Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Bullying

Faço minhas as palavras de Mahatma Gandhi quando afirmou, “A Humanidade não pode libertar-se da violência senão por meio da não violência”. Não posso estar mais de acordo com esta filosofia, mas o que é certo é que vemos e assistimos diariamente às aberturas dos noticiários com cenas de grande violência. Pior do que isso, temo pelo facto de ver chegar, cada vez mais, aos menores que seguem os exemplos e estímulos do meio envolvente.


Para muitos, será concerteza o pesadelo de quem já sentiu e viveu as agruras da violência, seja por intimidação física, insultos ou humilhações públicas, perpetrados por colegas de escola ou do trabalho.


O fenómeno não é novo, mas o estrangeirismo ganha cada vez mais destaque e protagonismo no nosso quotidiano português. Para os mais distraídos, falo do Bullying que nos atinge em proporções cada vez mais intensas e frequentes. Este conceito define “comportamentos de natureza agressiva, entre pares, com intenção de provocar dano”, afirma Sónia Seixas, doutorada em Psicologia e autora de uma tese sobre bullying em contexto escolar.


Com ocorrências mais conhecidas no meio escolar, que pode ir desde os primeiros anos até ao ensino universitário, é no entanto nos 2º e 3º ciclos que se ouvem mais casos, sem esquecer os que nunca ou tardiamente vêem a sua divulgação pública. As vítimas, normalmente crianças, apresentam características bem definidas no plano emocional, sofrendo de baixa auto-estima e revelando comportamentos inseguros, que os denunciam perante a intimidação. Na maioria dos casos, não oferecem resistência, até porque se trata de uma luta desigual, e permitem-se abusos constantes e repetidos pela parte do agressor, a quem se atribui a designação de bully. Com grande facilidade, podemos fazer uma pesquisa rápida e dar de caras com testemunhos terríveis que nos marcam, só de ler e ouvir. Imagine-se o que sentirão as vítimas quando confrontadas com esta dura e triste realiadade.


Dizem os entendidos na matéria, que as possíveis razões na origem deste fenómeno estão associadas à pretensa popularidade reconhecida ao agressor, que tem por trás uma realidade pessoal esvaziada de qualquer estrutura familiar sólida e estável, actuando pelos seus atributos físicos, muito superiores perante as vítimas que escolhe para inferiorizá-las.
É certo que nos meus tempos de escola, também havia lutas entre rapazes, e por vezes alguns episódios engraçados de puxões de cabelos entre meninas mais afoitas e atrevidas, mas nada que revelasse carácter de violência contínua com objectivos claros e bem definidos de garantir humilhação e mal estar premeditados.


Que a sociedade caminha no sentido da auto-destruição, não é novidade para qualquer um de nós, até porque o planeta está em vias de extinção, mas o que é certo é que temos vindo a acelerar este processo, que dá provas da sua precocidade, uma vez que começa cada vez mais cedo, entre crianças. Poderemos inverter esta tendência? Como?
Sou pai de duas crianças, sendo que com muita frequência ouço à mais velha, episódios que ocorreram na sua escola que me fazem pensar na sua segurança. Onde estão os pais destas crianças? E os professores nunca testemunham estas vivências? Onde estão quando sucedem? O que fazem quando lhes, se, chega ao conhecimento? Há, na sociedade, estruturas adequadas e preparadas para tratar as vítimas destas agressões? O que podemos fazer para evitar o fenómeno? Que destino podemos dar aos bullys?


Enfim, medos e receios, mais do que muitos, quando se trata da violência, seja em que contexto for, mas obviamente, crianças e idosos em primeiríssimo lugar. São o princípio e fim de uma vida que merece ser vivida sem sobressaltos e com saúde. O sorriso de uma criança feliz é mais de meio caminho andado para o sucesso de uma nação.
 

 

nota: Amanhã vai ocorrer uma sessão temática sobre esta matéria do "Bullying", no Auditório da Escola Superior de Educação de Leiria. Saber mais AQUI.

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publicado por Pedro Oliveira às 23:04
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15 comentários:
De Ferreira-Pinto a 26 de Novembro de 2008 às 11:03
Um excelente texto sobre uma realidade perversa a que muitas das vezes gostamos de fechar os olhos!
De Anómico a 26 de Novembro de 2008 às 11:04
Obrigada pela sua visita ao Simecq.Cultura.
Gostei de ler este texto e concordo que é mais uma forma de violência que nos deve preocupar a todos. Realmente a TV usa e abusa de filmes em que a força parece ser a principal palavra de ordem.
Se estes apontamentos que vamos deixando fizerem alguma coisa contra esta onda que parece estar na moda, não baixemos as mãos.
Volte sempre. M.A.
De ka a 26 de Novembro de 2008 às 12:36
Excelente este artigo!
No que respeita ao Bullying entre adulto é mesmo o que referes. Normalmente é feito por parte de pessoas que têm uma vida pessoas perfeitamente desestruturada e no seu local de trabalho, através do pequeno poder que detêm, fazem questão de exercer a dominância que não têm na sua própria vida. Engraçado que os casos que vi de pessoas assim o factor comum era de facto não terem vida privada ou serem perfeitament frustrados socialmente.

Em relação à crianças penso que serão dois factores principais a desplotar este fenónemo: o exemplo caseiro e a falta de atenção por parte da família.

Este é um tema complexo que nunca é demais chamar a atenção.
De patti a 26 de Novembro de 2008 às 13:10
A Associação de Pais da escola da minha filha, enviou na última reunião um folheto onde alertava para este fenómeno, das nossas escolas. O que mais me entristece é o silêncio de muitas destas crianças, durante anos e anos.

Há um livro, que todos os pais deviam ler, da Jodi Picoult (Dezanove minutos), sobre este tema e que o caso de uma criança que toda a vida sofreu de buling a levou a extremos.
temos também o exemplo o terrível do acontecimento do liceu de Columbine, nos EUA, tão presente ainda em todos nós.
De Paulo Sousa a 26 de Novembro de 2008 às 14:27
"Que a sociedade caminha no sentido da auto-destruição, não é novidade para qualquer um de nós, até porque o planeta está em vias de extinção, mas o que é certo é que temos vindo a acelerar este processo, que dá provas da sua precocidade, uma vez que começa cada vez mais cedo, entre crianças. Poderemos inverter esta tendência? Como?"

Pedro,
Acho esta visão demasiado pessimista e exagerada.
Desde os primórdios da humanidade que o homem sentiu necessidade de se organizar assim nasceu a política. Mais do que criar hieraquias, muito ou pouco complexas, de acordo com o sistema político escolhido, a génese do acto político dos nossos mais longínquos antepassados sempre procurou em primeiro lugar conter a violência. Ao longo de milénios de organização social a evolução foi extraordinária. Lembremo-nos la lei do mais forte do paleolítico e da Sra Ann Nixon Cooper, que com 106 anos escolheu o seu presidente ao tocar com o dedo num ecran.
A violência entre pares especialmente entre crianças e jovens merece ser acompanhada mas não será apenas a normal vivência entre animais ditos racionais, que chegou até nós filtrada por milénios de socialização?
De Ana Narciso a 26 de Novembro de 2008 às 16:00
Eu estive aler o texto que o Pedro deixou na " geração rasca2 E fiquei apensar se agora " aporrada na rua 2 era considerada o quê?
O que é então aceitável?
De Pedro Oliveira a 26 de Novembro de 2008 às 16:09
Está também neste texto a explicação da nossa porrada na rua:
"É certo que nos meus tempos de escola, também havia lutas entre rapazes, e por vezes alguns episódios engraçados de puxões de cabelos entre meninas mais afoitas e atrevidas, mas nada que revelasse carácter de violência contínua com objectivos claros e bem definidos de garantir humilhação e mal estar premeditados."

De Ana Narciso a 26 de Novembro de 2008 às 21:06
Então isso seria bullying? Até parece que estou aqui a advogar a violência nas escolas. Claro que não é nada disso. Mas também não podemos esquecer que hoje o ensino quase se conjuga no feminino e também sabemos que as mulheres lidam pior com estas escaramuças entre jovens. Podia contar aqui vários casos , que foram analisados pelos colegas homens( em vias de extinção!) e que olharam com outros olhos as queixas que nós faziamos. O que eu oiço e vejo Pedro é o relato de cenas iguais às que descreve ou parecidas que na altura eram ignoradas. Afinal que meninos estamos a educar hoje? Lembro um caso que aconteceu há dois anos aqui no Concelho: os meninos não podiam atravessar a estrada para usar o pavilhão gimnodesportivo.Tiveram ginástica na sala de aula, com carteiras e tudo. Há exageros , não há?Eu não vou poder assistir ao encontro , porque tenho uma consulta marcada há ja bastante , mas talvez estes assunto tivesse que ser colocado.
De Si a 26 de Novembro de 2008 às 14:44
Este é um tema complexo, pela quantidade de factores e personagens que envolve, mais complexo ainda, quando há personagens que se demitem das suas responsabilidades na envolvência.
Numa sociedade cada vez mais frívola, distante e despojada de emoções entre os seus pilares - família, escola, relações interpessoais - não me parece estranho este tipo de fenómenos acontecer, já que o ser humano cada vez mais se isola, se 'animaliza' nos instintos de proteger o seu próprio espaço e domínio, abrindo facilmente, as hostilidades ao seu semelhante que com ele compete. É, actualmente, a 'lei da vida', que impele a que seja 'cada um por si'.
Por isso, para mim é simples: todo e qualquer fenómeno de violência, exercido por um ser, supostamente mais forte, sobre outro, supostamente mais fraco, segue as regras mais primitivas que existem na sociedade animal. E tal como aqui, a violência pode ser exercida por indivíduos sós, ou em grupo, a que comummente se chamam 'gangs', que bem poderia ser a tradução livre de 'alcateias'.
Que fazer em relação a isto?
Já não é nada simples. Toda uma sociedade teria que ser 'reprogramada' nos seus valores, nas suas atitudes, nas suas próprias emoções, para que a 'profilaxia' tivesse efeito eficaz e duradouro. Até lá, e infelizmente, só a repressão poderá ter efeito, exercida pelos modelos mínimos de autoridade e referência na vida de cada jovem, ou, em último caso pelas autoridades civis.
Mas isto sou eu a falar, claro.....
De maria Antonieta a 26 de Novembro de 2008 às 15:43
Que a sociedade caminha no sentido da auto destruiçãp e que o Planeta está em vias de extinção , é uma frase que eu assino por baixo. Concordo plenamente com ela. E não é uma frase pessimista. É uma constatação. O problema está no que fazer para inverter essa questão.
Tomar consciencia que é individualmente que essse trabalho terá de ser feito
Em casa entre os pais e filhos.
Na escola com os professores e mesmo na sociedade.
Ninguém se pode demitir desse papel.
Não há para esse problema solução conjuntural.
As soluções são individuais. e partem do ambiente familiar daquilo que em casa se ensina ás crianças.
Como é possível que na escola se exiija que uma criança não seja violenta, quando essa mesma criança se apercebe que em casa os pais discutem ou fazem entre si comentários que encerram violência em relação a colegas de trabalho ou a vizinhos.
Quando se enfiam as crianças sistematicamente em centros comerciais todos os fins de semana, em vez de fazer programas com elas junto da natureza ou estimulando-as para visitas de carácter cultural.
Os miudos conhecem o Colombo ou o Corte Inglês, mas ninguém os leva ao Museu dos Coches, ou á Coudelaria Portuguesa em Alter do Chão, aliáz um bom local para se conviver com animais e ar livre.Ninguém desperta neles o gosto pelo saber
Conhecem de cor a variedade de hamburguers do Mac Donald ou o nome das pizas quese vendem nos grandes centros comerciais mas esqueceram-se de lhes dizer que Portugal teve um poeta chamado Camões.
E meus senhores, isto não é pensar á antiga.
Há hoje movimentos de pais mais jovens que querem educar os seus filhos desta forma, porque chegaram á conclusão de que não adianta os seus filhos terem os computadores Magalhães. e serem amanhã adultos sem referências.




De Mãe AM a 26 de Novembro de 2008 às 18:45
D. Maria Antonieta
Subscrevo as suas ideias e parece-me que retratam fielmente as crianças de hoje. No entanto, não podemos assacar-lhes a responsabilidade dessa pobre e triste realidade, mas sim aos seus PAIS!?
Como mãe não posso demitir-me das minhas funções. Também não tenho a pretensão de ser mãe modelo, muito menos perfeita, tenho perfeita consciência dos meus defeitos e qualidades, mas esforço-me por dar padrões mínimos de educação e valores, que vão rareando cada vez mais. Quanto às actividades em família, na natureza, posso deixar o desfio. Experimentem e vão ver que todos aprovam. São momentos únicos e muito felizes, com manhãs chuvosas, ventosas e geladas ou numa bela tarde de sol, com céu azul e limpo.
Estarei longe da verdade, ou será que estou a afastar-me da realidade e a viver noutra dimensão?
mãe AM
De Paulo Sousa a 26 de Novembro de 2008 às 21:25
O Planeta está em vias de extinção desde que se formou, e como tudo que teve um principio terá um fim. O Sol, como as outras estrelas, extinguir-se-á dentro de muitos milhões de anos e depois disso não haverá as mínimas condições de vida na Terra, isto se enquanto planeta ainda existir. Sobre isto nada podemos fazer para o evitar.
Neste ponto de vista também estou de acordo que estamos a caminho do fim. Já aqui escrevi sobre isto, mas desde o momento que o homem teve capacidade de se aperceber que tudo tem um limite de tempo que nasceu o mito do fim do mundo. Saber utilizar este receio comum condiciona comportamentos e por isso é uma forma de poder. Ter consciencia disso talvez ajude a reduzir a exposição de cada um a este risco.
Outro aspecto que considero interessante é referir-mo-nos à violência entre iguais como sendo mais uma prova de que caminhamos para o fim. Perante esta associação de ideias tenho de perguntar que período da história têm como referência de comparação para ligar o bullying ao fim da vida na terra. Em que período da história da humanidade não houve violência entre iguais? O facto de a Europa ter cerca de 60 anos sem guerra, sem contar com a guerra dos balcans, não nos permite ignorar que nos dias de hoje, neste preciso momento em que escrevo estas linhas e no momento que as leiam, exista escravatura, tráfico de pessoas, massacres étnicos, guerras, violência doméstica e também bullying. Espero não deixado ninguém chocado com estas informações mas são verdadeiras.
No meu tempo da escola primária, brincava-se à pedrada e aos pontapés. Em todos os anos me lembro de existir um ou mais miúdos, normalmente repetentes e por isso maiores que todos os outros que, talvez pelo enfado que será repetir de ano, entendiam que sovar os miúdos mais pequenos era uma forma animada de passar o tempo. E é claro que metiam medo. Alguns miudos conseguiam negociar uma coexistência segura à troca de berlindes e demais bens de elevado valor. Outros miudos, talvez com mais porrada apeal, nem à troca dum pião ou dois se livravam de sovas frequentes. Conheço alguns que, apesar de serem alvos frequentes, conseguiram sobreviver e são hoje são pessoas que considero equilibradas.
Sem dúvida qe hoje existe uma maior atenção dos pais e da sociedade sobre o que se passa na escola, o que considero bastante saudável e salutar, mas também existe, e com frequência, uma sobreprotecção dos miudos a níveis que os impossibilita de reagir e de assim criarem anti-corpos que lhes permitam no futuro lidarem com contrariedades de que os pais não os poderão proteger. Será que isso não é contraproducente?

De Ana Narciso a 26 de Novembro de 2008 às 22:50
É mesmo isso Paulo. O desafio será mesmo . distinguir quando é violência e apenas escaramuças ou formas de ultrapassar etapas no desenvolvimento humano que todos os mamíferos têm. è claro que ser toelarnente e inclusivo na diferença,é uma construção social e demora bastante tempo a construir Se deixarmos os meninos dos jardins de infância sózinhos durante uma hora veremos como cai por terra o slogan que " nós nascemos naturalmente bons!) que grande peta!!
De Ana Narciso a 27 de Novembro de 2008 às 22:07
Foi um excelente momento de reflexão sobre os comportamentos abusivos de agressores sobre as suas vítimas, os observadores que aproveitando a ausência de vigilância dos adultos agridem as suas vítimas ( caso apresentado na Zona da Grande Lisboa) ou as casas de banho, ou recreios ou balneários. No Concelho de Leira a incidência é maioritariamente na sala de aula e no recreio. Exactamente por esta ordem . Fiquei perturbada .Muito. Já no debate ficou muito claro que a educação para os valores merece também um aprofundamento claro e inequívoco sobre o que se passa nas escolas nomeadamente na classificação destes domínios. Para que conste e quem o disse tem um currículo invejável sobre esta matéria Professora Doutora Raquel Seixas: A atenção não é do domínio das atitudes é do domínio cognitivo, como é a memória; a pontualidade não pode ser considerada porque não é imputável ao aluno, a autonomia é autonomia motora? Cognitiva? Social? Para cada um deste domínios há instrumentos e descritores diferentes. Fiquei esclarecida e cada vez mais convicta de que só há um caminho nesta matéria : ser objectora de consciência a tamanho desvario das escola públicos em Portugal neste momento.

De Pedro Oliveira a 28 de Novembro de 2008 às 08:54
Algumas vezes temos opiniões sobre determinados assuntos que ao ouvir determinados experts sobre essa matéria, leva a que tenhamos de alterar a nossa posição, ontem não foi, infelizmente, o caso.
Também estive na sesssão temática sobre o bullying, também fiquei preocupado.Fiquei preocupado por ter ouvido uma educadora de infância a relatar que tem caso de bullying onde trabalha e não sabe o que fazer, falta de competência nesta área, preocupado porque afinal , apesar de menos grave do que nos grandes centros como Lisboa, o buylling existe nas nossas escolas e parece que pouca gente se preocupa,"sempre foi assim" e preocupa-me porque vi ontem que mais de 50% do buylling no Concelho de Leiria se passa dentro das salas de aula e os Professores nem os "cheiram".

Para quem diz que sempre foi assim, devia ter ouvido o que mudou do nosso tempo para cá.
Falou-se na desagragação das familias,falou-se na intenção clara de fazer mal aos outros e de forma sitemática, falou-se no prazer de humilhar os outros,...
Que me desculpem os que dizem que "sempre foi assim", mas nós os do meu tempo só andávamos à "bulha" por causa da bola, hoje era um bom dia para andar à bulha(5-1)....

Mas nem tudo é mau como disse a Psicóloga que fez o estudo em Leiria, o facto de em Leiria se ter constatado que o buylling não é tão grave como por exemplo na àrea metropolitana de Lisboa, faz com que se possa prevenir algumas coisas e é esse o caminho, Prevenção e formação aos professores e auxiliares de educação, para aprenderem a ler os sinais e, já agora aos Pais.

Outro aspecto positivo e que me agradou sobremaneira, ontem ao jantar estava a relatar o que tinha ouvido na palestra e fui surpreendido pelo meu filho que me disse que na aula de formação civica, a professora organizou grupos de 3 alunos e deu-lhes um trabalho, debaterem entre eles o que já viram e sentiram nestes meses de aulas relativamente, a roubos e maltratos por parte dos colegas.O trabalho ainda não acabou porque como tiveram dificuldade em perceber o trabalho a professora passou algum tempo a explicar-lhes o porquê do trabalho e explicar-lhes que não tinham de ter medo em escrever.Depois das explicações começaram a conversar sobre o assunto e não escreveram nada, vou esperar para que o meu filho me diga as conclusões do trabalho.Como é evidente incentivámo-lo a escrever o que sabia e a contar-nos também.
Até agora o que ele presenciou foi a tentativa de dois miúdos mais velhos de tirarem dinheiro a um da turma dele sem sucesso,rapaz não tinha mesmo e uma outra situação de um miúdo que da turma a quem desapareceu um telemóvel, mas não sabem se não foi o miúdo que o perdeu.
Em relação ao telemóvel, foi curiosa as dicas que foram dadas, falou-se de um caso de uma escola particular em que os alunos entram na escola e deixam os telemoveis, só podendo ter acesso a ele no fim das aulas, mas referiu também o caso de uma escola europeia que está a utilizar os telemoveis como mais uma ferramenta de ensino.

Em suma, um assunto que deve merecer a maior das atenções aos intervenientes na comunidade escolar.

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