Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

O Euro tem dez anos

O Euro entrou em circulação há dez anos.

Uma década depois do arranque de uma das mais arrojadas aventuras do entendimento entre os homens é tempo de fazer um balanço.

O efeito de ter uma moeda-forte era algo que a economia portuguesa, e os portugueses não estavam habituados. As empresas exportadoras ganharam um mercado imenso onde os capitais circulam livremente sem as restrições da mudança de moeda. Mas com a valorização do euro também perderam competitividade perante os blocos económicos exteriores à chamada eurolândia.

O efeito 'moeda forte' também levou a que os consumidores de toda a europa se queixam que o euro trouxe um encarecimento do custo de vida.

No caso português este efeito foi reforçado pela relação euro/escudo (1 EUR = 200,482 PTE) definida para a conversão. O arredendamento comum para os 200 esc levou a uma desvalorização implícita do escudo de 0,25%. Parece pouco mas à escala da nossa economia são muitos milhões. A título de exemplo algo que custasse 10.000 escudos de acordo com a taxa de conversão passou a valer 49,89€ e que na prática passou a 50€.

Em Itália por exemplo aconteceu o contrário, onde a lira foi convertida numa relação 1 EUR = 1936,27 ITL, e que na prática da conversão corrente foi arredondada para 2000 ITL que corresponde a uma valorização superior a 3% da lira, ou seja o efeito arendondamento foi exactamente o contrário.

O efeito moeda forte faz com que viajar para fora da zona euro se tenha tornado também mais barato.

Mais recentemente, em plena crise financeira, beneficiamos de algo que foi pouco referido pelos media. A dimensão e a capacidade do BCE em injectar liquidez na economia, poupou à economia portuguesa a possibilidade de um cenário como o islandês, em que o banco central por incapacidade de assegurar a liquidez do sistema financeiro entrou em colapso, tendo tido de recorrer ao FMI.

Podemos fazer o balanço observando outros aspectos, mas convido os leitores a fazê-lo.

Têm a palavra.

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publicado por Paulo Sousa às 17:03
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18 comentários:
De Anómico a 2 de Janeiro de 2009 às 08:45
Leiam o Correio da Manhã hoje... Comentários para quê?


Janeiro 2009 - 01h01

Prenda de Natal em Porto de Mós
Câmara deu pistola a alunos
Uma pistola de plástico que lança setas para um alvo colorido de cartão foi a prenda escolhida pela Câmara Municipal de Porto de Mós para oferecer, pelo Natal, aos alunos do sexo masculino que frequentam as escolas do primeiro ciclo do concelho. As meninas receberam um órgão, também de plástico.


A oferta da pistola não foi bem acolhida por alguns pais, que consideram que se trata de uma "péssima escolha, de mau gosto, que pode incentivar à violência". "Não deve ser a Câmara a dar estes brinquedos às crianças", disse Luís Malhó, pai de um dos alunos, adiantando que o filho ficou "irritado" por o brinquedo não funcionar.

Contactado ontem pelo CM, o presidente do município, João Salgueiro, afirmou desconhecer o conteúdo da prenda oferecida no final do espectáculo de circo, que foi escolhida pelas técnicas – psicóloga, socióloga e assistente social – do Gabinete de Educação Municipal.

De Anómico a 2 de Janeiro de 2009 às 08:58
teriam sido a psicóloga, a assistente social e a socióloga a escolher as prendas???????????? ou serviram apenas para o presidente sacudir a água do capote?
este homem é um martir, só gente a prejudicá-lo, e ele avança, competente, sereno, comedido, indiferente a tudo o que o rodeia...
De Ana Narciso a 2 de Janeiro de 2009 às 09:13
Somos notícia outra vez pelas piores razões... até quando????
De Pois é a 2 de Janeiro de 2009 às 09:31
Até quando o sr. vereador da Educação ainda consegue vir à rua?
Queremos urgentemente gente de Porto de Mós nos destinos do nosso Concelho e não paraquedistas como o sr.Rui Neves, onde a unica coisa que lhe interessa é o tacho politico, pois não se esqueçam que só foi para a liderança da comissão politica para ter o seu lugar na lista garantido, caso contrário mandava tudo à merda.
Demite-te pá, que só pensas em ti e nada no nosso Concelho, pois, porque teu não é nem nunca será.
Desaparece daqui, que a unica coisa que sabes é aproveitar-te de tudo e de todos, onde estás envolvido.
Grande vergonha para Porto de Mós, se fosses de cá estavas preocupado, agora assim só sabes é rir, e nós gostamos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
De Irene Pereira a 2 de Janeiro de 2009 às 11:24
O facto da prenda de Natal serem pistolas já foi sobejamente comentado... Agora o Senhor Presidente vir para um órgão de comunicação dizer que não sabia o que era a prenda e que foram três funcionárias - assistente social, psicóloga e socióloga as responsáveis pela escolha é gravíssimo.
Primeiro porque, atendendo à competência que lhes conheço tenho sérias dúvidas que tivessem sido elas as responsáveis, segundo porque, ainda que tivesse sido como diz o presidente, a liderança das equipas assume-se nos bons e maus momentos.

De Ana Narciso a 2 de Janeiro de 2009 às 18:45
É mais do mesmo Irene. É capaz de atirar as culpas para funcionárias que permanecerão na Câmara para além deste Executivo, funcionárias essas com provas dadas da sua competência técnica, mas que não são responsáveis políticas pelas decisões desastrosas dos seus superiores hierárquicos. É a mesma pessoa que mostra documentos que não são exactamente iguais apesar de estarem disponíveis publicamente, é a mesma pessoa que intimida Presidentes de Junta , é a mesma pessoa que insinua informações privilegiadas de um familiar de um Deputado Municipal é a mesma pessoa que não cumprimenta quem o critica ... é sempre o mesmo. Até quando?
De Paulo Sousa a 2 de Janeiro de 2009 às 14:25
500 EUR = 4,3%
200 EUR = 1,4%
100 EUR = 10,8%
50 EUR = 37,4%
20 EUR = 19,6%
10 EUR = 15,2%
5 EUR = 11,3%

Percentagem de cada espécime relativamente ao total da circulação de euros.

PS: Viram o D. José Policarpo na 2ª página do Correio da manhã?
De Anómico a 2 de Janeiro de 2009 às 15:06
à conta disto somos notícia... Óbidos é por ouras coisas! Sugiro a leitura de um dos blogues mais divertidos da blogosfera: http://marrretas.blogspot.com que diz o seguinte:


NATAL DE FANCARIA
Uma pistola de plástico que lança setas foi a prenda escolhida pela Câmara Municipal de Porto de Mós para oferecer, pelo Natal, aos alunos do sexo masculino que frequentam as escolas do primeiro ciclo do concelho. A oferta da pistola não foi bem acolhida por alguns pais.
E com razão: estas pistolas não servem para dar tiros nos professores nem para assaltos. Se não a câmara não tinha verba para pistolas de verdade, oferecesse naifas!
WALDORF
Etiquetas: tivemos um ASAEr do caraças
De anonimo a 2 de Janeiro de 2009 às 16:31
O mais engraçado é que o Jornal Online cá da terra http://www.cincup.pt/, vai actualizando as noticias, mas sobre o que se passou na ultima Assembleia Municipal ou sobre o episódio das pistolas de plástico nem uma palavra.
A Lei da rolha também já chegou ao Portomosense, ou será que foi lançado o aviso: calem-se se querem o subsidio?
Pode ser só coincidencia,
Mas que estão calados, estão!
De anónimo a 2 de Janeiro de 2009 às 16:44
Se não fosse o Vilaforte e os jornais de fora não se passava mesmo nada.
De Maria Antonieta a 2 de Janeiro de 2009 às 17:08
Este episódio das pistolas é na verdade lamentável. Eu percebo que não é própriamente funções de um Presidente do Município preocupar-se com as prendas que o mesmo Município irá oferecer, pois tem de ter pessoas responsáveis e á altura para tratar desses promenores.
Agora depois de um incidente destes
é função do Presidente averiguar as coisas.Porque foi feito tamanho disparate e com que objectivo?
Por outro lado se não foi de todo responsabilidade das técnicas, então porque não utilizam este mesmo espaço ou outro para virem denunciar que a responsabilidade não é delas.
È que uma psicóloga, uma assistente social e uma socióloga fazerem uma opção destas e ainda por cima fazendo parte do Gabinete de Educação Municipal , parece-me na minha opinião muito grave. a não ser desmentido é a competência e o brio profissional delas que está em causa. Quem cala consente, por isso é da maior urgência quie as coisas não fiquem por isso mesmo.
O Senhor Presidente tem o dever de apurar responsabilidades e quem as tiver deve de uma vez por todas assumi-las.
Porto de Mós não pode continuar a ser notícia pelas piores coisas como já foi no assunto da mordaça na escola e agora esta situação.
O Concelhonão merece isto e quem vota tem o direito e o dever de exigir que se apurem responsabilidades.

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