Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Leandro

Foi finalmente encontrado hoje o corpo do Leandro, o miúdo que há cerca de três semanas desaparecera nas águas do Tua, em Mirandela.

 

Ainda bem. Encontrar o corpo ajudará a fazer o luto. E poderá trazer alguma paz a muitos espíritos inquietos. Mas não apaga nem minimiza o que se poderá ter passado. O que se tenha realmente passado e precipitado aquele desenlace e o que se passou com a mediatização do caso. É sobre isso que gostaria de aqui deixar algumas notas de preocupação.

 

A história que foi contada é conhecida: o Leandro era um miúdo de uma aldeia do concelho de Mirandela, bem no coração de Trás-os-Montes, repetidamente vítima de maus-tratos e abusos físicos e psicológicos por parte dos colegas – aquilo a que agora se chama bullying – que, desesperado e desacompanhado, decidiu pôr termo à vida para acabar com aquele sofrimento feito de dor e de humilhação. Um primo tornar-se-ia na testemunha daquele acto de desespero e a escola no réu imediato…

 

Começa a circular que afinal a história não seria exactamente assim. Não irei dar crédito ao que já circula como, de resto e apesar de por aqui ter passado, também não o dei à história inicial, pelo que não entrarei por qualquer narrativa do que já se conta. Não é esse o meu ponto!

 

O meu ponto é tão só, e para o caso; o da preocupação com o comportamento dos media:

  • Porque é que criam e amplificam histórias, sem qualquer preocupação de verdade?
  • Porque é que, uma vez criadas, se apropriam delas, e as defendem e promovem como coisa sua?

 

Responder pura e simplesmente com o argumento económico das vendas parece-me insuficiente. Dizer que se fabrica uma história com todos os condimentos de drama, horror e violência para apaixonar e prender a opinião pública e daí tirar proveitos económicos parece-me, para além de hediondo, muito simples.

 

A verdade é que são demasiadas as histórias deste tipo que a imprensa lança, molda de determinada maneira e eleva ao expoente máximo da exposição para condicionar e formar opinião parcial. Cria barricadas onde se defende mas também ataca, sectariamente e sem tréguas. Às vezes, a muito custo, algumas dessas histórias são revertidas, tornando-se óbvia a manipulação. E, então, sem um mea culpa, sem um esclarecimento por mínimo que seja. Sem o mínimo respeito pela opinião pública mas também sem o mínimo respeito por si próprios, pela sua ética e pela sua dignidade…

 

Maddie, Esmeralda, Leandro… Já são nomes a mais!

publicado por Eduardo Louro às 15:39
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13 comentários:
De anónimo´s a 25 de Março de 2010 às 15:56
*
•Porque é que criam e amplificam histórias, sem qualquer preocupação de verdade?
PORQUE , PORQUE O LUCRO FALA...PORQUE SE SABE QUE A POPULAÇA GOSTA DE CHAFRUDEIRA, ancorados em cinismos e invejas a INTELIGENTSIA TUGA GOSTA DE SOM, BURAKA, GOSTA DE CIRCO, GOSTA DE JOGRAIS...

•Porque é que, uma vez criadas, se apropriam delas, e as defendem e promovem como coisa sua?

PORQUE sao FORMADAS POR GRUPOS DE INTERESSES...foi este Governo que quis dar cabo de varias profissões com a divulgação de decisões e pô-las na boca do canalizador, ou do operário fabril..., pôr professores, policias, magistrados, enfermeiros ...para dar a ideia acústica do que a POPULAÇA acéfala GOSTA: a destruição do que não se conseguiu ser....e começa logo pelos tiques do PM a arranjar habilitações...
De Pedro Oliveira a 25 de Março de 2010 às 16:11
autor
Ricardo Miguel Vasconcelos
contactar65

"Segundo os jornais 'Público' e 'i', o professor de Música que se suicidou a 9 de Fevereiro deste ano, parou o carro na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, e atirou-se ao rio Tejo. No seu computador pessoal, noticiam os dois diários, deixou um texto que afirmava: 'Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, não tendo outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio', disse o licenciado em Sociologia.
O 'i' coloca o 9B no centro deste caso, escrevendo que os problemas do malogrado professor tinham como foco insultos dentro da sala de aula, situações essas que motivaram sete participações à direcção da escola, que em nada resultaram.
E à boa maneira portuguesa, lá veio o director regional de Educação de Lisboa desejar que o inquérito instaurado na escola de Fitares esclareça este caso. Mas também à boa maneira deste país, adiantou que o docente tinha uma 'fragilidade psicológica há muito tempo'.
Só entendo estas afirmações num país que, constantemente, quer enveredar pelo caminho mais fácil, desculpando os culpados e deixar a defesa para aqueles que, infelizmente, já não se podem defender.
É assim tão lógico pensarmos que este senhor professor, por ter a tal fragilidade psicológica, não precisaria de algo mais do que um simples ignorar dos sete processos instaurados àquela turma e que em nada deram? Pois é. O ‘prof’ era maluco, não era? Por isso, está tudo explicado.
A Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), à boa maneira portuguesa, colocou psicólogos na tal turma com medo que haja um sentimento de culpa. E não deveria haver? Não há aqui ninguém responsável pela morte deste professor? Pois é, era maluco, não era?
José Joaquim Leitão afirmou que os meninos e meninas desta turma devem ser objecto de preocupação para que não haja traumas no futuro. 'Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar pela negativa', afirmou.
Toca a tomar conta dos meninos e meninas porque não pode haver um sentimento de culpa. É verdade! O ‘prof’ era louco, não era?
Não estou a dizer que haja aqui uma clara relação causa-efeito. Mas alguma coisa deve haver. Existem documentos para analisar, pessoas a interrogar, algumas responsabilidades a apurar. Por isso, neste 'timing', a reacção da DREL é desequilibrada. Só quem não trabalha numa escola ou não lida com o ambiente escolar pode achar estranho (colocando de lado a questão do suicídio em si) que um professor não ande bem da cabeça pelos problemas vividos dentro da sala de aula em tantas escolas deste país.
Não se pode bater nos meninos, não é? Os castigos resultantes dos processos disciplinares instaurados aos infractores resultam sempre numa medida pedagógica, não é? Os papás têm sempre múltiplas oportunidades para defenderem os meninos que não se portaram tão bem, não é? É normal um aluno bater no professor, não é? É normal insultar um auxiliar, não é? É normal pegar fogo à sala de aula ou pontapear os cacifes, não é? É normal levar uma navalha para o recreio, não é? É também normal roubar dois ou três telemóveis no balneário, não é? E também é normal os professores andarem com a cabeça num 'oito' por não se sentirem protegidos por uma ideia pedagógica de que os alunos são o centro de tudo, têm quase sempre razão, que a vida familiar deles justifica tudo, inclusive atitudes violentas sobre os colegas a que agora os entendidos dão o nome de 'bullying'?
De que valem as obras nas escolas, os 'Magalhães', a educação sexual, a internet gratuita ou os apelos de regresso à escola, uma espécie de parábola do 'Filho Pródigo' do Evangelho de São Lucas (cap.15), se as questões disciplinares continuam a ser geridas de forma arcaica, com estilo progressista, passando impunes os infractores? (...)
De Pedro Oliveira a 25 de Março de 2010 às 16:12
(...) Só quem anda longe do meio escolar é que ficou surpreendido com o suicídio do pequeno Leandro ou com o voo picado para o Tejo do professor de Música. Nas escolas, antigamente, preveniam-se as causas. Hoje, lamentam-se, com lágrimas de crocodilo, os efeitos. O professor era louco, não era? Tinha uma clara fragilidade psicológica, não tinha? Pobre senhor. Se calhar teve o azar de ter que ganhar a vida a dar aulas e não conheceu a sorte daqueles que a ganham a ditar leis do alto da sua poltrona que, em nada, se adequam à realidade das escolas de hoje."

** recebido por maill há minutos
De Anómico a 25 de Março de 2010 às 16:28

Acredita em tudo o que lhe dizem?Não.
Mas se fôr da Educação, Saúde ou Justiça ...acredita?
*
De Jorge Soares a 25 de Março de 2010 às 16:28
Eduardo, entendo onde quer chegar e até certo ponto estou de acordo, ou não fosse o meu, se não o único, um dos poucos blogs em que se disse que o caso Esmeralda era um caso feito e manipulado de uma ponta à outra pela comunicação social.

O papel da comunicação social é o de informar, mas também é o de alertar para as situações, e a verdade é que o bullying é algo que existe, se calhar sempre existiu, mas que nos tem passado ao lado, muitas vezes porque quem tem que tomar medidas teima em olhar para o lado e fingir que não se passa nada... e se duvidas houvesse, basta ler o meu post de ontem, em que falo de um destes casos.

Independentemente da forma como o assunto foi tratado, eu entendo que nós sociedade portuguesa, não podíamos passar ao lado do que se passou em Mirandela, porque quem sabe quantos Leandros haverá pelo país fora e de certeza absoluta, que não fosse o Leandro e não teríamos ouvido falar do caso do do professor de que o Pedro fala no comentário anterior.. e não se faria inquérito nenhum. .e a culpa seria de quem morreu, quando todos sabemos que isso não é verdade...

Do meu ponto de vista, mesmo não tratando dos casos da melhor forma, a imprensa traz os casos para a opinião publica e mais não seja como pais, ficamos mais atentos ao que se passa todos os dias na escola e com os nossos filhos... O Bullying até pode ser algo que sempre existiu, mas basta ler os comentários aos meus posts sobre o assunto, para percebermos que é algo que deixa marcas em agredidos e em agressores, algo que todos sabemos que está errado... e que tem que ser tratado.. e não é o silêncio da comunicação social que vai conseguir isso.

Jorge Soares
De Pedro Oliveira a 25 de Março de 2010 às 17:50
Como escrevi no teu blog, como és de boas familias... não colocaste link ao teu post, mas eu faço-o porque deve ser lido,abraço Jorge:

http://oqueeojantar.blogs.sapo.pt/187579.html?view=2239675#t2239675
De Eduardo Louro a 26 de Março de 2010 às 15:05
Jorge, antes de mais gostaria de lhe agradecer o seu comentário. Por, vindo de quem vem, me ter permetido dar uma espreitadela ao seu blogue e ver bem tratado este tema do bullying. Que, como percebeu e manifestou, não era o tema do meu post.
Refere, e muto bem, que "o papel da comunicação social é o de informar mas também o de alertar para as situações, e a verdade é que o bullying é algo que existe..."
O meu "ponto" não era nem negar o bullying (que entendo que deveria ser criminalizável e com responsabilização de pais nos casos de inimputabilidade), nem negar o interesse público do seu tratamento em sede mediática. O meu ponto, como explicitei no post e o Jorge percebeu, é que a comunicação social "pegue" em assuntos que sabem à partida que "vendem" bem (e os restantes casos que referi nem têm a ver com bullying e são inclusivamente completamente distintos entre si) e, "engajando-se" neles até ao pescoço, substituam a verdade dos factos, que desprezam desde a primeira hora, pela "verdade" da história. E quando a verdade dos factos consegue destruir a verdade da história, nem um "mea culpa", partem para outra exactamente na mesma, como se nada se tivesse passado (o caso Esmeralda é paradigmático). É apenas isto que ponho em causa e nunca que a Comunicação Social ignore o que quer que seja. Não ignorar este caso Leandro é um imperativo. Tão imperativo quanto o faça em obediência à ética, à verticalidade, à independência e à diginidade pessoal e profissional. Que é coisa que, também impunemente, não acontece!
De Carlos a 25 de Março de 2010 às 17:11
Vejam esta pouca vergonha
Afinal o verdadeiro nome do 1º Ministro é Zé Só Cá Atrás. Depois de não ter encontrado negócio no Entroncamento, fez uma parceria com o Presidente Cáváòcoo Silves e abriram uma fábrica de presercútivos em Macau, tudo com dinheiros da Ré-Pública. Entram outros políticos.
É uma banda “desenhada” de fotografias com 20 slides.
É só rir…
Faz copy-past do link
http://www.slideshare.net/RonaldoSton/s-c-atrs-6
De ricardo a 25 de Março de 2010 às 18:18
Um caso real......

3 miudos com cerca de 17 anos do secundário fizeram tanto mal a um dos seus colegas..... Que ele precisa que o vão buscar e por á escola não se atreve a entrar no autocarro e na escola anda sempre encostado á parede.

Esses mesmos miudos bateram num outro. O pretexto foi um convite para ir jogar á bola. Bateram-lhe com correntes e tudo. Esse miudo chegou a casa e disse que tinha batido num poste a mae lá aceitou, mas os "mau-tratos" seguiram-se e ainda por cima eram acompanhadas com msg de teor ameaçador no telemovel do dito.

A mae levou as msg á policia e elas disseram que nada podem fazer pois não o apanham em flagrante delito, O Agressor tem um processo já jeitoso na escola, mas nada pode ser feito.

Ontem um colega meu, primo do agredido, teve de ir á escola falar com os agressores que lhe disseram que as cenas iama acabr por ali.

Será que ficará assim?
De Ana Narciso a 25 de Março de 2010 às 18:44
Este relato ( a ser verdadeiro é confrangedor pela apatia e indeferença que floresce na escola. Aprentemente ninguém quer ser responsável nem responsabilizado e prendem-se em detalhes processuais que atrapalham mais do que resolvem.

De ricardo a 25 de Março de 2010 às 19:51
Este relato é verdadeiro. Esta é a versão do agredido, que por sinal tem 14 anos. SE exite mais alguma coisa ente eles já eu não sei.

Mas a sua sintese é fabulosa, será que é geral?

"Aparentemente ninguém quer ser responsável nem responsabilizado e prendem-se em detalhes processuais que atrapalham mais do que resolvem."

Será este o espelho de todo o país?.

Uma curiosidade vi na segunda no público online que os polacos que roubaram a celebre frase(o trabalhos os libertará) do campo de concentração de Auschwitz foram condenados a 30 meses de prisão efectiva. 2,5 anos.
Em portugal é condenado a menos quem rouba á mão armada.
Num outro jornal falava-se que pelo número de vitimas que o "violador de telheiras" confessou ter violentado o máximo de anos que ele podia apanhar eram 5 anos devido a cumulo juridico, Em portugal as penas baixam em 50% em caso de comportamento aceitável, ou seja se isto se confirmar e nesta óptica o "eng" Irá cumprir os mesmos 2,5 anos que os outros que roubaram a famosa frase.
Obviamente justo.....
De Anómico a 25 de Março de 2010 às 22:02
Quem nao dá educaçã em casa...é simples qq adulto toma as redeas!
*
É dar-lhe, com força...nas bentas...percebe que a covardia nao tem valor.
*
Nao façam c testemunhas.
Aliciem com conversa de h5, com telemoveis ou cd´s. Após, em local ermo, é dar-lhe e pô-loem casa dele PARA OS PAIS PERCEBEREM O QUE FAZEM.
Augustus
De Anómico a 30 de Março de 2010 às 10:13
Por acaso já alguém pensou nas razões que têm levado centenas de Bons e Competentes professores a abandonar o ensino, ao fim de muitos anos de seviço e sujeitando-se a fortes penalizações na pensão de reforma? Maus tratos? Não é só aos pontapés e bofetões que chamo bullyng.
Filomena

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