Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

O Perdão dos poderosos

Leio na imprensa regional, deste fim de semana, que um artigo de opinião da Ex-Vereadora do PSD Irene Pereira, chegou finalmente a Tribunal, por vontade do Sr. presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, por o ter entendido como mentiroso e lhe ter causado prejuízo pessoal.

 
A Irene é acusada do crime de difamação agravada, por ter escrito um texto de opinião, publicado no Portomosense em Novembro de 2008, que tratava de uma suposta acumulação do vencimento do Presidente da Câmara com a reforma.
 
“Acreditei que estava a escrever a verdade”
“ Tenho consideração pelo senhor presidente e nunca foi meu objectivo ofender a sua honra e bom-nome” são algumas das declarações citadas no Região de Leiria.
 
Por sua vez o Senhor Presidente alega, que o texto lhe causou grande transtorno e que ainda hoje as pessoas o abordam sobre a questão.
 
O texto não foi feliz, como a própria reconhece e deu que falar durante uma ou duas semanas, mas hoje alguém se lembra do texto, para além dos protagonistas? As audiências no tribunal e os artigos sobre o assunto, hoje a quem aproveitam? A alguém? A Irene deixou de ser Vereadora, o Sr. Presidente da Câmara continua no cargo, com uma maioria reforçada, que certamente não foi penalizada pelo referido artigo.
 

Os grandes líderes são magnânimes nos seus gestos e são reconhecidos como tal pelo povo. O Senhor Presidente da Câmara tem aqui uma excelente oportunidade para ter um gesto magnânime e esquecer o assunto.

publicado por Luis Malho às 14:00
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53 comentários:
De Rafael Marcelino a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:07
Mas afinal o que importava saber é se realmente acumula ou não o salário. Apenas isso.
Ou segredo muncipal e tem medo ou vergonha de colocar a boca no trombone?!
De pericles a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:27
Perdoa-se aquilo que está totalmente errado.
Não se perdoa, nem se pede perdão quando tudo leva a crer que fosse verdade. O destinatário, como é o caso, pessoa pública e nesse âmbito, esclarecia em vez de chamar “mentirosa”.
Num país em que a honra vale pouco, ou em que se usa o Poder Judicial para clamar a reza da virgem ofendida, é tempo de perceber que gestos magnânimes só vêm de quem tenha razões para o fazer.
No caso concreto, tudo se resolveria se a Presidência da Câmara esclarecesse quem deve ser esclarecido, o eleitor.
Só.
Esclarecer no mesmo meio de comunicação.
Esclarecer na assembleia municipal.
Nada mais.
No caso, há um exercício legitimo em dizer. Como também há um interesse em esclarecer um assunto público.
Os tribunais merecem melhor assunto. Não são sítio para a confrontação politica. E quem está há frente de instituições eleitas bem o deveria saber. Que magnanimidade para com quem exerce uma função?

De matos a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:36
O texto não foi feliz,?como reconhece?
Não foi o que me pareceu da leitura.
A frase é "acreditei que disse a verdade".
Isto é, tinha razões para que levasse a denunciar o facto.
Ter razões é o mesmo que dizer que há uma objectividade da realidade que afirma ser o que se passa.
Exemplo:
-alguém entra numa loja às 23h. após travar o carro ruidosamente. Há RAZÃO que Leva a Crer tratar-se de UM ASSALTO...
-esclarecimento: era o dono que se esqueceu das chaves de casa na loja.
Só que neste país fazem-se leituras muito rápidas...
De anzol de moel a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:55
E lê-se pouco.
Lê-se muito rápido.
E tao rapidos, que julgam,.E aacham que julgam bem.
... Ai portugueses que nao lusitanos, cheios de embotamento, uma covardolândia, uns fingidos...e é nisto que o povo gasta a sola de sapatos para ir votar....francamente! O assunto resolvia-se na Assembleia ou no jornal. Nada mais, afinal quem presta contas públicas?
*
Agora, com a ideia néscia e terceiro-mundista de que os tribunais dao certificados de honradez, vem a lume discutir o que devia esclarecer...santo deus!
HAJA TINO!
De Padeira de Aljubarrota a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:40
Afinal, quem lhe encomendou o Perdoa-me?
De elvira a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:44
1. O Sr. Presidente como qualquer cidadão pode fazer queixa.
2. O ministério Público e os Tribunais dirão se é ou não é crime. Aquele entende que sim. O assunto é muito discutivel.
3. O Sr. Presidente ao fazer a queixa terá tido razões juridicas para tal, nomeadamente deve ter sido aconselhado por juristas camarários pagos com o erário público.
4. Aguarde-se pois. Queira o Senhor que Portugal nao seja de novo condenado por condenar a liberdade de expressão vinculada...
De Luis Malho a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:51
Esclarecimento:
Este Post é da minha exclusiva responsabilidade, depois de ter lido uma noticia na Região de Leiria. Não falei sequer com a Irene Pereira.
De aprendiz a 15 de Fevereiro de 2010 às 15:55
A alegação do transtorno é ridicula.
O crime de difamação nao se destina a proteger os transtornos, caprichos ou o embotamento.
Destina-se a proteger aqueles que sem razões vêem-se confrontados com uma ofensa gratuita que diminua a sua interacção social, o seu relacionamento profissional ou pessoal.
Uma vereadora e um presidente de camara cumprem funções, o paradigma relacional foi exercido, nada surgiu do acaso. Este paradigma relacional manteve-se com os dizeres, e como bem se assinala, deveria ter sido esclarecido no mesmo meio. Assim, nao houve diminuição da estrutura funcional das pessoas envolvidas e da sua dignidade (a nao ser o "mentirosa" dito pelo Senhor Presidente e que nao recebeu queixa talvez por magnanimidade da destinatária...), caso contrário toda a oposição seria seria difamação, estando o direito criminal a violar o Estado de Direito.
De zé lua a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:18
Luis:

Não diz o Região de Leiria : "...chegou finalmente a Tribunal, por vontade do Sr. presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, por o ter entendido como mentiroso e lhe ter causado prejuízo pessoal..."

A conclusão é sua. E errada.

Uma coisa é chamar alguém de mentiroso, outra é dizer que está em contradicção com o prometido. É isso e só isso que está na imprensa.
O juizo conclusivo é precipitado.
Permita-me muito simples:
...se eu disser "o tempo está bom". O juizo humano mais comodista fica-se (perante um vazio...como já assinalarei) ;
Mas o rigor obriga a dizer "o ceu está sem nuvens e há sol". Isto é facto. Aquilo juizo.
Dizer a um esquimó o "tempo está bom" nao é o mesmo que dizer a um tuaregue do Sahara...ou a pessoa mais friorenta.
Devemos pois ter cuidado com o que dizemos pois dará distorção nos outros...e nós falamos para os outros, e nao para nós.
De Anómico a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:22
...e é obvio que o egotista dirá que o tempo está bom PORQUE AS SUAS RAZÕES o fazem dizer tal; mas se tiver a perspectiva do outro e do rigor...
De anónimo´s a 15 de Fevereiro de 2010 às 16:58
Padeira de aljubarota: bem visto...nao foi no pao quente.

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