posso fazer comentários racistas, homofóbicos ou anti-semitas, sem ser nada destas coisas. Já os fiz, já todos os fizemos. O que não quer dizer que os defendamos ou acreditemos neles. É essa a grande diferença. Eu não argumento com ninguém sobre a legitimidade de um comentário racista ou homofóbico. Não há argumentação possível, para mim, porque não compreendo que se defendam essas ideias. É por isso que quem faz comentários homofóbicos, de forma continuada, é homofóbico.

E deixe-me dizer-lhe que os direitos das minorias têm uma importância maior que os das maiorias. Porque as maiorias são sempre privilegiadas - são mais.
No caso do casamento, os direitos da minoria gay têm mais importância, porque não alteram em nada os direitos já usufruídos pela maioria. A razão porque as minorias são sempre mais apoiadas é, já diz o nome, porque estão em desvantagem. A sociedade ocidental tem feito disso apanágio, e ainda bem.
O problema desta questão cinge-se em corrigir uma discriminação. E isso não belisca em nada a maioria que já usufrui desse direito. E sim, para mim, achar que o casamento é uma união reservada apenas a pessoas de sexo diferente é homofobia. Porque exclui a ideia de que pessoas do mesmo sexo possam usufruir de um direito legal que «contrata» o seu amor. E se quem acha que isto não é importante, só porque são duas pessoas do mesmo sexo a fazê-lo, é porque não está a ver essas duas pessoas como pessoas iguais. Está a vê-las como outra coisa qualquer que, por isso, não merecem ter acesso ao mesmo tipo de contrato social civil que os demais. E isso é discriminação.

E a tolerância é muito bonita quando não se é afectado pela discriminação. Quando não se vê sofrer por causa dela. Não sou tolerante com quem discrimina.
Tenho amigos que sofrem muito com esta questão: que já foram ofendidos na rua; que têm de andar escondidos para dar um beijo ou a mão. Porquê? Porque se amam. Apenas e só. E que mal há nisso?
Com isto pode ser-se tolerante? Deve ser-se?
Há uma expressão brasileira que diz «Pimenta no cu dos outros é mel». Deve ser porque só «pica» a alguns, que a questão parece doce para os outros.

De Rafael Marcelino a 16 de Novembro de 2009 às 20:27
Caro Pedro Santos
Sabe que o contexto do que se escreve nem sempre quer demonstrar o mesmo com o pessoal.
Mas quando se fala em miséria-miseráveis também sei que tem muitas interpretações e de sentidos.
Uma coisa aprenda a respeitar as ideias de cada um e sua forma de pensar para uma sociedade.
Homofobia é palavrão moderno pois no tempo em que fui criado nem existia ou ninguém a pronunciava como hoje.Hoje é moda e fica-se mais elevado com o palavrão. Eu sou mais simples e directo.
No entanto julgue -me como quiser sem ofender o tipo de comentários de baixo nível ou miseráveis porque eu também não considero os seus de tal .
Não me revejo nesse plano -projecto da ideia de casamentos dos Gays ou Lésbicas e Ponto Final.
Situações como código civil etc. são bem mais importantes entre outras questões.
Lembro-lhe apenas e só..foi noticia aqui há 2-3-anos na Bélgica 2-Lésbicas casaram e uma delas quis ter filhos. Teve duas filhas de um homem que foi dador de esperma. Feito a gravidez vieram 2-filhas (Uma de cada vez), 14-anos depois divorciaram-se e a que ficou com as suas filhas fez investigação do dador de esperma, colocou-lhe o ADN das filhas e obrigou-o a fazer mesmo. Foi veridico. Resultado, o Homem depois foi obrigado pela justiça a pagar o sustento durante 14-anos e pagar os seguintes. Isto tudo pela resolução do Divorcio delas, aqui é um caso Vergonhoso.Imaginamos o futuro ...
Para mim, NUNCA persegui ninguém por ser Gay ou Lésbica. Respeito e digo sempre, podem viver como quiserem para mim é indiferente.Casar sou contra e adoptar filhos ainda pior.
Digo o que penso e não,para ser agradável a outras pessoas como alguns o fazem.
De Pedro Santos a 17 de Novembro de 2009 às 01:25
Rafael Marcelino, já lhe expliquei que achar que os seus comentários não têm valor - é isso que significa miserável - não significa achar o mesmo de si. Pode chamar à palavra homofobia moderna, mas é a que existe para designar as pessoas que consideram «diferentes», enquanto pessoas que merecem ter os mesmos direitos que as demais, os gays e as lésbicas. É só essa a questão.
Se não concorda que sejam seres humanos com as mesmas capacidades que os heteros para casar e adoptar é porque vê neles uma diferença de tal forma grande, enquanto pessoas, que os impede de ter os mesmos direitos que o senhor actualmente tem.

E quanto ao exemplo que deu, vamos lá a ver, histórias de divórcio que não acabam bem há-as aos milhares. Qual é a novidade e o que trouxe o seu exemplo que mostre o perigo de duas pessoas do mesmo sexo se casarem?
É porque são lésbicas? E se fosse um mulher solteira a fazer o que uma das lésbicas fez, seria menos grave?
É porque se casaram? E se vivessem em união de facto, qual seria a diferença?
É porque se divorciaram? Quantos heteros se divorciam, fazendo-o de forma consciente?

Percebe porque digo que discrimina?! O exemplo que deu não dá um argumento válido contra a questão do casamento. Deu-o - apenas e só - porque é a história de um casal lésbico que, aparentemente, não teve um casamento «para a vida» e implicou nisso terceiros. Mas isso pode acontecer com todas as pessoas, tenham a orientação sexual que tiverem. O problema aqui não é o de relações entre seres humanos que correm bem ou mal. É o de relações entre seres humanos terem um limite imposto pela Estado. E cabe a esse Estado acabar com essa limitação, porque não tem o direito de a impor.
De Rafael Marcelino a 17 de Novembro de 2009 às 04:21
Caro Pedro Santos.
O exemplo que lhe mencionei foi no sentido de responsabilidade de Filhos. Normalmente quando um casal se desfaz é dado a guarda de filhos a uma das partes ou até aos dois conforme o julgado do acordão de Juiz. Depois uma das partes é-lhe nomeada a participar na criação dos menores em igualdade de partes. Sendo assim a dita Sra. Belga deixou o casamento com a qual partilhou e deixou de se responsabilizar pelas filhas do casal alegando para terceiros (neste caso pessoa estranha a ser penalizada) o dador de esperma.
Ora sendo assim é justo ?!..penso que não, daí as barbaridades que se avizinham com as adopções de (filhos).O mesmo é criticar de um casal que se desfez em tribunal o seu casamento vir depois a ser o Homem condenado há vida com uma pensão de sobrevivência para a Mulher ou vice-versa (raro). Casamento acabou e ponto Final. Filhos menores Ok.
Se me disse-se que deveria ser alterado o código civil pelas permutas de testamentos e direitos adquiridos para quem nós quisesse-mos doar, aí Ok.
Parece-me que aqui a que deveria ser fixada a luta e não pelo casamento.Que vantagem tem em casar quando o novo modelo de sociedade traz alterações significativas nos comportametos de vidas e deixam de casar cada vez mais os Heteros. Quanto a adopções de filhos, iriam perguntar às crianças se elas queriam partilhar a vida com dois homens ou duas mulheres também?!..Meu Deus nunca mais acabam as questões.
Nunca mais acabava as problemáticas
Quanto aos meus comentários acho que você diz e se desdiz no aspecto do adjectivo miserável. Sabe..cada um dá-lhe a interpretação que quer ou é capaz. Eu nunca julgarei os seus dessa forma nem de ninguém.
Cumpts.
De Marco a 13 de Novembro de 2009 às 15:33

Ora muito bem Sr. Pedro Santos ...

Então ser homofóbico é SÓ não gostar de homossexuais , SERES HUMANOS de cor, etnia cigana, estrangeiros .......

Quer então dizer que o Sr. Pedro Santos ao chamar homofóbico a alguém que não concorda com a sua opinião, com o seu modo de vida, com as suas convicções , com os seus ideais, mas que as respeita!!!!!!!!! Não fará de si um HOMOFÓBICO ...

Tenha tento no que escreve, perca algum tempo a ler com atenção o que os outros escrevem, seja humilde e aceite a opinião de pessoas que optaram por seguir caminhos, ideais diferentes dos seus, assim como, eu respeito as suas opiniões apesar de não concordar consigo, há várias formas de ser homofóbico ....

Educação e respeito pelos valores de cada um, são questões cada vez mais em falta na nossa sociedade ...
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<BR>Ora muito bem Sr. Pedro Santos ... <BR><BR>Então ser homofóbico é SÓ não gostar de homossexuais , SERES HUMANOS de cor, etnia cigana, estrangeiros ....... <BR><BR>Quer então dizer que o Sr. Pedro Santos ao chamar homofóbico a alguém que não concorda com a sua opinião, com o seu modo de vida, com as suas convicções , com os seus ideais, mas que as respeita!!!!!!!!! Não fará de si um HOMOFÓBICO ... <BR><BR>Tenha tento no que escreve, perca algum tempo a ler com atenção o que os outros escrevem, seja humilde e aceite a opinião de pessoas que optaram por seguir caminhos, ideais diferentes dos seus, assim como, eu respeito as suas opiniões apesar de não concordar consigo, há várias formas de ser homofóbico .... <BR><BR>Educação e respeito pelos valores de cada um, são questões cada vez mais em falta na nossa sociedade ... <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Cumrimentos</A> , <BR><BR>P.S. - E olhe que o Sr. Rafael nem precisa de advogado de defesa :)
De Pedro Santos a 16 de Novembro de 2009 às 13:43
Caro Marco, ser homofóbico é - e talvez isso para si seja pouco - tão só, ter «Repulsa ou preconceito contra a homossexualidade ou os homossexuais.
Não há mais que dizer sobre esta questão. A homofobia não varia de pessoa para pessoa. È uma coisa concreta.
De Marco a 17 de Novembro de 2009 às 11:22

Sr. Pedro Santos,

Para si até lhe dava uma sem número de exemplos que comprovam a minha nenhuma homofobia, mas visto que o Sr. aqui até tem sido muitíssimo mal educado, muitíssimo deselegante , digo até homofóbico, por aqui me fico em relação a si, pois não faz parte da minha educação discutir atacando pessoalmente, é sinal de nenhuma inteligência , de falta de ideias de valores e de respeito pelo próximo, compreende?

Tanto me faz que o Sr. me chame o que quiser pois nem sequer o conheço, agora se quiser defender as suas opiniões, os seus ideais, as suas convicções, faça-o sempre respeitando a opinião dos outros, é isto democracia, todos nós temos deveres e direitos, nunca se esqueça disso.
Parece-me é que eu sou OBRIGADO a concordar com tudo o que aqui foi escrito, sou OBRIGADO a respeitar todas as opiniões favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, só porque dizem alguns "está em causa um direito" e a outra parte não respeita nem aceita NENHUMA opinião que seja diferente das demais... agora diga-me onde está a homofobia.

Cumprimentos, Sr. Pedro Santos
De Couteiro Mor a 20 de Novembro de 2009 às 10:09
Já percebemos todos que o Sr. é gay pronto
De PortoMaravilha a 12 de Novembro de 2009 às 21:50

Publiquei no Cosméticas a apresentação dum livrinho que acaba de ser publicado e que penso que deve ser lido : "Homo-ghetto" de F. Chaumont.

( livrinho um pouco posto de lado aqui )

Este estudo mostra bem que a homosexualidade não pode ser considerada como um todo. Em seu seio a luta de classes existe. E em seu seio existem valores progressistas e outros valores.

É muito complexo.

Mas ninguém chega à inseminação artificial . Os homens ainda são precisos ?

E Viva o Porto !

De Puck a 12 de Novembro de 2009 às 22:27
O que é que isto contribui para o bem estar colectivo?
Façam o que vos apetecer a recato dos lugares publicos.
Não chateiem e se qurem ser diferentes, sejam, mas não reclamem aquilo que é considerado normal.
Não queiram ter o mesmo daqueles que vocês rejeitam.
Falem de emoprego, de fome, de maus cuidados de saúde, de deficiente educação, de justiça, que de justiça só tem o nome.
Estes são os problemas da comunidade.
Quer ser lésbica,gay, paneleiro, prostituta,chulo, etc, são matérias,de foro individual.
Não queiram é lesbicas ou homosexuais a adoptar crianças, não queiram prostituição sem controles sanitários.
Heranças?Deixem testamentos.
Este tema jé fede.
Só um governo que pretende evitar certas discussões de interesse geral, é que perde tempo a discutir estes assuntos.
De Ricardo a 12 de Novembro de 2009 às 23:32
É exactamente isso que eu penso e como disse num outro comentário.

"Mas são os parâmetros que se escolhe e pelos quais se devem reger.
São mundos diferentes não se pode querer metade de um e metade de outro."
De Anónimo 7x7 a 13 de Novembro de 2009 às 19:00
Não o conheço, não sei se tem filhos ou se é mesmo casado, ao ler estes seus textos, desculpe-me, mas parece-me que tem qualquer coisa mal resolvida na adolescência, com pais, irmãos, irmãs ou quaiqueres familiares ou vizinhos, os seus argumentos são tão doentios e de uma demonstração de tamanha tacanhez social e de valores que me atreveria a aconselhá-lo a uma consulta no divã.Por Amor de Deus não diga ou escreva mais nada sobre este assunto.Esta sua ideia de "cilclos longos e curtos", leva-me a questionar se tem previsão de para quando, caso seja casado e pai de filhos e filhas, o ciclo para a sua mulher voltar a não votar, a ser preseguida, a não trabalhar fora de casa a levar porrada todos os dias ou a sua filha ou filho voltarem a ter casamentos combinados e namorarem ao pé de si à lareira.
Faça um favor a si próprio esqueça este tema, parta para outro,mas não de forma obssecada,para não lhe chamar outra coisa, como tem feito neste espaço sempre que abraça um tema.
Não digo coitado de si, digo coitados dos que lhes estão próximos.
De Pedro Santos a 18 de Novembro de 2009 às 23:53
Uma opinião que merece ser lida, a propósito do debate no Prós e Contras da passada segunda-feira:

http://melcomcicuta.blogs.sapo.pt/316056.html

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

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