Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Cuidados paliativos

Os lares da chamada terceira idade, estão cheios de pessoas com doenças terminais que ocupam camas de quem precisa e não tem companhia, ou somente necessitam de estar ocupados com alguma coisa que a solidão nos seus lares e falta de familia, em muitos dos casos, não permitem.

 

Os hospitais têm inumeras camas ocupadas com pessoas que vêm dos lares para morrerem no hospital sem a  atenção devida, não que enfermeiros e médicos não tenham vontade, mas porque têm mais a quem acudir. Por outro lado, não têm a preparação adequada para estas situações.

 

Quanto aos nossos idosos, pais, avós, tios, enfim qualquer grau de parentesco nos serve, certamente, estão ali, simplesmente, à espera que o tempo passe e a hora chegue ...

Para quando uma rede nacional de cuidados paliativos onde cada instituição se dedique ao fundamental da sua acção e as pessoas tenham um fim de vida com dignidade e com o minimo de qualidade possivel?

 

Na verdade, é quando a vida nos presenteia com situações semelhantes, que paramos um pouco para pensar e reflectir sobre o assunto.  Agora, que vivo na familia, um caso concreto, é que vejo e sinto o quanto sofrem os "velhos" deste país. Aquele que está em 8º lugar, a nível mundial, na população envelhecida. Urge que as politicas de natalidade sejam eficazes e não avulsas, mas tem de se pensar em cuidar dos seus mais velhos com atenção e valorizar o envelhecimento com mínimos de qualidade e dignidade humana.

 

 

 

publicado por Pedro Oliveira às 08:00
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4 comentários:
De Jorge Soares a 15 de Fevereiro de 2010 às 09:23
Bom dia Pedro

Colocas o dedo na ferida, uma ferida em que todos deveríamos tocar, porque para além de todos termos pais, tios, amigos, conhecidos, todos lá iremos parar mais tarde ou mais cedo e sem dúvida que esta é uma área em que tudo está por fazer no nosso país.

Abraço
Jorge
De Ferreira-Pinto a 15 de Fevereiro de 2010 às 10:10
Tendo a nossa sociedade rompido com uma tradição que outrora existia de as respostas serem asseguradas no meio familiar, dever-se-ia ter ponderado a questão do apoio não apenas a idosos mas também a outros grupos necessitados de atenção permanente como é o caso das pessoas portadoras de uma qualquer deficiência que lhes limita a autonomia e a capacidade de proverem ao seu sustento.
É evidente que também os tempos são outros, sendo praticamente impossível que num casal um dos seus membros se desempregue voluntariamente para ocorrer a situações como as descritas sem que isso atire o agregado familiar para quase limiares de existência médio-baixos.
A citada rede é uma necessidade imperiosa e onde as ipss's poderiam desempenhar papel de relevo conquanto, na minha opinião, os mecanismos de fiscalização devessem ser reforçados e a punição dos prevaricadores exemplar. Para não se abrir apenas um nicho de mercado feito à custa de dinheiros públicos.
De João Romeu a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:27
Sr. Pedro
Falar sobre este assunto faço-o com revolta e dor, acabei de perder a minha Mãe que esteve acamada com Alzheimer cerca de 2 anos.
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Sr. Pedro <BR>Falar sobre este assunto faço-o com revolta e dor, acabei de perder a minha Mãe que esteve acamada com Alzheimer cerca de 2 anos. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Vejo,ouço</A> os nossos governantes na altura dos votos fazem promessas, andam aos beijos os velhinhos com palavras do chacha com promessas de melhor vida para a sua velhice, é TUDO MENTIRA não querem nem lhes interessa porque estes não dão votos. Gastam-se milhões nas comemorações do centenário da Republica, gastam-se milhões para mostrar os 100 dias de governação, a Segurança social perdeu milhões na bolsa ,tudo isto é feito sem qualquer pudor e nunca ninguém é chamado á responsabilidade. Cabe sim aos familiares darem o melhor que podem aos seus familiares doentes, os Srs. Governantes não sabem quanto custa tanto em termos económicos como custa entrar no quarto do doente e ficarmos impotentes para lhes dar mais conforto. No entanto quero aqui neste espaço agradecer publicamente as funcionárias da SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE P. DE MÓS pelo empenho, dedicação , profissionalismo e humanismo, como trataram a minha Mãe, e a minha tia que continua acamada também em casa. <BR>Faço aqui uma pergunta aos responsáveis da Santa Casa, com a mesma não quero lançar nenhuma polémica nem melindrar os responsáveis por quem nutro o maior respeito e consideração. Não teria sido melhor terem construído um lar para cuidados paliativos em vez de terem construído as instalações para a fisioterapia? não quero dizer com isto, que estas instalações não sejam uma mais valia para o Concelho , por vezes temos que ponderar as prioridades e necessidades. Quanto a Segurança Social só tenho uma coisa a dizer, não passam os responsáveis de incompetentes, ignorantes e deveriam ser chamados a barra dos Tribunais para explicarem onde estragam as nossas contribuições para terminar só vou aqui um pequeno episódio com estes inegrumes . Fui informado por uma pessoa amiga que a Segurança Social me facultaria uma cama hospitalar para a minha mãe, fui a nossa secção da referida S.Social e cumpri com tudo o que me foi pedido ou seja, eu comprava a cama com o colchão anti-escaras com barras laterais com compressor de ar, só tinha que assinar um protocolo que quando deixa-se de ser precisa eu tinha que a devolver a S.Social até aqui tudo bem, entreguei o processo na S.Social em Porto de Mós , a responsável "salvo erro a Dr.ª Sofia" deu-me indicações para adquirir a mesma, qual o meu espanto passados alguns meses recebi uma carta em Março de 2009 que para aquela situação a S.Social já não tinha disponibilidade ORÇAMENTAL se estivesse interessado que volta-se a propor o mesmo requerimento. Vão gozar com o raio que os parta isto e brincar com os nossos velhinhos<img src="//blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_CRY.png">
De Pedro Oliveira a 15 de Fevereiro de 2010 às 23:08
Caro João Romeu, estou chocado com o seu relato.
Os meus pêsames pela sua mãe.
Realmente este é um país em que as prioridades estão completamente ao arbitrio de meia dúzia de incompetentes e mentirosos.
Raios parta isto!
abraço

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