A Lei das Finanças Regionais foi aprovada, apesar das ameaças de demissão de um governo, que é suportado na Assembleia da República, por um Partido que não tem a maioria e parece não perceber isso.
Esta lei representa mais 50 milhões de euros de dívida, 0,03% do défice, ou seja, 3 cêntimos em cada 100€!
O anterior e o actual Governo erraram o défice de 2009 em mais de 300%, começou em 2,2% e acabou em 9,3%. Estão agora preocupados com 0,03% de défice e ameaçam demitir-se. Se o motivo é este, talvez João Jardim tenha razão, - que se demitam!
As ameaças, a chantagem, as declarações em off, a interminável espera pela declaração solene do Sr. Ministro de Estado e das Finanças, tudo encenações, que não coincidem com a realidade que nos querem esconder.
O Sr. Presidente da República, preocupado com a sua reeleição, também embarcou no delírio e convocou o Conselho de Estado, que provavelmente o aconselhou! Jardim, normalmente ausente, dizia à saída, - Bom Carnaval!
O Sr. Ministro de Estado depois da referida Lei ter sido aprovada, não esperou muito e logo declarou, “recorrer a todos os instrumentos legais” para impedir o aumento do endividamento da região Autónoma da Madeira. O Sr. Ministro dos Assuntos parlamentares, também ameaçou com a Lei de Enquadramento Orçamental, para impedir o aumento do endividamento da Madeira. A pergunta que faço é, porquê só agora? Porquê só com a Madeira?
O Governo minoritário, anda a brincar connosco e depois de ter garantido a aprovação do 2º orçamento rectificativo de 2009, de ter garantido a aprovação do Orçamento de Estado para 2010, e em simultâneo com esta crise, segundo a imprensa, mantém negociações com os partidos da oposição para a apresentação do PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento), que será vital para acalmar ou agitar ainda mais os mercados, as agências de rating e a União Europeia.
Esta semana, ainda nos brindaram com o balanço dos primeiros 100 dias do Governo, quando este Primeiro Ministro e os seus Governos têm 1792 dias. E 3 deputados socialistas, de forma clandestina, preparavam uma lei que permite a publicação dos rendimentos de todos os portugueses, para finalmente, todos nós podermos espreitar pelo buraco da fechadura do vizinho.
A verdadeira crise, o défice, a dívida, o rating do país, o fraco potencial de crescimento, o desemprego, tudo pormenores que desprezamos, razão tem mo Rui Ramos, quando dizia que estamos salvos! “Não vai ser preciso elaborar projectos, comparar soluções, explicar, debater, optar, arriscar. Vamos apenas ter que fazer o que nos mandarem, constrangidos pela “necessidade”, isto é, sem responsabilidades para ninguém.
Nessa altura, poderemos entretermo-nos com as tricas do costume sem preocupações de maior, faltará muito pouco tempo!
Acredito, e espero, que esta última birra de Socrates, conjugada com os contínuos atentados à liberdade de expressão, marquem um ponto sem retorno na governação socialista.
De Platypus a 8 de Fevereiro de 2010 às 16:57
Já fui por seis vezes à ilha da Madeira, e venho de lá sempre com a sensação de que não será a última, gosto da terra, quer por razões pessoais mas também porque é bonita, organizada, limpa e nota-se que se tem feito o possível para que as pessoas tenham cada vez mais um melhor nível de vida. Por isso digo que precisamos de um Alberto João no continente.
Só que existe sempre um senão, que é o facto da Madeira para melhorar o nível de vida dos seus habitantes resolveu reduzir o IVA para 14%, e é de referir que TODOS os impostos cobrados na ilha ficam na ilha, o que faz que com a redução do iva o nível de receitas baixe e para que se pague o nível de vida da Madeira que só é ultrapassado pela região de Lisboa, pede-se ao estado que somos todos nós, que aumente em mais 0,03% do seu deficit Desculpem-me mas NÃO, comparando o nível de vida dos madeirenses com os continentais, qualquer cêntimo de despesa a mais será uma afronta a mim e a todos os que como eu pagam os impostos altíssimos.
De 7 Setes a 8 de Fevereiro de 2010 às 17:07
Caro Paulo, concordo consigo, por muito menos o Santana foi posto a andar.
Mas uma dúvida me assola e tormenta, quem será o PM ideal nesta conjuntura, o Passos que não o consegue acertar (o passo), o Branco que ao ver tudo negro não sabe se quer ou não quer ou se ainda tem de perguntar ao periquito o que acha de porventura poder vir a ser. Ou o Rangel que por onde passa faz ranger (pela sua acutilância na luta politica e não me refiro ao peso) no entanto preferiu a UE, que não se podem negar uns $ bons nas carteiras depauperadas dos políticos
Caros amigos, o Cavaco tal como eu deve estar agora a pensar, dou uns patins ao Sócrates e depois quem é que vai calçar as botas de trabalho?
O que me agrada mais é Rangel. Foi cabeça de lista às Europeias para resolver um problema ao PSD e resolveu-o bem.
Todos nos lembramos da sua acutilância nos debates parlamentares e estou certo que é quem Sócrates mais teme.
Registei a sua simplicidade no dia da vitória nas eleições europeias. Se o PS tivesse ganho lá estariam as câmaras a filmar no plano cientificamente correcto, com a luz adequada e regulada por três ou quatro técnicos dedicados exclusivamente à transmissão e com umas dezenas de jotas a fazer barulho que tinham sido transportados por autocarros pagos por alguma empresa de obras públicas. Haveriam papelinhos pelo ar e maquilhagem na cara de todos. Rangel por seu lado reuniu a equipa que o acompanhou durante a campanha e festejaram fora do alcance dos holofotes.
Estamos fartos de show off e até o muito referido excesso de peso de Rangel é um excelente contra ponto aos fatos de marca de Sócrates.
Mau grado as confusões lançadas pelo partido do governo, em que o impacto financeiro tanto era 80, como 800 e depois 200, numa evidente trapalhada das antigas, penso que é claro:
1) A oposição não deveria, nesta altura, cavalgar esta onda;
2) O PSD então não podia mesmo, depois de reclamar rigor nas contas, pelo que isto demonstra que a actual direcção do PSD, que pretende assegurar a manutenção do poder através de alguém da sua linha, apenas se preocupou com esse interesse acautelando os votos da Madeira nesse processo, o que é muito mau mesmo.
3)A Madeira é uma das regiões mais ricas do país, apenas atrás de LIsboa.
4)Que legitimidade existe para que o Norte, o Vale do Ave, por exemplo, participe para os custos da estrutura do poder central e a Madeira, mais rica, não não participe com nada, e ainda venha comer desse orçamento, pague o IVA de 14% quando os restantes portugueses pagam a 20 (por enquanto), pague os combustíveis com um ISP muito mais baixo, etc. etc...
5) A demissão do governo nesta "altura do campeonato" era, objectivamente, a pior coisa que nos podia acontecer, independentemente das carnavaladas do Dr Alberto João.
Deixei na caixa de comentarios do cosmeticas alguns dados ( entrevista com Sócrates ) . O que parece certo é que a especulação ataca a Europa pelo Sul. Por detrás , existem um banco de investimento americano e dois hedge fonds ( segundo Liberation que não é um jornal sensacionalista ).
Muito bem Sócrates em sair em defesa do seu país e do euro. Tem sido louvado, quer pela imprensa da direita quer da esquerda em França.
Nuno
Boa noite Nuno,
Hoje por cá a imprensa especializada dá nota, sem divulgar nomes, de bancos e hedge funds que estão a manipular isto e a lucrar milhões. Mas também é verdade que nós por cá temo-nos posto a jeito... Agora já é tarde e o que o primeiro ministro mas principalmente o ministro das finaças, e mesmo o presidente Cavaco, vêm fazendo é muito à posteriori. Era evitável chegar a este ponto, como já manifestei nalguns posts,
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