Terça-feira, 23 de Março de 2010

A mim

Escrevi este texto há 4 anos, mas  podia ter sido hoje.

A SEDES  - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social -  apresentou os resultados de uma  investigação , liderada pelo Doutor Valadares Tavares, num encontro entre , professores , alunos e especialistas, na FLAD (Fundação Luso-Americana). Este encontro , não só permitiu compreender as razões do sucesso/insucesso à disciplina de Matemática, como também permitiu dar voz aos principais protagonistas – os alunos - .
Nem todos puderam comparecer , porque alguns estavam em plena época de exames , mas os que apareceram foram absolutamente notáveis. Notáveis pela simplicidade, segurança e frontalidade com que colocaram as questões.
 Claro que as escolas convidaram os melhores alunos , ou seja – as melhores alunas , ( mais raparigas do que rapazes!) e todos eles e elas esgrimiram argumentos semelhantes : a qualidade científica e humana dos professores , o clima da Escola (disciplina , calma , limpeza ) e sobretudo o tempo e o esforço que dedicaram à disciplina de Matemática desde os primeiros anos de escola . 
Jamais esquecerei a resposta de uma aluna à pergunta simples “ a quem deve o sucesso que teve à disciplina de Matemática ? Aos professores? Aos programas ? Ao clima da Escola?” . Numa voz firme e segura a aluna respondeu sem hesitação – “A MIM ! “ Bati palmas ! Muitas!   Com duas palavras apenas, respondeu ao grande problema da Matemática – ao esforço e à capacidade que cada um tem.
Mas os professores insistiram na abordagem de outros problemas . E houve contradições , novidades e hipóteses que deveriam ser aprofundadas. Por exemplo :os programas são extensos , mas só não são cumpridos no 10º e 11º anos , no 12º toda a gente cumpre. Estranho ! A estabilidade do corpo docente é uma enorme vantagem. Mas que dizer de escolas com o corpo docente estável e que não saltam dos últimos lugares? Estranho !
 Este estudo também permitiu concluir que há escolas publicas e privadas com desempenhos semelhantes , independentemente da localização geográfica . Ficou também claro que há medidas comuns a todas : planificação detalhada pelo grupo de docentes de Matemática, sensibilidade e liderança dos Conselhos Executivos , disponibilidade do corpo docente , orgulho e auto-estima pelo lugar que a escola ocupa no ranking nacional. Contudo, também ficámos com a certeza de que há dinâmicas muito deferentes . Por exemplo : vejamos  o seguinte princípio apresentado por uma das Escolas ; os professores não são das turmas , as turmas são dos professores da Escola. Como consequência há rotação de professores de Matemática entre as turmas do Ensino Secundário . Esta medida obriga a uma planificação em grupo mais cerrada e permite ainda criar um espírito de competição saudável entre as turmas do 12º ano. Está no topo das Escolas com melhores resultados .
 Seguramente tudo será importante . Mas não posso esquecer a resposta simples e clara da aluna que vai ser Engenheira Civil “ A MIM “. A eles, aos alunos que se esforçam, que estudam, que praticam , que perdem horas de sono e de lazer para encontrar a destreza e a disciplina que  a  Matemática exige.
 O Sucesso dá mesmo muito trabalho.
 

 

publicado por Ana Narciso às 08:00
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3 comentários:
De anonimo´s a 23 de Março de 2010 às 15:36
Ana:

Concordo.
Mas não é preciso 4 anos para se perceber isto.
Concordará que SÒ o esforço, a assiduidade, a disciplina colocam os nossos estudantes, o nosso futura na linha da frente.
*
Como vê, o meu conservadorismo reside nisto: não é preciso mudar o que é imutável.
Os nossos estudantes enfrentam desafios que na nossa geração inexistiam:
--a comunicação global que os distrai;
--o execesso de informação que obnubila a capacidade crítica.
--a tibieza das instituições em assumir papeis de Autoridade.
--o cultivo rousseaneano do homem cordeiro.
--a imoralidade acrítica.
Mas...permita-me...há muito bons...e esses merecem SEMPRE a nossa consideração, o nosso respeito, pois perante tantas tentações mostram-se verdadeiros Cruzados do sec. xxi
De Ana Narciso a 24 de Março de 2010 às 08:59
A verdade é que a responsabilidade do aluno na sua própria aprendizagem tem sido pouco enfatizada . A culpa / responsabilidade é sempre e totalmente atribuída ao professor , à família, à pobreza, à exclusão ... e só em último lugar é atribuída ao aluno. Por que não repensar a escola a partir deste pressuposto? Aparentemente tão fácil.!?



































































De anonimo´s a 24 de Março de 2010 às 12:03
Ana, de acordo.
*
Esta mania de acreditar que o meio, a sociedade, sao os vilões tem que acabar.
*
Tudo parte de nós.
*
Já sei vêm com a canção do que não vê pq nao come (aquela coisa de que quem nasceu sem "oportunidades"...etc)
Valha-nos Deus!
Não vê porque nao se esforça...é certo...mais que os outros...eu sei...
Mas o sol nao é para todos...e isto foi SEMPRE assim.

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