Tal como meus recentes leitores constataram os temas relacionados com as emoções, maternidade, relacionamento interpessoal, etc são assuntos que me são muito caros, ainda mais nesta fase de grande emoção pela espera do meu Pequeno Príncipe, que vai morar no meu livro de aventuras, para sempre! Assim, parece-me importante “pensar convosco” qual o papel das emoções na nossa vida e o que elas significam, para que de futuro todos estejamos em sintonia, concordando ou discordando da sua importância, mas sabendo qual o ponto de partida da discussão, até porque, para mim, um blog é um excelente veículo de expressão de emoções.
A palavra emoção vem do verbo “Emovere” que significa “pôr em movimemto” Em resumo as emoções são formas de conhecer o mundo, ou seja, dizem-nos algo sobre o que se está a passar entre nós e o mundo nesse momento; são estados que nos impelem a resolver problemas, motivam-nos a tomar uma acção que resolva um determinado problema ou situação; são formas de comunicar com os outros.
As emoções são um fenómeno à volta do qual existe alguma controvérsia e que muitos autores procuram explicar, no entanto existe um consenso, mais ou menos alargado que classifica 7 como as emoções primárias da espécie humana: tristeza, alegria, raiva, medo, nojo, luxúria e surpresa. Por primárias, entende-se que são comuns a toda a espécie e que fazem parte da nossa Historia evolutiva ao longo dos últimos milhões de anos, permitiram resolver problemas com que os hominídeos, nossos antepassados, se iam defrontando. O ataque de animais selvagens ou de outros hominídeos, animais e alimentos venenosos, a necessidade de viver em grupo para sobreviver, a comunicação com outros elementos da espécie, são alguns dos hipotéticos problemas que se julga terem sido importantes no desenvolvimento destas emoções.
As restantes emoções como a vergonha, culpa, ciúme, etc... serão uma combinação de algumas destas emoções com os valores, cultura, práticas e socialização das nossas sociedades. Isto implica que estas emoções chamadas secundárias têm uma importante componente de construção social. Todas as emoções incluindo as primárias, são extraordinariamente influenciadas pela nossa cultura, socialização e história pessoal. Por exemplo, o que nos causa vergonha a nós, ocidentais, poderá não causar noutras culturas. Quando julgamos leviana e precipitadamente comportamentos de outras culturas esquecemo-nos muitas vezes destas questões de partida que nos diferenciam mas não superiorizam ou inferiorizam ninguém.
Não devemos fugir delas, mas sim vivê-las e geri-las de forma madura, plena e emocionalmente inteligente.
As emoções dão cor à vida, tornam-na mais complexa mas muito mais rica!
Afinal quem vive sem elas?
De anónimo´s a 25 de Fevereiro de 2010 às 10:18
Ok.
Pois.
*
No seu texto, "in fine" elabora uma conclusão no mínimo precipitada, ou de acordo com a sua coerência discursiva "emocional".
Recordando: "Quando julgamos leviana e precipitadamente comportamentos de outras culturas esquecemo-nos muitas vezes destas questões de partida que nos diferenciam mas não superiorizam ou inferiorizam ninguém".
----ora, caímos no relativismo ético. Quer dizer, grosso modo, vale o que cada tribo (bairro, etnia, indivíduo) pensa.
----assim, não é.
----todos sabemos o nosso caminho para casa. A memória é necessária. E é necessária no jogo de valores objectivos.
-Assim, a prática da escisão feminina é uma tradição de algumns povos africanos. É indignificante.
-É, uma vez que tem por base o maior ou menor prazer da mulher consoante o gosto masculino. Assim, um maior prazer da mulher implica com a sua história uma nova procura de parceiro; daí que o menor prazer implique ajuda na fidelização do sangue da prole.
O que implica a noção que a mulher nao tem auto-domínio.
-As emoções usam-se. Mas geridas por valores livremente escolhidos e que atendam à dignidade de todos. Caso contrário sao taras. E estas sim sao difíceis de gerir.
Contrariando radicalmente o que diz no local assinalado basta dizer que a racionalidade vai à universalidade , a emotividade vai ao particular, ao incomunicável portanto.
Caro anónimo´s,
Quando estava a escrever a frase aque se refere sabia que alguém iria pegar nela e dizer algo semlhante ao que disse. É claro para mim que em primeiro lugar está o respeito pelos Direitos do Homem. Mas como também sabe não era a essas situação de violação dos direitos do homem que me referia.
Obrigada pelo seu comentário!
De anónimo´s a 25 de Fevereiro de 2010 às 15:11
...então nao é contrasenso...pois existe e até serve para distinguir.
De anónimo´s a 25 de Fevereiro de 2010 às 15:15
...e continuando no erro...continuo...o que nos distingue dos animais não é a racionalidade, nem emotividade.
O cao chora.
O golfinho comunica.
Mas ultrapassagem.
O gato mia e mia até ao fim da vida, nao tem hipótese de se decidir não miar...
De anónimo´s a 25 de Fevereiro de 2010 às 15:29
...decidir-se, algo que os animais nao conseguem...
A pessoa é, porque se decidiu, e será porque se decidiu.
As emoções sao voláteis, leva-as o vento, os valores objectivos nao.
A violencia programada de uma emoção é refreada por um ou mais valores: a paz, o respeito etc..
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