Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Educar para o Optimismo #1

Vivemos numa cultura marcada pelo pessimismo, que antecipa o pior, seja do ponto de vista social, politico, relacional, enfim… parece que estamos permanentemente alerta, como se algum perigo, desilusão ou traição estivesse à espreita. É muito importante parar para pensar em tudo o que se perde quando é esta a postura perante a vida

 
Vários estudos sobre o optimismo revelam que pessoas com uma atitude positiva vivem mais tempo, adoecem menos, têm maior garantia de sucesso pessoal e profissional e sobretudo vivem mais felizes! Esta atitude é um claro sinal de Inteligência Emocional, cada vez mais importante para o sucesso pessoal e profissional (abordarei este tema posteriormente).
O optimismo não é apenas “pensar positivo”, não é uma atitude de desresponsabilização, ou idealização. É uma competência, uma ferramenta que nos permite lidar de forma positiva e competente com os inevitáveis obstáculos/desafios com que nos vamos deparando nas várias dimensões da nossa vida.
As pessoas com uma atitude optimista distinguem-se pela forma como se vêem, como vêem o mundo, e vêem os problemas como oportunidades ou como tarefas a resolver, sentem-se eficazes, com competências e capacidade para encontrar soluções e lidar com a vida em geral. Conseguem auto-motivar-se para atingir objectivos que elas mesmo traçaram. São pessoas que gostam delas próprias e dos outros, com quem nos dá prazer estar, porque nos fazem sentir bem e nos inspiram!
Educar para o optimismo e inteligência emocional é crucial para que no futuro, os nossos filhos e os chamados homens de amanhã possam ser mais felizes e bem sucedidos. Este deve ser um pilar na educação e na gestão das pessoas no meio empresarial e sinto que ainda temos um caminho tão longo a percorrer…
Estaremos nós, enquanto pais, educadores ou gestores preparados ou sensibilizados para fazer diferente?
 
Como dizia Marion Howard, “A vida é como um cobertor demasiado pequeno. Puxa-se para cima e ficamos com os pés de fora, sacudimo-lo para baixo e ficamos a tremer de frio nos ombros; mas as pessoas bem-dispostas e optimistas conseguem encolher os joelhos e passar uma noite muito confortável.”
 
publicado por Telma Sousa às 08:00
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14 comentários:
De Pedro Oliveira a 28 de Janeiro de 2010 às 08:42
É uma das questões que me preocupa como pai, pois o mundo que nos rodeia leva-nos sempre para o lado do castigo,da punição, do não deixar errar e da possibildade de não serem ninguém na vida.Muitas vezes dou comigo a falar assim para os meus filhos, o que me leva sempre a concluir que ser pai,mãe, educador, não é uma coisa inata como sempre nos fizeram crer: "Não te preocupes na altura certa saberás resolver o problema."
São fundamentais encontros de Pais, acções de formação que nos dêem competências para educarmos os nossos filhos para o optimismo, para o pensamento postivo e vermos em conjunto o lado bom do erro.Como te disse há dias e já sugeri aqui há uns meses, aconselho que vejam o filme animado "os Robisons" pois trata deste assunto, festejar o erro, de uma forma que até nós os adultos entendemos...
De Paulo Sousa a 28 de Janeiro de 2010 às 08:45
Concordo com o diagnóstico. Basta vermos como respondemos a um 'Como é que isso vai?' e comparamos por exemplo com um americano.
A nossa resposta é frequentemente: 'Vai-se andando' (expressão bem apanhada pelo José Pedro Gomes para uma peça sobre os portugueses) ou 'Menos mal'. Um americano responde qualquer coisa como 'Fine' ou 'Excelent'. As atitudes implícitas são completamente diferentes.
De Paulo Sousa a 28 de Janeiro de 2010 às 09:51
Entao como foram as férias?

tuga: Já se acabaram!
americano: Excelent!
De João Romeu a 30 de Janeiro de 2010 às 13:24
Bom dia Paulo
E que os yankes não têm 28 dias de férias como nós os Tugas.São maneiras de encarar a vida. Para nós Portugueses sentimo-nos tristes e por vezes envergonhados se os nossos filhos não forem Dr. . ou Eng. . Temos que os educar também que ser um bom técnico em qualquer outra área é ter tanto ou mais mérito que ter um canudo, e ele como técnico deve-se sentir também orgulhoso da função que exerce, mas essa educação deve começar nos pais e nas próprias escolas. Nós nunca estamos bem, mesmo quando o que fazemos está a correr bem ,e isto transmitisse como um vírus Eu pessoalmente com todas as atrocidades da vida sou feliz, um dos meus objectivos de 2010 não foi perder peso "Chica um investimento de 53 anos não o quero perder" mas sim mudar a minha atitude para com a vida, auto motivar-me de que sou capaz de progredir e ser tão bom como os melhores e tentar passar a mensagem aos que me rodeiam, filhos, netos, clientes família etc. " só os bancos e que estou com alguma dificuldade a motiva-los que vamos ser capazes de vencer " mas se todos deixarmos o de ter pena de nós próprios a nossa vida será melhor.
De Paulo Sousa a 30 de Janeiro de 2010 às 18:22
Concordo plenamente. A solução depende de uma atitude positiva como a que descreve. Quando há dias falei do filme Invictus sobre Nelson Mandela, referi-me à capacidade de um líder tem de transmitir essa atitude a um grupo de pessoas que pode ser um país inteiro. Terão os nossos governantes capacidade de fazer de nós melhores pessoas e cidadãos? Pensamentos mais liberais dirão que mesmo que não tenham não precisamos disso porque o estado só complica e temos de ser nós a resolver os problemas que temos juntamente com os que o estado nos cria, pensamento esse que nem é descabido. mas que uma liderança capaz e visionária poderia fazer de nós um país melhor... lá isso podia.
De Eduardo Louro a 28 de Janeiro de 2010 às 22:40
A verdade é que nós, portugueses, quando interpelados em inglês, respondemos excatamente da mesma forma: Fine; e acrescentamos educadamente: Thank You!
Será porque não sabemos dizer "cá vamos andando" em inglês?
Se for em francês respondemos: Ça va bien!
Se calhar isso é mais um problema de línguas...
De anonimo´s a 28 de Janeiro de 2010 às 08:56
Há décadas que somos um povo que vai cantando e rindo...só de nós próprios é que não o fazemos.
De anonimo´s a 28 de Janeiro de 2010 às 09:00

*
É certto que na generalidade assim é.
Só que:

"Vivemos numa cultura marcada pelo pessimismo, que antecipa o pior", falso: se assim fosse não teriamos a surpresa da crise. O optimismo dos mercados, do emprego, foi o que fez com que se abandalhasse as expectativas de conduta.
Hoje em dia apela mais à etica do cuidado, e não do optimismo. Há mais Hans Jonas do que Disney.
De anonimo´s a 28 de Janeiro de 2010 às 15:02
o pedantismo das causas "fracturantes", o vanguardismo social, o "diabo que veste Prada" ou Armani, e o "departamento dos truques sujos" à Richard Nixon, tudo adaptado à mediania provinciana da capital. A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais,
que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o "socratismo" criou e vai deixar órfã."
.
Adoro este optimismo que nos bate a governar...
:
Pieguices optimistas.
De antonio carvalho a 28 de Janeiro de 2010 às 20:25
Olho o mundo sempre em mudança. Não me preocupam nada as invenções técnicas e cientificas que provocam grandes mutações em produtos(serviços ou ferramentas) quer em organizações.
Porém, não fico tão seguro dessas mudanças,(fico cético ou até medroso) quanto às pessoas que as inventam ou descobrem, dos donos dessas mesmas invenções e aos efeitos e fins a que se destinam tais inovações.
Dois exemplos: 1º. Produção de energia nuclear militar - Cientistas de laboratórios secretos, sem nome e sem vida pessoal(perseguidos permanentemente por serviços secretos) apenas criaram um bem que projectasse imagem de poder e destruição total;
2º- Produção de energia nuclear para fins pacificos :
Conhecidos os seus trabalhadores, locais e utilização perfeitamente identificada.
Destes exemplos, é evidente que no 1º, fico com as náuseas, medos e sem optimismo nenhum, sobretudo quando aqueles que possuem tal energia, permanentemente fazem lembrar a todos que se acautelem, porque já sabem o resultado da utilização da mesma, mas ao mesmo tempo fazendo crer que os que não a têm é que são responsáveis se ela for utilizada.
No 2º., fico naturalmente feliz, optimista e futurista militante, mesmo sabendo do dificil e utópico que é ser feliz em cenários de depressão e miséria, quer seja social, politica ou económica.
Sendo um optimista por natureza, deixo contudo mais uma nota - Não acredito que se construam níveis de desenvolvimento e de cultura elevada, quando as escolas são fábricas de produção de certificados de e para estatisticas. A 1º. fase da aprendizagem para o optimismo é a produção do conceito de cidadania, a aquisição da ferramenta analitica e depois a da critica. Um país que não sabe criticar-se, digo, analizar-se e falar uma linguagem de verdade e dar respeito pelo direito de ser diferente, nunca saberá ou poderá ir longe num clima de optimismo realista e sentido. Poderemos ter apenas optimismo do bobo permanente.
De Eduardo Louro a 28 de Janeiro de 2010 às 23:12
O nosso retrato “psico-sócio-cultural “ mostra-nos um acentuado traço de pessimismo muito próprio da nossa matriz cultural, do nosso fado. Mas também nos mostra o oito e o oitenta da massa com que somos feitos, um povo tão depressa deprimido, descrente e derrotado pelas adversidades como eufórico, imbatível e capaz de levar tudo pela frente…
Não é fácil de lidar com uma malta destas!
A verdade é que as gerações mais novas vão-nos mostrando que podemos inverter estas tendências e gradualmente, com a melhoria do nosso processo de educação e com a melhoria das nossas capacidades de interacção com o mundo global, acredito que nos vamos transformando e que passemos a ser conhecidos como proactivos, motivados e, já agora, disciplinados e empenhados.
De Pedro Oliveira a 29 de Janeiro de 2010 às 08:42
Se até nós, editores, conseguimos, não é Eduardo!!??...
private joke
abraço eu caro
De Paulo Sousa a 31 de Janeiro de 2010 às 03:11
Digam lá que esta tristeza tuga não é fantástica?
http://www.youtube.com/watch?v=XQrq7nLPHEw
De Fátima Perloiro a 4 de Março de 2010 às 21:36
Cara Telma:
Concordo com o texto, tanto mais que me parece retirado /inspirado do Livro "Educar para o Optimismo" do qual sou co-autora em conjunto com Helena Marujo e Luís Miguel Neto
Um abraço Fátima Perloiro

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