Quarta-feira, 3 de Março de 2010

UM PAÍS DE RICOS, CADA VEZ MAIS POBRE

Faz precisamente um ano que a Câmara Municipal de Arouca lançou um projecto social  inovador (Quintas Sociais), divulgado e reconhecido em todo o País.

Este projecto, simples, tem como objectivo reactivar a exploração agrícola nas Quintas abandonadas do Concelho e em simultâneo proporcionar à população carenciada e em situação de desemprego a possibilidade de explorar a sua "horta" .
A Câmara Municipal conseguiu acordo com quatro proprietários com quem efectuou contratos de arrendamento, colocando á disposição dos potenciais interessados uma área de acordo com as suas necessidades.
 
Pois bem, um ano depois do lançamento do projecto NÃO APARECEU UM ÚNICO INTERESSADO!
E este projecto mereceu inclusive honras de televisão (RTP2)!
 
Portanto, sendo Arouca um Concelho industrializado e consequentemente com níveis de desemprego elevado, mas com raízes de concelho rural, as explicações encontradas para o insucesso do projecto está na falta de vontade e de necessidade por parte daqueles a quem esta iniciativa se dirigiu (os mais carenciados do concelho).
Ou será que todos os desempregados têm a sua terra para cultivar?
E os que usufruem do rendimento social de inserção, têm legumes gratuitos todos os dias?
 
De facto esta tendência para a subsiodependência não pode deixar indiferente quem trabalha e paga os seus impostos.
E fico preocupado quando, perante a possibilidade de poderem reduzir o seu orçamento familiar, trabalhando, a resposta é objectiva e sem rodeios; não quero!
Receber o subsídio é muito mais fácil!
 
Não conheço nenhum modelo social que defende esta prática. Mas este modelo social promove e protege quem dele é beneficiário!
 
Que o diga o Presidente da Câmara de Arouca, que um ano depois e acreditando no projecto, continua a divulgá-lo e a relevar as suas qualidades.
 
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publicado por Jorge Vala às 14:00
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9 comentários:
De Paulo Sousa a 3 de Março de 2010 às 16:24
É impressionante!
Fico incomodado com estas coisas.
Como li há dias algures na net, o PS está a palestinianizar a sociedade portuguesa.
De Pedro Oliveira a 3 de Março de 2010 às 16:35
É por muitas destas que os niveis de emigração estão ao nível dos anos 60, com uma grande diferença é que hoje quem ,mais,emigra são pessoas qualificadas.
De resto está tudo bem, ao que parece.
De Eduardo Louro a 3 de Março de 2010 às 23:32
Liquidou-se a agricultura enquanto actividade económica como, de resto, quase todo o aparelho produtivo, e, com subsídios para "tudo o que mexe" até a agricultura de subsistência foi "morta e enterrada". Aquele provérbio chinês (...não lhe dês um peixe, ensina-o a pescar...) não tem aplicação em Portugal. Dá-se peixe (subsídios) e faz-se de conta que se ensina a pescar com a formação profissional no ponto que o Paulo aqui trouxe no post desta manhã:
De antonio carvalho a 4 de Março de 2010 às 11:58
Embora não tenha nenhuma informação em concreto sobre esse projecto da C,M. de Arouca, quero dizer que a Direcção dos Bombeios Voluntários de Porto de Mós, tem elaborado um projecto de intenções de reflorestação de áreas ardidas nas freguesias da área da sua intervenção, bem como no possível arrendamento a longo prazo de parcelas de terrenos privados para cultivar de forma economicamente rentável terrenos que se não forem rápidamente tratados e limpos, serão campos de matos e selva pronta para incêndios mais ou menos violentos.
Uma ideia base do projecto, são as parcerias:
As juntas de fregusia(algumas já têm em seu poder as ideias deste projecto para análise) e ainda estão na ideia do projecto, a respectiva Câmara Municipal, Direcção Geral das Florestas, PNSAC, etc.
O Projecto tem o nome " Mais Verde- Melhor Futuro.
Como enquadramento social do projecto, estão ainda a criação de uma empresa que promova a reinserção social de pessoas beneficiárias do RIS, desempregados e formação na área social e ainda na exploração de plantas aromáticas, chás e p'reservação de espécies.
Sendo uma ideia projecto, está aberta a todos as ideias, opiniões e participações individuais e colectivas, para se pensar positivamente o nosso espaço natural e social, matando a ideia muito em voga" não vale a pena, quer quizer que faça".
Deixo pois o desafio.
Quem quizer participar e entrar na ideia como projecto de médio/longo prazo, faça favor. Solicite o projecto e teremos todo o gosto em remetê-lo individual ou colectivamente(neste blog por exemplo).
De antonio carvalho a 4 de Março de 2010 às 12:18
PROJETO DE REPOVOAMENTO FLORESTAL E AMBIENTAL
NAS FREGUESIAS DE: Alcaria; Alqueidão da Serra; Arrimal; Calvaria de Cima; Mendiga Pedreiras; S. João; S. Pedro e Serro Ventoso.



Nome do projeto – Mais verde - Melhor futuro

Autoria – Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Porto de Mós.

Objetivos do Projeto – Criação de uma estrutura económica associativa para desenvolver atividade florestal, protecção ambiental e produção de plantas aromáticas para atividade comercial e a sua preservação e especificação.


Parceiros previstos –

Freguesias de Alcaria, Alqueidão da Serra, Arrimal, Calvaria de Cima Mendiga, Pedreiras, S. João, S. Pedro e Serro Ventoso.
Direcção Geral de Florestas
Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros
Comissões de Compartes (Baldios)
Proprietários privados
Agrupamentos de escolas de Porto de Mós
Associação “OIKOS”- Leiria



Ideia Base do projeto

Repovoamento florestal;
Orientação e plantação de espécies e zonamento especifico nas freguesias indicadas, cujas áreas ardidas ou com aptidões florestais ainda não iniciadas, face ao abandono de terrenos baldios quer ainda em propriedade privada;



Planos de segurança e vigilância:
Elaborar zonas cadastro de possíveis fogos e zonas de sensibilidade florestal nas áreas de intervenção, bem como acções de formação e educação ambiental;

Reinserção social de pessoas e emprego:
Nas situações de rutura social, dinamizar a participação de pessoas que beneficiem do RIS ou que se encontrem no desemprego de longa duração;

Produção de chás e ervas aromáticas:
Estudar a sua possível cultura intensiva para possível ajuda financeira ao projeto e das atividades de socorro e prevenção desenvolvidas pela Associação Humanitária de Bombeiros P. Mós.





Concretização do projeto:

Período de execução previsto – 5 Anos

Candidaturas aos programas florestais e ambientais nacionais, quer da EU;
Divulgação massiva do projeto na área das populações abrangidas e nas escolas;
Criar uma imagem de inovação e riqueza a médio/ longo prazo, nos campos ambientais e materiais e ainda no combate à desertificação;
Acompanhamento técnico e cientifico da D.G.Florestas e PNSAC;
Base logística nas instalações da A. H. Bombeiros Voluntários de Porto de Mós.




A.H. de Bombeiros Voluntários de Porto de Mós/ Dezembro de 2009
De PortoMaravilha a 4 de Março de 2010 às 23:47
Não creio que seja possível comparar Portugal de hoje com Portugal dos anos sessenta.

Há emigração só que esta pode circular.

É bom não esquecer que nos anos 60-70 Portugal dará origem à maior emigração clandestina da história da Europa moderna. Quase dois milhões de Portugueses , muitos afrontando a morte, chegarão à França , Alemanha e estados do Benelux. Isto em dez anos. Dar o salto !

O que mostra , aliás, a barbaridade do Salazarismo.

Em Portugal é algo ainda tabu : A maior emigração clandestina da Historia recente da Europa é a Portuguesa que fugiu o salazarismo ou fascismo.

Hoje chegam Portugueses a França. Mas sabem o que é um computador e uma Republica.

Na altura, nos anos 60-70, eram analfabetos.

Nuno

De Paulo Sousa a 5 de Março de 2010 às 00:55
Amigo Nuno,

Toda a minha geração tem alguém na família que participou nessa vaga imensa de emigração. Baseio-me apenas no que conheço, mas todos os emigrantes dos anos 60 e 70 que conheço deixaram o país para fugir à miséria e à falta de empregos. As questões políticas terão sido importantes para muitos, mas no universo destes emigrantes, corresponderão apenas a uma reduzida percentagem.
A questão de fundo a que o Jorge se refere é exactamente a incapacidade em criar riqueza com que nos deparamos actualmente, que poderá levar, e que já está a acontecer, a uma nova vaga de emigração.
Dizendo isto não quero de todo branquear a execrável ditadura do Estado Novo, mas apenas sublinhar a visão que tenho dessa realidade.
De PortoMaravilha a 5 de Março de 2010 às 21:38
Existe um dado inédito mas pouco conhecido quanto às relações entre França e Portugal. Nunca num lapso de tempo tão curto , 1960-1970 , dez anos, Portugal exportou tantas pessoas ( nem na épocas dos descobrimentos ) , nem nunca a França recebeu tantos imigrantes nesse lapso de tempo. Fica esta curiosidade histórica !

O início da década 60 corresponde ao início da guerra em Angola e das guerras coloniais. A tentativa do fascismo salazarista em fazer de Angola um território branco fracassará porque a imigração cujo destino "natural" aconselhado e aceite são as colónias desertará. Consciente ou inconscientemente, será um acto político. Um terço da imigração Portuguesa é constituida por desertores ( segundo os dados que possuo ).

Creio que Manoel de Oliveira aborda bem esta temática nas primeiras imagens do seu filme "Non, ou a vã cultura de mandar ".

A excelente série passada na tv francesa, cujo dvd existe, " As gentes do salto ", aliada aos vários trabalhos de pesquisa que têm desaguado em teses de doutoramento e publicações mostram que se fala mais à vontade e em profundeza aqui do aque aí do que foi o fascismo. O que em certa medida pode parecer natural. Os historiadores Franceses levaram anos a aceitarem que um historiador americano ( Paxton ) soubesse melhor escrever sobre a França de Petain que os próprios.

Qual é o elo com o texto do post ?

A criação da riqueza decorre da distribuição :Para haver riqueza tem que haver distribuiçao da riqueza. Ora esta não existe em Portugal.

Debaixo do fascismo não haviam subsídios e os touros eram mais estimados que os humanos. Sou pois favorável aos subsídios e ninguém se organiza camponês de hoje para amanhã .

Segundo "Le Monde" de hoje, Portugal é o penúltimo país da ocde onde não há distribuição. Ou seja, os ricos vão ficando mais ricos e os pobres mais pobres.

O diário "Libération" dedicou ontem duas páginas a Portugal e foca que 40% dos trabalhores pt são precários.

A subsiodependencia é pois um falso problema !

Manuel Villaverde Cabral , no mesmo diário, , em fim de entrevista, afirma que é preciso reduzir as despesas em todos os escalões, mas que é preciso fazê-lo com critérios de igualdade porque senão será a explosão.

Indo até ao fim do pensamento e racicionio liberal : Porque é que Portugal não vende as ilhas para reembolsar a sua dívida ? Não estou a gozar foi o que um liberal alemão propos quanto a divida Grega.

Nuno

De jose carvalho a 16 de Março de 2010 às 09:41
Pela primeira vez venho comentar um artigo pois pelo facto de ter passado reportagem na SIC,fiquei atonito pelo facto de se continuar a esbanjar dinheiro por subsidios quando niinguem quer trabalhar.A camara de arouca achou por bem tentar dar vida a terras abandonadas incrivel e ninguem se mostrar interessado, escrevo este comentario do estrangeiro para onde vim trabalhar pois nao o conseguia fzer em Portugal por muitos pedidos que fizesse nos organismos competentes,achei a ideia muito interessante o que poidia levar-me a regressar e pegar num projecto destes se porventura me fosse dado a frequentar um curso intensivo de agricultura e pecuaria de modo a que pudesse fazer um bom trabalho. fica a ideia no ar que responda quem de direito.
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Pela primeira vez venho comentar um artigo pois pelo facto de ter passado reportagem na SIC,fiquei atonito pelo facto de se continuar a esbanjar dinheiro por subsidios quando niinguem quer trabalhar.A camara de arouca achou por bem tentar dar vida a terras abandonadas incrivel e ninguem se mostrar interessado, escrevo este comentario do estrangeiro para onde vim trabalhar pois nao o conseguia fzer em Portugal por muitos pedidos que fizesse nos organismos competentes,achei a ideia muito interessante o que poidia levar-me a regressar e pegar num projecto destes se porventura me fosse dado a frequentar um curso intensivo de agricultura e pecuaria de modo a que pudesse fazer um bom trabalho. fica a ideia no ar que responda quem de direito. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>j.carvalho</A>

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