Domingo, 25 de Abril de 2010

25 de Abril de 2010

«O 25 de Abril "não conseguiu responder às aspirações justas e fundadas e aos interesses legítimos da maioria dos portugueses", suscitando a "situação perversa" de que o poder, enquanto "instituição" democraticamente eleita, "não funciona, porque a sociedade não sabe fazê-la funcionar de maneira correta". "Uma democracia assim não funciona bem"».

 

Ramalho Eanes, numa entrevista à Antena 1 (aqui com mais detalhe).

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publicado por Paulo Sousa às 11:00
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3 comentários:
De Rafael Marcelino a 25 de Abril de 2010 às 14:46
Trinta e seis anos depois sinto-me triste. Uma vergonha. Não existe democracia..!!!!
Vive-se num estado Ceciliano aonde a justiça não existe.
No entanto outros lhe chamam Inveja.
Apenas e hoje podem ter vontade de (festejar) os Betinhos mais os beneficiários filhos do sistema partidários-politico do regime instalado.
De Jorge Soares a 25 de Abril de 2010 às 17:40
A Democracia que temos..e que como dizia no post do Pedro, eu acho que está viva e bem forte, é o resultado do que nós e os políticos quisemos fazer com ela.

Ramalho Eanes foi Presidente da República durante 10 anos... se ele acha que esta democracia é má, deveria começar por fazer um mea culpa, porque a responsabilidade também é dele...

Jorge Soares
De Eduardo Louro a 25 de Abril de 2010 às 19:45
Sou dos que acham que Eanes é um acidente histórico que, independentemente de questõe sde caracter e seriedade pessoal inquestionáveis, não pode ser levado em conta para além disso. Lembro-me de um presidente que apenas pudemos avaliar após 10 anos de presidência. Durante esses longos 10 anos foi uma esfinge. Depois, quando o mandato estava a chegar ao fim, pudemos ver e... ficamos surpreendidos. Como foi possível?
É por isso que não dou grande importância ao que diz, apesar do esforço de valorização que entretanto fez. Dizer, e muitos o dizem, que o 25 de Abril não coreespondeu às expectactivas disto e daquilo, ou como alguns gostam mais, que Abril não se cumpriu aqui e ali, é, do meu ponto de vista, um disparate. O 25 de Abril cumpriu-se em duas dimensões: em primeira lugar quando pôs fim a uma ditadura empedernida, anquilosada e pôdre. Depois quando alcançou a dimensão mítica de uma revolução sem tiros, de cravos e da generosidade dos capitães, dos também míticos capitães de Abril.
A partir daí, fora destas duas dimensões, não faz sentido dizer que o 25 de Abril cumpriu ou deixou de cumprir. Já nada tem a ver com o 25 de Abril que, para uns morreu no dia 26 para apenas ressuscitar em 25 de Novembro do ano seguinte e, para outros, morreu para sempre precisamente nesse 25 de Novembro.
Fiquemos com o 25 de Abril dos cravos, dos abraços, do "em cada esquina um amigo" e da festa louca e deixemos tudo o resto para as consequências das diferentes e diversas contingências da História. Não permitemos que atribuam responsabilidades ao 25 de Abril, data para figurar numa página dourada da nossa História. O que fizemos em cada um dos milhares de dias de há 36 anos para cá é da responsabilidade de todos nós e não do 25 de Abril!

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Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.

E, acredite, não é bonita!

Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.


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