Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

1 ANO DO PROGRAMA "MAIS CENTRO" - A REALIDADE

PRIMEIRO ANO DO MAIS CENTRO (Programa Operacional da Região Centro) QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional (2007/2013)

 

Foi recentemente apresentado o balanço do primeiro ano do “Mais Centro” www.maiscentro.qren.pt, no âmbito do QREN.

Nessa Sessão Pública, que decorreu em Tomar no passado dia 16 de Dezembro, foi distribuída uma brochura que caracteriza todas as áreas de intervenção e identifica as candidaturas as Fundos Comunitários aprovadas até 30 de Novembro de 2008.

De acordo com a nota introdutória desse documento, o Presidente da Comissão Directiva do Mais Centro, refere que “Decorrido o primeiro ano desde a abertura dos concursos, o Mais Centro aprovou, no conjunto dos seus Regulamentos, 443 candidaturas, a que corresponde um montante total de investimento de 448 milhões de euros e a que foi atribuído um financiamento de 218 milhões de euros. Mais de 80% destas aprovações já se traduziram por contratos assinados entre a gestão do programa e os promotores, o que constitui um bom indicador da capacidade de disponibilizar os recursos em causa aos beneficiários. Os números referidos mostram também o importante efeito de alavanca do programa, ou seja, a sua capacidade para impulsionar o investimento dos promotores, entre os quais se encontram agentes públicos (especialmente autarquias locais) e agentes privados.”

Naquilo que são as Principais áreas de intervenção direccionadas para as Autarquias Locais verificamos que no Distrito de Leiria foram os seguintes os Projectos aprovados e respectiva comparticipação a “fundo perdido”:

1 – Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos (Eixo 2)

Município de Leiria (1 Projecto)Comparticipação Feder                6.721.198,16

TOTAL QUE O DISTRITO DE LEIRIA VAI RECEBER DE FUNDOS FEDER PARA O PROGRAMA DE PARCERIAS PARA A REGENERAÇÃO URBANA €6.721.198,16

 

2 – Requalificação da Rede Escolar do 1º Ciclo do Ensino Básico e Pré-escolar (Eixo 3)

Município da Nazaré(3 Projectos)      Comparticipação Feder       3.424.998,67

Município de Caldas da Rainha         Comparticipação Feder       5.210.795,63

Município da Batalha (1 Projecto)      Comparticipação Feder       1.163.133,97

Município de Ansião (2 Projectos)    Comparticipação Feder       1.367.588,57

Município de Castanheira  Pêra         Comparticipação Feder          811.462,51

Município de Leiria (1 Projecto)         Comparticipação Feder          671.702,50

Município de Óbidos (3 Projectos)    Comparticipação Feder       3.119.407,36

Município de Pedrógão Grande        Comparticipação Feder           636.941,19

Município de Alcobaça (2 Projectos) Comparticipação Feder       2.077.936,86

Município de Alvaiázere (1 Projecto) Comparticipação Feder          634.987,84

Município de Pombal (5 Projectos)    Comparticipação Feder       3.197.529,95

 

TOTAL QUE O DISTRITO DE LEIRIA VAI RECEBER DE FUNDOS FEDER PARA RECUPERAÇÃO DO PARQUE ESCOLAR REFERENTE AOS 4 CONCURSOS ABERTOS PARA CANDIDATURAS AO PROGRAMA:      € 22.316.485,05

 

3 - Protecção e Valorização Ambiental (Eixo 4)

Município de Pombal (1 Projecto)Comparticipação Feder              23.958,00

 

TOTAL QUE O DISTRITO DE LEIRIA VAI RECEBER DE FUNDOS FEDER PARA a GESTÃO DE ESPAÇOS PROTEGIDOS E CLASSIFICADOS     €23.958,00                           

Município de Peniche          Comparticipação Feder                      825.190,50

Município Marinha Grande Comparticipação Feder                      405.642,00

Município de Leiria              Comparticipação Feder                      71.248,23

Município Caldas Rainha    Comparticipação Feder                      301.558,68

Município de Pombal           Comparticipação Feder                      23.027,81

TOTAL QUE O DISTRITO DE LEIRIA VAI RECEBER DE FUNDOS FEDER PARA ACÇÕES DE VALORIZAÇÃO DO LITORAL                                                            €1.626.667,22

 

TOTAL DO FUNDOS FEDER PARA COMPARTICIPAÇÃO DE PROJECTOS APROVADOS NO DISTRITO DE LEIRIA (13MUNICIPIOS CONTEMPLADOS)    30.688.308,43

 

BALANÇO DE 1º ANO DE QREN (MAIS CENTRO)

PARA PORTO DE MÓS NEM UM PROJECTO APROVADO E NEM UM CÊNTIMO DE FUNDOS FEDER.

Foi este o cenário, que de forma sintética ousei transmitir na última Assembleia Municipal e questionar o Presidente da Câmara sobre estes factos.

Apesar de ter sido de imediato desmentido (para ele parece-me que o balanço é positivo), infelizmente esta é uma triste realidade que revela bem a incapacidade dos nossos Autarcas, ou melhor, a capacidade de 13 dos 16 Autarcas do Distrito de Leiria.

Em Porto de Mós, o Poder Autárquico continua a “tapar o sol com uma peneira” e a usar a táctica de atirar “areia para os olhos” para fazer crer que aqui Governa quem tudo sabe e que só não faz mais porque não é possivel.

Há projectos "chumbados"? Há falta de projectos? Há falta de candidaturas?...a resposta do Presidente da Câmara é não a todas estas perguntas, só não há projectos aprovados, NEM UM!

 

Aliás, é como os outros! Só com a pequena diferença que os projectos dos outros são aprovados e as coisas acontecem e quando acontecem traduzem-se em euros, tendo como consequência maior investimento e mais desenvolvimento.

Por aqui, vão sendo dadas desculpas, arranjando-se subterfúgios, apontando o dedo à oposição, ao passado e pronto, “tá-se bem”…

 

Das 443 candidaturas aprovadas a que corresponde um montante total de investimento de 448 milhões de euros e a que foi atribuído um financiamento de 218 milhões de euros o Municipio de Porto de Mós não é beneficiário de qualquer apoio.

O Presidente da Câmara não se cansa de auto elogiar a sua capacidade para aprovar candidaturas e trazer para Porto de Mós muitos milhões de euros referentes ao QREN.

Passou um ano e o resultado está à vista

Afinal quem fala verdade?

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publicado por Jorge Vala às 00:00
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11 comentários:
De Luis Malho a 5 de Janeiro de 2009 às 00:40
Jorge, a verdade custa muito a ouvir, quando não agrada.
Factos e Números como costumo referir nas empresas, enquanto consultor, o resto é tudo conversa de embalar.
Está aqui, para quem quiser analisar e reflectir, sobre aquilo que não está a ser feito pelo nosso Concelho.
É lamentável e mais grave é o "manto branco" que se estende sobre tudo isto.
Será o Vilaforte, mais uma vez, o veículo que vai "levar" esta informação para a comunicação Social?
É grave e como o próprio Sr. Presidente da Câmara diz, esta é a última oportunidade.
DESPERDIÇADA DIGO EU.
De Paulo Sousa a 5 de Janeiro de 2009 às 00:46
Contra factos não há argumentos.
Excepto quando há falta de cultura democrática. Nesse caso parte-se para a ofensa pessoal e para a insinuação.
Se não houver um pingo de vergonha pode ainda acrescentar-se: «Jorge Vala “precipitou-se na análise das minhas palavras. Se alguém se poderia sentir com as palavras trocadas sou eu, pois fui injuriado”.» (Região de Leiria)
De Mirense a 5 de Janeiro de 2009 às 02:29
Para haver projectos aprovados é indispensável que existam os projectos.
Existir um projecto,obriga a ter os elementos desenhados, as quantidades de trabalho e materiais, e uma estimativa orçamental.
Porque é que a Camara não apresenta o projecto da Central?
E o projecto da rede de saneamento de Mira de Aire?
O presidente farta-se de falar disto.
Mostre-os. Não uns esboços, mas o projecto.
Só mais uma pergunta-para além do valor astronómico de trabalhos imprevistos no teatro de Mira de Aire, quanto vai custar o sistema de som e projecção de imagem?
E as cadeiras?
E o sistema de climatização?
E a teia do palco?
No final, cá estaremos para ver, uma obra que será sumptuária e estéril,sem o minimo de racionalidade económica,custará mais de 5 milhões de euros.
Apesar disto, quem vai ao cinema a Porto de Mós, morre de frio,porque não se arranja o sistema de climatização.
.Como dizia Vasco Pulido Valente, no artigo-VIVER da DIVIDA-publicado no Público, "o país(concelho)não ouviu; e o suborno eleitoral continuou imperburbavel"
O Presidente da Républica afirmou que o País viva acima dos seus meios.
O concelho vive acima dos seus meios.
Quem paga a obra, mas mais grave,como se vai sustentar e conservar?
Uma obra que só serve uma localidade, que infelizmente,nos ultimos 20 anos perdeu mais de 20% da população, a que depois não haverá dinheiro para mandar reparar as avarias.
Passem pelo pavilhão cá da terra e vejam o estado de degradação que tem. E o de Porto de Mós também.
Mas para o presidente falar disto é insultá-lo.
De facto,as verdades entram pelos ouvidos.
É pena que da boca não saiam também verdades.
Mira de Aire precisa de actividades que atraiam gentes.
Não há cultura, que sobreviva de falta de trabalho ,estomagos vazios e em processo de desertificação.
De Irene Pereira a 5 de Janeiro de 2009 às 07:59
Os números estão aí, claros como a água. Não adianta insultar ninguém, eles não desaparecem.
Sugiro a leitura das actas de reunião de câmara relativas à aprovações do orçamento e plano de actividades (não sei se estará no moderno e actualizado site da câmara, mas se não estiver podem ser requerida). Ouçam o discurso do poder... Nunca veio tanto para Porto de Mós, perante a posição expressa pelos vereadores da oposição que Porto de Mós pouco ou nada tem beneficiado em ter uma câmara da mesma cor do governo, agora comparem com os números.
Veja-se Pombal... Não precisa de ter uma câmara da cor do governo, precisa de gente séria e que trabalhe, que faça projectos de qualidade e que os apresente nos locais próprios. O resto é folclore.
Enquanto o folclore desfila e se distrai a atenção do povo, Porto de Mós estagna.
De Pedro Oliveira a 5 de Janeiro de 2009 às 09:30
A força dos números e da verdade vêm sempre ao de cima.A calúnia, a má educação e falta de convivência/cultura democrática demonstradas nestes últimos 3 anos de executivo socialista em Porto de Mós, seria o suficiente para uma mudança em 2009, se acrescermos a isso a incapacidade de gerir os destinos do Concelho, revela que há uma oportunidade,clara, de apresentar aos Portomosenses um projecto, sem embarcar em demagogias faceis, credivel e que seja em tudo, forma e conteúdo, diferente do actual.
Porto de Mós MERECE!
De Hugo Besteiro a 5 de Janeiro de 2009 às 21:11
Sim, um executivo como o da Marinha Grande ;)

Abraço e bom ano!
hb
De Anómico a 5 de Janeiro de 2009 às 11:44
E fez-se silêncio... Estão a digerir os números!
De pardalita da cruz da légua a 5 de Janeiro de 2009 às 12:39
Não se trata só de um ano.-
O QREN está em vigor entre desde 1 de Janeiro de 2006 e vai até 2013.
Desde aquela data que todas as despesas de projectos a aprovar, são comparticipadas.
Já lá vão 3 anos.
Este atraso que prejudica o País e o concelho, revela qualquer coisa- estamos a ser governados por socialistas.
De violeta a 5 de Janeiro de 2009 às 18:08
Mesmo que não se saiba quem fala verdade; a verdade é essa que descreves...estamos em Portugal!
Bom ano!
Pensa que tens estes maravilhosos livros para ler...
Ah! como os adorei!
De Ana Narciso a 5 de Janeiro de 2009 às 18:20
Mas onde estão os apoiantes deste executivo , sempre tão rápidos a teclar neste blog? Está provado pelos números aqui apresentados que este executivo desperdiçou tudo o que tinha a desperdiçar. E ainda faltam 8 meses!!!!!!!
De Conus (caracol marinho) a 5 de Janeiro de 2009 às 20:52
Foi por ter denunciado a ineficiência do executivo,feita pelo Jorge Vala, que os documentos da CCR,confirmam,que Salgueiro disparou para todos os lados?
Que coloca em causa uma funcionária com 20 anos de casa?Que ameaça?
Que faz reagir Vitor Louro e Ana Paula daquela forma?
Pessoas que perpetuam o sussurro,o barulho e a confusão?
Que se vota sem saber o que se discutiu e continua-se a conversar.
Em que as questões pessoais estão sempre na ordem do dia.
Insultam-se os partidos contrários.
Tem apoiados que são apupos e outros que são insultos?
De facto Jorge, só para os democratas a opinião é legitma e é justa.
Pessoas sem ideias,sem principios,sem consciencia,nem independência, é o mais caracteristico,de quem se ajusta conforme os interesses de momento.
Infelizmente esta teoria tem, na nossa camara e assembleia,dos melhores exemplos, e tu Jorge por dizeres as verdades,foste vilipendiado e muito bem esteve o Presidente,ao interromper os trabalhos,quando pessoas existem que não respeitam o regimento, que eles próprios aprovaram.
Sabe Jorge, esta gentalha não gosta de ouvir verdades.

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