Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Futebolês #05 OS OUTROS NÚMEROS

 

 

 

 

Sem despir a camisola, depois do 10, vamos ao 9, ao 8, ao 7, ao 6, ao 11 e mesmo ao 12!

O 9 é o matador. Ver um 9 nas costas é assustador. De costas para a baliza, imagine-se o terror de toda aquela gente que está atrás dele. E são muitos, às vezes até um autocarro!

O verdadeiro 9 é o serial killer, de que falava há duas semanas. Os outros são mais 9 e meio, assim uma coisa entre o 9 eo 10. O Nuno Gomes, usando o seu 21 de estimação, é (era?) um 9,5, tal como o seu sucessor no Benfica: Saviola. Já o seu mentor, Gomes – o dos orgasmos – era um 9 a sério. Mas para a história ficarão, com estilos diferentes, Gerd Muller, Van Basten (fabuloso!), Ronaldo e mesmo Papin!

O 8 é o jogador do meio-campo que faz tudo. Marca, corre, atrás e à frente, remata…É o box to box. Grandes artistas, como João Vieira Pinto - que Vale e Azevedo, em mais um crime que escapou a julgamento, fez passar de 8 a 25 - Iniesta ou Lampard. E grandes operários como Gatuso…

O 6 é o trinco ou, para os mais exigentes, o pivot. Os pobrezinhos contentam-se com um trinco, o tipo que mata as jogadas, que destrói tudo à sua volta, que recupera a bola mas não sabe o que depois fazer com ela. Normalmente trata-a tão mal quanto aos adversários. Os mais ricos exigem o pivot: faz tudo o que o trinco faz mas sai a jogar… É um dos jogadores mais apreciados no futebol actual, aquele que traz os equilíbrios, que preenche os espaços, que faz as compensações e que assegura as transições!

Às vezes o 6 e o 8 misturam-se, resultando no duplo pivot! Na selecção portuguesa isso não é possível, porque, desde Petit, nem sequer um trinco temos: teve que se inventar o Pepe, que é central e… brasileiro! Mas que canta o hino e que corre como poucos…

Falar de 6, de pivot, é falar de Pirlo e é não esquecer Makelele. Já Xavi é mais que um 6: é 6, e 8 e 10… e isso dá 24!

No patrão da defesa não encontramos um número de verdadeira referência: são usados o 3, o 4 ou o 5. Às vezes o 2, como Bruno Alves, até o 6, como Ricardo Carvalho ou os outros números, como Terry (26).

O 7 e o 11, extremos do passado, são agora os alas. O 7 tem, em determinadas realidades, uma carga mítica superior à do 10. É desde logo o caso dos dois maiores ou mais ricos clubes do mundo: Manchester United e Real Madrid.

No primeiro, o 7 começa a desenhar-se com Dennis Law e ganha forma mitológica com George Best. O francês Eric Cantona, com o seu famoso golpe de Karaté e com a sua posterior carreira no cinema, deu-lhe uma dimensão hollywoodesca onde David Becham, com a sua Spice, se deu como peixe na água. Com Cristiano Ronaldo o United repôs o 7 no topo, onde Owen o não consegue manter!

No Real Madrid o 7 é de Raul Gonzalez,o símbolo merengue que é ponta de lança e que fechou a porta a  grandes números 7. A saga  começou com Luís Figo que, acusado de pesetero (e não por ser o primeiro a usar aquele número para fins comerciais), se viu obrigado a disfarçar de 10, impedindo, por sua vez, que o mítico número fosse parar às costas de um dos maiores de sempre: Zinedine Zidane, o 5 naquele dream team. Também Beckham, na era galáctica, seria obrigado a trocar o 7 por um inexpressivo 23. E, por fim, Cristiano Ronaldo que, de CR7 passaria a CR9, vendo-se assim obrigado a registar uma nova marca.

Esta coisa do ponta de lança usar o 7 não é nova. Começou no Benfica, nos fins da década de 60, com Néné - um extremo direito como poucos na altura. De dono legítimo do 7 transformar-se-ia, tão rapidamente quanto corria, num temível 9 de 7 nas costas que, mesmo sem sujar os calções, marcava golos que se fartava. Tal como agora o Cardozo que, com  o 9 hipotecado a Mantorras, o tal que basta ser avistado para pôr a Catedral ao rubro, com o 7 marca como um 9.

Na galeria dos 7 puros ficarão sempre Jairzinho e Figo. E haverá de ficar Ribery! Já Cristiano Ronaldo é bem mais que um 7!

 Quem perdeu projecção mediática foi o 11, apesar de muito bem representado por Drogba e Benzema. Mas já não é o de Garrincha, ou mesmo de Jacinto João e de Simões, o último grande 11 na Luz. Suspeito que, à semelhança de Bella Guttman, tenha lançado uma maldição sobre a capicua naquelas camisolas encarnadas. Uma maldição que não poupa estrelas das mais distintas e prestigiadas proveniências: Geovani, vindo do Barcelona, deu em Soneca; Balboa, chegado do Real Madrid, não deu uma para a caixa, e agora Keirrison, o afamado K11, o prodígio que vem do Barcelona, é o que se está a ver. Por isso é que craques como Simão e Di Maria preferiram o 20!  

Esta viagem aos números das camisolas não poderia terminar sem uma vista de olhos pelo 12. Era, antigamente, o primeiro dos números dos suplentes: do guarda-redes suplente. Hoje é diferente! É a camisola do público, o chamado 12º jogador, o tal que paga para jogar num jogo onde tantos ganham tanto sem jogar nada! Mas é também a camisola de um grande jogador que agora não passa de um batoteiro: Thierry Henry, de herói a vilão em menos de um minuto, como é comum no futebol! Como a de Hulk, a quem o Porto fixou uma clausula de rescisão de cem milhões! Não era preciso exagerar … Afinal foi por mera precaução brasileira que foi chamado à selecção do Brasil! Não fosse o Queirós começar a pensar coisas...

 

publicado por Eduardo Louro às 07:02
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7 comentários:
De PortoMaravilha a 12 de Dezembro de 2009 às 23:47
Texto Fantástico ( com maiúscula , please ).

Creio que bem poucos jornalistas saberiam escrever tão bem.

Muitos Parabéns !

Mas quem tão bem escreve , deve aceitar algumas provocações amigáveis.

Gostei dessa brincadeira com o nº das camisolas. É verdade que, hoje em dia, já nada querem dizer.

Se calhar amanhã de manhã vamos ter números com três ou quatro algarismos. Oups !

Vejo que continua a ser um pouco bairrista ( benfiquista ) ou "chauvin" ? O que é um absurdo já que um chauvin ( ia , ia Monsieur , tá atestado lá nos dicionários ) é o uniforme dos soldados do exército de Napoleão.

Nossa : Como é possível fazer uma comparação entre o orgasmo e o centro de gravidade ( G. Muller ) ?

Citou alguns jogadores que me são totalmente desconhecidos . Peço desculpa pela minha ignorância.

Clube há só um : FC Porto ! Mas reconheço que é fácil , aliado às vitórias internacionais , decorar o nome do vinho que tem a denominação mais antiga do mundo ( embora a denominação Champagne o conteste )

Continuo a pensar que o único jogador Português de renome fora fronteiras do futebol é Cristiano Ronaldo.

Mas francamente : Qual é o jogador Português que ocupa um espaço em todas as capas ? Sejam estas hetero , gay ou bi ?

É verdade : o número 11 vai desaperecendo. Gostei que tenha citado Garrincha. Mas águas correram debaixo das pontes.

Pensei em si esta semana : Serge Sebbah escreve numa revistinha que se chama Tele Magazine. Custa apenas um euro, mas os editorais de Serge Sebahh são bem construidos e escritos. Já os resumos dos programas é para Português ver ou ler.

Regressando ao assunto : No seu editorial , da semana passada, narra as difusões ( que estão a dar ) dos antigos campeonatos do Mundo. E dá destaque ao de 1966, para mostrar que a violência no futebol não é nova , já que Morais parte uma perna a Pelé .

Felizmente que há Cristianos Ronaldos para alcançarem corações !

E Viva o Porto !



De Eduardo Louro a 13 de Dezembro de 2009 às 00:47
Caro PortoMaravilha,

Cá estamos de novo a dar alguma alma ao futebolês.
Não concordo consigo quando diz que os números das camisolas já nada querem dizer. Acho até que, ao nível do marketing, nunca quiseram dizer tanto. E não me refiro apenas à variante do merchandising das camisolas propriamente ditas. Refiro-me também ao peso que o número da camisola tem no mercado (louco) dos jogadores de futebol.
Evidentemente que há jogadores que jogam com o número correspondente ao ano de nascimento, à idade do pai, da avó, da prima ou da namorada e até do número de filhos que têm. Lembro-me que o Nelson, guarda-redes do Belenenses e que fez carreira (de eterno suplente) no Sporting, joga com o 3 porque, disse, tem 3 filhos ou representa a mulher e 2 filhos, qualquer coisa do género. E, pronto, um guarda-redes aparece a jogar com o 3. Outro, e famoso (“vocês sabem do que estou a falar”) (1) também foi jogar com o 99. Outros gostando de jogar com o 7 mas “sem terem unhas” para ele jogam com o 77 (Quaresma). O mesmo se passa com 88 e outros 99. Mas também sabemos que o 17 é entregue à primeira opção alternativa ao 7, tal como o 18 e o 19 ao 8 e ao 9.
Claro que sou benfiquista, como disse logo na minha apresentação, e não o quero esconder. Mas tanto brinco com o Benfica como com os outros. Neste texto até cheguei a ilustrar o trinco que trata tão mal a bola como os adversários com uma figura do Benfica do ano passado: o Binya, que foi despachado para a Suíça, e era o melhor exemplo do tipo que só dá pancada. Mas como tive de encurtar o texto cortei muitas coisas, entre as quais essa referência. Acho que pretender ser isento e politicamente correcto não tem graça nenhuma! Desde que não pretendamos enganar ninguém não tem mal nenhum!
Quando falo de jogadores portugueses trata-se de jogadores que fazem parte do imaginário português e não estrelas internacionais. Aí claro que cabe o CR. Mas também Figo, Rui Costa, e Eusébio, pelo menos…
Achei curiosa a sua referência ao destaque do editorial de Serge Sebbah, que não conheço, tal como a revista, apenas pelo facto de, há semanas atrás, no futebolês #02, ter invocado esse episódio da lesão do Pélé em 66, atribuindo a autoria a Coluna. Na altura respondi-lhe que o Coluna não fazia dessas coisa - tinha sim sido também vítima (de Trapattoni) – e que o “agressor” tinha sido o Morais (que ficou célebre por ter marcado um golo de canto directo – que ainda hoje é cantado como o cantinho do Morais – numa final da antiga Taça das Taças e que ditou a única vitória europeia do Sporting). Afinal confere!
De Eduardo Louro a 13 de Dezembro de 2009 às 00:53
A nota (1), que ficou por apresentar, é esta:
" Vocês sabem do que estou a falar" é a expressão tipo do Octávio Machado, antiga figura de proa do FCP, que virou inimigo pela "traição" de ser substituído pelo Mourinho. Claro que eu e não ele, aqui estava a falar de Vítor Baía!
De PortoMaravilha a 14 de Dezembro de 2009 às 18:15
Caro Eduardo Louro ,

Devo ter-me expresso mal. No que diz respeito ao episódio que referimos quanto ao campeonato do mundo de 1966 , eu só queria referir a coincidência dum assunto que foi aqui tratado ,neste pequeno grande blog, para em seguida também ser tratado por uma revista nacional fr. Achei piada à coincidência. No fundo o mundo é mesmo pequeno.

Eu acho que o nº da camisola perdeu algo de mítico. Até porque a camisola já não reveste a mesma simbólica. Como bem escreve, o nº tornou-se merchandising.

Repare que a camisola se aproxima muito dum cartaz publicitário que duma camisola prpriamente dita.

E quando esta muda de cor em função disto ou daquilo ? Que confusão ( lol ! )

E Viva o Porto !
De PortoMaravilha a 14 de Dezembro de 2009 às 18:15
Caro Eduardo Louro ,

Devo ter-me expresso mal. No que diz respeito ao episódio que referimos quanto ao campeonato do mundo de 1966 , eu só queria referir a coincidência dum assunto que foi aqui tratado ,neste pequeno grande blog, para em seguida também ser tratado por uma revista nacional fr. Achei piada à coincidência. No fundo o mundo é mesmo pequeno.

Eu acho que o nº da camisola perdeu algo de mítico. Até porque a camisola já não reveste a mesma simbólica. Como bem escreve, o nº tornou-se merchandising.

Repare que a camisola se aproxima muito dum cartaz publicitário que duma camisola prpriamente dita.

E quando esta muda de cor em função disto ou daquilo ? Que confusão ( lol ! )

E Viva o Porto !
De PortoMaravilha a 14 de Dezembro de 2009 às 22:20
Espero que desta vez nada fique bloqueado. Talvez, por essa razão, o meu último comentário tenha aparecido duas vezes.

Caro Eduardo Louro :

Há algo que me interessa muito no que escreve .É quando fala de imaginário Português ( mesmo se este só se reduz ao futebol, no âmbito deste(s) artigo(s) ).

E aqui creio que já estamos num patamar que vai muito mais além das cores clubísticas.

Com as minhas provocações amigáveis ( sublinho, caso contrário aqui não estaria a comentar ) , tentei mostrar ( mas a escrita é uma luta pela expressão ) que o que se pensa , por vezes, em Portugal , como sendo universal não o é ; E o contrário também, por vezes, é verdade.

A este respeito, o caso dos estudos Pessoanos são elucidativos.

Tomemos o exemplo de Eusébio . Quem no mundo conhece Eusébio fora do mundo do futebol ? Ninguém !

Tomemos o exemplo de Koppa : Quem no mundo conhece Koppa fora do mundo do futebol ? Ninguém !

Existe, contudo, uma diferença entre os dois : Eusébio é conhecido por todos os Portugueses ; Já koppa não o é por todos Franceses.

Porquê ?

Poderiamos pensar que a "figura " de Eusébio assenta num imaginário desportivo religioso e integrista ( o futebol ) ; Já Koppa sofre ( por assim dizer ) dum imaginário desportivo laico ( e sabemos ou conhecemos a excelência da escola desportiva fr em várias artes / a começar pela esgrima, ténis de mesa, rugbi etc. ).

O que é melhor ?

Paulo Sousa , deixou há dias um excelente texto sobre a acaparação da sociedade portuguesa pelo futebol. O tempo passou e não comentei por falta de tempo.

Portugal tem três diários que só falam ou escrevem sobre futebol. E , lendo on line, verificamos, que os diários generalistas dedicam páginas ao futebol.

Em contrapartida, não existem , em Portugal, edições periódicas críticas quanto à alienação da sociedade Portuguesa sobre o futebol.

Por aqui vai havendo a revista "So Foot " , desentronizando o que o diário "L'Equipe" pode escrever.

Não seria tempo que o imaginário Português se abrisse ao mundo ?

Não seria tempo de pensar em Imaginários Portugueses ( como bem escreve Luis Vidagal / Centro de Estudos de Aquilino Ribeiro ) ?

E Viva o Porto !



De Eduardo Louro a 15 de Dezembro de 2009 às 18:44
Caro PortoMaravilha,

Qualquer dia tentarei escrever qualquer coisa, num âmbito mais alargado que o do futebol, sobre esse imaginário português, a que eu chamaria a “verdadeira e genuína idiossincrasia cultural do tuga”.
Quanto às restantes ideias que expressa deixaria apenas duas notas: uma para salientar que entendo que as diferentes cores clubísticas servem apenas para colorir uma pequena parte das nossas vidas e nada mais; ocupam o estrito lugar que ocupam e não são a nossa vida (eu sei que poucos entendem as coisas desta forma, mas não faz mal!) e, nessa medida, acho que servem para unir e não para separar. E outra para dizer que em Portugal o futebol não só domina avassaladoramente o panorama do desporto como domina, em absoluta oposição àquilo que eu entendo desejável – ocupar um lugar restrito –, a própria sociedade. Não são apenas 3 jornais diários desportivos – leia-se de futebol -, é uma quantidade enorme de programas na televisão e na rádio alimentado por uma plêiade de comentadores que se transferem de estação para estação como se de vedetas se tratasse. Gente que adquire aí notoriedade, que ganha popularidade que depois explora para outros fins, designadamente políticos, sociais e profissionais.
Bom, e da influência do futebol (dos dirigentes) nos diferentes órgãos de soberania( na Justiça e no poder político) nem vale a pena falar… Pois, já não é apenas de alienação que se trata!

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