Quarta-feira, 24 de Março de 2010

DESEMPREGO: UM PAÍS SATISFEITO!

No passado dia 17 de Março foi divulgado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) que no final de Janeiro havia mais de 19 mil ofertas de Emprego disponiveis que não encontraram interessados.

 

No dia seguinte, Valter Lemos, Secretário de Estado do Trabalho, afirmou estar satisfeito com os recentes números do desemprego, sublinhando que se encontra "praticamente estagnado", o que é na sua perspectiva um sinal positivo.

Os números:

  • No final de Fevereiro estavam inscritos no IEFP 561.315 desempregados
  • No final de Janeiro estavam inscritos no IEFP 560.312 desempregados

Apesar do crescimento ser residual entre os dois primeiros meses do ano (0,2% + 1003 desempregados inscritos), o facto é que o desemprego cresceu. No entanto por ser percentualmente inferior ao crescimento dos meses anteriores já serviu de satisfação ao Governo. E se tivesse diminuido em dez, cem ou mil o número de desempregados? Certamente haveria festa!

Só um Governo com a cabeça enterrada debaixo da areia é que não quer reconhecer que temos em Portugal niveis de desemprego nunca antes vistos, insustentáveis e com tendência para aumentar.

A este facto junta-se uma Politica de Emprego completamente desfasada da realidade, onde o subsidio em muitos casos se sobrepôe à vontade de trabalhar;

Onde em muitos casos a vontade e os direitos do desempregado se sobrepôe à necessidade do Empregador;

Onde em muitos casos impera a impunidade e mês após mês o que continua a prevalecer e a dar jeito é o subsidio na conta e o desejo de não "aparecer nada".

 

Nas contas finais dos 561 mil desempregados inscritos no IEFP, resta-me "aplaudir" esta verdadeira politica de desemprego.

É que destes 561 mil desempregados não foi possivel encontrar interessados para ocupar as mais de 19 mil ofertas de emprego disponiveis também no IEFP e desta forma, certamente em muitos casos, deixar de pagar o subsidio de desemprego.

 

19 mil ofertas de emprego que não têm candidato!

561 mil desempregados que dizem não ter emprego!

 

Como é que isto é possivel?

 

E cá vamos nós, sorrindo e cantando, porque de facto não se passa nada!

publicado por Jorge Vala às 14:00
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5 comentários:
De Eduardo Louro a 24 de Março de 2010 às 14:43
Jorge, a resposta a esse problema está no teu próprio texto: imagina que 19 mil dos 561 mil respondiam a essas necessidades. Baixaria o desemprego para 542 mil, ou seja para um pouco mais de 9% e abaixo dos dois dígitos. Que festa faria o governo?
Há gente que não está interessada no suceso do governo... Feitios!!!
De anonimo´s a 24 de Março de 2010 às 18:23
A meu ver, não tem interesse julgar o Governo isto ou aquilo.
Quem é liberal sabe que o Governo nada tem a ver com o desemprego.

Ah, esqueci-me estou neste país,
... em que tudo e todos se socorrem do Estado para se governarem, elegem-se para dar na cabeça do vizinho concorrente, ...

O desemprego está aí...e é para DURAR porque não se produz!
Lembram-se de quem dizia isto?
Paulo Portas em 1998.
E sabem agora porque é necessário o refoirço das leis penais?
Adivinhe-se...
De le monde a 24 de Março de 2010 às 18:28
L'agence Fitch a justifié sa décision par la crainte "d'éventuelles conséquences de la crise sur l'économie portugaise et sur ses finances publiques à moyen terme, compte tenu de la fragilité structurelle du pays et de son fort endettement". "Même si le Portugal n'a pas été affecté outre mesure par la crise mondiale, les perspectives de reprise économique sont plus faibles que pour les 15 autres membres de la zone euro, ce qui va peser sur ses finances publiques à moyen terme", a développé dans le communiqué Douglas Renwick, un responsable de Fitch
De diariodigital a 24 de Março de 2010 às 18:31
A Fitch desceu hoje o rating português para AA-, colocando Portugal num grupo que inclui também a Irlanda, a Itália e o Chipre.

A principal consequência da descida do rating é o previsível aumento dos custos de financiamento do País no exterior, que depois se vão repercutir nos custos dos empréstimos externos que os bancos contraem e, finalmente, na despesa das famílias quando contraem empréstimos bancários.

É a 1a vez desde 1998!
De Paulo Sousa a 24 de Março de 2010 às 20:36
Ainda hoje falei com um empresário que desenvolve a sua actividade na zona oeste e que se dedica à construção de estufas para produção agrícola. Está sem capacidade de resposta por falta de mão-de-obra. Os pedidos ao IEEP não resolvem nada, pois em resultado disso são visitados diariamente por pessoas supostamente à procura de trabalho, mas que só lá vão a 'cumprir calendário' e acabam por os fazer perder tempo.
O mercado regula-se e quando o prémio pelo trabalho é muito pouco superior ou até inferior ao prémio pelo não-trabalho, os agentes económicos, neste casos os 'trabalhadores', optam pelo não-trabalho.
Se o Estado, que gosta de se fazer passar por regulador das actividades e das relações económicas, reduzir o prémio pelo não-trabalho e assim estimular efectivamente a procura de emprego, além de corrigir a actual distorção de mercado, reduz o défice.
É a economia estúpido.

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