Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Lisboa geminada com Gaza

Os terroristas do Hamas que convencem os seus jovens a vestir o colete de explosivos, que são os mesmos que fuzilaram os adversários derrotados em eleições livres (como se pode ver aqui - as imagens são violentas) são os mesmos que não têm qualquer programa de bem-estar  para o povo à sua guarda, pois a sua única preocupação é a destruição de Israel, irão receber uma proposta de geminação da cidade de Lisboa.

Os terroristas do Hamas que festejaram os atentados de Nova Iorque, de Bali, de Madrid e de Londres, hoje festejam esta geminação proposta na Assembleia Municipal de Lisboa pelo Bloco de Esquerda e aprovada com o votos favoráveis do BE, PCP e PEV e com a abstenção do PSD, PS e CDS-PP.

A história fica registada nas entrelinhas da indiferença.

publicado por Paulo Sousa às 23:30
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14 comentários:
De José Ferreira a 22 de Janeiro de 2009 às 00:16
Vindo de quem vem a proposta, a mesma não me espanta.
Espanta-me sim:
-a impunidade com que Israel continua a fazer tábua rasa das decisões da ONU:
-como é que a UE continua a apoiar um movimento,financeiramente,que considera que Israel não tem razão de existir como Estado,legitimando a sua quebra do cessar-fogo;
-espanta-me que o PS e o CDS se abstenham;
-causa-me calafrios que o PSD não tenha a coragem de se demarcar de oportunismos esquerdistas,reclamando a aplicação do direito internacional,unica forma dos principios da democracia e dos direitos humanos,sejam efectivamente respeitados por TODOS.
Só dessa forma se poderão evitar a morte de mais inocentes.
Que a politica internacional prima pela hipocrisia,todos sabemos.
Seria bom e pedagógico para a nossa democracia, que abandonassemos o preconceito do politicamente correcto e tivessemos coragem de assumir posições claras.
De Paulo Sousa a 22 de Janeiro de 2009 às 08:37
Sabe o que acho, estes senhores do BE são pró-palestinianos não por convicção mas por exclusão de partes. Tendo a esquerda revolucionária do BE um ódio visceral aos EUA e ao representam nunca podem estar do lado de Israel.
O Dr. Miguel Portas uma delegação do Parlamento Europeu na primeira visita a Gaza depois do cessar fogo. São tão progressistas que poderiam aproveitar a viagem e ir lá defender o casamento dentre homossexuais. Seria interessante ver a reacção do Hamas.
De Pedro Oliveira a 22 de Janeiro de 2009 às 09:52
Nesta pouca vergonha,politica, que se tornou este conflito no médio oriente, ainda hoje nas ONU os únicos que se abstiveram de mais uma resolução da ONU, em relação a tréguas definitivas, foram os EUA. Ninguém é inocente a não ser a população civil.
O que me choca, sinceramente, não é a proposta do BE, que já sabemos ao que vai com as suas ridiculas propostas politicas, maior parte delas como se comprova mais uma vez, o que me choca, é o cinzentismo do PSD, não há coragem politica em tomar posições, em clarificar ideias em tomar um caminho.Será pedir muito que quero o meu PSD de volta?
De Maria a 22 de Janeiro de 2009 às 10:09

A imagem que nos é apresentada vale por muitas palavras, o fanatismo religioso do hamas é levado ao extremo e é motivo para a reprovação de todas as vertentes politicas, ou pelo menos devia de ser ...

Na minha opinião as duas facções envolvidas estão erradas quanto à forma de luta pela defesa das suas convicções ou na defesa da sua pátria, de um lado a força desmesurada e cega, do outro o fanatismo religioso levado ao extremo ...

Uma coisa é certa, na minha opinião, nesta guerra não abundam inocentes, crianças na sua maioria e chega ...
Os bloquistas e os seus ideias ultra liberais na defesa das ditas minorias tem muito que se lhe diga ... são uma vertente política muito pouco coerente mas eles lá sabem ...

Sim, concordo com o Sr. José Ferreira, falta coragem política aos politico da nossa praça, ou se calhar dá jeito não ter coragem política ..

Cumprimentos,
De HB a 22 de Janeiro de 2009 às 10:34
A mim dá-me ideia que não será preciso grande esforço para convencer quem quer que seja (incluindo jovens) a combater o regime de Apartheid imposto por Israel ao longo das décadas. Não deixa de ser curioso que nesta "guerra" as "pobres vítimas israelenses" tenham sofrido 13 baixas (3 civis, 10 militares) e os "terroristas palestinianos" mais de 1300 (na sua maioria civis).

Dizer que o Hamas "não têm qualquer programa de bem-estar para o povo à sua guarda" é desconhecer a realidade da Faixa de Gaza.
A ler:
http://en.wikipedia.org/wiki/Hamas#Provision_of_social_welfare_and_education

http://resistir.info/palestina/historico_crise.html
De Paulo Sousa a 22 de Janeiro de 2009 às 11:44
Caro HB,
O melhor welfare_and_education que o Hamas preconiza está representado pela foto que coloco no inicio do texto. Infelizmente não é uma montagem.
De LR a 22 de Janeiro de 2009 às 11:52
Só para desanuviar a coisa, será que aquela terá sido dada pelo "Salgueiro" lá do sitio? e funciona?...
De Paulo Sousa a 22 de Janeiro de 2009 às 12:03
Os partidos assim como os media e muitos cidadãos transpiram uma cobardia subliminar em lidar com a situação.
Senão vejamos:
Perante as formas de combate escolhidas pelos terroristas ninguém os quer como inimigos. Receamos que tomando uma posição objectiva a favor da democracia e do respeito das liberdades individuais, nos tornemos no próximo alvo do terror.
Sabemos que os fundamentalistas têm como objectivo a criação de um califado global, ou seja que o mundo inteiro se converta ao Islão e adopte a sharia, a lei islâmica, mas preferimos retirar apoio a Israel, porque sabemos que eles não nos colocam uma bomba no metropolitano. Isto é vergar-se ao terror. Isto é o que os fundamentalistas pretendem. Isto é, e para já, 0-1 a jogar em casa. É cobardia meu caro Watson.
Não pensemos que o terrorismo irá parar, ou que as mulheres árabes irão passar a ver respeitados os seus direitos só por Lisboa ser geminada com Gaza. Todo o mundo ocidental, democrático e livre é inimigo do fundamentalismo e isto não acontece por nossa escolha, mas por escolha dos lideres de movimentos radicais como os do Hamas.
De HB a 22 de Janeiro de 2009 às 12:47
Então e o "Grande Israel" e o sionismo é o quê?

A resposta à questão do Hamas foi bastante profunda.. fartei-me de aprender.
De Paulo Sousa a 22 de Janeiro de 2009 às 14:18
Se reparar as questões que levanto são sobre os princípios que regem o mundo ocidental, e não sobre questões territoriais. Desviar a conversa das questões de fundo e de princípios acrescenta ruído ao debate. Nada do que aqui possa dizer sobre a fronteira X, ou o território Y, retira valor à questões de princípio.
Uma vitória dos fundamentalistas obrigaria às nossas mulheres e filhas a andar de burka e não lhes permitiria ter carta de condução ou ir ao cinema, como acontece nos países regidos pelas regras que nos querem aplicar. Sobre isso tenho opinião formada.
De HB a 22 de Janeiro de 2009 às 14:38
Então se calhar talvez queira ler o que os "fundamentalistas" fizeram, por estes dias, em Génova.. http://www.telegraph.co.uk/news/4287979/Catholic-Church-blocks-plans-for-atheist-bus-adverts.html

E pensar no que a "civilização" fez ao longo dos séculos.

E chamar ruído a alguma informação (tal como a que indiquei no primeiro comentário, que era bem mais que uma questão de território) tendo em conta o seu post e os comentários seguintes parece-me no mínimo caricato.
De Rafael Marcelino a 22 de Janeiro de 2009 às 16:53
Estas coisa de Geminações deve de ser só para o pessoal falar e disrair.É como se diz na giria futebolistica, quando a equipa sente que está a ganhar começa a mandar bolas para canto.
Neste caso Israel mais uma vez lhe aconteceu como há 2-anos no Libano. RECUOU e a missão (Dita) ficou por ser cumprida. Destruiram lares e vidas no Libano (Agora andam os Portugueses a pagar e reconstruir) e aqui é igual. O Hamas continua vivo e com mais legitimidade do seu povo que o elegeu para governar (Nunca foi reconhecido por conveniências dos armadores de guerras). Afinal para que valeu isto?
Votos? eleições em Israel? e que tal, não foi o Tal senhor que recebeu o prémio Nobel da Paz agora a mandar matar?!
Quem quebrou o acordo-cessar fogo no dia 4 Novembro de 2008?! era bom lembrar isto.
Nota-se cada vez mais o radicalismo de ambos os lados aonde o ódio vai ser cada vez maior do que o raciocino pela PAZ.
O BE e os comunatas deviam era de estar caladinhos e resolver os problemas da Cidade de Lisboa e deixarem-se de tretas irresponsáveis.Quanto aos PSDs, PSs e CDSs, envergonhem-se com estas decisões de estarem caladinhos (Abstenção) vale muita interpretação.
Deixo uma atenção para meditar
http://ca.youtube.com/watch?v=j5qbesfKXbc

http://videos.sapo.pt/NwjY1KeL5pUnGiyV0OSj
De Maria Antonieta a 22 de Janeiro de 2009 às 18:02
Os números dizem tudo quanto á injustiça desta guerra( nenhuma é justa) 13 contra 1300 e depois o oportunismo. Israel retira de Gasa no dia de tomada da posse de Obama. Feliz coincidência.
Sabem uma coisa?
As guerras, a malfadada crise, a chuva que não pára e nos põe a todos cinzentos e um frio de rachar. Vou deixar aqui uma lufada de ar fresco:
Diferente

entro pelo dia
através da palavra

na rua
apenas mais uma
que fala, ri, sente

na ponta dos dedos
nas sílabas a fluir
sou única
das frases contente
neste desvario de poesia

sei-me gente.
diferente...

Este poema é da nossa amiga Irene.
Visitem o blog dela porque vale a pena .
Aqui fica o endereço.
http://tantodemimrabiscos.blogspot.com/

De Anómico a 22 de Janeiro de 2009 às 20:24
Quem recorre a escudos humanos:
o Hamas ou Israel?
por Domenico Losurdo
Nestes dias, na tentativa de desviar a indignação da opinião pública do massacre da população civil perpetrado pelos bombardeamentos da aviação israelense, uma campanha nos vários meios de comunicação, claramente planeada em Tel Aviv, repete incessantemente o seguinte argumento: sim, é verdade, mulheres e crianças palestinas são assassinadas e martirizadas em massa pelas bombas israelenses (e americanas), até com armas proibidas pelas convenções internacionais, mas a culpa toda é... do Hamas, que se serve de mulheres e crianças como escudos humanos.

Mas eis aqui um comentário no International Herald Tribune de 22 de Junho de 2006, escrito por Haim Watzman, que antes havia servido nas fileiras do exército de Tel Aviv:

"Há nove meses o Supremo Tribunal de Israel proibiu o exército israelense de usar civis (palestinos) como escudos humanos para invadir casas onde se julgavam estar combatentes palestinos. Na semana passada o diário israelense Haaretz afirmou que a consequência desta decisão foi pôr os civis palestinos numa situação de ainda maior perigo: os soldados já não entram nas casa para procurar os seus alvos; o exército usa bulldozers para demolir as casas com as pessoas no interior".

Assim, ficamos a saber de fonte insuspeita que os primeiros a usar como escudos humanos os Untermenschen (sub-humanos) palestinos são os próprios que hoje pretendem marcar como bárbara a resistência. O exército de Tel Aviv parou de utilizar esta técnica apenas para poder sepultar mais rapidamente e sem distinções as suas vítimas.

E todavia, a julgar pela campanha que se desenrola nos meios de comunicação, não é lícito pôr em dúvida a verdade oficial, segundo a qual o recurso à utilização de escudos humanos é uma prática utilizada apenas pelos bárbaros do Hamas, pelos palestinos, pelos árabes e islâmicos de todo o tipo, incapazes de compreender o valor da vida humana.

Como explicar o êxito deste estereótipo? Poucas semanas antes do início da operação Barbarossa, surpreendido pela destemida resistência encontrada na União Soviética pelo exército hitleriano, a 11 de Agosto de 1941, Goebells anota no seu diário: "Para os russos a própria vida tem apenas um valor subordinado, vale menos que uma limonada. Assim, renunciam à vida sem se lamentarem. Isto explica em grande parte a obtusa resistência que os bolcheviques opõem ao ataque alemão".

Nos grandes meios de "informação" italianos e ocidentais Goebells celebra por estes dias o seu póstumo triunfo.

(Para um mais amplo tratamento dos temas aqui abordados remeto para o meu livro " Il linguaggio dell'Impero" "A linguagem do Império", Laterza, 2009).

O original será publicado em http://domenicolosurdo.blogspot.com/ Traduzido por João Camargo.



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