Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

Não sei se é da idade ou de uma maior consciência sobre o que se passa à nossa volta, mas ando,ultimamente, muito de acordo com algumas pessoas que não tinha por hábito ler ou ouvir, uma delas é Manuel Alegre.Alguns dirão que estou a ficar esquerdista, mas em minha opinião é porque a nossa classe politica passou a ser muito "fast food", ou seja, falam,escrevem e opinão sobre o agora, para as estatisticas e para ganhar aquela eleição em concreto,o futuro logo se vê.Na maior partes dos casos , não se lhes conhece um fio condutor no seu,deles, pensamento em relação aos problemas concretos do país,dos seus Concelhos e principalmente das pessoas.

Andam,os politicos, muito preocupados em não reconhecer erros em função do orgulho pessoal, andam,eles, muito preocupados nas estatisticas e nas vidas privadas das pessoas que têm opiniões diferentes, mas preocupam-se muito pouco, ou mesmo nada sobre o que realmente interessa: Como Melhorar a vida das pessoas!

 

Como tal,só posso estar de acordo com Manuel Alegre quando escreve, no editorial da "OPS!", sobre a Ministra da Educação e a politica de educação:

 

Se a eleição de Obama é um facto de mudança, devemos ter consciência de que, num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e divulgação científica, a inovação tecnológica e social. Tal não é viável num clima de tensão permanente entre o Ministério da Educação e os Professores, nem num ambiente de incompreensão entre o MCTES e as universidades.

Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática.

 

publicado por Pedro Oliveira às 07:26
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14 comentários:
De patti a 11 de Novembro de 2008 às 09:39
Não te preocupes que não és o único, noutro dia vi-me a defender o Louçã!

A Dona Lurdes é autista e acha que o facto de que a classe que ela representa estar toda unida contra ela é um mero pormenor.
De CA a 11 de Novembro de 2008 às 10:51
Olá Pedro!
Como te compreendo!!!
Acredito que não seja uma questão de alteração de direcção politica mas sim o facto de observarmos com discernimento o que se passa ao nosso redor... E o que se passa não é, MESMO, o que se pode considerar consciente e normal!!!
Bj
CA
De maria Antonieta a 11 de Novembro de 2008 às 10:53
Mais uma vez Pedro em completa sintonia de opiniões.
Ùltimamente também me dou conta que muito o que Manuel Alegre escreve está certo.
Temos que faze rmuita introspecção meu amigo para vermos se conseguimos compreender este fenómeno que agora nos deude concordarmos com muito daquilo que o Manel escreve.
Da poesia há muito que eu gostava .
Haveremos de chegar a conclusão do porquê.
O Pedro já deu alguns motivos e eu também concordo com eles .
Esperemos como serão as cenas dopróximo episódio na educação..
Nós cá estaremos atentos
De Irene Pereira a 11 de Novembro de 2008 às 11:46
Leia-se o artigo de Miguel Gaspar hoje no Público... Com mais esta manifestação, já se percebeu que os professores querem ser avaliados, querem trabalhar, querem ensinar e que o ministério não está preocupado com os professores nem com que os alunos aprendam! Está preocupado com o sucesso das estatísticas e continua surdo a tudo e atodos num discurso que ninguém já consegue ouvir, nem os próprios socilaistas, veja-se o caso de Manuel Alegre e Ana Benavente...

De Platypus a 11 de Novembro de 2008 às 12:31
Se Manuel Alegre é coerente com o que pensa e não tem medo de o dizer também assim era Alvaro Cunhal e até Hitler ou Stalin, e não é por isso que admiro os seus pensamentos.
Quanto à inflexbilidadde da Ministra, o que é que se esperava depois de uma entrevista de um sindicalista que afirmou que com as eleições à porta era agora a altura de fazer as manifestações, ou quando os professores que querem "trabalhar" que com o fim dos furos nos horários (aulas de substituição), com o aumento da idade da reforma e com a avaliação estão a pedir a reforma antecipada ás centenas, ou ainda quandos os professores que "querem" ser avaliados mas não esta avaliação e não se conhece nenhuma proposta diferente e após dois anos de processo a única vez (na voz do já famoso Mário Nogueira) que apresentaram sujestões á Ministra foi no dia 27 do passado mês de Outubro a dias da já anunciada manifestação.
Palavras leva-as o vento e de populistas bem falantes estou farto à muito.

P.S. - última Hora, nenhum sindicato de professores compareceu na comissão paritária marcada para hoje com o Secretário de Estado daEeducação.
(será por continuarem a não ter ideias para a avaliação de professores ou simplesmente e é aquilo que tenho a certeza não querem ser valiados?)

P.S.2- Só para informação nunca votei PS nem em qualquer partido de esquerda
De anonimo a 11 de Novembro de 2008 às 13:58
Sr. Platypus,

O mais engraçado é que os mesmos que dizem que não vão em manifestações e não aceitam estas formas de pressão, são os mesmo que cavalgaram na onda das manifestações, dos policias,das propinas ou da ponte 25 de Abril,em outras alturas.Não sou "Alegrista", mas o facto é que o que ele escreve é pertinente e deveria fazer pensar os do próprio partido.
O PS está a ir pelo caminho que bem figurou Jorge Coelho, quem se mete com o PS leva, basta assistirmos ao que se passa na nossa terra.A escola é a mesma,não admira que João salgueiro se sinta bem no PS.
Os professores deviam também pressionar as Câmaras, não são elas que vão gerir as escolas?
Qual é a estratégia que Porto de Mós tem, por exemplo, para gerir os docentes?

Ler o que as pessoas pensam só faz bem, primeiro porque já são poucas as que pensam e depois serve para formarmos também a nossa posição.
Como eles não lêm....
De Pedrosa a 11 de Novembro de 2008 às 15:15
Afinal....O Manel Pesa lá dentro!

Educação: Avaliação de desempenho só vai pesar no concurso de professores dentro de 4 anos - Ministério
11 de Novembro de 2008, 13:46

Lisboa, 11 Nov (Lusa) - A avaliação de desempenho só terá efeitos na colocação de professores daqui a quatro anos e não no próximo concurso, como o Ministério da Educação (ME) tinha anunciado, revelou hoje o secretário de Estado Jorge Pedreira.

Segundo o secretário de Estado Adjunto da Educação, a tutela vai apresentar ainda hoje aos sindicatos uma nova proposta sobre as regras dos concursos de professores, na qual a avaliação de desempenho deixa de constar entre os factores determinantes da graduação dos docentes.

"Ainda hoje faremos a entrega de uma nova proposta que representa uma aproximação à posição dos sindicatos. Vão ser incluídas disposições transitórias, em que a bonificação pela avaliação de desempenho apenas terá efeitos no concurso de 2013", afirmou Jorge Pedreira, em declarações aos jornalistas.

A anterior proposta do Governo previa que a graduação dos docentes para efeitos de colocação fosse determinada, não apenas pelo tempo de serviço e pela nota de licenciatura, os elementos que até agora pesavam na sua ordenação, mas também pela avaliação de desempenho, o que os sindicatos contestavam.

No final da comissão paritária de acompanhamento da avaliação de desempenho, que não chegou a realizar-se devido à não comparência das organizações sindicais, o secretário de Estado adiantou ainda que a nova proposta terá outras alterações, nomeadamente no que diz respeito aos professores que pertencem aos quadros de uma região educativa (os chamados quadros de zona pedagógica) e não de uma única escola.

O anterior documento previa que estes docentes fossem obrigados a concorrer a mais do que uma região, podendo ser colocados em escolas muito afastadas da sua residência, o que agora só terá de acontecer caso não tenham vaga na sua zona.

Para o responsável, as alterações constantes desta nova proposta mostram que o ME continua "interessado e disponível" para trabalhar com os sindicatos, mesmo depois de estes terem "rompido o memorando de entendimento" sobre avaliação de desempenho, assinado em Abril, e suspenso a sua participação na comissão paritária de acompanhamento.

"Lamentavelmente, os sindicatos decidiram suspender a sua participação e não compareceram nesta reunião da comissão paritária, o que é extremamente grave e coloca em causa a sua credibilidade como parceiros negociais. Continuamos dispostos a trabalhar com eles, mas a confiança ficou muito fragilizada", afirmou.

Perante a não comparência das organizações sindicais na reunião, o secretário de Estado anunciou ainda que o funcionamento da comissão paritária de acompanhamento do processo de avaliação ficará suspenso, a partir de hoje.

"A comissão paritária fica suspensa porque não é possível mantê-la apenas com a presença dos membros da administração educativa. Se os sindicatos quiserem voltar, reactivaremos o seu funcionamento", adiantou.


JPB/SZS.

Lusa/Fim

De maria Antonieta a 11 de Novembro de 2008 às 19:52
Peço desculpa aos autores do blog mas tenho de publicar isto.
Na verdade andam alguns fazendo-se de cegos.
Digam-me só se istoé normal num país minimamente civilizado leiam a notícia do correio da manhã que passo a transcrever:

09 Novembro 2008 - 21h00

Unidades não dão alta aos doentes para ter um maior financiamento
Internados para lucro hospitalar
Há doentes que permanecem mais dias internados nos hospitais públicos, sem que seja necessário receberem mais cuidados de saúde. Este é um estratagema usado pelos hospitais para arrecadar um maior financiamento do Governo. O Ministério da Saúde sabe do caso, mas, contactado pelo CM para um esclarecimento, não deu resposta.




A denúncia foi feita ao CM por fontes da direcção clínica de um hospital. "É frequente termos no hospital doentes internados que podiam ter alta e ir para casa, já não necessitam de tratamento, mas as administrações ‘obrigam-nos’ a não dar alta clínica para o hospital não ser prejudicado em termos de financiamento."

Os internamentos desnecessários com objectivos económicos foram confirmados pelo presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Pedro Lopes, que critica: "É verdade, os hospitais, dentro do processo de gestão, prolongam a estada dos doentes mais um dia ou dois para atingir o financiamento justo. Este é um problema que o Ministério da Saúde conhece há anos, mas nada fez para uma resolução e uma reavaliação dos limiares mínimos."

O administrador explica que há um limiar mínimo e máximo de tempo de internamento para tratar uma determinada situação clínica. "Se o doente ficar menos tempo do que o limiar mínimo, o hospital é fortemente penalizado, porque recebe menos verba. Se o doente ficar mais tempo do que o limiar máximo também é penalizado. O ideal é permanecer um tempo médio." Esses limiares temporais variam consoante os grupos de diagnóstico homogéneo, ou seja, conforme as doenças.

O responsável salienta que este problema penaliza especialmente os hospitais que apresentam maiores índices de eficácia. "É mau para os hospitais mais eficazes porque não disponibilizam camas para mais doentes."

A falta de capacidade de resposta dos Cuidados Continuados para acolher doentes que não precisam de internamento mas de cuidados de saúde e a demora de familiares em buscar os pacientes são outras situações que prolongam as estadas nas unidades.

TRANSPLANTE DE MEDULA CURA SIDA

Um doente norte-americano infectado com o vírus da sida foi considerado curado depois de ser submetido a um transplante de medula óssea de um dador com resistência genética à infecção. Este caso de cura está a surpreender a comunidade científica e cria expectativas ao nível mundial. Em declarações ao CM o antigo presidente da Comissão Nacional de Luta Contra a Sida, o epidemiologista Meliço Silvestre, mostra-se cauteloso com o resultado do transplante ao doente, de 42 anos, feito há dois anos. "É natural que haja um entusiasmo científico grande porque até hoje não foi possível erradicar o vírus do organismo, só baixar a carga viral. Este é um caso pontual, são necessários mais doentes para se falar em cura." O especialista Machado Caetano diz que é o primeiro grande passo para a cura da sida.

DOENTES PREJUDICADOS COM TAXA

Se por um lado o prolongamento dos internamentos hospitalares representa uma vantagem económica para as administrações hospitalares, por outro é uma desvantagem para o próprio doente, que tem de pagar do seu bolso uma taxa de internamento com o custo diário de 5,10 euros. A taxa moderadora para os internamentos entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2008, tendo sido criada pelo anterior ministro da Saúde, Correia de Campos. Esta taxa moderadora é paga até dez dias de internamento. Para além desse período, é considerada uma situação de doença crónica e os doentes deixam de pagar. Fontes de direcções clínicas hospitalares asseguram que o prolongamento da estada de um doente não deve ser vista como "um grande mal", uma vez que no hospital o utente sempre é mais vigiado clinicamente.

De rui fonseca a 11 de Novembro de 2008 às 21:57
É o país do faz de conta.Onde estão os reguladores dos vários sectores?
O Pedro pediu para não insestirmos na questão, mas sendo um dos pensadores politicos,mais esclarecidos, da nossa praça, resta-me fazer esta pergunta;já foi convidado pelo PSD para o jantar a realizar no Juncal para preparar as autárquicas?
De violeta a 11 de Novembro de 2008 às 20:54
Agora vamos ver o percurso político de Manuel Alegre dentro do PS
De bluevelvet a 12 de Novembro de 2008 às 00:35
Também fiquei agradavelmente surpreendida com as declarações de Manuel Alegre.
Haja alguém que se demarque da D.Lurdes.

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