Existem vários textos, autores, poemas, músicas que me fazem sentido. Ajudam-me a reflectir sobre quem sou e o que quero para a minha vida e quem quero na minha vida. Partilho convosco um desses textos de um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor de idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. Deixo-vos com William Shakespeare!
“Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas. (…) E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança e que apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. (…)
Descobres que as pessoas que com quem mais te importas na vida, são tiradas de ti muito depressa, por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vemos. (…)
Aprendes que paciência requer muita prática. (…) Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas que isso não dá o direito de ser cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar… que realmente és forte e que podes ir muito mais longe depois de se pensar que não se pode mais. E realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida! (…) E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!”
Ps. Recomendo vivamente que se tiverem oportunidade vão ver a comedia “As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos”, enorme êxito teatral português que está em cena há mais de 13 anos e foi visto por 211.114 espectadores. O espectáculo já fez 158 digressões e 1.413 representações até à data. Em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas, no Chiado, Lisboa. É brilhante, de ir às lágrimas de tanto rir. Uma verdadeira lavagem à alma.
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A Revolução dos Cravos de Sangue
de Gerard de Villiers
Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.
E, acredite, não é bonita!
Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.
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