Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Dia da mobilidade sem carros

Hoje comemora-se o dia da mobilidade sem carros, cada ano que passa, o que era inicialmente uma boa ideia para estimular as pessoas a utilizar transportes alternativos e deixar o carro em casa, fica a impressão que é mais um dia que caiu no esquecimento.Este ano são menos 16 cidades que aderiram a este dia especial.Não é que já tenham resolvido os problemas de mobilidade sem carros, mas porque não há motivação para as autarquias aderirem:"as pessoas não ligam".

Era importante tentar perceber porque é que as pessoas "não ligam".Provavelmente é porque não têm alternativas,Não?

Que transportes públicos existem,em quantidade e qualidade?

No projecto de novas estradas e/ou avenidas e na conservação das mesmas,são previstas ciclovias?

Os parques de estacionamento pagos, servem só para "engordar" as Autarquias, ou fazem parte de um plano estratégico em que existem parques de estacionamento nas entradas das cidades e vilas e depois existem transportes públicos que levem as pessoas aos locais que elas,as pessoas, necessitam?

Os horários dos transportes públicos servem os interesses das populações,ou nem por isso?

Há articulação entre transportes:comboios,autocarros,metro,...?

Os Autarcas em vez de se queixarem da não adesão da população a este dia da mobilidade,se fizessem o seu trabalho,provavelmente não era só neste dia que as pessoas deixavam o seu carro em casa,digo eu.

 

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publicado por Pedro Oliveira às 07:43
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7 comentários:
De patti a 22 de Setembro de 2008 às 10:13
Pedro, aqui por Lisboa e arredores, posso dizer-lhe que as redes de transportes públicos, a sua qualidade interior, o cumprimento de horários e as respectivas articulações entre todos, está muito, mas muito melhor que aqui há alguns anos atrás.

É "calanzice" e ignorância da parte dos que moram em Lisboa e nos bairros à roda, dizerem que vão para o trabalho de carro porque os transportes públicos não prestam. É totalmente falso. Nem sabem o que é um comboio, autocarro, barco ou metropolitano há mais de 20 anos. Parecem uns patetas quando por uma vez na vida têm que comprar um bilhete de metropolitano.

Desculpas de bom português que já nasceu mandrião, comodista e só a fala por falar. Até para irem ao café a 500m de casa, levam o carrinho.
Tenho pena, mas somos assim mesmo, é cultural e vai demorar muito tempo a mudar tal mentalidade. Deve ser um problema de permeabilidade do nosso cérebro.
De Rafael Marcelino a 22 de Setembro de 2008 às 20:11
patti
Muito bem descrito o seu comentário de uma realidade palpável no nosso País.É uma mentalidade que tarde em mudar. Mas para que tal aconteça seria necessário muito empenho de todos. No que toca a transportes públicos é o que se sabe nos meios mais pequenos. Lisboa e grandes Cidades as coisas estão mais articuladas, embora teimem em fazer de conta que nada existe para andar de carro (Viva o Luxo), mas como Nativo de Juncal, pergunto; Se quiser ir a Porto de Mós, por exemplo ou ir para a Cruz da Légua trabalhar usando o transporte Público, ele existe?!
Como este caso que citei existem aos milhares.
De Pedro Oliveira a 22 de Setembro de 2008 às 10:35
Há uns tempos enviei um mail, para alguém com responsabilidade Politica Distrital que vive na Marinha Grande e que agora Trabalha em Leiria, num lugar politico de destaque, a falar sobre esta problemática da mobilidade das pessoas. Apesar de não ter tido resposta,quero acreditar que o tenha lido,pensado no assunto e levá-lo a análise a quem de direito.
Vivendo eu em Leiria e trabalhando na Marinha Grande, apercebo-me todos os dias do número elevadissimo de carros durante todo o dia entre Leiria e Marinha Grande(12 kms) e vice-versa, os picos são evidentemente de manhã e ao fim do dia,mas o volume diário de carros é elevadissiomo,como é elevadissimo a quantidade de carros que transporta uma só pessoa.
A sugestão que dei a esse alto dirigente politico distrital, foi ser estudado a possibilidade da criação de um metro de superficie entre as duas cidades,com conforto,rápido, com horários úteis ás pessoas e com frequência de pelo menos 10 a 15 minutos.Depois cada cidade teria a sua rede de distribuição das pessoas. Eu próprio e a minha familia seríamos os primeiros a utilizar esse transporte.
Como sei que esse dirigente politico nos lê fica aqui mais uma vez esta sugestão.
Patti, fico satisfeito por Lisboa estar a mudar no aspecto dos transportes públicos e concordo consigo em relação ao comodismo "Portuga".
De Ferreira-Pinto a 22 de Setembro de 2008 às 11:08
Nalguns casos estou mesmo convencido que é a preguiça natural dos portugueses, o nosso comodismo, que nos impedem de dar passos concretos para racionalizar o uso do transporte privado.

Paralelamente, as opções do poder político em matéria de investimentos na política de transportes obedece, quase sempre, a uma lógica que nos escapa em absoluto.
Ruas que se rasgam, alargam ou repavimentam onde não se desenvolve um esforço sequer no sentido de as dotar de passeios (bem, algumas nem passadeiras!); ciclovias nem vê-las na maior parte dos casos, por exemplo, são ajudas preciosas a que as pessoas se sintam tentadas a usar o carro em vez de andar a pé, de bicicleta, segway ou afins ...
De pedrosa a 22 de Setembro de 2008 às 11:24
Sr. Ferreira-Pinto não sei se é de porto de Mós ou não, mas pegando no seu exemplo só me lembro da estrada que vai de Porto de Mós à Batalha passando pelas Brancas, do lado de lá passeios do lado de cá, estamos à espera de um acidente grave e ciclovia que podia e devia ter sido prevista ZERO, nem num lado nem no outro. Os estacionamentos na vila agora são tosoa a pagar e bem,mas e as alternativas!Cadê elas?
Não faz confusão à Câmra o estacionamento em cima de passeios e em segunda fila?
que tal um "minibus" eléctrico a dar voltas à vila pegando as pessoas nos parques de estacionamento fora da vila e distribuindo as pessoas pelos locais que necessitam ir.Não estão à espera da malta deixar o carro do lado do intermarché e depois ir a pé por exemplo para o tribunal, pois não?
De carlosbarbosaoli a 23 de Setembro de 2008 às 00:10
Antes de mais, subscrevo por inteiro o comentário da Patti.
O Dia Sem Carros começou por ser uma boa ideia em 2001. Na altura trabalhava num local que foi responsável pela coordenação do DSC em Lisboa.
As coisas começaram a piorar quando Santana Lopes, então Presidente da Cãmara de Lisboa, afirmou que não alinhava em folclores. Tanto bastou para que, no ano seguinte, muitas autarquias desmobilizassem, seguindo o exemplo de Lisboa.
Santana até tem alguma razão quando diz que se trata de folclore, mas se tivesse dois dedos de testa, perceberira que apesar de tudo era importante este dia para sensibilizar as pessoas para o uso dos transportes públicos.
De qualquer modo, tenho a certeza qeu não estamos longe do dia em que se passe a pagar portagem para entrar em Lisboa. A cidade está cada vez mais irrespirável e não haverá otro remédio. As pessoas têm que deixar de ser comodistas!
De Fatima a 24 de Setembro de 2008 às 23:00
Quando neste País se fizerem grandes parques de estacionamento junto das estações/gares/paragens principais dos transporte públicos, em vez de auto estradas e estádios de futebol, etc., talvez se reduza muito a utilizaçã de carro.

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