Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Ninguém se preocupa!?

Pelo que soube, o PSD tem cerca de 30 militantes activos e o PS não chega aos 50(em Porto de Mós),ambas as informações dadas por gente que está nas respectivas comissões politicas, O CDS, o PCP e o BE terão menos ainda, pois quem não está habitualmente no poder não tem,normalmente, capacidade de mobilização, se é que  podemos utilizar esta expressão tendo em consideração estes números. Estamos a falar,  números "redondos", em 100 pessoas, o Concelho tem,mais ou menos, 20 000 habitantes.

Normalmente quando questionamos  estas coisas, a resposta mais rápida que se ouve é que :"nos outros Concelhos ainda é pior", e ficamos todos contentes por isso.

Eu não fico, e em minha opinião, esta situação mostra e prova bem, que a nossa democracia está doente.

Se em outros países há o hábito de as pessoas se reunirem e discutirem os problemas do seu bairro, rua ou freguesia, dei exemplo do que vi em Créteill,em França, em Portugal normalmente isso não acontece e a população, que não está para isso, isso é lá com eles, delega essa função para os partidos politicos.

Porto de Mós tem 13 freguesias, se considerarmos que os militantes nos vários partidos, são aqueles que se sentem motivados para participar activamente no pensar a sua terra, temos  8 pessoas "filiadas" por freguesia.

 

Não acham muito pouco?

 

Em minha opinião é muitissimo pouco.O que têm feito os partidos para inverter esta situação?Porque é que os partidos não são organizações apelativas e abertas à discussão?

São os partidos, nesta altura, o único "meio" para que as pessoas expressem as suas opiniões em prol das populações?

O que devem fazer os partidos para voltarem a ser agentes de dinamização intelectual, de mudança e de esperança num futuro melhor e mais justo?

 

Estas e outras perguntas têm feito "tilt" na minha cabeça nos últimos tempos, e chego à conclusão que neste momento os partidos têm pouco interesse em ter gente que pensa pela sua cabeça, estão cheios de gente que sabe tudo e, como tal, pensam que sózinhos conseguem resolver os problemas, temo é que não sejam os nossos problemas.

 

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publicado por Pedro Oliveira às 07:21
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22 comentários:
De Paulo Sousa a 12 de Novembro de 2008 às 20:26
Pedro,
Compreendo o que queres dizer mas não vejo a coisa de uma forma tão radical.
Acompanhei com proximidade as duas últimas eleições autárquicas e só aí dei conta do número de pessoas que isso envolve.
Basta ver que uma Assembleia de Freguesia é composta por nove membros, o que juntamente com o executivo totaliza doze pessoas eleitas por freguesia. Em treze Freguesias dá 157 pessoas. Ficam a faltar ainda os candidatos não eleitos das listas de todos os partidos e aí o número aumenta bem mais.
Como os nenhum dos candidatos às Assembleias de Freguesia pode concorrer a outros órgãos como à Câmara ou à Assembleia Municipal o nº total de eleitos e não eleitos de todos os partidos é enorme.
Isto para dizer que, concordo que de facto os lugares chave dependem da aprovação de poucos, mas acaba sempre por haver um grande envolvimento social nas eleições autárquicas.
De militante anónimo a 12 de Novembro de 2008 às 22:11
Este seu comentário,Sr.politico independente mas pouco Paulo Sousa, só veio dar razão à linha de pensamento dos demais comentadores, anda distraído,o que diz é que há uma envolvente muito grande na altura das eleições,mas nos quatro anos de trabalho que medeiam os actos eleitorais está toda a gente a pensar em tudo menos em levar gente a reflectir sobre a sua terra.O que diz comprova que as listas são 95% de independentes que tanto podiam ir com o zé ou o antónio.Os partidos valem zero como ideologia ou centros de pensamento comum.Eu não vou nessa,Vanessa!...
Sou militante acredito na utopia que está por detrás dos partidos e da sua ideologia,muitos são cataventos de interesses estabelecidos e que acreditam piamente no chamado cacique, ou mais modernamente lobbie de interesses.
Assunto muito interessante!Mais do que possamos pensar, é aqui,partidos, que se joga o futuro de nós todos.
De anonimo a 13 de Novembro de 2008 às 01:32
A realidade dos Partidos não é como foi relatado. No caso do PSD pude apurar que tem cerca de 200 militantes em Porto de Mós, mas para o acto eleitoral em causa apenas os tais 28 tinham as quotas com o pagamento em dia. Ao que parece quem não tem essa situação regularizada não´faz parte dos cadernos eleitorais.
De Pedro Oliveira a 13 de Novembro de 2008 às 10:32
Caro anónimo, não coloco em causa a sua informação, mas repito o que escrevi, os dados foram ditos de viva voz, por 2 elementos das comissões politicas do PS e PSD respectivamente.Não deixo no entando de referir que só 10 %, dos militantes, que lhe disseram que tem o PSD, têm as quotas em dia, vá lá saber-se porquê...

E é nestas questões que eu gosto de reflectir, também para ti Paulo, enquanto muitos dão como adquiridos os números e não há nada a fazer, o que me interessa é questionar o porquê dos números.
Pelo que lemos dos vários comentários, vemos que muita coisa está mal e que podia ser diferente.Foi isso que tentei fazer com o texto e depois no meu, extenso, comentário.
O que escreve o Luís Costa, a Antonieta Mariano, Rui Fonseca, militante anónimo, entre outros mostra bem que os Partidos não estão bem na sua relação com a sociedade. Eu,sinceramente, também não entendo que seja normal, as listas serem compostas por pessoas que não são militantes e que provavelmente os partidos nos quais vão integrar as listas nada lhe diz em termos ideologicos e de prática politica.
Se isto é ser radical meu Caro Paulo, então eu sou radical.Mas eu vejo a democracia com partidos,pessoas identificadas com os partidos e a discutirem sobre o bem comum.Aqueles que não se identificam com nenhum partido que formem os seus movimentos, agora dizer presente só nos actos eleitorais e ir à boleia de uma estrutura politica e essa estrutura politica estimular isso, é que não me parece que acrescente valor aos partidos.
Mas se a maioria está de acordo com esta maneira de fazer politica ok, não queixem é depois das abstenções e coisa e tal. Mas isso também não deve ser importante...
De 7 Setes a 13 de Novembro de 2008 às 10:48
Caro amigo, nesses 200 militantes também está a contabilizar os que nas últimas eleições se passaram para o PS, tipo João Salgueiro??
De Pedrosa a 13 de Novembro de 2008 às 11:46
Este anónimo do PSD só se enterrou ainda mais, essa é boa ó "setes", cá para nós que ninguém nos ouve, devem ainda lá estar os Salgueiros,os Albinos e companhias Lda, se calhar até os já falecidos, parecem os clubes da bola que dizem ter milhares de sócios e depois só pagam umas centenas as quotas.
Deixem-se andar assim que vão no bom caminho.
De Joga a 13 de Novembro de 2008 às 14:01
Olá Pedro
Pelo que estou a ler, parece-me haver aqui uma iniciativa titubeante de verificar se existe um espaço, na sociedade portomosense, para a formação de uma Lista Independente que concorra às próximas eleições autárquicas. Estou enganado?
Em minha opinião, no actual sistema partidocrático, qualquer lista Independente (mesmo que vencedora) não terá viabilidade e terá enormes dificuldades em aplicar o seu programa eleitoral, por melhor que ele seja. Destes constrangimentos estão livres as listas partidárias, onde a participação de cidadão Independentes é potencialmente bem mais consequênte.
Tenho recebido as newsletters do MMS, Movimento Mérito e Sociedade que se constituíu no mais recente partido político. Esta agremiação é notóriamente um partido de nova geração (com todos os defeitos e virtudes daí decorrentes). Não sei o que o futuro lhes reserva mas em tese, poderá ser um bom instrumento para a mudança aplicada à evolução de mentalidades que é necessário operar no nosso concelho.
Veja a página deles em: www.mudarportugal.org
Abraços do
JoGa
De Pedro Oliveira a 13 de Novembro de 2008 às 14:28
Olá Caro JoGa,
É com enorme prazer que te leio no Vila Forte.
Já que tocas no assunto e fazes a pergunta tão directa, sempre te digo que, já disse isto uma ou duas vezes, nos anos 90 participei no surgimento de listas independentes de partidos a Associações de Estudandes,foi "Sol de pouco dura", porque os partidos trataram de recrutar a malta para os seus quadros.O que vem dar razão à tua opinião.
Em Porto de Mós, há sem dúvida, gente que está desiludida com os partidos e que não se importaria de abraçar um projecto desse género(não escondo que há gente que fala comigo sobre o assunto), eu pelo meu lado, por aquilo que escrevi neste texto e comentários, gostava mais de ver os partidos com gente capaz,com vontade de fazer e de Pensar Porto de Mós(esta é para ti...)num todo.
Evitei falar deste assunto,para evitar mais polémica entre mim e o PSD de Porto de Mós, mas como a tua pergunta trás água no bico..., digo-te a ti e aos demais leitores do Vila Forte, neste momento, não estou a liderar nenhum movimento independente em Porto de Mós para as autárquicas.

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