Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Haiti

Destruição no Haiti

O violento sismo que lançou uma vez mais a tragédia sobre o Haiti é o exemplo que nem a Natureza poupa os mais fracos. Da desgraça que atrai desgraça ou o trágico magnetismo da pobreza …Da catástrofe dos números: 30 a 50 mil mortos para a Presidência; 100 mil para o governo; 500 mil para observadores internacionais… Os mais pobres do mundo ficam ainda (sempre) mais pobres!

 

publicado por Eduardo Louro às 00:56
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2 comentários:
De Anómico a 15 de Janeiro de 2010 às 18:46
O dragão que habita no ventre da Terra
Tenho muita pena... muita mesmo, mas a demonstração das forças mecânicas da Terra que se fizeram sentir no Haiti - Port au Prince , foi apenas mais uma coincidência entre a desgraça e a natureza...lamento profundamente.
Esta Terra dos homens, Terra que alimenta com o seu solo, que fornece riquezas minerais e energéticas das suas entranhas, que há 4 mil milénios vem permitindo o desenvolvimento conquistador da nossa espécie - Mas também Terra que mata. E que mata cada vez mais - enquanto na Idade Media as vitimas dos terramotos e das erupções vulcânicas não iam além de uns quantos milhares - No ano 2000 o nº de vitimas ultrapassou em larga medida os 2 milhões de almas. Mais de 2 milhões de pessoas mortas, sob os escombros de edifícios desmoronados no México, da lama de um vulcão Colombiano cuja modesta actividade não o predestinava para o papel de assassino, num terramoto no norte da China em Tangshan , passando pelas Papuas sepultadas nas cinzas do vulcão Lamington , por um punhado de americanos aventureiros mortos aquando da erupção do Monte de Santa Helena, ainda o olhar de uma criança na Indonésia num misto de pavor e clemência que sobreviveu a uma feroz tsunami, envergando uma camisola da Selecção Nacional de Futebol e por fim meus amigos, uma dor imensa, um grito lancinante que atravessou o Planeta de lés a lés a partir do Haiti - Port au Prince - numa terrível demonstração das forças tectónicas , em que a actividade sísmica desta falha tectónica , de facto não fazia prever a pintura dantesca, viva e impotente que nos tem sido servida pelos media internacionais. É certo que os efeitos das catástrofes naturais não são novidade para o homem. Plínio , o Moço descreveu, e bem a erupção do Vesúvio que matou o seu tio. Os arquivos dos Imperadores de Constantinopla estão cheios com as contabilidades dos prejuízos humanos e materiais causados pelos terramotos da Turquia e do norte da Grécia O mesmo acontece nos arquivos Japoneses e Chineses. O carácter rigoroso e implacável destas manifestações da Terra levou, desde há muito, os homens a classificar os sismos e vulcões n categoria dos fenómenos sobrenaturais, directamente ligados à existência dos Deuses. Os antigos Japoneses propuseram a 1ª "explicação sintética", o 1º modelo que integrava tremores de terra e erupções vulcânicas , em resumo, o 1º modelo de dinâmica terrestre unificada. O interior da Terra era habitado pelo Grande Dragão, que de vez em quando manifestava o seu mau humor - ou então sacudia a sua carapaça rugosa e montanhosa, provocando sismos - ou ainda mais violento, cuspia fogo pelas suas mil ventas que eram os vulcões. O Japão, ameaçado de todos os lados pelos seus humores, tanto pelos sismos como pelas erupções vulcânicas , estava evidentemente, localizado na cabeça do dragão. Pelo contrario a China interior sujeita aos tremores de terra mas livre de vulcões estava situada ao nível do corpo, da carapaça rugosa. Ora, então, para os Países do Extremo Oriente, a ameaça não é portanto nova. A resignação também não. O mesmo acontece com as sociedades mais próximas do mundo Ocidental; como a Turquia, a Grécia e também as civilizações do Medio Oriente. Para nós Portugueses, estas ameaças tectónicas também nunca foram infelizmente novidades - quem não se lembra do terramoto de 1755 no dia de todos os santos, que dizimou mais de metade da população de lisboa, destruindo mais de 2/3 da construção da capital lisboeta - acompanhado de tsunami que arrazou o porto de Lisboa, do grande tremor de terra de 1969, a erupção do vulcão dos Capelinhos nos Açores nos anos 50 do seculo XX, ou ainda o tremor de terra no Faial de grau 7,2 em 1998, mas que não teve as consequências deste no Haiti, devido a vários factores - pesando bastante o factor de densidade populacional, a extrema pobreza destas populações, associadas á grande precaridade na construção civil de Port au Prince e a um caotico urbanismo lamentável. Hoje, graças á televisão tudo mudou em pouco tempo. As catastrofes teluricas estão hoje presentes em nossas casas onde todos podemos acompanhar, de maneira por vezes insuportavel - aquele haitiano no meio de tanta dor e morte de braços caidos numa atitude de impotencia perante este evento tectonico.A J M Teixeira.
De anónimo 7x7 a 15 de Janeiro de 2010 às 20:34
Anómico esta tua análise está inquinada pela base, à centenas de anos a esperança média de vida não ia para além dos 35-40 anos jamais podiam ter ,as catástofres naturais, o indice de mortandade que hoje há quando a esperança média de vida é do dobro.
A Biblia demonstra bem que sabes pouco sobre as terriveis devastações que existiam e que serviram para as alegorias nela existentes,mas numa coisa tens razão é dramática a situação do Haiti, como foi Águila ou no Bangladesh.

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