Se na linguagem comum temos expressões como meter o nariz, meter a colher ou meter a mão, no futebolês temos a expressão meter o pé. Nada mais natural – dir-se-á – no futebol o normal será meter o pé! No futebol também muita gente mete o nariz … onde não é chamado, muita gente gosta de meter a colher e também se mete a mão, e de que maneira! Também se mete o pé na argola. E há quem ponha aqui o seu pezinho...Mas só e apenas meter o pé integra o vocabulário futebolês! Meter o pé significa determinação, garra, vontade de ganhar, persistência, ambição, raça…
Meter o pé está eminentemente ligado à disputa da bola, à disputa de cada lance, com coragem e sem medos. Como se fosse o último, com o vigor e a convicção de que será recompensado com a conquista da bola, afinal, como temos visto, a preciosidade mais disputada num jogo de futebol.
Poderemos encontrar o tipo mais dotado que se possa imaginar para a prática do futebol – capacidade técnica e artística, como agora diz o Jorge Jesus, velocidade, potência de remate, colocação, etc – mas, se não meter o pé, nunca será jogador, jogador de top, bem entendido.
Arriscaria mesmo a afirmar que meter o pé será, pela força com que arrasta e integra os grandes conceitos do futebol actual, a mais completa expressão do futebolês. Meter o pé não se limita a descrever a mera disputa de bola. Vai muito para além disso, para reflectir toda a dimensão psicológica do jogador: em particular o carácter e a força mental. A forma como mete o pé diz tudo sobre o comportamento social do jogador, isto é, sobre como ele se integra naquele microcosmos social que é a equipa, o grupo a que pertence. Se é alguém que sabe colocar os interesses colectivos acima dos seus interesses particulares ou se, pelo contrário, entende que os seus próprios interesses se sobrepõem aos de todos os outros. Se é alguém com inegável espírito de grupo e solidário, um entre pares, ou se, pelo contrário, é alguém egocêntrico e inchado de vedetismo.
Sendo o futebol um jogo colectivo, feito de um forte espírito de grupo, quem não meter o pé arrisca-se a ficar isolado do grupo, por desmerecer da solidariedade e da coragem dos restantes colegas, e a transformar-se num corpo estranho dentro da equipa. Esta é uma verdade cada vez mais verdade, uma verdade que cresce à medida que as dinâmicas de grupo se vão cada vez mais afirmando nas novas realidades do futebol, em que a dimensão humana, em toda a sua complexidade, é tratada ao mais alto nível pelas diferentes ciências postas ao serviço do desporto em geral e do futebol em particular.
Meter o pé tem, por tudo isto, o seu quê de misterioso, quase como código de representação genética. Há jogadores que, chegada a hora, tiram o pé. E há os que metem a cabeça onde outros nem os pés metem! Há, evidentemente como em tudo, quem confunda as coisas e entenda que meter o pé é entrar a matar, varrer ou ceifar o adversário. Que vale tudo, à Bruno Alves ou à Paulinho Santos. Isso não é meter o pé, é ir com tudo: pés, braços, cotovelos, cabeça, enfim, com tudo o que estiver à mão! Isso não é impor respeito, é aterrorizar!
Meter o pé está ainda ligado a correr, dentro da mesma imagem de raça, de ambição, de agressividade e de espírito de sacrifício de que muitos jogadores fazem a sua imagem de marca. Raça, ambição, agressividade e espírito de sacrifício que, ao contrário de há bem poucos anos, é hoje indispensável nas grandes estrelas. O virtuosismo é apenas um plus que faz a diferença, mas só a faz depois de terem corrido ou trabalhado tanto como os outros. Como é um plus, mas que faz toda a diferença, transportar essa mentalidade para o colectivo e cada um dos membros do grupo. Que Mourinho faz como ninguém, como se viu com Etoo, a estrela que no Barcelona não corria, que já tudo tinha ganho, e que no Inter correu e defendeu no campo todo com a ambição de um principiante. E como se percebeu que iria, apesar de tudo, conseguir fazer com Balotelli. É, por tudo isso, o melhor e o mais ganhador treinador de futebol. Também por isso se pôde dar ao luxo de escolher o Real Madrid… bem antes do Real Madrid o escolher a ele!
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A Revolução dos Cravos de Sangue
de Gerard de Villiers
Estamos em Portugal, no rescaldo do 25 de Abril, e Lisboa é um tabuleiro de xadrez onde CIA e KGB jogam uma partida mortal. Os serviços secretos americanos, desesperados por apenas terem sabido do golpe de Estado através dos jornais, esforçam-se para impedir que Portugal caia nas mãos do comunismo. Do outro lado, a KGB tem em mente um plano diabólico e põe em campo os seus melhores agentes. É então que um golpe de teatro promete desequilibrar esta guerra fria. Natália Grifanov, mulher de um poderoso coronel da KGB, está disposta a passar para o Ocidente e a relatar todos os segredos que sabe. Para organizar essa deserção a CIA escolhe o seu melhor agente: Malko Linge. Mas nem ele conseguirá levar a cabo esta missão sem evitar danos colaterais. E é então que, nas ruelas de Alfama e nos palácios da Lapa, entre traições e assassinatos, a Revolução dos Cravos mostra a sua outra face.
E, acredite, não é bonita!
Um thriller soberbo e original, passado no pós 25 de Abril de 1974.
Saida de Emergência
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